The Little Dark Secret
7 Capítulo 7: The hardest thing to do is say Goodbye
Notas iniciais
Oooi mundoo,
Bom, dei uma pausa na escrita para organizar como ia continuar daqui pra frente.
Tudo que posso dizer é que vai rolar MUITA treta ainda hahhahahah.
E não vou negar que esse foi meu capítulo mais difícil até agora :(.
Tive a ajudinha de Goodbye de Fifth Harmony, espero que gostem!
Meus olhos demoram um tempo para se acostumar com a luz que se encontra logo em cima de mim.
Começo a examinar o lugar em que me encontro. É um quarto, porém não é o meu quarto.Pelo menos sei que estou em casa pelas cortinas em cores pastéis, característica por aqui.Levanto um pouco a cabeça para conseguir localizar um espelho quebrado, no canto do quarto localizo Mary dormindo toda encolhida em uma poltrona preta.Fico um tempo avaliando o local e tentando organizar os flashs em minha cabeça. Até que me dou por vencida pela minha curiosidade e saio cuidadosamente do quarto.Após um tempo, me localizo. Estou no quarto andar, que funciona como um andar para hóspedes de outras nações por ser bem calmo. Papai costumava dizer que aqui as pessoas são afastadas dos problemas reais da casa, já que o movimento cotidiano ocorre nos andares de baixo.Me sinto enjooada ao pensar de qual problema estou sendo afastada.Desco as escadas descalça tentando não chamar muita atenção. A calmaria do quarto andar já se encontra distante, consigo claramente ver um vai e vem constante no escritório de papai e constato serem os preparatórios para o velório de Rose.Fico um tempo paralisada nos últimos degraus da escada tentando me acostumar com o termo: "velório de Rose", até que alguém toca delicadamente meus ombros:–Senhorita? Me viro para a voz suave encontrando uma moça com aparência serena, funcionária da casa, pelo seu uniforme.–Sou Regina -A moça se apresenta ao perceber que não emiti nenhuma resposta:–Sou... Sou a nova governanta, senhorita.–Como assim "nova governanta"?-Regina faz menção de responder, mas não dou oportunidade: -Não quero uma nova governanta. Por Deus, Rose morreu ontem.Quando me dou conta minha voz já está alta o suficiente para chamar atenção de alguns funcionários. Mary me alcança na escada e começa a tentar me levar de volta ao andar de cima. Persisto um pouco, olhando com horror para moça em minha frente que nessa altura, já se encontra com os olhos vermelhos.Acabo me dando por vencida e subo rapidamente as escadas com uma Mary em meu entrelaço.–Ela é igualzinha Rose -Digo entrando atordoada no quarto em que acordei.-Igualzinha,Mary!–Kath, se acalma por favor! Todos sentimos imensamente por Rose, Regina não tem culpa de nada.–Ela era igual ela- Repito mais algumas vezes-Rose era igual mamãe.O silêncio reina após meu último comentário, Mary parece estar tentando achar as palavras certa e quando vem em minha direção, por mais que seu olhar seja o mais doce possível, sou obrigada a fazer um pedido:–Eu quero ficar sozinha. -Digo apenas.Fico um tempo significante encarando a porta encostada em minha frente por onde minha amiga acabou de passar.Levanto e vou em direção ao espelho do quarto, observo minha aparência cansada e só então me dou conta que não tive oportunidade de chorar sozinha ainda.A ideia me parece tentadora, mas acabo optando por jogar o espelho já quebrado no chão. Não consigo evitar que um grito escape de minha garganta. Um grito de dor, de culpa e acima de tudo, um grito de ódio.–Quebrar o espelho foi minha ideia.- Viro em direção a porta e encaro um Tyler diferente. Sua fala pode conter certo humor, mas sua aparência com certeza é a pior de todos.–O que aconteceu? -Pergunto num fio de voz.–Eles acham que foi algum tipo de veneno, não teve nenhum sinal de anormalidade na rotina dela.-Tyler responde com o olhar vazio e perdido assim como o meu.Só então lembro que ele não tem mais família. Rose, a irmã de sua mãe, era sua última parente viva.De repente sinto uma enorme necessisade de sair do quarto:–Você está bem? -Tyler lança uma pergunta estúpida que sooa mais com uma preocupação.–Você está? -Respondo antes de descer as escadas com certa urgência.De longe, avisto dois seguranças na minha porta.É a cena do crime. Me enjoo novamente com o pensamento.–Saiam- Digo sem expressão parada em frente ao quarto.Bufo com a persistência dos dois funcionários e elevo um pouco a voz:–Eu já disse pra saírem.Ainda receosos, eles abrem passagem para mim.Entro no ambiente tão conhecido já me perguntando se foi uma boa ideia.Passo a mão pelos lençóis já trocados onde Rose estava, alguém com certeza pensou que eu iria vim aqui. Abro a primeira gaveta do criado-mudo e encaro a pequena folha de lírio ali ignorando as lágrimas no canto dos olhos.Me agarro naquela flor tão delicada e me permito sentir o impacto dos últimos acontecimentos.Me permito chorar,gritar,espernear. Pela primeira vez, me permito me despedir daqueles que eu já perdi.
Notas finais
Rosas são vermelhas
Eu amo francês
Leitores fantasmas
EU CONSIGO VER VOCÊS
Sou fofa, juro
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