The Life I Always Wanted.
2 Capítulo 2 - Juvia Lockser
Notas iniciais
Capitulo dois: Juvia Lockser.
A vida é um eterno círculo vicioso, o que nos acontece hoje, certamente se repetirá amanhã, não importa quanto tempo vivera, não importa o quanto tente mudar, certas coisas não tem como evitar é instinto. Não julgo a vida como algo cruel, talvez apenas imprevisível ela pode levar embora as pessoas que já viveram muito, mas também as que nem conheceram o significado de viver... A vida julga as pessoas com as próprias regras... Mata para que as outras nasçam.
01 de Março de 1996 – Dava entrada no pronto socorro de Fiore, Megumi Lockser, fora encaminhada direto para a sala de cirurgia... Gravida de oito meses, Megumi com 25 anos, tenta uma segunda gravidez sendo que a primeira a mesma teve uma aborto no segundo mês. O primeiro aborto não era a preocupação dos médicos que a acompanhavam, o coração de Megumi Lockser estava sobrecarregado e frágil...
– Salva minha filha, por favor... Salva minha bebe! – sussurrou Megumi, com os olhos entre abertos deixando uma fina lagrima escorrer.
Uma cirurgia arriscada começara, a missão seria salvar as duas, mas quando Juvia Lockser teve o ar em seus pequenos pulmões pela primeira vez, o coração de Megumi parou... Já frágil de nada adiantada tentar revive-la, Megumi Lockser deu a própria vida a Juvia Lockser.
~*~
Às vezes o amor pode ser transformado em doença, doença que coroe por dentro matando pouco a pouco... Ele dizia não poder viver sem ela, mas ela não teve escolha à morte veio lhe buscar.
– Gai? Gai? – atendeu o celular que tocava há minutos, um numero desconhecido seguido por uma voz feminina, tremula e chorosa – Aonde você esta?
– Quem fala?
– Sou eu, Inori... Gai, Gai cadê você? Gai?
– Oque esta acontecendo Inori? Estou no escritório, já estou indo para casa.
– Vem para o hospital.
– INORI OQUE ESTA ACONTECENDO?
– Gai a Meg...
– OQUE ACONTECEU COM A MEGUMI? DIGA!
– A Meg esta morta Gai.
Celular em sua mão fora arremessado contra a parede, caindo despedaçado ao chão. Assim como o pequeno aparelho, o mesmo também fora ao chão de joelhos com as mãos a própria face, permitiu-se chorar, gritar. Mas não importa o quanto a chamasse, ou gritasse seu nome, não importa mais quantas vezes pedisse para ela voltar.
A chuva caía incessantemente. Em velocidade máxima o carro parecia dançar em meio ao asfalto molhado... Iria para o hospital, ou para algum outro lugar... Não sabia onde estava... Enlouquecido sem rumo, seus pensamentos eram dela, nela sobre ela, “morta, morta, morta, morta...”, isso se repetia em sua cabeça como se ela tivesse dado um curto, como se ela estivesse tentando processar a informação.
Aquela estrada molhada, aquele caminhão descontrolado, as luzes ofuscantes dos faróis e segundos depois ele estava morto.
Ela estava tão feliz, ele ainda lembrava-se do que ela havia dito horas atrás:
– Sinto como se fosse viver eternamente – dizia ela com o sorriso mais lindo do mundo no rosto, com aqueles olhos azuis como céu lhe encarando e emanando bondade.
Mas aquilo era apenas uma mísera lembrança.
– Eu amo você. – ele sussurrou, fechando os olhos...
Diferentemente do como as pessoas descreviam a morte, ele não viu a sua vida passar diante dos seus olhos, muito menos uma luz no fim do corredor. Era apenas a dor, ela e as memórias, que estavam morrendo aos poucos, assim como ele. E por um momento ele sentiu a presença de Megumi, e teve certeza disto ao sentir o perfume dela pairando no ar.
Alguns diriam que ele era paranoico, mas Megumi realmente estava presente ali, ela era seu anjo da guarda. O no fim o levaria com sigo.
~*~
Já havia amanhecido a festa terminou há horas, mas nem todos foram embora. Bêbados. Não era meu caso.
Uma musica ecoava em meio aos gatos pingados espalhados pelo salão. Mas em um canto, escuro e silencioso, a respiração dela ofegante e seu coração descompassador... Ele de mostrava desejo, suas mãos brincavam nas coxas dela, indo e vindo. Ela trocou olhares comigo, sorriu... Ela nem parecia a doce menina na qual eu chamara para sair noite passada.
Com as minhas mãos apertadas no volante, eu empurrei o carro pela pista, rezando para que o sinal estivesse verde ao meu favor. Estava, e voei pelo cruzamento. Na metade do caminho, começou a cair uma chuva fina... Pisei no acelerador, não havia nem um carro adiante. Eu estava sozinho. Não era um pensamento muito confortante.
Corria, subindo de três em três degraus, deixara o carro estacionado de qualquer jeito na garagem, terceiro andar, quarto 15.
– Gray-Sa...?
Surpreendida, um abraço e aquele cheiro gostoso que emana de sua pele, aquele calor gostoso que sinto em seus braços... Perto dela, é como se tudo fosse mais fácil.
– Oque houve? – perguntou ela, tocando delicadamente em meus cabelos.
– Não quero mais vê-la, nunca mais.
Ela abriu a boca para falar, mas nada disse... Continuou acariciando meus cabelos e por fim sussurrou: — O amor é como uma borboleta. Por mais que tente pegá-la, ela fugirá. Mas quando menos esperar, ela está ali do seu lado.
O amor pode te fazer feliz, mas às vezes também pode te ferir.
Mas o amor será especial apenas quando você tiver o objetivo de se dar somente a um alguém que seja realmente valioso. Por isso, aproveite o tempo livre para escolher.
~*~
Ela entrou na minha vida, eu me perdido naqueles olhos azuis oceano e me afogado na imensidão azul de seus cabelos ondulados.
Foi numa segunda-feira, primeiro dia de aula. A porta abriu-se e ela entrou, cabeça meio baixa, sorriso tímido e bochechas coradas.
– Licença, professora — sussurrou — Me desculpe, estava na secretaria terminando os detalhes da matrícula...
– Não tem problema, querida — nossa professora lhe direcionou um sorriso caloroso – Venha, se apresente para classe.
O tom rubro de suas maçãs do rosto ficou mais forte, e ela corou até as orelhas. Hesitou um pouco, mas deu um passo a frente, até que ficou de frente para toda a sala. Seus olhos encontraram os meus, e nos fitamos por pouco mais de 3 segundos. Ofereci um sorriso torto, tentando encorajá-la. Ela retribui, voltando seu olhar para o resto da turma.
– Ahn...meu nome é Juvia Lockser. Tenho 07 anos, e...sou de Edolas. Bem, é isso.
Ela olhou para a professora com um olhar de súplica,quase implorando para poder ir se sentar logo. Fora colocada no canto da sala, ao meu lado.
Eu a observava constantemente. Confesso que minhas notas até decaíram um pouco, porque não prestava atenção nas aulas. Com certeza a única coisa que eu estudava era ela. Eu sabia o jeito que ela puxava uma mexa de cabelo para trás com o polegar e rodava o lápis entre os dedos enquanto lia. O modo que ela apoiava o cotovelo na mesa, colocava o queixo sobre ele e piscava bem devagar, com sono... Ou também a maneira que ela cantarolava sempre a mesma música enquanto desenhava algo na aula de Artes.
Mas o tempo foi passando e o brilho em seus olhos se apagando, nos dias seguintes te encontrei sentada no canto da sala sozinha, sem ninguém, porém parecia que você não se importava com isso. Também foi naquele dia em que tudo começou, algumas das garotas da sala começaram a implicar comvocê.
Te xingavam na sua frente e mesmo assim seu doce sorriso continuava esboçado no seu rosto. Mas... Quando olhava nos teus olhos via que a dor estava corroendo sua alma aos poucos. Eu queria fazer alguma coisa, mas você não deixava eu me aproximar... Por quê? Porque queria me proteger de zoações, mas no momento que precisava de proteção era você.
Eu te observava todos os dias e me perguntava: Como podiam ser tão cruéis com você?
Aos poucos seu sorriso angelical se transformava em um sorriso melancólico. Encostava a cabeça na parede da sala de aula e pude jurar ver uma lágrima escorrendo por sua face pálida, mas mesmo assim seu sorriso continuava lá, enganando todas as pessoas ao seu redor, menos eu...
Fui um covarde, devia ter feito isso antes não é? Não só para lhe observar de longe novamente. O ódio e a dor corroíam a minha alma, sentia toda a sua dor, parece que seus sentimentos foram passados para mim...
Estavam a sua volta, podia ver estampado em seus lábios aquele sorriso, triste... Um garoto da classe se aproximou de ti puxando-lhe os cabelos, e pela primeira vez vi sua lagrimas, não pude controlar meu corpo, comecei a esmurrar a cara do tal garoto.
Fui a diretoria, levei uma suspensão depois de xingar algumas meninas e bater nos garotos, pude ter minha vingança quase completa quando fiz isso.
Saída, todos me encaravam olhares surpresos, e raivosos... Senti pegarem na manga de minha blusa, virei-me, de cabeça baixa ela sussurrou: — Obrigada.
– Não vou deixar mais eles mexerem com você, eu prometo vou te proteger.
Ela levantou a cabeça, seus olhos azuis como o mar... As lagrimas pareciam incontroláveis, sussurrou: — Não sei.
– Confia em mim!
– Não posso! Não posso confiar em ninguém.
– Eu não vou ninguém.
Sorri, se aproximei lentamente, afastou-se.
– Tenho medo.
– Não precisa, vou te proteger de tudo.
Se aproximei lentamente, ela se aconchegou em meus braços.
– Obrigada.
~*~
Esticava-me, a escadinha é muito baixa e nada adiantava uma cadeira... E vamos pulando e de pulinho em pulinho sempre faltava um pouco...
– Melhor parar com isso – alertou o ogro sentado no sofá perto dali – Você vai cair.
– Por que sempre tão alto? – choramingava olhando para o livro no alto da prateleira.
– Por que tão baixinha?
– Por que tão intrometido?
– Por que tão infan...
Por um momento tudo ficou em silencio, nada além das aceleradas batidas de meu coração... Medo? Sem duvida que sim, quem não sentiria sabendo que a qualquer momento seu corpo ira se chocar contra o chão e com certeza ira doer... Fechei meus olhos já que nada poderia fazer naquele momento... E sem demora senti minhas costas tocarem em algo, sem me machucar, sem doer, logo percebi que havia alguma coisa errada ali, pelas minhas contas o chão seria um pouco a baixo...
– Gajeel? – assustei-me... Ao ver que estava em seus braços... Ao ver seus olhos arregalados e assustados.
– Você tem que tomar mais cuidado.
– Não entendo... Você parece se importa comigo, por quê?
– Você parece frágil, parece ser igual a uma boneca de porcelana que pode se quebrar em mil pedaços quando cai ao chão.
Lá estou eu sentada na mesa perto da prateleira, por um momento me sentindo desprotegida como se a qualquer momento eu fosse cair...
– Você é complicado de se entender... Ou você não quer ser entendido.
– Saber que me importo com você, não é o suficiente? – ele caminhava em minha direção lentamente com o livro do alto da prateleira em uma de suas mãos.
– É o suficiente... – na pontinha dos pés, só assim pude abraça-lo – Obrigada Gajeel.
– Só tente não cair novamente, pois na próxima vez eu posso não estar por perto para te segurar...
Encarei o livro em minhas mãos “A Bela e a Fera”... Gajeel já não estava por perto, e sem motivo um leve sorriso surgiu em meu rosto... “O OGRO E A BONECA DE PORCELANA”.
~*~
Horas se passaram como minutos... Foram malas e mais malas desfeitas com sucesso, ou não ainda havia roupas jogadas pelo quarto, mas neste momento será lá no chão que elas ficaram... Sai rapidamente do quarto, querendo algo para comer... O elevador foi subia andar por andar lentamente, ao chegar ao oitavo abriu suas portas...
Ouvi o grito senti a queda, não entendi nada... Fui atropelada? Foi um furacão?
– Ai, ai... – abri meus olhos lentamente vi uma pequena menina de cabelos azuis, a mesma recolhia vários livros do chão – Oque aconteceu aqui?
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