Notas iniciais
POV escrito por Mad Gryffindor (Pâmela). Leiam as notas finais para mais informações pelos autores!

Por mais acostumada que ela estivesse a ter esses sonhos, eles nunca a deixariam de a assustar.

Começavam sempre da mesma forma, o odor pungente da coisa putrefeita e a sensação claustrofóbica de estar em um túnel que só crescia. E ruídos sibilantes, mas esses se mantinham por todo o sonho. E então flashes tão rápidos que a deixavam atordoada. Ela se via ao lado de um homem que deveria ter pouco mais que seus 35 anos, debruçado sobre um pergaminho — ou seria uma agenda? — escrevendo.A tinta escarlate parecendo sangue em contraste com o branco do pergaminho. Ao lado do homem, na madeira escura da escrivaninha, havia um grande medalhão. Abruptamente — tanto que a fez pular em seu lugar — ele retirou a folha da agenda e a dobrou, pegando o medalhão e o abrindo, colocou a folha lá dentro.

E então a visão mudava, e ela não conseguia ver nada com muita clareza. A única coisa que ela conseguiu focar, foi a mesma sensação do túnel, e escamas por todo seu corpo. Era como estar em um caleidoscópio multicolorido e confuso. Até que tudo ficou confuso demais e ela acordou suada e ofegante em sua cama.

Ela se levantou e caminhou até a janela aberta, que dava para uma sacada. O ar frio do oceano em sua pele a fez se sentir melhor, o cheiro salgado era reconfortante. Reyna morava com a irmã em uma pequena cidade no litoral de Canterbury, Inglaterra.Hylla era uma famosa jogadora de quadribol das Harpias de Holyhead, e por isso queria paz e tranquilidade quando estava em casa. Parada ali, com vento vindo do mar a batendo em seu rosto e a fraca luz do sol da manhã entrando por seu quarto, ela não conseguia entender porque os sonhos a assustavam tanto.

Ela voltou para dentro, olhando em volta no seu quarto. A cama estava bagunçada, o que era óbvio, já que havia acabado de acordar, e ao lado dela havia um criado-mudo com algumas fotos. A maioria dela mostravam ela mesma e Hylla, ou com Annabeth, e duas ou três eram de seu pai e sua mãe. Em sua escrivaninha havia um xadrez de bruxo, alguns livros, cartas de Annabeth, a mais recente no topo, e um dever inacabado de História da Magia. Logo acima da escrivaninha havia uma grande prateleira cheia de livros.

E haviam doces, por todos os lados. Jujubas colocadas juntas com os livros, feijõezinhos de todos os sabores na cabeceira e sapos de chocolate — tanto fechados quanto abertos — na escrivaninha. Ela prendeu o cabelo em um coque mal-feito e desceu para o primeiro andar, ainda de pijamas. Era uma manhã fresca de domingo e, na cozinha, ela podia ouvir os sons de Hylla e Skippy fazendo o café da manhã, sendo possível ouvir um "Não é necessário, senhora".

– Bom dia, Reyna. — Hylla disse quando Reyna se apoiou no balcão. — Noite ruim?

– Péssima. — respondeu. — Pesadelos.

– Eu disse que você não deveria ficar olhando aquelas fotos antigas. — Hylla disse, se sentando e bebericando seu café, pegando um exemplar do Profeta Diário na mesa.

– Então agora você me conhece bem o bastante para saber o que me causa pesadelos ou não? — Reyna retrucou, ácida pelo ódio de Hylla por seu pai.

– Alguém te conhece realmente, Reyna? — Hylla respondeu calmamente, abrindo o jornal.

Ela por um momento a encara, e suspira, pegando sua própria xícara e enchendo-a de chocolate quente. Ficou sentada enquanto Skippy — uma elfa-doméstica já velha e simpática — colocava alguns cookies em sua frente, e então comeu, ainda em silêncio. Hylla colocou o Profeta na mesa e começou a comer as salsichas que estavam em seu prato, ao lado dela Reyna leu em letras garrafais Continuam Investigações Sobre Morte de Plutão Levesque.

– Nenhuma novidade sobre o caso do Sr. Levesque? — Reyna perguntou tentando quebrar o gelo.

– Nada. — Hylla soltou um suspiro longo e pesado. — É como se o assassino simplesmente tivesse sumido.

Reyna franziu o cenho.

– Isso é estranho. Quero dizer, como o diretor do Gringotes simplesmente é assassinado em frente ao banco e ninguém viu nada?

Hylla balançou a cabeça num sinal de não sei.

– Aqui diz que a filha dele foi morar com os Di Angelo, e nada mais.

Reyna conhecia a filha de Plutão, Hazel Levesque. Era uma garota do quarto ano da Lufa-Lufa. E também conhecia os filhos do Di Angelo, Bianca e Nico. Bianca era uma garota meio solitária que dividia o dormitório com ela.

Hylla se levantou e colocou o prato na pia, mas Skippy rapidamente a impediu de começar à lavá-los.

– Eu conheço alguém que pode ajudá-la com seus sonhos. — ela disse, se virando para Reyna.

– Quem?

Hylla pegou um pedaço de pergaminho, uma pena e tinta de uma gaveta qualquer no armário da cozinha e rabiscou algo.

– Aqui. Você pode procurá-la quando for comprar suas coisas para a escola. — Ela colocou o papel na mão de Reyna e então saiu da cozinha. Reyna desdobrou o papel e leu, na caligrafia fina e bonita de Hylla, seguido de um endereço:

"Circe."

Notas finais
June: Meu deus, isso está maior que o capítulo haha Pâm (Mad-Gryffindor): E aí, pessoal. Bom, essa fic surgiu de uma realmente do nada. A June e eu estávamos conversando sobre como seriam os semideuses em Hogwarts, e quando percebemos estávamos bolando uma trama, enredo, história. Decidimos escrever. Daí fomos falar com o Thiago, pedir conselhos, acabou que ele se envolveu tanto no projeto que acabou virando autor da história também. Nós ficamos um bom tempo aperfeiçoando o enredo e a história e ele vem melhorado muito desde o que a June e eu pensamos em uma conversa aleatória. Eu farei os POV's da Reyna, e dividirei os da Annabeth com a June. Bem, sem mais comentários, eu só posso dizer que é uma honra estar escrevendo uma história com minha Parabatai e com o Thiago que, com certeza, são uns dos melhores ficwriters que eu conheço. Espero que gostem da fic! June: Bem vindos! Primeiro, como descrever o que essa história está significando para mim? Eu tenho histórico de oneshots, mas longfics terminadas, nem mesmo uma. Mas a Legends está definitivamente me deixando confiante. Gosto da trama, de como estamos encaixando e planejando tudo fio por fio. Então, eu vou escrever os POV's do Leo e, como a Pam falou, dividir com ela os da Anne. Isso pode ser considerado um spoiler (eu amo spoilers, sim, não sou normal), mas os pontos de vista serão de 4 personagens em especial. Ao longo da história vão entender por que. Acompanhem a fic, por favor! E até o próximo capítulo! Thiago: Bem, pessoal sejam primeiramente bem vindos a nossa fic. Esta será um grande desafio para mim porque nunca lidei com qualquer espécie de Crossover antes, mas acredito que posso me sair muito bem nesta por já estar muito acostumado com escrever no ambiente de HP. Serei responsável pelos POVs do Percy então espero que realmente relevem o fato de não estar muito familiarizado em escrever do ponto de vista dele então espero um bom retorno vindo de vocês. É o meu primeiro trabalho em conjunto com outros autores (no caso autoras) então dará para diferenciar bem a escrita de um para o outro. Inicialmente nem era para eu estar como autor, porque eu meio que me meti nesta historia dando conselhos por conta da minha amizade com as duas e pronto, agora somos três escritores e então surgiu os planos e ideias para de todos que se uniu formando nossa historia. Espero que realmente gostem da fic porque iremos fazer de tudo para que a história os prenda do começo ao fim como temos esperado.