The Legend of The Sky's Princess

5 Capítulo 5 - Conhecendo Epona, Ordon Village e Faron Woods


Notas iniciais
Dessa vez armei uma estratégia para diferenciar Link/Zelda de Twilight Princess de Link/Zelda de Skyward Sword. Sempre que houver "*", isso indica Link/Zelda de Skyward Sword.

Capítulo 5 – Conhecendo Epona, Ordon Village e Faron Woods

Link despertou devagar de um sono bom. Dormira muito bem, achando estranho que Zelda ainda não tivesse lhe acordado como sempre fazia. Já era manhã, mas o quarto fechado permanecia um pouco escuro. Espreguiçou-se e virou para o outro lado da cama, que provavelmente estaria vazio, mas levou um susto ao ver Zelda ainda dormindo.

– O que aconteceu? – Sussurrou para si mesmo para não despertá-la – Zelda...?

Não recebendo uma resposta, aproximou-se e a abraçou, encostando a testa na dela e constatando que a temperatura estava normal e ela parecia bem.

– Por que...?

Quase caiu no sono novamente, quando ela o chamou minutos depois.

– Bom dia, Link.

– Bom dia – ele sorriu e a beijou – Está se sentindo bem?

Ela raciocinou por um tempo.

– É verdade! Como conseguiu pela primeira vez na vida acordar antes de mim?!

– Não o fiz. Você que dormiu mais do que costuma. Está mesmo bem?

– Me sinto ótima, só com sono.

– É melhor verificar isso.

– Não é pra tanto, Link. Estou apenas cansada. Eu garanto a você, me sinto ótima.

– Tudo bem...

– Vamos levantar logo. Hoje teremos um longo passeio. Vamos.

Os dois levantaram-se e arrumaram-se, deixando o quarto em ordem e saindo para encontrar seus hóspedes do passado. A manhã estava adorável. O sol tocava cada canto do castelo e da cidade. Ao passar por uma janela, Link observou o horizonte, lembrando-se de que um dia tudo aquilo havia sido coberto pela escuridão e tristeza do crepúsculo, o castelo estava destruído e as pessoas horrorizadas. Mas fora naqueles tempos que ele conhecera uma de suas melhores amigas. Ela estava longe agora... Tanto ele quanto Zelda sentiam falta de Midna. Quando a conhecera ela era irritante, atrevida, desafiadora, sarcástica. Com o tempo tornou-se mais gentil e paciente, e não só ajudara Link em toda a sua missão como também fora a responsável por fazer ele e Zelda se encontrarem no meio daquela guerra. Sem a intervenção dela, suas chances de conhecer a princesa talvez tivessem caído imensamente ou nem sequer existido. Era grato a ela. Por Zelda, por Hyrule, pela ajuda, por sua amizade. Ela prometera um dia reunir-se com eles novamente e ambos esperavam por isso pacientemente.

– Bom dia! – Ouviu uma voz alegre e acordou de seu transe, olhando para baixo e vendo Zelda*.

– Bom dia – retribuiu o sorriso.

Sua Zelda fora buscá-los. Pode vê-la se aproximando com o outro Link*.

– Bom dia – Impa disse, surgindo do nada e assustando Link*.

– Posso perguntar... De onde você veio?*

– Estive sempre aqui, você que não percebeu – respondeu simplesmente, deixando-o ainda mais confuso e arrancando uma gargalhada das duas Zeldas.

– Ela também era assim, Link* — imediatamente ele soube que ela se referia à Impa que eles dois haviam conhecido.

– Eu sou babá da princesa desde que ela era pequena e também sua guardiã. Estou sempre alerta e sei apagar bem os rastros de minha presença.

Os cinco se dirigiram até a sala de jantar do castelo para uma refeição antes de partir a Ordon e Faron Woods. Momentos mais tarde eles caminhavam até o estábulo do castelo. Link deu um forte assobio e eles puderam ouvir um trote forte e apressado se aproximando. Uma égua grande, muito forte e muito bonita apareceu correndo e saltou a cerca na direção de Link, parando a apenas alguns centímetros dele, erguendo-se nas patas traseiras e soltando um relincho alto. Era um animal visivelmente saudável e alegre, com uma belíssima pelagem marrom clara avermelhada e crina loura, com as patas e cauda também envoltas por pelo louro. Era um dos animais mais lindos que Link* e Zelda* já haviam visto.

– Bom dia, garota! – Seu dono saudou-a, acariciando sua cabeça.

Ela respondeu, em seguida olhando para Zelda e Impa.

– Bom dia, Epona – Zelda disse sorrindo.

A égua novamente respondeu e olhou curiosa para os outros dois.

– Você não tem que se preocupar. Eles são amigos – Link lhe disse – Tem os mesmos nomes que a gente.

Epona o encarou mais uma vez, depois andou na direção do casal mais baixinho, aproximando a cabeça para observá-los melhor. A princípio recuaram, mas Epona avançou até eles de novo.

– Ela não vai fazer nada. É muito doce. Nunca machucou ninguém, nem mesmo em batalha.

Link* estendeu a mão e dessa vez Epona recuou um pouco. Ele parou e continuou depois de alguns segundos, finalmente alcançando o focinho da égua, que o permitiu acaricia-la. Zelda* aproximou-se com cautela, percebendo o olhar de Epona sobre si, e estendeu a mão, acariciando a cabeça dela. Após algum tempo a égua ergueu a cabeça e relinchou alto, fazendo Link rir.

– Ela gostou de vocês. Já montaram cavalos antes?

– Não. Não temos cavalos em Skyloft e até hoje não os vimos na superfície. Só montamos os Lowfings – Link* lhe respondeu.

– Os pássaros gigantes de que falaram?

– Sim.

– Acham que conseguem montar cavalos?

– Não tenho certeza – Zelda* disse.

– É uma montaria do mesmo jeito – a princesa interviu – Vocês só precisarão empenhar um pouco mais de força por causa do impacto com o chão quando o cavalo estiver andando ou correndo.

– Acho que é prudente ensiná-los. Creio que apreenderão rápido. Se forem andando levarão mais tempo – Impa falou.

Impa trouxe até eles o cavalo de Zelda e outros dois cavalos mais dóceis e receptivos a pessoas desconhecidas, o que não era exatamente um problema. Os animais também pareciam sentir a forte conexão entre os dois casais e aceitaram os mais jovens facilmente. Durante quase uma hora Link e Zelda lhes ensinaram como montar de maneira segura e firme. Link* aprendera realmente rápido. Com tudo que passara em sua busca por Zelda*, adquirir novas habilidades em tempo recorde se tornara rotina para ele. Logo depois ela também já se sentia segura cavalgando e Impa os acompanhou até a saída do estábulo.

– Ficará tudo em ordem por aqui. Se ocorrer algo errado em pouco tempo eu os encontrarei para auxiliar.

– Ficará tudo bem, Impa – a princesa respondeu, antes de se despedirem e tomarem o caminho para Ordon.

– Acho que ela percebeu que há algo errado com você, Zelda – disse cavalgando ao lado dela e percebendo que em seus olhos ainda pesava uma certa nuvem, não de cansaço, mas de sonolência.

– Como assim? – Questionou o marido – Link, eu só me cansei e dormi mais do que costumo. Isso não é nada tão alarmante.

– É sim. É a primeira vez na vida que você não me acorda. Não deixe de me dizer se sentir alguma coisa estranha.

– Link – sorriu para ele – Nem imagina o quanto fico feliz por se preocupar tanto, mas está preocupado à toa.

Ele desistiu, e seguiram em silêncio por um tempo.

– Vocês – falou alto para que sua voz alcançasse os outros dois que vinham mais atrás – Fiquem perto da gente. Não arrisquem se perder.

– Tudo bem – Zelda* respondeu, acelerando o cavalo junto com Link* e chegando mais perto.

Alguns minutos mais tarde eles adentravam um vilarejo, parando ao chegarem em um pequeno lago. Link olhou o lugar e sorriu.

– Eu costumava vir aqui sempre que queria ficar sozinho e pensar. Eu estava treinando pra ser o líder do povo de Ordon. Foi quando tudo começou.

– A batalha com o Crepúsculo?*

– Sim – respondeu a ela – Quando a batalha terminou, eu fiquei aqui por algum tempo e cuidei do povo. Mesmo depois que me casei com Zelda e fui morar no castelo, ainda voltei aqui todos os dias. Com os anos Colin cresceu e se tornou o novo líder desse vilarejo, pra que eu pudesse construir uma nova vida com Zelda. Ele sempre esteve treinando pesado pra se tornar alguém mais forte e corajoso e mereceu esse cargo. Mesmo assim, eu venho aqui sempre. Foi aqui que vivi e morei por muitos anos da minha vida. Este lugar e as pessoas dele são importantes pra mim.

Por alguns momentos apenas observaram um Link perdido em pensamentos e com um leve sorriso no rosto.

– Colin é um velho amigo de Link. Na época ele era apenas uma criança, mas Link era seu herói e Colin se espelhava nele pra quase tudo. Deve ter se passado uns dez anos de tudo aquilo. Hoje ele já é um adulto jovem – Zelda explicou.

– Provavelmente o encontraremos aqui hoje – Link finalmente falou.

Os quatro seguiram em frente, passando por várias casas e também estabelecimentos comerciais, no caminho sendo cumprimentados por vários velhos amigos de Link, até chegarem em uma área mais afastada onde encontraram uma casa numa árvore com uma escada de madeira levando até sua entrada.

– Essa era a minha casa e de Epona – Link disse.

Observaram a casa por algum tempo, até que a porta abriu e puderam ver um jovem louro lá em cima. Ele arregalou os olhos ao ver Link e um sorriso surgiu em seu rosto.

– Link! – Ele desceu as escadas em incrível velocidade e correu até Link – Link! Princesa! – Ele se curvou para ela respeitosamente — Quanto tempo! Vocês demoraram pra voltar dessa vez!

– Também estamos felizes em lhe ver – Link lhe respondeu – Onde estão Talo, Malo e Beth? E como vão as coisas aqui?

– Devem estar perto de Faron treinando tiro ao alvo e esgrima. Tudo está em ordem! Apesar de eu ter ouvido umas histórias estranhas do pessoal que adentrou a floresta na última semana... – ele parou de falar ao notar a presença dos outros dois – Quem são esses, Link?

– É uma longa história. São amigos que vieram de um lugar muito distante. Estão com a gente por enquanto.

– Vocês são MUITO parecidos uns com os outros! Ah! Desculpem minha grosseria. Meu nome é Colin, muito prazer – ele disse apertando a mão de ambos – Quando Link passou o cargo pra mim me permitiu também viver na antiga casa dele. Como se chamam?

Os dois* ficaram em dúvida quanto ao que responder e olharam para Link.

– Colin... É outra longa história. Eles tem os mesmos nomes que a gente.

– Que?! – Ele arregalou os olhos em surpresa novamente – Que grande coincidência!

Link apenas riu. Ele nem tinha ideia de que não era coincidência coisa nenhuma.

– De onde vocês vem?

– De um lugar distante chamado Skyloft – Zelda* lhe disse.

– Vocês têm até a voz parecida! Skyloft... Deve ventar bastante e ser muito bonito lá...

– É sim. Fica num lugar bem alto, por isso sempre tem bastante vento. A vista do céu é linda – Link* respondeu apenas, provavelmente seria difícil para entender se contassem toda a verdade.

– Colin – a princesa lhe chamou – Conte-nos sobre Faron Woods.

– Como é de costume, desde que Link era nossa líder, de tempos em tempos nós entramos na floresta pra nos certificar de que está tudo bem por lá. Semana passada eu estava cuidando de outros problemas, então o grupo foi sem mim. Eles escutaram o grito de uma mulher. Ilia e seu velho pai estavam dando uma volta pela floresta. Ilia ira substituí-lo em sua função de prefeito dentro de algum tempo, por isso ele sempre lhe mostra todos os locais nos arredores e a ensina como cuidar do vilarejo. Quando estavam passando entre as árvores viram um vulto negro pequeno correndo ao longe por entre elas e ouviram uma risada de criança.

– Eles se assustaram só com isso?

– Na verdade não. O que a assustou foi o momento que a criança olhou pra ela. Foi mais rápido que um segundo, então só o que ela pode ver é que tinha pele cinzenta e olhos vermelhos. Depois sumiu. Quando o grupo chegou até eles, não havia mais nada.

– Pode ser um Skull Kid... Ou... – Link encarou Zelda, que parecia ter o mesmo pensamento que ele.

– Colin, ela viu a luz de uma lanterna? – Link lhe perguntou.

– Não, era dia, não seria possível.

– Obrigado, Colin. Vamos à Faron Woods agora.

– Eu iria com vocês, mas tenho coisas a fazer. Foi bom revê-los e conhecer seus amigos, Link.

Ele se despediu e afastou-se na direção do vilarejo.

– Link – Zelda lhe chamou – Você acha que Midna pode ter voltado?

– Não sei... É bem a cara dela ficar brincando com as pessoas por aí. Mas acho que se ela voltasse seria em sua verdadeira forma e a primeira pessoa que ela escolheria para atazanar seria eu. Deve ser um Skull Kid. E se ele apareceu pra alguém é melhor ficarmos em alerta.

Em alguns minutos estavam na entrada de Faron Woods, onde um jovem e um menino, provavelmente irmãos, lutavam com suas espadas. Em um canto afastado, sentada em uma pedra havia uma garota de cabelo castanho claro, observando-os. Os três se atentaram ao notar a aproximação do grupo.

– Link! Princesa! – Os três gritaram juntos ao reconhecerem o casal e correram até eles, também ficando espantados ao notarem os outros dois e a extrema semelhança física entre os quatro.

Novamente Link contou a eles tudo que havia dito a Colin, o que não os deixou menos surpresos.

– Vocês viram alguma coisa estranha aqui?

– Não. Achamos que o que Ilia viu foi um Skull Kid. Ninguém tem certeza, por isso estamos evitando entrar na floresta – Beck lhe disse.

– Malo disse que ontem viu uns macacos correndo assustados pra cá.

– Sim, vieram de dentro da floresta.

– Vão mesmo entrar aí? – O mais novo perguntou.

– É o Link, Malo! Ele pode vencer tudo!

Link sorriu com o elogio.

– Não se preocupem. Todos nós ficaremos bem – disse, desmontando de Epona – É melhor irmos andando. Há lugares que os cavalos podem não conseguir passar.

Os demais também desmontaram, Zelda* sendo ajudada por Link*, e os quatro entraram na floresta. Caminharam alguns metros e os dois habitantes de Skyloft puderam observar o quanto a Faron Woods onde estavam era parecida e ao mesmo tempo tão diferente da que eles conheciam. A Faron Woods da superfície parecia um bosque encantado, cheia de sol, cogumelos coloridos, pequenos pássaros e insetos, árvores e grama de um verde vivo e lindo lago perto da grande árvore. A Faron Woods de Hyrule parecia uma floresta mais séria e adulta. Também era cheia de vida, mas o verde era mais escuro, havia mais sombra e um pequeno lago. Também havia macacos, pássaros, esquilos e não havia peixes tão grandes quanto os que podiam ser encontrados na outra Faron. Porém, nada disso fazia a floresta do futuro menos bela e tranquila.

– A Faron Woods de vocês é parecida com esta – Zelda lhes perguntou.

– Sim e não – a garota* respondeu – Parece um bosque encantando. O verde é berrante, tem muita cor e luz, pássaros e insetos pequenos e um lago bem grande.

– Então é bem diferente desta, não?

– Não tanto. Olhando esse lugar, posso ver coisas parecidas com a da nossa Faron. As duas são encantadoras. Também há muita vida aqui. Tem animais que ainda não vimos por lá. Faz só alguns meses que tudo acabou. Enquanto os monstros forem sumindo, acho que eles vão voltar.

– Com certeza voltarão. Eles sabem se esconder bem em tempos de guerra, apenas esperem.

Andaram por mais alguns lugares da floresta até pararem no lado em que o portal para Twilight costumava se abrir.

– Até agora não encontramos nada de estranho – Zelda falou quando já tinham andado um bom pedaço da floresta.

– Se há uma ameaça, pode estar se escondendo de nós. O melhor é esperarmos e nos mantermos informados – Link lhe disse – Vocês já viram um Skull Kid alguma vez? – Perguntou a Link* e Zelda*.

– Não – ele respondeu – Em todo o tempo que andei por Faron, Lanayru e Eldin eu não vi nenhuma criatura conhecida por esse nome.

– Ele é do tamanho de uma criança bem pequena, tem uma espécie de máscara de caveira no rosto, olhos vermelhos e pele cinzenta. Usa roupas estranhas, chapéu pontudo bem grande e carrega sempre uma lanterna. Tem um sorriso macabro permanente no rosto e anda correndo por aí e rindo com sua voz infantil. Ele se parece com um mini espantalho. Não sem tem muita certeza de como eles surgiram pela primeira vez.

– De onde vem essa criatura? – Zelda* lhe questionou.

– Quando uma criança entra na floresta e se perde lá, ela se transforma em um Skull Kid. Em um de todos os vários escritos que temos das várias gerações de Links e Zeldas do passado, diz que o nascimento de um Skull Kid acontece quando uma criança que não tem uma fada se perde em Lost Woods e é amaldiçoado por um Stalfo.

– Crianças com fadas? – Os dois* falaram juntos.

– Sim, houve uma era que havia um povo onde cada criança tinha a companhia de uma delas. Em uma parte das histórias fala bastante sobre uma fada de luz azul chamada Navi. Ela era nossa amiga e nos ajudou muito quando estivemos juntos – ele disse para Link* — Já vimos também um alerta de Navi. Ela dizia que mesmo uma criança que não era do povo das fadas poderia se tornar um Skull Kid caso se perdesse. Há muitas teorias e suas origens são confusas. Tudo que temos certeza é que eles não são agradáveis, gostam de brincar de esconde-esconde e invocar monstros.

– Um dos Links viveu em Lost Woods por anos, mas ele conviveu bastante com os Kokiriki, que sabiam perfeitamente como não se perder lá dentro. Os Kokiriki são crianças que nunca crescem. Eles tem cabelo verde e sempre vestem verde. Uma Kokiriki chamada Saria foi uma grande amiga desse Link. Há uma canção chamada “Canção de Saria”, que o Skull Kid que esteve aqui anos atrás sabia tocar, mas não sabemos como ele aprendeu – Zelda explicou.

– O que são Stalfos? – Link* perguntou.

– São guerreiros esqueléticos, normalmente encontrados em masmorras. Raramente aparecem fora delas – Link lhe disse.

Minutos depois, eles faziam seu caminho de volta.

– Tanta informação não deixou vocês à beira da loucura? – Zelda* perguntou à princesa.

Esta apenas a encarou por alguns segundos, pensando.

– Sim. Alguns anos depois da batalha contra Ganon, nós encontramos locais escondidos no castelo. Um deles tinham muitos escritos antigos, muitos mesmo, datados de várias épocas diferentes. Alguns deles contam a história da deusa Hylia, antes da lenda começar. Creio que alguns desses mais antigos foram escritos por seu pai.

– Gaepora...

– Sim, ele mesmo.

– Papai sempre se preocupou em manter a tradição da família de passar a lenda de geração a geração.

– No dia em que nós encontramos tudo aquilo, quase não dormimos, ficamos espantados e ao mesmo tempo fascinados. Ficamos nós dois e Impa muito tempo ali dentro lendo tudo que podíamos. Levamos alguns meses pra ler tudo e entender onde cada parte se encaixava. Em meio a tudo aquilo, ficamos tão surpresos e confusos que em alguns momentos nem sabíamos mais quem éramos. Quando absorvemos toda aquela informação, entendemos que mesmo que seja a mesma alma, não somos as mesmas pessoas, cada um nasce com uma essência, embora certas coisas, como sentimentos e o que aquela alma sempre acreditou, se mantenham. Parece que sempre houve alguém preocupado em não permitir que a lenda se confundisse e os traços de sua criação sumissem com o tempo. Depois que vimos aquilo, nós também escrevemos sobre a batalha contra Ganon.

Àquela altura já haviam chegado aos cavalos. Montaram e se despediram dos três velhos amigos, seguindo para longe em seguida.

– Em algum lugar do tempo até mesmo Epona já esteve comigo. Havia algo escrito sobre um Rancho chamado Lon Lon, onde viviam Talon, Malon, Ingo, Epona e vários outros animais. O Link e Epona tinham uma ligação muito forte e especial, ele a ganhou numa aposta.

Os outros três sorriram ao ver o carinho com o qual ele olhava para a égua. Continuaram seu caminho de volta ao castelo, sem sequer imaginarem que aquela paz não duraria para sempre.