The Legend of The Sky's Princess

14 Capítulo 14 – De volta ao Templo do Tempo


Capítulo 14 – De volta ao Templo do Tempo

— O que?!! – Navi surpreendeu-se — Você casou com a princesa? – Perguntou, dessa vez mais baixo – Eu sabia desde que a vimos pela primeira vez que um dia isso iria acontecer!

Link riu. Estava sentado na grama, com Navi voando ao seu redor, lhe perguntando tantas coisas ao mesmo tempo que ele mal podia processar.

— Quando nós voltamos, eu precisava da permissão da árvore Deku pra continuar ao seu lado. Eu fui embora pra falar com ele, mas de alguma forma me perdi e encontrei um Skull Kid com uma máscara assustadora e um casal de fadas. Eu perguntei sobre você, mas eles não tinham te visto. Ensinei pra eles a Saria’s Song. Achei que ajudaria a te encontrar, que você nos encontraria ou que algum kokiri ouviria e viria até nós... Mas nada disso aconteceu. Eu fiquei perdida ali por semanas. Quando eu estava começando a enlouquecer eu vi algo familiar e voei naquela direção, foi quando cheguei aqui e contei tudo a Saria. Nós queríamos ir procurar por você, mas não só não tínhamos nenhuma certeza de onde você realmente estava como era arriscado demais qualquer um sair daqui, mesmo em grupo.

— Eu encontrei aqueles três. Epona se assustou, eu caí dela e desmaiei. Ele roubou minha ocarina e nos arrastou pra o portal de um lugar esquisito chamado Términa, que acabaria em três dias.

Zelda olhou os dois velhos amigos sentados, a certa distância, esclarecendo seus assuntos, e voltou-se par Saria.

— Podemos conversar?

Enquanto Link conversava com Navi, pode ver Midna e Link* distraídos conversando com algumas fadas. Impa e Zelda* conversavam com alguns dos kokiris. Sentou-se na grama junto com Saria um pouco distante dos demais e lhe contou o mais breve e claramente que pode a verdade sobre Link* e Zelda*, sobre os escritos secretos da lenda, sobre Midna e sobre Términa.

— O que?! Então aqueles dois vieram dos céus?! Eles... Vocês... São as mesmas pessoas em eras diferentes?!

— Sim e não. Podemos ter a mesma alma, mas cada um vem com uma essência diferente, isso é que nos diferencia deles dois.

— E aquela outra princesa tão diferente de nós foi a causa de todo aquele caos dez anos atrás?!

— Vocês também tiveram que enfrentar monstros?

— Sim, mas obviamente não podíamos vencê-los, então nenhum de nós saía de casa. As vezes ouvíamos uma corneta muito distante e os monstros de repente sumiam, mas depois vinham mais. Um dia a escuridão sumiu e eles também se foram do nada.

Zelda lhe contou sobre alguns acontecimentos de quando Link lutara contra o crepúsculo e de quando eram todos ainda crianças, deixando as coisas mais claras.

— Nós pensávamos que ele estivesse morto naquela época... É estranho saber que ele perdeu a memória. Vendo-o agora nem parece... – ela olhou rapidamente para onde Link conversava com Navi – Deve ter sido horrível e estranho ele não ter te reconhecido. Quando éramos crianças, depois de vocês dois se conhecerem, quando ele ouvia falar em você os olhos dele brilhavam, ele sempre te amou muito, Zelda. Ainda bem que você pode reverter isso.

A princesa sorriu e um leve rubor tomou seu rosto com tal revelação.

— Saria, tem que fechar o caminho que leva a Lost Woods. Link se perdeu lá e Navi também. De acordo com o que ouvimos do Skull Kid, ele também se perdeu lá, mas há tanto tempo que não se lembra de mais nada de sua vida, nem sabe mais quem é. Vive sozinho com aquele fantoche, assustando quem passa em Faron Woods ou Lost Woods. Quem se perde, mesmo depois que recupera a memória, ela não volta inteira. Link passou diversas vezes próximo a Kokiri Forest nesses anos e mesmo assim, mesmo que tentasse, ele sempre se confundia e nunca conseguia chegar aqui.

— Eu farei isso. Alguns de nós quase tiveram esse mesmo destino. Felizmente os encontramos a tempo. Há anos que ninguém entra ali, mas vou me certificar de selar aquela passagem.

Alguns minutos depois de encerrarem sua conversa, Link se aproximou com Navi e com os demais

— Saria, nós podemos ver a minha casa? – Link lhe pediu.

— Claro, Link.

Ela abriu a porta para ele. No tamanho em que ele estava agora, o teto era baixo, mas ainda era possível entrar. Estava tudo exatamente como da última vez em que ele estivera ali. Tudo limpo e organizado. Saria e Navi com certeza haviam feito um bom trabalho cuidando do lugar. Sua pequena cama de criança continuava no mesmo lugar, debaixo da janela. Lembrava-se perfeitamente do dia em que pesadelos sobre Impa levando Zelda criança embora e Ganon as perseguindo o atormentaram e quando abriu os olhos havia uma fada azul à sua frente lhe dizendo que tinha uma missão. Naquele dia sua vida mudou completamente e para sempre.

— Então era aqui que você vivia? – Zelda analisava atentamente o lugar, um sorriso passou por seu rosto, ela quase podia ver Link criança dormindo esparramado naquela cama pequena.

Impa já vira muitas coisas e conhecera muitos outros povos durante sua vida, por isso não se surpreendia muito, mas a pequena casa de madeira era estranha para Link*, Zelda* e Midna. Sabiam que os kokiris nunca cresciam, mas também nunca tinham visto uma casa tão pequena onde alguém vivesse. Após Link lhes mostrar outros locais da pequena floresta, estavam reunidos para deixar o lugar. Agora que Link se lembrava do caminho, poderiam voltar quando quisessem.

— Nem consigo dizer o quanto fiquei feliz por vocês estarem aqui – Saria dizia – Vou sentir saudades Navi.

— Eu também – a fadinha se aproximou abraçando a menina pelo nariz.

— Volte pra nos ver, Link.

— Eu voltarei – ele ajoelhou-se à frente da amiga, trocando um forte abraço com ela, enquanto as fadas rosa e azul voavam ao redor dos dois.

— Eu vou agora mesmo providenciar com os outros o fechamento do caminho que leva à Lost Woods – disse quando se separaram – Antes de partirem, vão até a árvore Deku. Ele tem algo a falar com você, Link.

Após se despedirem, dirigiram-se até a entrada de Kokiri Forest, onde a árvore ficava, bem ao lado. Era uma árvore jovem. Link lembrava-se dele bem mais velho, mas sabia que com as alterações da outra linha do futuro, a árvore Deku havia renascido anos atrás. Ele reconheceu Link imediatamente.

— Eu vejo que você cresceu muito nesses anos longe... Está tão alto. Era tão pequeno da última vez que o vi, Link. De acordo com o que Navi me relatou quando voltou aqui, eu posso ter um ideia do que lhe aconteceu.

Após contar o mais resumidamente que podia sobre o que lhe acontecera, como havia recuperado a memória e chegado ali, sobre Skyloft e o ataque que Midna sofrera em Twilight, Link lhe pediu permissão para levar Navi consigo.

— Sim... Há uma nova ameaça. Ele nos atacará em breve, muito em breve. Quando suas forças estiverem completamente regeneradas. Os tempos difíceis voltarão, mas tenho certeza que você poderá dar um jeito em tudo novamente. Volte ao Templo do Tempo. Com tudo o que aconteceu, assim como há dez, a Master Sword não vai levar você à outra linha de tempo. Você deverá carrega-la novamente com você. O mal está muito próximo e você deverá derrota-lo outra vez para preservar a paz desse mundo. Quanto a Navi... Você não é originalmente um kokiri, mas o elo entre uma criança e sua fada é eterno e inquebrável a partir do momento em que se forma. Leve-a com você, Link. Sejam felizes vivendo lado a lado.

— Muito obrigada! – A fadinha disse, cheia de felicidade.

— Deixo clara minha felicidade por você ter alguém ao seu lado agora, sei que viverão felizes – ele disse, se referindo à princesa – Agora vá e esteja à vontade quando quiser voltar aqui. Sei que podemos confiar em você para proteger nosso mundo.

— Obrigado.

Eles deixaram Kokiri Forest, logo entrando novamente em Faron Woods.

— Vai ser difícil todos nós entrarmos juntos no templo – Link refletia.

— Realmente... – Midna respondeu – O caminho é bem complicado. Se naquela época não tivesse você pra me carregar nas costas e fazer todo o trabalho, eu levaria séculos pra entrar e sair.

— Aproveitadora...

— Oras! O que mais queria que eu fizesse naquele estado? – Perguntou, e riu junto com ele.

— Então vai sozinho? – Impa perguntou.

Antes que ele respondesse algo Fi deu um susto no grupo quando deixou a Master Sword.

— Mestre – ela falou para Link* — Eu rastreei e fiz um mapa da área desde que saímos do castelo. Eu posso detectar uma área a certa distância daqui, com 65% de probabilidade de ser um antigo templo que guarda poderes misteriosos. Eu lhe informarei novamente quando souber mais – dizendo isso, ela voltou para a Master Sword.

— Posso me transportar pra lá com a Song of Soaring...

— Mas Link – Navi chamou — Não sabemos se assim podemos levar todo mundo junto.

— Hey! Esqueceram que a princesa de Twilight, a grande Midna está aqui? Eu posso levar todo mundo! – Ela lembrou com uma expressão convencida no rosto.

— Achei que só podia transportar pessoas transformadas pelo Crepúsculo.

— Naquela época sim. Mas depois que voltei ao normal nem tive tempo de te dizer que agora essa condição não é mais necessária.

Dessa forma, em poucos segundos, estavam bem à frente da entrada do templo, em um outro lugar afastado de Faron Woods.

— Mestre Link – Fi apareceu novo – Há uma probabilidade de 100% de que à frente há um antigo templo misterioso que emana ondas de energia exatamente iguais às da Master Sword.

— Link – Zelda lhe chamou – Leve Link* com você. Ele e Fi poderão ajuda-lo. Nós esperaremos aqui.

— Zelda...

— Eu cuidarei de todas, estaremos bem – Impa lhe disse.

— Zelda*... – Link* lançou um olhar de dúvida à noiva.

— Pessoas demais num caminho complicado tomarão mais tempo, Link*.

— Sim, vocês dois devem ir – Midna falou.

— Tudo bem... Não precisaremos adentrar o templo, não ainda, eu acho. Voltaremos logo.

Os dois seguiram pelo complicado caminho cheio de depressões, pedras que tinham que tirar do caminho, plantas. Era realmente chato andar ali. Apesar disso, era um lugar claro, calmo e bonito.

— Link, mas você precisou entrar no templo da primeira vez.

— Sim Navi, mas quando voltei aqui, quanto eu tinha dezessete anos, eu não sei porque, mas a Master Sword estava em outro lugar, apesar do pedestal dela dentro do templo ainda existir. O templo lá dentro continua quase o mesmo, ainda se pode até ouvir aquelas vozes sinistras cantando a Song of Time.

— Vozes? – Link* questionou.

— Sim, lá dentro você pode ouvir. Até hoje aquilo me parece assustador. Impa diz que são as vozes dos espíritos que habitaram o templo muito tempo atrás. Aqui está!

Link* olhou para o ponto que ele apontava e viu a marca da triforce no chão da clareira.

— A triforce... Então estamos perto?

— Sim.

— Mestre – Fi apareceu de novo – Eu sinto uma forte conexão dessa área com o poder de Hylia, quero dizer Zelda*. Alguma coisa ligada a ela poderá leva-los até a fonte de energia que detectei anteriormente.

— É verdade... Precisamos da canção da deusa invertida. E resolver um quebra-cabeça.

— Quebra-cabeça...

— Você verá.

Com a ocarina do tempo, Link tocou Zelda’s Lullaby. A marca da triforce brilhou e vários quadrados apareceram ao redor, junto com duas estátuas enormes e um portão fechado atrás deles.

— Hey! Watch Out! Look!

— Acalme-se Navi, nada de mal vai acontecer – ele nunca imaginou que pensaria isso, mas sentira falta dessas palavras dela, e pela primeira vez não estava irritado em ouvi-las.

— Nós somos os guardiões desta terra – eles disseram – Nos guie para onde nós ficávamos. Apenas depois disso você poderá entrar em Sacred Grove.

— Falam daqueles quadrados com desenhos?

— Sim. Nós dois estamos aqui em cima, então nós dois teremos que fazer isso, me siga atentamente.

Link* olhou para baixo. O chão havia se elevado com eles dois e Navi. Teriam que pular pelos quadrados até pôr as estátuas no lugar correto.

— Vamos pra esse – Link chamou, e assim eles ficaram pulando de um lugar a outro, por alguns minutos, até que finalmente as estátuas estavam no lugar.

— Você resolveu isso rápido.

— Precisei fazer isso algumas vezes no passado e nunca esqueci, foi um enigma divertido.

Colocados nos lugares corretos, os dois guardiões brilharam e o portão de pedra se ergueu, revelando uma escadaria.

— Vá agora para o lugar sagrado. Você tem a passagem para Sacred Grove.

Navi se escondeu no chapéu de Link e os dois subiram as escadas rapidamente, logo chegando a mais uma clareira, onde a Master Sword estava cravada num pedestal no chão. Link* a olhou surpreso, reconhecendo-a imediatamente. Então realmente a Master Sword também estava ali... Link se aproximou. A lâmina brilhou e a liberação e energia foi tamanha que o empurrou para trás. Ele avançou novamente, segurando a espada e a forçando para fora de seu pedestal. O ponto onde a lâmina se encontrava com o pedestal de pedra brilhou e Link removeu a espada facilmente. Navi saiu do chapéu para observar a espada que não via há tantos anos.

— Hey! Look!

A lâmina da Master Sword de Link começou a brilhar intensamente e ele a retirou da bainha, vendo as duas Master Swords brilharem. Quando o brilho cessou, Fi apareceu.

— Mestre, o poder do passado e do futuro presente contido dentro da Master Sword estabeleceu uma conexão. Está é a mesma Master Sword que você possui.

Ela voltou para a lâmina e Link a devolveu à bainha.

— Se eu e a Master Sword estamos juntos outra vez... Então Ganon vai dar as caras em breve. Temos que ser cuidadosos — ele retirou a espada que estava na bainha, substituindo-a pela Master Sword – Você vai ficar de férias por enquanto – ele falou olhando para a espada.

— Link...

— Sim?

— Fi já apareceu pra você? Na Master Sword que você carrega?

— Não... Quando eu disse a você que nós conhecíamos Fi... Eu já tinha visto tanto sobre ela naqueles escritos, foi lá que a conheci. Mas eu sempre senti alguma força dentro da Master Sword. Uma força que é algo além do poder das deusas que há dentro dela. Há vida. Talvez Fi esteja aqui, talvez sempre tenha me ajudado e eu não saiba disso, foi o que pensei quando descobri sobre ela.

— Talvez esteja certo... Ela disse que nos encontraríamos em outra vida – ele sorriu ao se lembrar de quando se despediu dela.

— Fico feliz que saber disso acalme seu coração. Agora, vamos voltar. Esse era nosso único dever aqui por hoje.

Eles refizeram o caminho par fora do templo, dessa vez com mais tempo para cortar um pouco de grama e encontrar alguns rupees e plantas de coração para recuperar a energia perdida na luta contra o Skull Kid. Quando se aproximavam de onde tinham deixado o restante do grupo, o céu começou a tornar-se cinzento e se apressaram, logo se reunindo com as garotas.

— Bem, vamos logo voltar aos cavalos, parece que vai ser uma chuva forte – Midna disse, rapidamente levando todos ao lugar onde tinham deixado os cavalos e os guardas.

Enquanto se dirigiam ao castelo, as gotas de chuva começaram a cair com cada vez mais força, deixando todos ensopados. Quando chegaram imediatamente Impa mandou que trouxessem toalhas para todos, inclusive para os guardas que os haviam acompanhado, dispensando-os de seus serviços por hora. Quando se dirigiam às salas de banho, Zelda* percebeu algo errado.

— Zelda, está tudo bem?

— É verdade, você está pálida – Midna disse ao virar-se para observá-la.

A princesa estava pálida e seu olhar distante. Os demais mal tiveram tempo de voltar-se para ajuda-la e ela pareceu perder a consciência.

— Zelda!! – Link a amparou antes que ela caísse e sentou no chão com ela no colo – Zelda! – Deslizou sua mão livre pelo rosto dela e a sacudiu de leve, tentando obter alguma reação.

Os outros se abaixaram ao redor, Navi voava perto do rosto dela tentando despertá-la, o que não foi em vão. Segundos depois ela apertou os olhos, incomodada com a luz, e os abriu.

— Zel! O que há de errado?!

— Sente dor?! – Impa lhe perguntou.

— Não... Estou muito cansada. Sinto sono.

Impa refletiu por um tempo. A saúde dela não parecia bem já havia algumas semanas, não podia continuar daquele jeito.

— Vocês três, já há roupas secas nas salas de banho, quais delas cada um de vocês já sabe. Vão tomar banho e se trocar – disse a Midna e ao casal de Skyloft – Você – disse a Link – Cuide dela enquanto eu vou chamar um médico.

— Impa...

— Não se preocupe, Zelda. Sou uma Sheikah, não vou adoecer tão facilmente. Cuidarei de mim mesma daqui a pouco. Vá com Link, nos encontraremos em breve.

Por mais apreensivos que estivessem, fugir às recomendações de Impa não ajudaria em nada. Fizeram o que ela disse, enquanto Link levava a esposa para uma das salas, ajudando-a a tomar banho e trocar de roupa.

— Eu disse que devia ter se cuidado – falava, enquanto ele mesmo terminava de se vestir após tomar banho também.

Ele deixou as roupas usadas dobradas em um canto para que fossem levadas para limpeza depois, quando Navi, que ficara esperando dentro do chapéu de Link, para não incomodá-los, finalmente saiu e voou para perto de Zelda. Ela usava um vestido mais simples e leve do que o costumeiro vestido rosa, branco e dourado, cheio de adornos. O tecido azul claro realçava perfeitamente com seus olhos.

— Ela parece um pouquinho melhor Link, não está mais tão pálida – Navi observou.

— Mas ainda há algo errado, temos que resolver isso – ele sentou-se ao lado da princesa e a encarou.

— Tem certeza que não há algo que deveria me contar? Anda escondendo de mim de novo que não está bem?

— Não, Link. E eu não tenho ideia do que seja isso.

Ela tinha uma expressão preocupada em seu rosto. Sentiu Link abraça-la e largou seu peso sobre ele. Estava aquecida e segura ali. Na mente dele, se passava novamente a cena de anos atrás, Zelda lutando contra ele, controlada por Ganon. Seu coração acelerava ao lembrar-se do medo de machuca-la.

— Vou levar você lá pra cima – passou um braço por suas costas e o outro por baixo de seus joelhos – Não cisme em andar sozinha, eu não vou deixar.

Os três se dirigiram à escadaria em espiral e Link carregou Zelda até o fim dos degraus. Finalmente chegaram ao quarto e ele a acomodou na cama.

— Fique quieta aí – caminhou até o armário e encontrou uma almofada, tirando-a e colocando sobre a mesa.

Após vasculhar em alguns lugares, Link encontrou uma caixa, colocando a almofada lá dentro e voltando-se para Navi.

— Navi. Eu não tenho a mínima ideia de onde as fadas dormem porque desde que te conheci você sempre ficou no meu chapéu. Me desculpe pela péssima improvisação, mas durma aqui por enquanto. Amanhã vamos providenciar algo melhor pra você.

— Não se preocupe, Link. Ficarei bem aí. Cuidar de Zelda é mais urgente.

Ele voltou até a princesa e sentou-se ao seu lado, puxando-a pelo ombro, deixando que ela se recostasse nele. Entre o som forte das gotas de chuva batendo na janela, escutaram batidas na porta.

— Entre – ele disse.

Impa entrou, aparentemente havia se aprontado enquanto aguardava a chegada do médico que a estava acompanhando. Ele pediu que a princesa se deitasse e a examinou por algum tempo, chamando a atenção de Link e Impa quando já estava de saída.

— Eu não vejo nenhum problema sério nela. Ainda não posso tirar conclusões. Só está fraca. Deve estar gastando muito mais energia do que pode dar conta. Se assegurem de que ela se alimente melhor e descanse bem. Deem a ela uma Stamina potion, vai revigora-la.

Minutos após ele ter deixado o castelo, Impa voltou para falar com o casal.

— Eu vou comunicar aos outros que ela está bem, eles não param de me perguntar. Depois vou buscar uma poção e em breve estarei aqui de novo.

Observaram a porta fechar-se quando ela saiu. Grande preocupação estava visível nos olhos da Sheikah. Ela cuidava de Zelda desde seu nascimento, quando ela perdera sua mãe biológica. Impa era a mãe que Zelda conhecia e a Sheikah cuidara dela em todos os momentos. Momentos mais tarde, ela voltou, entregou a Link uma garrafa com uma poção verde, e os deixou para que Zelda pudesse descansar.

— Beba tudo.

Ela sorveu todo o líquido, sentindo imediatamente suas forças começarem a voltar. Link deixou a garrafa na mesa e foi deitar-se ao lado dela. O som da chuva os estava deixando com sono. Até mesmo Navi voou para sua cama improvisada para dormir um pouco.

— Esqueça qualquer coisa agora, trabalharemos nos assuntos pendentes quando se sentir melhor.

— E Ganon...?

Ganon muito provavelmente se mostraria em breve. Link também estava preocupado com isso e sabia que não conseguiria esconder isso dela, mas Zelda precisava de repouso e, considerando que Ganon ainda não atacara, precisava afastar tais pensamentos para que ela descansasse tranquilamente.

— Eu duvido que vá aparecer agora, ainda não vimos nenhum sinal. Está tudo bem no momento, Zel. Durma e descanse. Estará tudo bem.

A princesa se aproximou, aconchegando-se melhor ao seu herói. O calor dele a confortou e ela fechou os olhos, sentindo Link puxar as cobertas sobre eles e abraça-la, logo caindo num sono profundo.