Notas iniciais
Olá gente! Estou postanto hoje, porque amanhã ( dia de postagem de T.L.O.T.H) não vai dar para mim. Muito obrigada pelas pessoas que estão acompanhando e as que leram. Só fiquei triste porque não houve nenhum, nenhumzinho comentário. Mais é a vida. Espero que gostem :(

Beacon Hills, 19h48min – Olivia.

Até hoje eu me considerava uma garota normal. Claro, com algumas exceções. Suspirei ao olhar pela milésima vez minhas mãos. Ainda me recordava do sangue em minhas mãos e em como naquele momento, eu nunca tinha tanto desejado lamber minhas mãos. O sangue parecia tão delicioso.

— Chegamos. – Davina estacionou o carro em frente a uma casa bonita de dois andares. – O que tanto você olha em suas mãos?

— Nada. – ainda não falava com Davina normalmente, apenas o necessário. – Pode me passar a chave da casa e abrir o porta-malas?

Ela apenas suspirou e pegou sua bolsa no banco de trás. Abriu e me entregou as chaves. Abri a porta do carro e sai fechando a mesma fortemente. Esperei Davina fazer o favor de destravar o porta-malas, e peguei apenas a minha bagagem.

O bom disso foi de que foi preciso apenas de uma viagem para deixar as coisas em meu quarto. A casa já era mobiliada. De acordo com Davina, apenas a cozinha e a sala vieram mobiliada. Os quartos e o escritório foram Davina que comprara os móveis. Pelo menos, ela acertara na decoração do quarto.

Ele era todo azul – minha cor preferida –, e tinha alguns espaços que ela deixara espaço para eu colocar o que quisesse. Como o pequeno pedaço da parede onde ficava uma mesa de madeira perto de meu banheiro. Ao lado do enorme vão do banheiro, vinha um pequeno criado-mudo branco que sob o mesmo continha um abajur. E ao lado do criado-mudo, vinha minha adorável cama, que no momento parecia estar me chamando para testar a mesma. As paredes do lado de minha cama continham quadros vazios esperando fotos para serem expostas.

De frente a minha cama, tinha do lado esquerdo uma janela com uma cortina branca e em frente vinha um lindo sofá. Não era muito grande, era apenas de dois lugares. Na curva da parede, vinha uma estante de madeira em formato de cruz, também vazia. Fiquei feliz de Davina ter lembrado desse importante detalhe, já que o que eu mais tenho é livros. Fiquei feliz em vê a estante, em que em pouco estaria lotada de livros e não teria mais nenhum espaço para colocar outros. Perto da estante continha uma porta.

Em outra curva da parede azul, vinha o final da volta do quarto. Minha escrivaninha de madeira com uma cadeira de rodinhas preta. E havia outra janela de frente para a mesma com as mesmas cortinas brancas.

Suspirei e puxei minha mala para dentro do quarto junto a mim. Fui até a estranha porta e abri para descobrir o que havia lá. Entrei na mesma. Era um closet. Não era muito grande, mais era espaçoso o suficiente para colocar minhas roupas e sapatos. Suspirei mais uma vez, arranjando coragem para desarrumar a minha mala.

Não sei quanto tempo demorei a colocar tudo em seus devidos lugares. Só parei para observar o quarto já todo organizado, quando Davina batera na porta de meu quarto para avisar que o jantar tinha chegado. Fiquei feliz em saber que jantaríamos minha pizza favorita. Peguei minha toalha e fui banhar. Aproveitei e lavei logo meus cabelos.

Saí do box e olhei meu reflexo no espelho. Estava com uma feição cansada, mais ao mesmo tempo, sentia que poderia correr milhões de quilômetros. Sai do banheiro e vesti uma roupa confortável e simples, jeans e camiseta. Abri a porta do quarto e desci as escadas. A sala era bonita e simples ao mesmo tempo. As paredes eram branco gelo, e havia somente duas janelas na sala. Uma enorme, que pegava metade da parede e outra em uma curva, mais essa era pequena. Tínhamos apenas um sofá de três lugares com vários travesseiros fofos, e duas poltronas na mesma cor. Branca também. Havia uma mesa de centro entre o sofá e as duas poltronas. Nela continha, algumas revistas – que até hoje, Davina não deixara ler. – , e um vaso com lindas flores. Do lado da parede que continha a pequena janela, havia a nossa televisão que estava grudada na parede e embaixo da mesma, havia uma lareira feita de tijolos escuros.

Desci o ultimo degrau da escada, quando senti um cheiro desagradável. Era uma mistura de água e pelo, como um cachorro molhado. Segui o cheiro que vinha na direção da porta de minha casa. Agarrei a maçaneta da porta, a fim de saber logo, da onde aquele mal cheiro vinha.

— Olivia?

Pulei de susto. Arfei em procura de ar, e virei-me em direção a Davina.

— Sim?

— Está tudo bem?

— Está tudo ótimo! – dei meu melhor sorriso forçado. – Pode ir. Não vou demorar!

E ela me analisou antes de dar meia volta em direção à cozinha. Suspirei e engoli em seco, voltando meu rosto em direção à porta. Respirei fundo novamente, para descobrir ainda sobre o cheiro e franzi a testa confusa. O cheiro tinha sumido. Inalei mais o ar profundamente, mais sem sucesso.

— Droga! – murmurei para mim mesma. Suspirei e dei meia volta, para continuar meu caminho para a cozinha. Mais parei em poucos passos do vão da cozinha. Cheguei mais perto para saber o que estava acontecendo. Davina estava falando com alguém. Bem baixinho.

Ela está a salvo! Por enquanto! – Davina sussurrou. – Fomos atacadas ontem. Acho que Klaus já sabe onde ela está!...... Ajuda? Que tipo de ajuda?... Tudo bem! Mantenha-me informada. Tchau!

— Falando com quem? – perguntei quando entrei na cozinha rapidamente, a assustando. Levantei uma sobrancelha ainda esperando a resposta. Mais ela estava nervosa demais para formular alguma resposta concreta. – Porque está tão nervosa? Está me irritando!

E ela respirou fundo. – Era apenas uma amiga de Londres. Lembra-se da Lauren?

Neguei com a cabeça. Nunca conheci as amigas de Davina. Sempre que possível, ela me mantinha longe delas.

— Enfim, era ela. Ela me ligou para saber como estamos.

— Hum. – assenti com a cabeça.

Terminei com minha pizza e lavei meu prato rapidamente. Saí da cozinha com Davina em meu encalço.

— Não vai falar nada?

— E preciso falar algo?

E ela calou a boca. Sei que estou sendo muito grossa ultimamente com Davina, mais ela me esconde algo. E é sobre mim! O que diz respeito a mim! Nem ao menos, ela me explica o que está acontecendo comigo. Subi as escadas e abri a porta de meu quarto. Joguei-me na cama, e chorei. Botei todas às magoas para fora. Só sei que fui pegar no sono, depois da meia noite.

+++

Acordei com a luz do sol no meu rosto. Droga! Tinha esquecido de fechar as cortinas! Levantei da cama em passos duros e furiosos. Mais antes que chegasse a janela, meu despertador começou a tocar como um louco. Bufei e dei meia volta para desligar meu celular. Suspirei e arranjei coragem para ir à escola. Porque ela existe?

Peguei minha toalha e fui em direção ao banheiro. Peguei um jeans e uma camiseta normal. Penteei meus fios loiros, os deixando cair em minhas costas como uma cascata. Suspirei, olhando meu reflexo no banheiro. Peguei minha mochila e meu celular e saí de meu quarto.

Não tinha dormido nada na noite passada. Além de ter tido pesadelos, minha garganta estava ardendo. Demais!

— Bom dia! – disse Davina em seu bom humor matinal. Revirei os olhos e sentei-me à mesa, comendo as panquecas em minha frente. – Educação mandou lembrança!

— Silêncio também!

E ela revirou os olhos. Ela ficou quieta. Ela sabia que quando eu ficava de mau humor, raramente eu voltava ao meu humor normal rapidamente. Terminei meu café e levantei rapidamente da mesa.

Desbloqueei meu celular, e vi que já estava na hora de ir. 07hr45min. Gemi de frustação e peguei minha mochila.

— Olivia! – virei-me em direção a Davina e ela jogou uma chave para mim. E não era a chave de nosso carro. – Passa na garagem antes.

Assenti desconfiada e me despedi. Abri a porta da garagem e abri a boca surpresa. Davina tinha comprado meu carro favorito! Um Porsche amarelo. Entrei rapidamente, inalando o cheiro de carro novo.

Pelo menos meu dia se animou um pouco. Não demorei muito a partir, afinal estava atrasada. O colégio de Beacon Hills, não era totalmente público. Tinha aparência de colégio particular. Era dividido em dois prédios. O primeiro era totalmente desconhecido por mim, e o segundo suponho que seja o colégio em si. Todas as salas, refeitório e etc. Ainda meio perdida, estacionei em uma vaga vazia em frente ao primeiro prédio. Desci do carro, e fui até a porta. Tinha escrito “secretária”. Respirei fundo aliviada por ter chegado ao local certo. Bati na porta e entrei.

— Posso ajudar?

Uma senhora de quarenta anos estava sentada na mesa com seus óculos na ponta do nariz. Ela sorria amigavelmente, como se soubesse – ou imaginasse – que eu era novata. E ela tinha acertado em cheio!

— Ahn, eu sou novata e preciso das.. – eu estava tão nervosa que me atrapalhei nas palavras, e fiquei fazendo apenas gestos. A mulher adorável, já acostumada com coisas desse tipo, apenas assentiu, levantando-se de sua cadeira. Ela foi até uma enorme gaveta, e voltou com seis fichas. – Obrigada.

E sorri fechado. Saí da diretoria e fui em direção ao meu carro. Acelerei e dei meia volta para ir a caminho do segundo prédio. Estacionei novamente, mais respirei fundo antes de sair do carro.

— Você consegue. Já está acostumada com isso. – sussurrei para mim mesma.

Abri a porta e peguei minha bolsa. Olhei para os lados para ver se ainda tinha alguém do lado de fora, mais não tinha ninguém. O que significava que eu estava atrasada. Olhei para os papéis em minhas mãos e verifiquei a sala de minha primeira aula. Droga! Sala 132 – Economia.

Subi as escadas velozmente e agradeci aos céus por não ter ninguém no corredor que visse eu correr na velocidade da luz. Cheguei na porta da sala, e ajeitei meus cabelos. Tinha de estar pelo menos, apresentável não?

Bati na porta e escutei uma voz masculina. Acho que era para eu entrar. Agarrei a maçaneta com as mãos tremendo e abri a porta. O professor estava escrevendo seu nome no quadro, então suponho que ele tinha acabado de chegar.

— Hum, Olivia não? – perguntou após eu entregar minha ficha para ele. Assenti. – Pode se sentar atrás do senhor Lahey.

E virei-me confusa para o tal de senhor Lahey e arregalei os olhos. O que ele estava fazendo ali? Estava me perseguindo ou algo do tipo? O menino que tinha me salvado estava ali sentado me olhando também com os olhos arregalados.

Notas finais
Até o próximo :(