The Legacy of The Originals
5 Almost dead and better error
Notas iniciais
Beacon Hills, 10h58min ––– Olivia.
Suspirei e ajeitei a jaqueta de couro em meu corpo. O dia não começara nada legal e clima frio de Beacon Hills em nada ajudava. As ruas de Beacon Hills não estavam tão movimentadas e eu agradeci mentalmente por isso. Não poderia me distrair com pessoas conhecidas ou algo do tipo. Eu procurava respostas sobre meu paradeiro, ou como posso dizer, sobre minha verdadeira identidade. Sei que me escondiam algo, só não sabia o porque. Qual a dificuldade de me dizer o que eu sou, ou que o mundo esconde?
Trombei sem querer com uma senhora, derrubando suas coisas. Droga! Além de estar parcialmente louca, ainda estou no mundo da lua?
— Desculpa, desculpa! Juro que não vi a senhora! – me abaixei e ajuntei sua bolsa e outra sacola que continha alguns alimentos. – Desculpa mesmo!
Esquivei–me da mesma para continuar minha caminhada pensativa, mais ela segurou meu braço fortemente. Virei–me confusa para a mesma.
— Algum problema?
— Não, não, querida! – e sorriu. Estremeci da cabeça aos pés. – Só achei que este cordão combina com você. Veja. A pedra combina com seus olhos!
E ela me mostrou um lindo cordão com uma pedra verde. Ele era realmente belo, mais alguma coisa nele me chamava atenção e me dava pavor ao mesmo tempo. Ela estendeu o cordão em minha direção e fez um gesto para me virar de costas. Ela colocou o cordão lentamente e eu contava segundos para sair daquele lugar. Sinceramente, ela estava me assustando.
— Pronto querida. Ficou mais bonito em você do que em mim, Olivia. – me assustei. Mais aí me lembrei de que meu cordão continha meu nome. – Nos vemos por aí!
Engoli em seco e sai o mais rápido que pude dali. Dobrei uma rua para poder chegar a minha casa quando meu pescoço começou a arder. Arfando, olhei para o meu pescoço e a região onde estava o cordão, estava avermelhada. Estava queimando para caramba! Tentei tirar mais foi em vão. Minha mão também queimou.
O que diabos estava acontecendo? Grunhia de dor. Cadê as pessoas para aparecerem agora e me ajudar? Repreendi-me mentalmente, por ter desejado que ninguém aparecesse na rua algumas horas atrás.
Curvei–me no chão, tentando inutilmente tirar aquele maldito cordão. Sabia que tinha alguma coisa errada! Logo das sombras das paredes das casas, surgiram pessoas com roupas pretas. Eram todas mulheres e carregavam um cordão parecido com o meu. Só a cor que era diferente.
Elas chegaram perto de mim e aproveitaram que estava curvada, e estenderam suas mãos em minha direção e murmuravam palavras desconhecidas por mim. Senti uma dor vindo direto de meu peito. Era uma dor insuportável. Eu sentia elas puxarem algo de dentro e cada vez mais doía. Meu coração começou a bater mais rápido e forte que fazia dor piorar. Elas queriam meu coração!
Gritei de dor lembrando de que eu poderia deixar alguém surda. Mais parece que não surtiu efeito nas mesmas. A cada vez que elas faziam gestos que puxavam meu coração, o meu pescoço ardia mais ainda. E eu já estava começando a ficar com falta de ar, quando tudo parou.
E cada uma delas, uma por uma, foi caindo no chão e sumindo. Alguém estava as matando e que por sinal, era muito rápido. As mesmas sombras que trouxeram as mulheres puxavam as mulheres mortas, ou seja, todas. Rendi–me ao cansaço, a dor e a tontura e cai no chão.
— Ei! Ei! – o cara que me salvou dava leves tapas em meu rosto. – Não durma ok? Fique de olhos abertos! Por favor!
Abri a boca para falar algo, mais minha voz tinha praticamente sumido. Eu estava semiconsciente. Eu queria agradece–lo, mais as circunstancias me impediam. Senti ser levantada e dei uma ultima olhada ao redor.
Todas as mulheres tinham sumido. Não tinham deixado um rastro. Como se nada tivesse acontecido. Virei-me para a pessoa que me ajudava e dei uma boa olhada nele. Posso dizer que fiquei com um pouco de medo por ele estar sujo de sangue em todo o seu rosto, mais eu estava muito cansada para perguntar o que ele tinha feito.
E ele começou a correr velozmente. Eu sentia o vento bater em meu rosto tão forte, que chegava a doer um pouquinho.
— Olhe para mim! Mantenha–se focada em meu rosto, ok?
Assenti e olhei em seus lindos olhos castanhos. Meus olhos foram pesando a cada segundo e finalmente, eu cedi a escuridão.
Davina Claire
Suspirei e verifiquei mais uma vez as horas em meu relógio de pulso. Tinha de me distrair. Peguei meu grimório na mesa de centro e li algumas paginas que poderiam me ajudar com Olivia. Mais a nostalgia de preocupação com a loira, me dominava. Já fazia mais de uma hora que ela tinha saído de casa.
E para piorar, desde ontem, Hope tinha sumido. Sei que ela já era maior de idade, mais no momento era hora de todos ficarmos juntos e não separados. Hayley e Elijah tinham voltado para New Orleans para ver como estava às coisas por lá e ver onde Klaus estava.
E a porta começou a ser batida bruscamente. Já estava indo pegar alguma coisa para me defender antes de abrir a porta, quando escutei a voz dele.
— Davina! Rápido! Abre a porta!
Sem hesitar, corri rapidamente até a porta. Kol estava com Olivia em seus braços, desmaiada. Eu estava estupidamente feliz e nervosa por ele estar ali tão perto, mais a preocupação com a loirinha falava mais alto.
— Entre. – o convidei. Fechei a porta e o segui até o sofá. – O que diabos aconteceu?
— Bom. Se eu não tivesse chegado na hora, ela teria morrido. Eu estava vindo para cá como o combinado e vi ela pegar esse colar que está no pescoço. Depois ela sumiu e eu demorei um pouco a achar ela. E quando a encontrei, ela estava sendo atacadas por algumas bruxas que saíram das sombras e começaram a recitar um feitiço desconhecido por mim.
— Tem certeza que eram bruxas? Digo por que nunca vi saírem das sombras. – cruzei meus braços.
— Tenho plena certeza que sim. Ou vai me dizer que existe outras espécies de bruxas agora hein? – debochou. Bufei e fui até o sofá.
Sentei–me ao lado de Olivia no sofá e olhei seu pescoço. Ela estava queimada gravemente, mais nada que um feitiço não resolva.
— Porque não tirou o cordão?
— Acha que eu não tentei? Isso tem verbena das fortes! Além do mais, não é para qualquer um esse cordão.
Virei–me curiosa para ele. Quando se tratava de bruxaria, Kol era o melhor. Talvez porque ele já foi um, mais mesmo vampiro, sua essência de bruxaria não deixava o mesmo. E ele era muito inteligente quando se tratava desses assuntos. Ele era o grimório em pessoa.
— Como assim?
— Isso é uma pedra rara. Se eu não me engano, isso é uma Calcita Verde. Mais tem algo dentro da mesma que eu não sei identificar. Vê se você consegue tirar ele do pescoço dela. É como se estivesse protegido por alguma barreira. E você tem magia correndo em seu sangue. Talvez só alguém bruxo, possa tirar esse cordão.
Aproximei minha mão da pedra e o puxei rapidamente. Arranquei o cordão com tudo. Não era só a pedra que continha verbena. A corrente também estava cheia. Merda! Sabia que não deveria deixa–la sair. Porém, ela tinha de esfriar a cabeça. Havia feito dois dias que tinha contado sobre o mundo sobrenatural. Não contei sobre suas origens, afinal não estava na hora. Apenas contei sobre os mistérios ocultos do planeta terra.
E é claro que não é fácil engolir coisas ou assuntos desse tipo. Por isso, deixei a mesma sair para espairar às ideias e duvidas.
— Tudo bem. Cure ela, por favor. – pedi a Kol. Ele me olhou por alguns segundos e assentiu. – Vou buscar algumas coisas. Não demoro.
Subi até meu quarto e fui em direção ao meu closet. Abri a porta e fui até a parte de sapatos. Tirei o quadro que continha na parede entre as duas prateleiras de sapatos e coloquei a senha que dava acesso à outra porta. A porta abriu automaticamente e fui até minha mesa de estudo de magia. Aquela sala não era só minha. Brevemente, teria de dividi–la com Hope e Olivia. Mais por enquanto, deveria manter segredo sobre isso. Peguei a caixa roxa em cima da mesa e abri para verificar se tudo estava lá mesmo.
Respirei aliviada e fechei a caixa novamente. Peguei um pote de pó de corredeira e mais alguns utensílios que iria precisar. Sai da sala secreta e coloquei a senha antes de sair para a porta se fechar normalmente. Sai do closet fechando a porta logo em seguida e sai do quarto.
Desci as escadas e vi Kol estudando o colar. Sentei no chão e comecei a trabalhar. Com o pó, desenhei um circulo grande no chão da sala, grande o suficiente para colocar uma pessoa. Dentro do mesmo, fiz um pentágono. Entre os espaços da estrela, coloquei cinco velas. Peguei a caixa e tirei de lá uma pedra de cristal média. Chamei Kol, e pedi que ele partisse a pedra em cinco pedaços.
— Obrigada. Pode pegar a Olivia e colocar aqui no centro da estrela? – e ele assentiu.
Coloquei as pedras em cada espaço da estrela, perto das velas. Ele colocou a garota loira desmaiada dentro do circulo. Observei seu pescoço e note que já estava bem melhor. O sangue de Kol estava curando as feridas da mesma. Voltei minha atenção a caixa roxa novamente e peguei uma faixa preta de karatê. Com a faixa em mãos, enrolei nos pulsos de Olivia.
— O que exatamente você vai fazer?
Suspirei e olhei perdida para Kol. – Está na hora de ela saber a verdade Kol. Não posso esconder isso por muito tempo. A mãe dela chegará em poucos dias e isso não vai ser nada bom. Então, irei aproveitar que ela está desmaiada e devolver suas memórias.
— E porque não será bom? Assim ela vai explicar pra gente no que ela se meteu e comprometeu a vida dela e a da filha! – debochou e cruzou os braços.
— Por isso mesmo. Quando ela contar a verdade, Olivia já estará bem mais atualizada sobre a situação. Além de que ela mesma pode nos ajudar! E já faz 17 anos, Kol. O tempo acabou.
Fui até a ponta do circulo e fiquei de frente para a cabeça de Olivia. Seus cabelos loiros estavam sujos de sangue e eu imaginava o quanto ela teria sofrido enquanto estava fora. Invoquei verbalmente para os ancestrais, um poder superior para abençoar meu feitiço. Era uma prece. Uma ajuda. Quando senti que estava pronta, fechei meus olhos e levantei minhas mãos para o alto e imaginei uma luz saindo de minhas mãos e indo em direção as cinco pedras. Comecei a recitar o feitiço e senti a energia das pedras já em minhas mãos. Ainda recitando o feitiço repetidamente, levei minhas mãos em direção às têmporas de Olivia e deixei que a energia entrasse nela. Respirei aliviada por ter dado certo e continuei a recitar o feitiço. Só terminaria o feitiço, quando todas as velas se apagassem e as pedras quebrassem. Repeti por mais alguns minutos o mesmo feitiço e escutei as pedras se racharem ao meio. Abri meus olhos a tempo de ver as velas derretendo.
Sorri orgulhosa. Tinha dado certo. Respirei fundo e levantei do chão.
— Deu certo. – sorri fracamente e Kol me abraçou. O abracei de volta com mais vontade. Estava com saudades dele. – Desculpa!
— Que nada. – ele sorriu meio envergonhado, o que foi uma surpresa para mim. – Eu irei tirar ela dali. – desamarrou os pulsos dela e a carregou. – Onde a coloco?
— Coloque-a no quarto. Primeira porta, azul. – mordi o lábio nervosa.
Ele assentiu e subiu as escadas com Olivia. Engoli em seco devido à tensão que ficou no ar. Não! Nem pense nisso Davina! Vocês são apenas bons amigos agora! Desfiz o circulo e guardei todas as outras coisas. Joguei as pedras e as velas fora. Depois de tudo limpo, subi as escadas com a caixa em mãos e joguei em cima de minha cama. Fui para o quarto de Olivia e a observei dormindo calmamente.
— Sabe. Acho que já sei qual é a da pedra. Lembro–me de uma bruxa que conheci em 1948. Ela tinha várias pedras dessa. E ela comentou uma vez que ela evitava o acumulo das emoções ou sobrecargas negativas. – ele comentou saindo da varanda do quarto de Olivia.
— E o que isso significa?
— Isso significa que é alguém poderoso, ou seja, um bruxo que continha essa pedra. Esse tal bruxo não iria dar isso do nada à loirinha aqui não é? E ah eu lembrei! Ela esta sendo seguida e corre risco de morrer! — completou a ultima parte sarcasticamente.
Revirei os olhos. E lá estava o sarcasmo dele de volta.
— Mais que feitiço foi aquele? Digo, eu nunca vi alguém ter feito algo assim antes! – ele exclamou.
— Porque eu praticamente criei este feitiço. – e ele me deu um sorriso orgulhoso. – Eu tinha de bloquear as memórias de Olivia de algum jeito. Então tive uma ideia de canalizar as memórias dela na pedra de cristal.
— Mais porque cristal?
— Pois dizem que ela aumenta a possibilidade de cura física, mental ou espiritual por ser uma grande fonte de energia. Ela está dormindo e reabsorvendo suas memórias de novo. Irá demorar até que ela acorde. – e olhei para Olivia.
— Venha, ela irá ficar bem. – e Kol puxou minha mão. Saímos do quarto e fechei a porta. Desci as escadas ainda de mãos dadas com o mesmo. – Vamos comer! Estou faminto!
Ri nasalmente. Seria errado eu dizer que ainda era completamente apaixonada pelo vampiro original? Mesmo com todo esse tempo separados, eu nunca deixei de ama–lo. Namorei outras pessoas, ficava com outras. Mais nada superava o vazio que ele deixou em mim.
— No que tanto pensa? – perguntou ele comendo alguns morangos em cima da bancada. Eu estava tão pensativa que mal percebi que tínhamos chegado na cozinha e ele já estava atacando os morangos. – Hein?
— Nada importante. – sorri forçado.
— E quando vamos conversar sobre nós? – ele se aproximou de mim. Afastei-me o mais longe possível até sentir a bancada bater em minhas costas. Droga! Ele tinha me prendido. Maldito. – Uma hora ou outra tínhamos de falar sobre isso. Não podemos ficar assim!
— Estamos perfeitamente bem assim! – retruquei.
— Errado! Eu não me sinto assim! Acha que só porque eu sou vampiro, eu não tenho sentimentos? Eu ainda te amo Davina!
— E você acha que eu não?
Ele se surpreendeu. Ele realmente pensou que eu tinha seguido em frente. Como disse, até tentei, mais nada superava ou cobria o buraco em meu coração feito por Kol Mikaelson. E ele foi se aproximando lentamente, ficando perigosamente perto. Seu rosto estava tão próximo do meu que eu sentia seu hálito de menta bater em meu rosto.
— Se quiser que eu pare é só pedir. – ele sussurrou quase suplicando para que eu não falasse isso. Permiti e ele me beijou. Depois de tanto tempo, estávamos matando a saudade um do outro. Coloquei minhas mãos em seu pescoço e cheguei-o mais para perto de mim.
Eu sabia que estava cometendo um erro de beija–lo novamente.
Mais era o melhor erro que tinha cometido durante todo esse tempo.
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