The Legacy Is Lucy - HIATUS
2 Nova fronteira
Notas iniciais
Dias depois
Acordei com os latidos do Buff o labrador da minha vizinha, dona Loise.
Fui levantando as poucos, com os olhos inchados de tanto chorar, o velório da minha mãe fora horrível, vieram parentes de todos os cantos, meu avô Tom, minhas tias Beth e Lydia, meus primos Michael e Katherine, Joanny e Diana amigas da minha mãe, e mais alguns parentes que só vemos ou em velórios ou casamentos.
Era choro para todos os lados, eu claro chorei muito, minha mãe tinha o desejo ser cremada, sim eu ia cremar ela, mas não podia sem autorização, e ela não havia deixado testamento ou nada que provasse isso, foi tão repentino.
Ela estava bem quando fui dormir até havia visto um filme comigo, mas ontem me lembrei de algo, ouvi barulhos na casa, mais ela é velha, talvez fosse minha mãe ou o vento.
O enterro será hoje, vai parecer horrível de minha parte, mais eu não vou ir! Eu já me despedi dela varias vezes, se for não a deixarei ir, assim é melhor, vou atrás desse cara. Vou usar um programa de satélite pra rastrear o número do celular.
Fui até o banheiro tomei um banho e escovei os dentes e fiz minha higiene.
Desci já com uma roupa para sair, peguei uma mochila velha e coloquei peças de roupas, acessórios, celulares, dinheiro, cartão de crédito, tudo que eu precisaria.
–Legal... Vamos achar o senhor... -Disse ligando o computador da sala e me acomodando.
Alguns minutos esperando o número ser rastreado pelo país, e o computador deu um sinal.
–Te achei! -Disse curiosa e ao mesmo tempo com medo, será que minha mãe estaria com razão?
–Desculpe mãe, mais eu tenho que fazer isso! -Falei como se ela pudesse me ouvir.
Desliguei o computador, olhei a casa um pouco, respirei o ar bom de casa, ainda tinha o cheiro de minha mãe uma mistura de cravo com menta, subi as escadas rápido, cheguei até a porta de seu quarto, exitei entrar por alguns segundos, mas fui em frente, peguei um casaco seu azul que ela amava o coloquei na mochila, desci as escadas, tranquei a casa e fui para parada de ônibus mais próxima de casa.
Ele estava em Lebanon, Kansas, não era muito longe dali, algumas horas apenas.
Pedi para uma senhora que conheci no ônibus me acordar, e assim ela fez.
–Não pode ser! — Disse incrédula ao descer na parada e ver o endereço onde ele estava.
Olhei ao redor abismada, tudo passava em minha cabeça, quem seria? Como seria? Mas se já cheguei até aqui vamos enfrente! Disse pra mim mesma encarando o hotel caindo aos pedaços de beira de estrada.
– Ah, oi! — Cumprimentei o homem que estava atrás do balcão.
– Olá, o que vai querer? — Perguntou me olhando, ele era baixo e gordo, com a roupa suja de óleo, a barba por fazer e um pouco careca.
– Uma informação... — Disse olhando pra ele e continuando — Tem algum Dean, Jill ou Jean aqui?
– Desculpe não posso dar essa informação... — Falou me olhando como se quisesse algo.
O olhei revirei os olhos e peguei o dinheiro U$$ 40,00.
– Toma! — Falei dando e esperando a resposta.
– Hum.... Dean, Jill ou Jean... — Falou olhando o pequeno caderno- Não nenhum desses! — Disse com um sorriso irônico.
– Então eu te paguei por nada?! — Disse indignada.
– Desculpe moça, pagou por que quis! — Falou grosso — Com licença! — Disse entrando num aparte.
– Não espera! Vou querer um quarto! — Disse e ele voltou bufando.
– Quarto 167. — Disse me entregando a chave do quarto.
– Hey, hey! O dinheiro! — Gritou me chamando atenção.
– Já te paguei! — Respondi piscando o olho com sarcasmo.
Sim! O quarto era precário, joguei minha mochila no sofá, e me estiquei, acabei cochilando ali mesmo.
Acordei já, eram 01:48 acordei com um susto, algo fez um barulho mas não foi em meu quarto.
– Ótimo, continuem transando! Não em importo em ouvir! — Gritei com raiva, mas ouvi cochichos.
– Shhh, Sam! Vai fazer barulho! — Disse uma voz masculina.
Eu não pude segurar as risadas! Acabei pegando um copo que tinha no banheiro e colocando na parede, para ouvir melhor, sim sou safada.
– Cala boca Dean! Estou fazendo o melhor! — Disse outro mais nervoso, acabei soltando uns risos altos.
Dean? Não eu não posso ter ouvido certo.
– Dean? — Resmunguei, largando o copo na cama, fiquei de pé, e sai do quarto, o barulho vinha do quarto ao lado, fiquei parada na porta sem ação então ela se abriu sem me dar chances de correr, ou disfarçar, joguei minha pulseira no chão.
– Ham, oi! — Disse um moreno com uma mochila.
– O-oi! — Gaguejei.
– Perdeu alguma coisa? — Perguntou fechando a porta, mas um loiro a abriu.
– Nada, eu deixei minha pulseira cair, mas já a peguei! — Falei balançando a pulseira que eu avia tirado na hora do pânico.
Ele sorriu, um sorriso lindo, mas parecia querer que eu fosse embora dali, então assim fiz, entrei em meu quarto e fiquei olhando pela fechadura, eles passaram com mochilas grandes, e os segui, foram ao estacionamento e entraram num carro preto, não sei a marca, acho que Opala, ou um Impala...
Sei lá isso não importa! Olhei em volta e vi uma picape Chevrolet, a porta do motorista estava aberta, olhei e vi a chave na ignição, sorri, entrei e dei a partida. Os segui por mais de 30Km então pararam em cemitério, e desceram, o moreno levava uma pá acima do ombro esquerdo e uma mochila na mão direita, o loiro iluminava o caminho com uma lanterna que segurava na mão direita, e no ombro esquerdo havia uma pá também.
– O que? — Perguntei pra mim saindo da picape e os seguindo após me esconder atrás de uma lapide.
Eles pararam próximo a uma lapide e começaram a cavar, passou um tempo, logo após ouve um som de madeira se partindo a pá avia achado o caixão, o moreno abriu a mochila tirou algo parecido com gasolina e um saco, o loiro pegou a gasolina e tocou dentro da cova, e depois o sal, pegou uma caixa de fósforo de dentro do bolso da jaqueta de coro gasta, acendeu e tocou na cova, que explodiu em fogo.
– Mas o que? — Indaguei alto, e eles perceberam.
Fui caminhando de costas mas escorreguei em algo e cai num buraco fundo, uma cova aberta, maravilha!
Uma luz ofuscou meus olhos, eram os homens.
– Você? — Espantou-se o moreno. — O que faz aqui?
– Não me matem! — Falei ao ver o moreno pegar uma faca, o loiro pegou uma garrafinha jogou e água em mim.
– Corta seu braço! — Mandou ele.
– Em? — O encarei e peguei a faca.
– Corta o seu braço! Ou eu atiro. — Disse mostrando uma arma em sua cintura.
Segurei a faca cortei meu braço com uma cara feia, o corte começou a sangrar e ardia.
Os homens trocaram olhares.
– Hey me ajudem! — Disse me levantando.
O moreno se abaixou me estendeu o braço e me puxou.
– Dean? — Perguntei o olhando para o loiro minha barriga se contorcia de ansiedade e medo.
– Sim... como me conhece? — Perguntou me olhando desconfiado.
Como explicar o que estava sentindo, o cara era um psicopata e poderia ser meu pai! Pai não apenas o cara que transou com minha mãe! Mas não deixo de pensar como teria sido se ele não tivesse ido, peguei meu celular e disquei o número que minha mãe me dera, então o celular do cara começou a tocar, Dean puxou o celular do bolso, enquanto me olhava.
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