The Legacy Is Lucy - HIATUS
4 Fogo cruzado
Notas iniciais
Acho que eu havia adormecido, pois estava tão leve, olhei meus pulsos e não haviam marcas, então sorri, levantei e olhei ao redor, estava num tipo de loja de guitarras nossa Floy Meg a loja do meu tio, foi aqui aonde comprei minha primeira guitarra, era tão perfeita, mais tambem custou U$$ 350,95 claro que eu lembro os centavos! Era perfeita! Merecia minha total atenção, foi um presente que ganhei só pra não ficar mais enchendo minha mãe.
Dei uma olhada e sai da loja, mas o que estava fazendo la? Se é um sonho é muito bom! Tudo é real no caso, começou uma chuvinha fina e eu sentia ela tocar na minha pele, e claro o friozinho, andei pelas ruas vazias, o que me assustava.
Vi um homem de sobretudo e o segui discreta querendo ver sua face, sou muito curiosa!
Eu estava caminhando devagar com os braços cruzados por causa do extremo frio, ele virou a esquina e eu apresei o passo, mas ao virar a esquina não era mais aquela avenida e sim uma fazenda, a fazenda que eu morei quando criança, mesmo não entendendo corri para o balanço, me sentei nele observando o celeiro e a casa.
– Voltei... — Disse sorrindo.
Vi o homem de sobretudo entrar na casa, e desci do balanço indo em sua direção, abri a porta e entrei maravilhada, tudo estava como quando morava ali, até a minha boneca em cima da mesinha, a peguei e olhei cuidadosamente parecia não ter mudado nada, não estava cheirando mal, nem embolorada, esta como antes, então o homem parou ao meu lado.
– Que susto! — Disse o olhando.
– Me desculpe, você é Lucy certo? — Perguntou me olhando, olhos lindos ele tinha, azuis de um claro como o céu no verão.
– Depende de quem você for ... — Disse largando a boneca.
– Sou Castiel, e então você é? — Falou acompanhando meu movimento.
– Oi Castiel, mas porque esta em meu sonho? — Perguntei o olhando, olhando seus olhos que me observavam tão atentos me deixando corada.
– Isso... Isso não é um sonho Lucy. — Falou calmo se apoiando a porta.
– Claro que é! Essa era minha casa! E mais cedo eu estava na loja do meu tio! — Disse tentando entender.
– Esse é o céu Lucy, o seu céu, mas por algum motivo, você não tem apenas um... — Disse as ultimas palavras em tom mais baixo como um resmungo para ele mesmo.
– Em? Céu? Então eu morri! — Disse surpresa.
– Sim, o que é uma pena... — Falou me olhando.
O olhei segurando um riso.
– Mas Castiel me explica o que esta fazendo aqui? E como sabe quem sou? — Perguntei a ele que olhava para o jardim.
– Dean me pediu para vir aqui... — Falou indo em direção ao jardim.
– Dean? O Dean? Mais como você pode entrar no céu? — Perguntei o seguindo.
– Sou um anjo do senhor Lucy! — Falou me encarando de um jeito não muito incomodativo achei fofo.
– Anjo? Anjos não exitem! — Disse descordando dele.
– Tal pai tal filha... — Disse revirando os olhos, o céu ou sei lá o que ficou escuro e começou a trovoar então surgiu como uma sombra atrás de ele dois pares de assas.
Engoli em seco surpresa.
– Você conhece Dean? — Perguntei a ele com raiva.
– Sim, ele é um bom amigo! — Falou me encarando.
– Tudo bem então já me viu pode ir, estou feliz aqui, e Castiel, aonde fica o céu da minha mãe? — O perguntei é claro que iria la.
– Desculpe Lucy mas você vai voltar comigo. — Disse pondo os dedos em minha testa, por extinto fechei os olhos sem ação então puxei o ar com força me levantando com agressividade da cama do hotel, Sam e Dean pularam do meu lado me olhando, olhei meus pulsos que já não sangravam mais apenas bem doloridos.
Os olhei assustada e eles fizeram o mesmo.
– O que fazem aqui? Por que me trouxeram de volta? — Gritei pegando um pano e colocando em meus pulsos.
– Você é louca menina! Se matar, fala sério! Não é por que sua vida é uma merda que você acha que pode abandonar tudo! — Gritou Dean comigo.
– VOCÊ É A UNICA PESSOA NO MUNDO QUE NÃO PODE ME FALAR DE ABANDONAR DEAN! — Gritei mais alto do que ele — VOCÊ É O ÚNICO QUE NÃO PODE COBRAR NADA DE MIM! — Não sei porque, mas sempre que falava com Dean uma imensa vontade de chorar e o abraçar me vinha do nada ... Mas isso não iria acontecer, dei as costas a ele e bati a porta.
Eu estava no fim do corredor, então ouvi a porta bater novamente, não me virei mas ouvi passos apresados vindo ao meu encontro
– Espera eu não acabei! — Gritou me segurando pelo braço — Se eu soubesse que tinha uma filha iria atrás te protegeria você e sua mãe! -Começou a frase gritando mais foi ficando mais calmo nas ultimas palavras.
– Mas não sabia! — Disse com raiva — E mesmo que soubesse não daria a minima! — Disse o olhando, ele tinha olhos verdes claro, pareciam sofridos.
– Lucy, eu não... Eu não sabia, queria estar la, mas... — Ele começou mais não aguentava mais sua voz.
– Cala boca Dean! Não fale do que não se pode mudar! Você não pode mudar, e se pudesse eu não deixaria! — Disse puxando meu braço e o encarando.
Agora Sam já estava ao nosso lado e o anjo também, ele me encarou e eu fiz o mesmo, dei as costas com os punhos fechados e parei longe deles, deixei as lagrimas saírem, chorei baixinho, como minha mãe sabia disso? Se eu tivesse a escutado...
– Lucy -Chamou Sam se aproximando.
– O que quer? — Perguntei limpando a voz.
– Vamos conversar com calma la dentro. — Falou, sua presença me dava uma paz, ele era racional diferente do Dean pelo que pude ver.
– E acha que ainda temos alguma coisa pra conversar? — Perguntei com tom de voz roca.
– Eu acho... — Falou se afastando.
Dei um tempo e entrei no "meu" quarto, Dean estava lá caminhava de um lado ao outro, sentei na cama, puxei as mangas do casaco que usava.
– Tudo bem... Lucy você pode nos dar um tempo pra tudo isso... -Falou Sam.
– Tempo pra que? — Ri amarga — Essa é a última vez que vão me ver... — Falei os olhando Dean que até agora estava com olhar cabisbaixo me encarou.
– O que vai fazer tentar se matar de novo? — Perguntou Dean me olhando.
– E se for, o que você tem a ver com isso? — O encarei.
– Tudo sou seu pai! — Gritou.
– Você não é meu pai Dean! Você nunca vai ser meu pai! — Disse o olhando, ele fitou o chão e coçou o cabelo.
– Pra mim chega! Olha só garota! Você é minha filha querendo ou não! Já te pedi uma vez a segunda não acontecera! — Falou a poucos centímetros de mim com o dedo na minha cara.
– Você nunca me perdeu Dean... — Falei e dei uma pausa para ver sua cara — Não se pode perder o que nunca teve! — Continuei e ele bufou se sentando, ao meu lado, eu recuei.
– Desisto Sam! Eu tentei ha, eu tentei! — Resmungou já sentado na cama como antes.
Eu não acreditava, eu havia o encarado! E eu consegui! Eu fiz o cara que fez minha minha mãe sofrer tanto, e eu faria isso sem nunca me cansar!
– Lucy nos de uma chance... — Pediu Sam com um olhar de cachorro abandonado franzindo a testa.
– O que vocês são namorados? — Perguntei e ele limpou a testa revirando os olhos, o anjo apenas observava tudo quieto.
– Não! Irmãos... — Respondeu incomodado.
– Tudo bem olha foi legal, mais eu tenho que ir. — Disse indo pegar minha mochila, e colocando minhas coisas.
– Olha Lucy se quiser ir não vamos te impedir, mais nos de um tempo... — Pediu Sam se aproximando de mim.
– Me de um bom motivo! — O encarei colocando a mochila no meu ombro e batendo o pé no chão.
– Você tem nosso sangue, é da família! — Disse num longo suspiro.
– Você não tem o direito de falar isso! — Vendo a reação dos irmãos e do anjos eu olhava — Minha unica família era minha mãe! — Disse cansada.
– Tudo bem então, faça isso por ela! — Pediu a usando agora eu ia matar ele.
– Se ela estivesse VIVA eu nem estaria aqui! — Falei e vi Dean me encarar surpreso.
– Jane morreu? — Perguntou, sua voz era falha.
– Sim! — Disse seria encerando o assunto, peguei minha mochila, olhei para eles e sai do quarto.

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