The Last of Us
5 Capítulo 4
Notas iniciais
Após alguns dias do ocorrido com o estalador, a dupla se aproximava de uma cidade, que assim como as outras estava detonada pelo tempo e pelo processo apocalíptico vivido pela humanidade dos últimos tempos. Pelos cálculos cartográficos do espanhol, eles deveriam estar em território austríaco, quase chegando na Alemanha, no laboratório especializado onde extrairíam a cura do corpo do pobre rapaz que acompanhava Antonio nessa jornada. 'Isso é um tanto cruel...' Pensou o espanhol. 'Ele parece ser um bom garoto, não merece um fim desses...' Antonio olhava o garoto enquanto pensava. O mais novo logo correspondeu seu olhar.
"O que foi ? Por que você está me olhando ?" Disse Lovino.
"Não é nada." Retrucou o espanhol enquanto continuava seu caminho pelo território que acabara de adentrar.
Algumas vozes foram ouvidas um pouco mais a frente, e o espanhol logo puxou o garoto para se esconder em alguns arbustos.
"Mas que diabos!-"
"Silêncio." Sussurrou o mais velho.
"O que houve ?" Lovino respondeu também sussurrando.
"Vagalumes." Disse Antonio. "Os vagalumes são tropas revolucionárias surgidas com essa epidemia. Liderados por uma general ukraniana, os vagalumes são inimigos dos exércitos nacionais. Eles procuram humanos que ainda não foram infectados e os usam como cobaias na esperança de conseguir uma vacina para essa infecção." Continuou o moreno.
"Por que estamos nos escondendo ? São eles que querem a mim, não é ? Eles querem o meu sangue para fazer a vacina, é só por isso que eu estou aqui!" O mais novo acabou levantando o tom de voz, por sorte não alarmando a tropa de vagalumes que por ali passava.
"Já disse para ficar quieto!" Disse o espanhol em um sussurro enquanto calava a boca do garoto. "Esses vagalumes e os que lhe aguardam no laboratório alemão são diferentes. Esses apenas querem cobaias sem se importar com a vida ou a morte deles. As pessoas que lhe aguardam na Alemanha são de confiança do exército, não rebeldes como esses. Minha missão foi levá-lo até lá, não vou deixar que se entregue aqui. Valorize um pouco mais a sua vida, moleque." Terminou o espanhol, um pouco ofegante. A tropa de vagalumes já havia se distanciado, mas não era o que estava na cabeça dos rapazes agora. Ambos estavam preocupados demais com a proximidade em que se encontravam. O mais novo levemente corado foi o primeiro a se pronunciar.
"Por que você se preocupa tanto comigo.. ? É apenas uma missão estúpida, você poderia levar meu cadáver que seria o bastante para eles... Por que continua me protegendo ?" Lovino disse em um tom de voz fraco mas ainda audível.
"Minha missão é levá-lo até lá, vivo ou morto, mas não sou uma máquina, Lovino. Não vou deixar que você morra tão facilmente. Confie em mim, ao meu lado, você estará seguro." Terminou Antonio com um breve sorriso no rosto, fazendo o italiano corar mais ainda. Antonio levantou, estendendo a mão para ajudar o mais novo a sair daqueles arbustos. "Temos que continuar, não podemos parar enquanto não encontrarmos um lugar seguro para passar a noite." Continuou o moreno. Lovino apenas assentiu enquanto tentava disfarçar o rubor em suas bochechas e as palpitações de seu coração.
A presença daquele moreno, o sorriso dele, suas palavras. Tudo fazia com que o italiano se sentisse mais seguro. Por um minuto, um pensamento cruzou a mente de Lovino, e o rapaz tinha que admitir. Ele não gostaria que nenhum outro soldado estivesse com ele nessa jornada se não fosse o espanhol de cabelos castanhos encaracolados e olhos verde-esmeralda que brilhavam mostrando a determinação dele. É, ele não ia querer que fosse mais ninguém se não Antonio Fernandez Carriedo.
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