The Last of Us
4 Capítulo 3
Notas iniciais
Depois de alguns dias de preparo de suprimentos e armas, o soldado espanhol e o menino de cabelos castanho-escuro estavam prontos para partir. A despedida do garoto foi um tanto exagerada em relação à seu avô e irmão. Os dois choravam enquanto abraçavam-no. Seria uma longa viagem até o suposto laboratório alemão que poderia utilizar-se do menino para conseguir uma cura para esta epidemia. Do outro lado estavam os militares enfileirados enquanto o jovem soldado vinha em direção ao tenente principal.
"Já sabe sua missão, Carriedo." O tenente disse firme.
"Sim senhor, não vou decepcioná-los." O moreno bateu continência em respeito ao seu tenente e a seus companheiros. O rapaz continuou andando até alcançar a família ali próxima. "Temos que partir agora. É uma longa viagem." O rapaz assentiu um tanto indiferente e os dois rapazes começaram a caminhar.
Já eram algumas horas de caminhada. O sol já estava iluminando completamente o céu mostrando que devia ser por volta de meio dia. Não obstante, nenhum dos rapazes se mobilizou para fazer uma pausa para o almoço. Ambos continuavam a caminhar em plena quietude, quando o moreno de olhos esmeralda decide quebrar o silêncio.
"Qual é o seu nome ?" Foi a pergunta do espanhol. Uma pergunta bem objetiva e direta, mas que pareceu surpreender o mais novo. Desde que os militares chegaram.. Não, desde que foi descoberto que o menino era a possível "cura" da humanidade, apenas se preocupavam com o destino do sangue dele, que acarretaria no possível fim da epidemia. Desde que isso começou, ninguém sequer lembrava o nome do garoto.
"... Romano." Ele hesitou porém finalmente respondeu. O espanhol sorriu com a resposta do garoto, levando o mesmo a adquirir um leve rubor nas bochechas.
"Eu sou Antonio." Prosseguiu o espanhol, logo sendo interrompido pelo garoto.
"Eu sei quem você é." Disse Romano em um tom de voz potencialmente arrogante e indiferente.
"Você sabe ?" Questionou o moreno de volta.
"Você é famoso." Retrucou o rapaz, continuando logo em seguida. "Antonio Carriedo, o famoso soldado espanhol que ficou conhecido como herói após a batalha de Menen. Não é difícil saber quem você é."
"Não sou um herói." Disse Antonio em um tom sério.
"Você é conhecido por toda Europa como um." Retrucou mais uma vez o rapaz. "Todos dizem que você é um herói que salvou a Espanha na batalha de Menen, era a última esperança de todos e-" O menino foi interrompido pelo mais velho.
"Não importa o que os outros dizem. Não sou um herói. Os outros não sabem quantos alemães e belgas eu tive que tirar a vida para tentar escapar com vida dalí. Não sabem como eu fiquei tomado pela vingança pela morte do meu irmão. Eles não sabem de nada, então não acredite quando espalham por ai que eu sou um herói por ter feito minha nação ganhar uma batalha quando não sou nada menos que um assassino." O tom do moreno era muito sério. Parecia irritar-se com os boatos sobre seu "heroísmo".
"Eu.. Não pedi sua história." Disse o menino arrogantemente enquanto virava o rosto e continuava a andar. Antonio apenas andou atrás do menino pensativo. Como podia um rapaz de aparência tão doce e inocente ser arrogante e chato como aquele garoto era ? E como podia ele não dever gratidão ao moreno sendo que este estava arriscando sua vida para protegê-lo ? E mais importante: Mesmo o garoto sendo um moleque chato e mimado, por que a cada palavra que ele proferia, o coração de Antonio palpitava, as mãos do espanhol suavam, sua garganta secava repentinamente e seu estômago parecia revirar algo lá dentro, talvez possíveis borboletas ? Perguntas potencialmente irrespondíveis para o espanhol.
Os dois rapazes continuaram caminhando até o mais novo escutar um barulho estranho. Algo similar ao ranger de uma porta, porém não haveria uma porta no meio de uma floresta na qual eles se encontravam. O barulho ficava mais alto à medida em que os rapazes continuavam a andar naquela direção. De repente, uma mão parou o menino mais novo abruptamente de andar.
"Que diabos ?!-" O rapaz teve sua boca coberta pela mão do espanhol demonstrando que devia fazer silêncio.
"Estaladores." Antonio disse em um tom de voz mais baixo. O ranger estava alto, e um poucou mais a frente era visível um ser um tanto peculiar. Tinha aparência de um infectado, com exceção de um breve detalhe: a cara do mesmo estava coberta por cogumelos.
"O-O que é aquilo ?" Perguntou o menino assustado.
"Um estalador. É o segundo estágio da infecção do vírus EQ-6." O espanhol prosseguiu falando baixo. "Eu nunca havia visto um pessoalmente, apenas conhecia pelas teorias.. Dizem que é completamente cego por causa daqueles cogumelos em sua cara, porém sua audição é aguçada e ele é muito mais letal do que um infectado comum." Continuou.
Em meio à explicação de Antonio, um barulho foi ouvido perto dos rapazes, o que alertou o estalador. Em uma fração de segundo, o ranger do estalador começou a ficar alto e mais similar a um grito, e este saiu correndo em direção ao menino mais novo. Parece que ele havia decidido sua primeira presa. O estalador derrubou o garoto no chão e estava pronto para atacá-lo quando teve sua cabeça estourada pela escopeta de Antonio. O menino estava completamente sujo de sangue do infectado, porém estava a salvo.
Antonio agachou e tirou o cadáver de cima do menino, que estava ainda paralisado pela experiência traumática que acabara de sofrer.
"Você está bem ?" O moreno o ajudou a levantar. O menino assentiu devagar. Antonio rasgou um pedaço de sua camisa e limpou o sangue do rosto do garoto.
"L-Lovino.." Disse o garoto em um tom de voz tímido.
"O que disse ?" Perguntou o espanhol curioso.
"Meu nome.. É Lovino..." O menino disse com as bochechas levemente coradas. Antonio apenas sorriu. Parece que finalmente havia conseguido a confiança de Lovino.
Fale com o autor