Notas iniciais
Olá
Segue mais um capítulo, aproveitando que estou com um tempinho de folga.
Espero que gostem :)
Aguardo os comentários e recomendações heim!!!!
Beijo Beijo

Depois de algum tempo, saímos do quarto de hotel, para tentar rastrear o endereço que eu tinha em minhas mãos, graças a Eddie Castilhe. Pegamos um taxi e seguimos para uma movimentada rua em Las Vegas, onde o comércio era predominante. Bem diferente da rua de hotéis e casinos que estávamos anteriormente, essa era mais voltada para o público em geral. Se podia notar crianças e pais humanos, circulando livremente.

-Que horas são? – Dimitri me perguntou, quando estávamos caminhando próximos de um café.

-Passa um pouco das onze horas. – Respondi, olhando ao redor.

-A nossa sorte, é que os Moroi aproveitam para sair de seus hotéis no final da tarde. – Dimitri comentou e eu o olhei rapidamente.

-Ou então, estaríamos ferrados – Completei por ele. Como estevámos basicamente sendo caçados por outros em nosso meio, precisávamos tomar o máximo de cuidado, para não sermos vistos. Tanto pelos guardiões, quanto por Tasha ou qualquer seguidor maluco dela, enquanto caminhávamos pelas ruas. A sensação de adrenalina pulsando dentro de nossos corpos, ultrapassava qualquer reação de luta.

-Lugares cheios como esse, podem ser tão bom quanto ruins para nós. – Dimitri olhou ao redor e eu senti seu corpo, instintivamente se aproximando do meu.

-Vamos entrar aqui – Puxei sua mão, para a entrada de um pequeno shopping. – Se Eddie estava certo, eu deveria procurar alguém ali – Fitei novamente o número do estabelecimento e o papel em minhas mãos. Dimitri entrelaçou nossos dedos, antes de começarmos a seguir pelo corredor apertado de cheio. Suas mão estavam quentes, mas eu podia sentir seu receio.

Uma placa com o nome “Le Vertige” me fez para em frente.

-É aqui – Encarei Dimitri, antes de entrar na loja cheia. Empurramos alguns humanos, para que pudéssemos passar. Quando finalmente alcancei o balcão, chamei a mulher que estava próxima. Ela era humana e de origem asiática e com peitos enormes, denunciando sua paixão por plástica humana.

-Poderia me informar, onde encontro o Sr. Haroldo Khalef? – Pronunciei o nome com alguma dificuldade pela pronuncia estranha. A mulher me olhou durante um longo tempo, como se estivesse tentando entender, o que eu fazia ali.

-Quem está o procurando? – Ela me perguntou, com tom aborrecido. As vozes das pessoas ao redor, estavam quase me enlouquecendo.

-Diga a ele que sou amiga de Eddie Castilhe – Quase gritei, para que ela escutasse a minha voz. Eu definitivamente, não entendia como os humanos conseguiam viver daquela forma. Aquilo era um verdadeiro caos.

Aquilo pareceu fazer com que algo estalasse dentro dela. Seus olhos foram precisamente para a minha mão esquerda, onde notou minha aliança de casamento.

-Vou avisa-lo que está aqui – Ela comentou vagamente, enquanto me dava às costas e seguia, para trás de umas cortinas de pregas vermelhas e barulhentas, conforme ela passava por elas.

-Oh pelo amor de Deus! – Comentei enquanto abria e fechava os olhos. – Tudo aqui parece ser barulhento.

-Roza? – Dimitri se aproximou e se colocou protetoramente atrás de mim. Suas mãos fechadas em minha cintura. –Está tudo limpo por perto.

-A asiática peituda foi chamar o amigo do Eddie. – Suspirei — Pelo menos, espero assim – Fechei suas mãos nas minhas , enquanto aguardava ansiosa.

Em pouco tempo, a humana retornou e quando se aproximou, abriu algo como se fosse uma pequena entrada embaixo do balcão, para que passássemos por baixo. Fui a primeira a passar e Dimitri me seguiu com esforço, pela sua altura. Assim que atravessamos, ela nos guiou para a cortina barulhenta.

-É a segunda porta a direita. Eu disse que estava sozinha e se quiser, pode deixar seu amigo aqui fora comigo – O tom que ela usou, quase me fez pular em direção a ela. Seus olhos estavam bastante interessados em Dimitri.

-Meu marido vai entrar comigo – Foi minha vez de encostar em Dimitri e cerrar meus olhos para que ela soubesse, que eu não estava gostando nem um pouco de sua atitude oferecida.

Como se já estivesse acostumada a isso, a mulher simplesmente deu de ombros e voltou para o balcão de atendimento.

-A sorte dela é que tenho coisas mais importantes para fazer – Puxei Dimitri e ele sorriu.

-Eu aprecio seu jeito ciumento – Dimitri comentou e eu virei os olhos o ignorando, para seguir adiante. Antes que eu batesse na porta mencionada anteriormente, uma voz masculina se anunciou.

-Podem entrar – Eu e Dimitri nos entreolhamos, antes que eu resolvesse abrir a porta.

Um homem de aproximadamente quarenta e cinco anos, nos observava com a expressão divertida, enquanto adentrávamos na sala. Ele estava sentado de frente para nós, em uma escrivaninha de madeira gasta. Seu cavanhaque parcialmente branco, por um momento me fez lembrar alguns guardiões anciões que eu conheci á alguns anos atrás.

-Rosemarie Hathaway e Dimitri Belikov! – O homem juntou suas duas mãos, fazendo com que o som, ecoasse no pequeno cômodo. –O casal Dhampir, mais procurado de todos os tempos – Sua expressão divertida, fez com que eu me mexesse desconfortavelmente no lugar. Dimitri colocou um pouco de pressão em seus dedos, para me passar conforto.

-Isso não é algo para se vangloriar – Comentei baixo, mas ele ouviu.

-Eu gosto do jeito ousado de vocês — O jeito que Haroldo Khalef nos olhava, estava me incomodando. Era como se fossemos um experimento novo e ele estivesse se divertindo muito com isso. –Onde está sua barriga? – Haroldo ergueu uma sobrancelha para mim e eu engoli seco.

-O que quer dizer? – Perguntei confusa, mas Dimitri tomou partido.

-Ela já teve o bebê – Ele comentou com voz serena. Novamente eu invejada, o controle de Dimitri.

-A criança nasceu? – Sua expressão animadora, passou para algo surpreso e meio macabro de se ver. – O bebê de Strigoi?

-Minha filha não é um Strigoi! – Cuspi as palavras, enquanto dava um passo a frente. Dimitri me manteve no lugar.

-Ela xinga – Haroldo mudou um pouco seu tom e eu cerrei meus olhos. –Se pensa em sobreviver, tem que mudar seu comportamento. Coisa que já deveria saber – Haroldo virou os olhos e Dimitri não mudou sua posição.

-Minha filha não é um Strigoi – repeti. Mais baixo dessa vez.

-Não tem que dar satisfações sobre isso comigo – Haroldo parou de nos olhar, enquanto puxava de sua gaveta, uma caixa de charutos cubanos. Olhei ao redor e percebi que o pequeno cômodo embora pequeno, estava bastante organizado com fileiras de armários. –Castilhe me pediu um favor e eu cedi, por ele ter ajudado minha filha no ano passado.

Wow. Isso era novo para mim. Como se entendesse minha confusão, Haroldo voltou a falar.

-Anita participou de uma emboscada para tentarem me atingir – Pelo tom de voz de Haroldo, embora isso tivesse ocorrido a algum tempo, ainda o atormentava profundamente.

-Que tipo de emboscada? – Dimitri resolveu perguntar, me fazendo olha-lo rapidamente.

-Do tipo querer mata-la para me atingir – Ele deu um sorriso sombrio e eu engoli seco. De repente, me imaginando nessa situação com a minha filha.

-E eu achava, que nosso maior inimigo, era o Strigoi – Haroldo acendeu seu charuto e deu um trago. – Estava redondamente enganado.

Ele não precisou continuar. Eu havia entendido. Haroldo notavelmente não era mais um guardião. Ele deveria viver a vida com as coisas que vendia em seu chamado estabelecimento. Algo relativamente grande, ocorreu envolvendo pessoas erradas e importantes.

-E sua filha? Está a salvo? – Dimitri insistiu no diálogo e eu percebi, que ele estava tão apreensivo quanto eu sobre aquilo.

-Ela está a salvo – Haroldo comentou, passando seu olhar rapidamente por nós. – O fato é que devo um favor a Castilhe e pretendo paga-lo. Ele se ajeitou melhor em sua cadeira e pediu que sentássemos em duas cadeiras vagas na sua frente. – Em que posso vos ser útil? –Ele finalizou perguntando, por fim.

-Precisamos saber onde Natasha Ozera está – Fui direto ao ponto

-Natasha Ozera está em Las Vegas – Haroldo comentou e eu reprimi uma urgência de interrompê-lo a respeito disso. Alguma coisa me dizia que ele estava apenas nos enrolando.

-Nós sabemos disso – Dimitri comentou, pegando novamente minha mão. – Precisamos de maiores detalhes – Sua postura de guardião, havia retornado.

-Ela esta vivendo em uma propriedade privada há alguns quilômetros do centro – Haroldo continuou, enquanto fumava seu charuto. – Ela não vive sozinha.

Um pouco de respostas vagas, era o que eu precisava agora.

-Tem ideia de quantas pessoas a cercam? – Dimitri o perguntou, enquanto eu tentava me controlar.

-Não sei sobre essa informação, mas todas as vezes que a vi na cidade, ela estava acompanhada.

-Quantos? – Não me contive e acabei perguntando – Preciso saber de números, de fatos!

-Se continuar gritando assim, o máximo que irá conseguir é uma bala em sua cabeça, quando os encontrar– Haroldo comentou de uma forma bastante fria.

-Rose se acalme – Dimitri sussurrou para mim. Não estava adiantando. Uma urgência e ansiedade sem explicação estavam se acumulando dentro de mim.

-Não vê o que tentaram fazer com a filha dele? Laika pode estar correndo perigo – Encarei Dimitri, não me importando mais com os olhos de Haroldo em nós. – Eu não posso perdê-la Dimitri. Não posso.

-Está tudo bem e ela está salva – Dimitri sorriu para mim, de uma forma gentil.

-Sem querer apressa-los, mas estou atrasado para um compromisso. – Haroldo nos fez voltar para ele. – Olha aqui moça, eu não sei o que diabos você arrumou com essa gente, mas se quer um conselho... – Haroldo passou seus olhos por Dimitri rapidamente e logo voltou para mim. – Se livre da fonte do problema se aproveitando que ela está perto e depois, pegue sua filha e suma para bem longe.

O impacto daquelas palavras me fez tremer, embora me mantivesse firme. Passei o papel com o endereço que eu tinha para ele e quando o leu, assinalou com sua cabeça.

-É esse endereço mesmo — Haroldo Khalef, resumiu por fim.

Notas finais
E ai, o que acharam?!