The Last Storm (A Última Tempestade)
45 Capítulo 45 - Minha Super Bebê
Notas iniciais
Tudo bem?
Segue mais um cap.
Estou tentando postar rápido... Me perdoem por algum errinho, mas minha beta a Mila, está ausente esses dias... Ela teve um bebê...então... estou me virando com as duas fics
Aguardo coments!!!
Beijoss ;)
Seguimos para fora da casa. Dimitri ainda tinha um olhar voraz e sua postura não parecia querer relaxar. Laika estava silenciosa em meu colo, apenas nos observando.
–Tem certeza que não sente mais nada Rose? — Ele me perguntou, enquanto encarávamos a madrugada fria de Baia. Nesse momento, algumas luzes de casa próximas, estavam sendo acesas. Isso era um sinal, de que mais gente tinha ouvido nosso barulho ocasional.
–Tenho. – Respondi, ignorando as movimentações recentes. – Laika também sentiu Dimitri. – Busquei seus olhos. – Você não acha mesmo, que foi mera coincidência. – Franzi o cenho.
Ambos nos olhamos por um longo momento, até que fomos interrompidos por Sônia.
–Não é bom ficarmos aqui fora. – Ela alertou, tentando não chamar muita a atenção. – Os humanos estão especulando, sobre uma possível briga ou algum ladrão.
Voltei a olhar para a rua e uma idosa senhora estava caminhando em nossa direção. Ao seu lado, um adolescente de aproximadamente quinze anos, a ajudando no caminho. Sônia e Dimitri trocaram um olhar significativo, mas tentei ignorar. Quando ela se aproximou, sorriu para Sônia, como sinal de conhecimento. Elas provavelmente, se conheciam.
–Algum problema? – A mulher humana de uns oitenta anos, estava agora de frente para mim. Seus olhos eram de um azul escuro. Ao seu lado e com medo aparente, um rapaz.
–Assalto – Respondi rápido demais, com medo de Dimitri ou Sônia, falarem algo diferente.
–Essas bandas andam muito ruins ultimamente – Ela refletiu. – Não é como trinta, quarenta anos atrás. – Seu sorriso pela lembrança, me fez sentir simpatia por ela. – Não se pode vacilar, principalmente durante a noite. – O modo como ela havia dito aquilo, era como um alerta. Mexi-me desconfortavelmente no meu lugar.
Como se percebendo meu desconforto, a mulher voltou a falar. Dessa vez, mudando de assunto.
–E essa belezinha – A mulher se encantou com Laika, como sua possível distração. – Ela está com medo. – A mulher sorriu de uma forma bastante afável, mostrando claramente que estava admirada com Laika.
–Ela está um pouco assustada – Comentei, ajeitando Laika melhor no meu colo.
–Acho melhor irmos para dentro. – Dimitri disse suavemente ao meu lado.
–Tem razão – A velha senhora disse a Dimitri. – Está muito tarde e frio para ficarem aqui fora. – Algo em seu olhar, me deixou ainda mais intrigada. – A pequena ai com certeza está querendo dormir um pouco. – Novamente ela voltou a sorrir para Laika.
–Ela teve uma noite bastante agitada – Beijei seu rostinho – Vamos para dentro, mas muito obrigada – Sorri amigavelmente para a idosa senhora.
–Disponha minha filha – Ela segurou mais firme no braço de seu companhante e eles foram para a casa de onde vieram.
Quando já estávamos lá dentro, me voltei para Sônia, que observava atentamente sua mãe. Olena, estava sentada no sofá com Vicky ao seu lado. Seu olhar era vago e bastante distante. Notei também, que os dois corpos dos Strigoi, ainda estavam no chão imóveis. Os filhos de Sônia e também a avó de Dimitri, estavam isolados do outro lado do cômodo. Laika ainda estava bastante atenta ao que acontecia. Não era minha intenção mantê-la ali por tanto tempo, por isso estava rezando que ela não tentasse em sua cabecinha, entender o que realmente havia acontecido ali.
–Eu vou com Laika para cima – Me virei para Dimitri e ele, beijou minha testa após consentir.
–Eu vou ficar aqui e limpar isso. – Seu tom ainda era perturbado. Embora eu o assegurasse que não havia mais Strigoi, Dimitri ainda temia por nós.
Resolvi não discutir e segui para meu quarto, com Laika em meus braços. Abri a porta e a depositei dentro do berço, enquanto eu espiava o movimento lá fora, pela janela. Algumas pessoas ainda mantinham suas luzes acessas, mas graças a Deus, ninguém mais estava lá fora. Se os Strigoi resolvessem voltar, eu não queria ter que lidar, com mais mortes. Inclusive, as humanas.
–Rose? – O som suave e um pouco agudo da voz de Sidney, soou
próximo da porta. Virei-me e abri para ela, que estava com Adrian ao seu lado. Ele acabará de fechar seu celular.
–Está tudo bem? – Sidney me perguntou, quando dei espaço para ela e Adrian entrarem.
–Estamos bem, obrigada – Respondi por Laika, quando vi os olhos de Sidney, irem em direção ao berço.
–Eu ainda não acredito no que aconteceu. – Sidney tapou sua boca em espanto.
–Nós não acreditamos ainda no que aconteceu. – A corrigi e Adrian concordou comigo.
–Aqui parecia tão tranquilo – Sidney estava notavelmente preocupada e com medo.
–Hey – Peguei uma de suas mãos. – Estamos bem, okay? – Olhei dentro de seus olhos. – Nada demais aconteceu. – Sorri confiante.
–Mas eles podiam ter nos matado. – Sidney alterou um pouco sua voz e no mesmo instante, Adrian a abraçou de lado.
–Hey Sage....Rose tem razão. Estamos bem agora – A forma carinhosa com que ele se referia a ela, me fez lembrar, do quanto Adrian havia mudado, desde que havíamos nos conhecido.
–Isso mesmo – Tentei espantar os pensamentos ruins — Com quem mesmo você estava falando? — Me referi ao celular.
–Lissa – Adrian respondeu de pronto. – Ela me pediu para informar, quando qualquer problema acontecesse.
–Mas que diabos! – Levantei do lugar irritada – Você vai ligar justo pra quem? Lissa não pode sair da Corte! Ela está sendo vigiada por Tatiana! – Toquei minha cabeça, respirando bem fundo.
–Mas ela não vai vir – Adrian pareceu curioso e desentendido.
–Você conhece muito bem Lissa! Você sabe que ela é meio doida! – Senti um nó em minha garganta e a toquei.
–Ela não é tão estúpida assim Rose. – Adrian tentou me confortar – Ela apenas queria saber se vocês estão bem. – Adrian pausou e olhou o berço. – Se Laika está bem.
–Okay – Voltei a sentar – E você disse que estamos bem? Salvos? – O instiguei ainda sem paciência.
–Eu disse que estávamos livres do perigo – Adrian respondeu simplesmente. – De qualquer forma, ela me informou que sua mãe e seu pai, estavam vindo para cá.
–Abe e Janine? – Voltei a me alterar um pouco. – Mas quando?
–Eu não sei de exato Rose, mas a forma com que ela me disse, fez parecer que isso já era meio que combinado. – Adrian refletiu por um momento, como se tentando lembrar, do que havia conversado com Lissa.
–Que seja – Murmurei de mal humor. O choro de Laika, me fez ir ao seu berço novamente. – Hey filha... O que está acontecendo? – Coloquei sua testa próxima da minha e ela se acalmou. Quando olhei para Adrian e Sidney, notei que eles tinham suas expressões bastante alertas e com medo. – O que houve? – Olhei ao redor.
–Eu acho que ela se parece com você – Adrian disse de uma forma meio desconfortável.
–O que quer dizer? – Perguntei intrigada.
–Ela chorou quanto os Strigoi estavam perto – Adrian disse de uma forma estranhamente normal.
–Isso não quer dizer nada – Respondi como se aquela resposta, fosse óbvia.
–Nós ouvimos Rose... – Sidney entrou na conversa. – Ouvimos quando ela começou a chorar e foi no mesmo instante dos barulhos. – Eu não estava querendo entender o raciocínio deles. Eu já sabia.
–Rose...Apenas pense.... Não é o fim do mundo Laika sentir isso. Ela é sua filha – Adrian me disse, tentando me fazer enxergar da mesma forma que ele.
–Mas... – Parei por um momento. Lembranças do ataque voltaram novamente em minha cabeça. Por mera coincidência ou não, Laika havia começado a chorar de uma forma desesperada, antes de Dimitri descer atrás do provável invasor. Eu sabia disso. – Eu não acho que isso seja possível. – Respondi por fim, tentando evitar o assunto. – Laika apenas se assustou e por isso chorou.
–De qualquer forma – Adrian e Sidney se levantaram – Eu ainda acho que ela tem alguma coisa que é pequena demais para nos dizer. – Adrian concluiu.
–Eu não sei... – respondi vagamente, enquanto tentava entender. – Eu realmente não sei.
A porta foi aberta outra vez e Dimitri entrou. Seus olhos logo encontraram os meus.
–O que houve? – Ele perguntou, quando notou uma lágrima, escorrendo pela minha bochecha.
–Estou bem. – A limpei com a mão livre – Apenas um pouco cansada – Tentei sorrir para ele.
–Nós vamos deixar você descansar – Sidney se apressou a dizer. – E também temos que ver Olena. – Todos sabiam que era uma desculpa, para me deixar sozinha com Dimitri. Sidney e Adrian logo partiram e fecharam a porta atrás deles.
–O que aconteceu Roza? – Dimitri voltou a perguntar. – Por que está chorando meu amor? – Seus braços passaram por trás de mim e ficamos abraçados nos três.
–Adrian acha que Laika consegue sentir Strigoi – Escondi meu rosto em seu peito, tomando cuidado com Laika.
–Minha avó também acha isso. – Para minha surpresa, Dimitri respondeu normalmente.
–O que quer dizer? – O encarei. – Laika é normal!
–Laika é normal assim como você Rose... Ela é sua filha...Filha de uma Shadow Kissed – Dimitri beijou minha testa e eu me senti relaxar um pouco. – Ela herdou os genes da mãe... Não tem nada demais com isso.
–Você deve ter razão. – Resolvi pensar por esse lado. – Não deve
ser nada demais. – Forcei um sorriso para ele e recebi um lindo de volta. -Eu te amo sabia? Eu não sei o que seria de mim sem você — Fui honesta.
–Eu também te amo Roza... Mas do que minha própria vida. – Dimitri selou rapidamente nossos lábios e uma agitação em meus braços, nos fez virar para Laika. Ela sorria de uma forma linda. Qualquer traço de tristeza de antes, havia se evaporado.
–Parece que nosso bebê está feliz em nos ver – Dimitri se abraçou mais a nós duas e eu coloquei minha cabeça em seu ombro.
–Ela parece entender as coisas – Disse para Dimitri, ainda olhando Laika.
–Eu acho que ela entende – Dimitri franziu o cenho – Acho que ela entende tudo.
Notas finais
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