The Last Storm (A Última Tempestade)
38 Capítulo 38 - Brincadeiras A Parte
Notas iniciais
Tudo bem com vcs?
Ainda estou no PV Adrian... ;)
Queria agradecer a todos os coments e dizer que loogo logoo respondo os coments de vcs
Estou em uma correria danada ^^
Um beijo e COMENTEEMMMMMMM
POV Adrian
Sentia-me quente, como se algo estivesse queimando dentro de mim. A sensação que antes era boa, agora estava começando a me incomodar.
-Adrian! — Pulei assustado da onde eu estava. Sidney estava me olhando preocupada.
-O que aconteceu? — Perguntei em vão. Aos poucos, me dei conta do que estava acontecendo. Uma brecha razoavelmente grande, na janela de madeira gasta, deixava uma grande quantidade de luz solar, entrar pela janela do quarto. Coloquei minhas mãos inconscientemente na frente dos meus olhos, para aliviar um pouco a claridade.
-Você quer torrar ai?! — Sidney exclamou. Seu tom era aborrecido.
-Não vou morrer, por ficar alguns minutos no sol — Disse meio atordoado, enquanto me movia para longe do feixe de luz.
-Olhe o seu braço! — Sidney insistiu.
-OH merda! — Falei sem querer e isso, fez com que Sidney abrisse um sorriso. Provavelmente, da minha desgraça. Uma mancha vermelha, estava tingindo a minha pele pálida. Sidney tinha razão. Eu já deveria estar a algum tempo no sol e não queria nem pensar, no que poderia ter acontecido, se eu estivesse adormecido por mais tempo.
Toquei minha garanta. Eu estava com sede. Sidney recuou um pouco e foi só ai, que eu entendi o motivo.
-Hey! Não é o que sei lá, você está pensando. — Me justiquei. — Eu quero água.
Isso pareceu aliviar um pouco suas feições. Sidney me passou o copo de que estava bebendo. Como ele era escuro, não consegui ver, o que tinha em seu interior.
-O que é isso? — Perguntei desconfiado, enquanto me ajeitava melhor na cama. Eu não estava me adaptando bem ao horário humano. Era meio de tarde e eu já estava querendo dormir de tão cansado.
-É suco de laranja. — Ela me deu de ombros, sentando de frente para mim. Seu gesto, me surpreendeu um pouco. Desde que eu havia voltado do aeroporto hoje cedo, Sidney estava me evitando a todo custo. Tentei antes do almoço, conversar com ela. Mas foi em vão, uma vez que Sidney, insistia em se limitar a apenas gestos e concordâncias comigo.
-Obrigado — Agradeci, enquanto torcia um pouco meu nariz, sem que ela percebesse. Eu não gostava muito de sucos em geral. Além de não conter àlcool algum, eram azedos. Mas, eu não poderia me dar ao luxo de recusar a oferta dela.
Bebi todo o conteúdo de uma vez só e forcei um sorriso.
-Rose me pediu para verificar você... — Sidney me fitou por um longo momento.
-Estou bem... — Respondi bem vagamente, enquanto analisava meu braço vermelho.
-Deixa eu ver isso. — Sidney tocou meu braço e nós dois, congelamos por um milésimo de segundo. Uma onda elétrica, havia passado por mim. Pela cara de espanto de Sidney, ela também havia sentido. Seus dedos, eram gentis em minha pele, embora estivessem um pouco trêmulos.
-Acho que vai sumir logo. — Sidney disse, após quase pular do meu lado, para ficar de pé próximo da cama.
Repeti seu gesto, ficando ao lado dela.
-Não precisa ter medo de mim. — Encarei seus olhos. — Eu não vou machucar você Sidney. — Era quase um sussuro a minha voz.
-Não é questão de machucar... — Ela não me encarava, enquanto olhava para os seus próprios pés.
-Então, por que toda hora que estamos nos aproximando, você se esquiva? — Fui bem direto em meus argumentos. — Estávamos tão bem, nos entendendo noite passada.
-Eu....Não confio em vampiros. — Ela me olhou e eu vi receio, mas ela estava sendo honesta.
-Será que você ainda não percebeu, que somos diferentes dos monstros que você plantou em sua cabeça? — Aumentei um pouco a minha voz e automaticamente, me contive. Eu não poderia correr o risco de ela ficar ainda mais receosa.
-Isso é o que você diz. — Seu tom era desafiante. Eu vi bravura em seus olhos. — Eu não confio em seres que bebem sangue e tiram vidas!
-Eu nunca matei ninguém! — Me senti um pouco ofendido. Eu mal me meti em uma briga, em toda a minha vida.
-Mas você bebe sangue! Monstros bebem sague. — Ela deu um passo para frente, apontando um dedo em meu peito.
-Mas eu não mato ninguém Sidney...Eu nunca matei ninguém na minha vida. — Minha voz baixou tanto, que eu até me surpreendi. A bravura daqueles olhos, estava me hipnotizando.
Sidney pareceu levar isso em consideração. Sua expressão suavizou um pouco, ao ouvir minhas palavras. Mas, ela ainda estava longe demais.
-Está vendo? — Dei um passo mais para perto dela e peguei uma de suas mãos. Automaticamente, seus olhos viraram pratos e ela tentou recuar, mas a mantive firme no mesmo lugar.
-Me larga! — Sua voz agora, estava beirando a histeria. — Me larga agora!
Sem esperar mais, levei sua palma até meu peito, onde meu coração batia em um compasso firme.
-Está ouvindo isso? — Busquei seus olhos e como se possível, estavam ainda mais abertos do que antes. — Eu tenho um coração batendo aqui dentro...Como rose, como Dimitri...Como você.
-Não pode ser real... Você não é humano. — Sua voz era um sussuro.
-O que é ser humano para você? Pessoas nascem a morrer todos os dias. Sendo humanos ou vampiros. — Esperei por alguma reação sua, mas ela apenas me encarava. — Eu posso beber sangue, mas eu não mato ninguém...Eu nunca quis machucar alguém desse jeito....Sendo humano ou não. — Ela franziu o cenho e eu apertei sua mão no meu peito. — Eu nunca quis machucar você...
-Eu não sei... — Ela desviou o olhar novamente, mas eu me mantive firme em meu propósito.
-Humanos ou vampiros são bons... Humanos ou vampiros matam Sid... A Rose tem sangue nas mãos...Assim como Dimitri.... Mas você ainda gosta deles.
-Eu sei disso... — Ela voltou a me olhar. Seus olhos brilhavam um pouco.
-Então pare de fugir de mim! — Sorri desafiante para ela. — E não tente fingir que não há nada entre nós.
-Eu não estou fugindo... — Sua expressão era suave e eu vi uma sombra de um sorriso desconfortável. Ela sem dúvida alguma, odiava falar sobre si e seus sentimentos. — Eu apenas... — Ela ia falar, mas fui mais rápido
-Você apenas não confia. — Completei para ela, que concordou prontamente, com um somples gesto de cabeça. — Vamos mudar isso então. — Puxei ela um pouco mais para perto de mim. Seu corpo estava mais trêmulo do que de costume. Puxei seus dois pulsos cerrados, para trás das minhas costas, os segurando ali.
-O que diabos você está fazendo? — Ela perguntou desesperada.
-Apenas relaxe Sidney... Não vou machucar você... — Encarei seus olhos cheios de pânico. Parei suas mãos atrás das minhas costas e comecei aos poucos, abrir seus dedos gelados e macios. Ela se deixou levar, depois de muita relutância consigo mesma, enquanto encarava meus olhos como se decidindo o que fazer. Ela buscava por respostas para tudo aquilo que estava se passando. Quando finalmente suas mãos estavam espalmadas em minhas costas, segui com minhas mãos devagar, pelo seu braço, até chegar a sua cintura.
-Relaxa Sidney... — Sussurei perto do seu ouvido. Senti um arrepio vindo dela e eu sorri com o pensamento, das sensações que eu a estava causando.
-Você não está ajudando muito com isso não é? — Ela tentou fazer uma piada, percebi. Até a sua voz era trêmula. Sidney estava tentando vencer seu medo por vampiros. Seu medo por mim.
-Você confia em mim? — Dei um passo para afrente e nossos corpos colaram ainda mais.
-É claro que não! — Eu não contive minha risada, pela sua voz de indignação.
-Eu suspeitava que você fosse dizer isso. — Disse, para logo em seguida, levar minhas mãos até o meio das suas costas, onde a puxei para um abraço caloroso. Sidney permaneceu por alguns minutos agonizantes, sem se mecher ou ao menos respirar. Quando eu já estava quase prestes a olhar em seus olhos, ela me abraçou de volta.
-Está vendo? Está tudo bem... — Sussurei, enquanto acariciava seu cabelo loiro.
-Você não vai me morder, vai? — Sua voz ainda era um pouco trêmula. Seu rosto, estava depositado em meu peito.
-Está maluca? É claro que não... — Eu ri baixinho e ela soluçou aliviada.
Logo nos separamos e nos encaramos em silênci por um longo momento.
-Amigos agora? — Arrisquei perguntar, enquanto encarava seus olhos.
-Pode se dizer que sim. — Ela sorriu um pouco
-Se não se importa, eu estou com um pouco de fome. — Toquei minha barriga e isso, causou uma abertura significante nos olhos de Sidney. — Hey calma! — Me apressei a dizer e ela gargalhou. Demorei um pouco, para entender que era da minha cara.
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