The Last Storm (A Última Tempestade)
22 Capítulo 22 - Eu Te Amo
Notas iniciais
A Rose está bem grávida heim...
Será que tudo vai dar certo com ela e Dimitri?
Eu estava sentada no sofá da sala, apenas observando. Dimitri estava conversando em russo em seu celular, fazia muito tempo. Lisa estava ao meu lado, segurando minha mão trêmula. Por mais que ela tentasse me passar conforto, eu sabia pelo laço, que ela estava apavorada. Se fosse em circustâncias normais, aquela gravidez poderia ter sido uma coisa linda. Um filho meu e de Dimitri, com belos olhos castanhos. Mas agora? Só de pensar o motivo de isso ter acontecido, me causava caláfrios.
Toquei minha barriga, enquanto tentava pensar em alguma coisa para salvar meu bebê. Lisa seguiu meu olhar. Nossos olhos se encontraram.
–Vai ficar tudo bem — ela me garantiu. Eu senti determinação em sua voz. — Nós vamos encontrar uma solução e tudo vai ficar bem. — Eu comecei a chorar denovo. Meu Deus, eu estava tão dramática. Eu coloquei as culpas nos meus hormônios.
Dimitri me viu, e logo desligou o telefone. Sua respiração estava pesada.
–Está tudo bem? — Ele se ajoelhou ao meu lado e instintivamente tocou minha barriga. Oh Deus, ele estava querendo o bebê tanto quando eu.
–Estou cansada, com fome, enjoada... — disse amargamente. — Eu não sei o que fazer... Eu só não posso.... — Dimitri me interrompeu.
–Calma Roza... — Ele me puxou para seu peito. — Nós vamos ficar bem meu amor...Nosso bebê ficará bem.... — Seu otimismo estava me confortando.
–Estou com fome.... — murmurrei aborrecida. Dimitri abriu um sorriso pra mim.
–Vou preparar algo pra você comer, quer? — Eu já estava tentando levantar do sofá, quando ele me empurrou delicadamente devolta. — Não fique se esforçando demais... Você pode estar fraca
Me irritei.
–Hey vocês dois — Disse olhando de Dimitri para Lisa. — Não é como se eu estivesse doente. Eu estou grávida....E desde que vocês souberam disso, não me deixam nem ir ao banheiro sozinha. — cruzei os braços no peito.
–Nós apenas estamos preocupados com você — Disse Lisa docemente.
–A Dra. Odesck já está chegando não está? — virei os olhos. — Ela vai me examinar. Mas eu me sinto bem.... só estou faminta.
Dimitri pareceu achar isso tudo engraçado. Ele sorriu bobamente para mim.
–Vou fazer algo pra você comer... — ele deu suas mãos, para me ajudar a levantar do sofá. Eu aceitei. Pelo menos, ele não estava implicando tanto.
–Eu posso pedir aos empregados... — Christian levantou da poltrona, onde estava sentado perto de Andreas.
–Eu mesmo faço... — Dimitri ainda olhava bobamente para mim. Derrepente, a idéia de eu estar grávida não era tão ruim assim. — Vou fazer uma receita que a rose adora. — ele piscou para mim.
–Vai fazer aquele pão? — Meu estômago roncou. — Aquele pão que sua mãe faz? — Amei a idéia.
–Sim... — ele disse e eu já fui beijar sua bochecha
–Aceito...aceito... — Nós dois rimos.
Seguimos para a cozinha. Dimitri dispensou as duas empregadas que estavam lá, enquanto ele pegava um dos aventais. Novamente eu não vi Benta. Aquela velha bruxa, estava me dando nos nervos. Como ela sabia disso? Como ela sabia que eu estava grávida? Meus pensamentos foram interrompidos quando Lisa falou.
–Vou ficar um pouco com Christian e ver o que ele andou achando sobre você sabe.... — Lisa não quis continuar a frase. Christian estava procurando já a algum tempo, qualquer registro de gravidas relacionados a shadowkissed e strigoi. Mas até agora, ele não teve muito sucesso.
Derrepente uma pessoa me veio a mente. Como eu não havia pensado nela antes?
–Liga para Sidney — Disse derrepente, me sentindo uma mente brilhante. — Fale com o meu pai e pegue o contato dela.
Lisa concordou com a cabeça, e uma luz se ascendeu em seus olhos.
Quando ficamos só eu e Dimitri na cozinha, eu fui sentar de frente para ele, em um dos bancos do balcão de madeira. Ele estava se dando muito bem com os ingrediente, pensei. Vários fios do seu cabelo de seda, estavam caindo para fora do elástico, que ele prendera. Seu olhar era concentrado no conteúdo que ele estava misturando, em uma tijela transparente. Meu coração deu um pulo, e minha imaginação estava a mil, enquanto imaginava ele somente de avental e seu peito esculpido sem aquele sueter cinza, que ele estava usando.Hummmm
Dimitri pareceu notar minha empolgação. Seus olhos encontraram os meus e ele franziu a testa.
–Está tudo bem? — Típica pergunta dele. Não sei por que, mas eu tinha certeza absoluta que isso ia se tornar mais frequente, agora que ele sabia que eu estava grávida.
Ignorei isso.
–Eu estava só pensando... — disse, omitindo meus pensamentos. ele não precisava saber, sobre minha mente perturbada e fértil.
Ele não pareceu notar, meu desconforto.E achou que isso, era por causa dos recentes acontecimentos, mas preferiu ficar calado. Quando Dimitri terminou sua mistura, ele fez um grande pão com suas mãos longas e habilidosas e colocou no forno elétrico.
–Deve estar muito bom — disse, enquanto me debruçava mais na bancada de madeira. Dimitri lavou as mãos na pia, e se aproximou de mim, para me dar um longo beijo. Eu tirei as mãos da bancada, e coloquei em volta do seu pescoço, diminuindo a distância entre nós. Me empurrei para ele, aumentando o beijo. Eu estava com tanta saudade. Dimitri congelou.
–Roza... acho melhor pararmos por aqui. — ele disse me dando um selinho.
–Oque? — Como?Por que? Quando?
–Não sei se... hum...isso pode afetar o bebê. — Ele ficou corado. Eu descobri o motivo da minha frustração. Dimitri estava achando que pudesse me machucar... Aliás... ele estava achando que pudesse talvez, machucar o bebê.
–Eu não acho que tenha alguma coisa haver... — dei os ombros, voltando a sentar no banco.
Dimitri deu a volta e sentou de frente para mim.
–Eu prefiro esperar a Dra chegar. — Ele beijou minha testa. Ótimo. Meu noivo estava com medo de me tocar.
–Que seja.... — respondi frustrada. Ele sorriu para mim. — Eu senti sua falta... tanto... — Dimitri me puxou para seu colo e eu cedi.
–Nem parece... — fiz manha. Sim...eu estava sendo uma vaca.
–Roza... — ele afundou seu rosto em meu cabelo. — Isso também é difícil para mim, mas precisamos pensar no nosso filho.
Ele usar a frase nosso filho, me fez esquecer as minhas asneiras. Eu o abracei.
–Tem razão... — eu disse, o beijando o rosto. — Vamos esperar a a Dra.
Dimitri abriu um lindo sorriso para mim.
–Eu te amo... — ele disse, enquanto tocava meu rosto. — Ele fez algo que me surpreendeu. — E eu te amo também, meu filho. — Dimitri disse isso, encarando minha barriga. Lágrimas começaram a se juntar frenéticamente em meus olhos, teimando desabar a qualquer momento. Eu toquei também minha barriga e a encarei.
–Vamos fazer dar certo. — Disse determinada, voltando meus olhos para os cor de chocolate. Os do amor da minha vida.
Depois que eu comi o pão inteiro, praticamente. Segui com Dimitri para a sala, para falarmos com os outros. Eu estava desesperada por novidades.Lisa estava no telefone. Percebi, pela sua voz enrolada, que era com meu pai. Eu estava nesse exato momento, cruzando os dedos, para que ele perguntasse o mínimo possível. Era mero engano. Abe estava quase a convencendo a falar mais, percebi. Sem pensar muito, cutuquei seu ombro e pedi o telefone. Lisa pensou por um momento, mas resolveu dar o aparelho para mim.
-Oi velhote — disse para meu pai. — Eu preciso do telefone da Sidney. — Fui direto ao assunto.
-Boa tarde pra você também filha. — Abe ignorou minhas perguntas. Ah, ele não mudava em alguns aspectos.
-Boa tarde papai — tentei ironizar o mínimo possível — Eu preciso do telefone da Sidney.
-Para o que exatamente? — Abe e suas perguntas inoportunas.
-Eu preciso falar com ela okay? — virei os olhos. — É importante.
-Hummm — ele fez uma longa pausa. — Você se meteu em o que dessa vez?
Eu odiava o fato de que meu pai me conhecia tão bem já.
-Eu não aprontei nada. — tentei soar casual.
-Mentira — ele disse simplesmente. Agora já era. — Mas....Eu vou te dar o contato dela, embora eu ainda questione o motivo.
Agradeci mentalmente e peguei o telefone de Sidney. Quando fechei o aparelho, me senti mal por não contar tudo a Abe.
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