Notas iniciais
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Vocês vão adorar esse tenho certeza.

Depois que comi três donuts e bebi duas xícaras de chá, sai da lanchonete deixando Jill e Adrian namorarem. Sim, eu estava com fome. E eu suspeitava, que isso, tinha uma ligação fiel com meus exercícios físicos extra-curiculares de mais cedo.


Empurrei minhas lembranças felizes da cabeça. Agora, eu tinha alguns outros assuntos pendentes. Segui em direção ao dormitório dos guardiões, tomando cuidado para não trombar com Dimitri no processo. Eu queria falar com ele depois e a sós.


Para minha felicidade, não demorei a encontrar Abe. Ele estava parado próximo ao salão de música moroi. Como era de costume, ele estava com um cachecol. Dessa vez, vermelho.


–Hey velhote — o saudei me aproximando. Abe virou para me encarar. Eu vi surpresa em sua feição, que logo foi substituida para uma felicidade.


–Oi filha! — Abe meio me apertando em um abraço.


–Hey velhote calma — Me soltei dele logo. — Falando nisso — Comecei, me lembrando derrepente da sua performace de bajulador barato para cima da minha mãe, na noite passada. — Eu vi você e Janine ontem — disse contra gosto e ele riu. — Nem pense em nada com ela ouviu bem? — O nervoso em minha voz o fez rir mais.


–Sua mãe é bem crescidinha não acha? — Abe me lançou um olhar malicioso. Lembrei da cara de Dimitri falando que ele estava dando em cima dela.


–Ela pode até ser mas não vou permitir você de brincar com ela — vociferei. — Você não perdoa ninguém com mais de quarenta quilos.


Abe voltou a rir e mais alto dessa vez. Tive que cutuca-lo, pois estavamos chamando muita atenção.


–Resumindo... Eu vim para te falar outra coisa — puxei ele para mais longe da porta — Eu quero te contar uma coisa...


–Hum — Abe pensou por um momento. Sua mão estava pensativamente em seu queixo.


Ele demorou um longo tempo para voltar a falar.

–Acho que sei do que se trata — ele disse, me pegando desprevenida. — Mas vou deixar você explicar. Isso vai ser interessante.


E simples assim, ele me deixou com cara de tonta. Será que todo mundo sabia que eu havia dormido com Dimitri? Merda.


Tentei ignorar isso.

–Eu estou hum.... — comecei mas derrepente tive medo de meu pai. Não medo por mim obviamente. Mas, medo por Dimitri. A conversa de Abe e Adrian ainda era fresca na minha mente. Abe havia chamado Adrian para uma conversa particular, logo depois que começamos a namorar. Adrian havia ficado bem surpreso com as coisas que o turco estava prometendo.


–Sim? — Ele estava ansioso.


–Eu hum... estou meio que namorando — As palavras sairam, mas não totalmente.


–E.... ? Será que eu posso saber o nome dele? — Abe já sabia a resposta. Eu pude sentir isso. Mas ele insistia nesse jogo idiota.


–Você sabe quem é — Vociferei e ele me lançou um olhar tão inocente que quase ri.


–Eu deveria saber?


–É o Dimitri — baixei um pouco a minha voz. Eu ainda queria acreditar cegamente que nem todo mundo sabia da minha noite passada.


–Eu sei — ele disse depois. Seu rosto era imparcial. Ele nem parecia surpreso com minha declaração. — Sua mãe e eu concordamos sobre isso ontem.


–E...? — Foi minha vez de perguntar.


–E resolvemos não intererir — Ele disse simplesmente. — O jeito que eu vi vocês juntos ontem, me fez lembrar de como era bom estar apaixonado.


Essa declaração me deixou com cara de mais idiota ainda. Eu tinha certeza.

–Wow — eu disse depois de processar toda essa bagunça. — Eu achei que no mínimo vocês iriam tentar me colocar de castigo permanente.


Abe riu suavemente.

–Rose... você não é mais uma menininha. — Ele pegou suas mãos nas minhas. — É claro que eu queria que sempre fosse assim, como sua mãe também.... Mas infelizmente não é, e temos que aceitar isso.


Ele me encarou durante um momento, antes de continuar.

–Eu vi o jeito que ele te olha e o jeito que você olha para ele. E eu sei que o que existe entre vocês é verdadeiro. — Abe estava me surpreendendo com suas revelações. — É claro... nenhuma relação é perfeita, mas mesmo assim, ainda acho que vocês dariam certo.


Eu sorri derrepente. O peso daquelas palavras estava mexendo dentro de mim. Abe realmente estava me entendendo. E minha durona mãe, eu esperava que partilhasse dessa idéia com ele. Eu esperava é claro.


–Eu... eu nem sei o que dizer... — Eu estava sem palavras.


–Apenas seja feliz e isso me basta. — Abe sorriu lindamente para mim. Eu não me contive e o abracei.


–Obrigada velhote — As palavras eram sinceras. Do fundo do meu coração eu sempre quis que tivessemos esse tipo de entendimento entre nós. Eu tinha que admitir que pais e filhos felizes ainda mechiam comigo. Eu nunca tive uma relação muito próxima com meu pai, mas eu no fundo, sempre quis que fosse assim.- Eu fiquei muito feliz com isso.


Abe me segurou um pouco mais em seus braços.

–Só espero que vocês me visitem em breve — ele disse depois de se voltar para mim. — Promete isso?


É claro que eu prometeria. Eu estava muito feliz.

–Sim nós vamos — Eu o abracei denovo.


–E.... — ele voltou a falar — Se Belikov tentar qualquer coisa que não te agrade, você me fala na hora. — Seu tom sério me fez rir.



–Pode deixar pai — Sim. Eu havia chamado Abe de pai. Sem perceber, lágrimas estavam começando a brotar em meus olhos.


–Eu te amo minha filha — Abe tocou gentilmente meu rosto. — E eu espero que um dia você entenda isso.


Eu sorri e apertei suas mãos na minha.

–Eu entendo.... Hoje eu entendo....



Notas finais
Lindos pai e filha né?
Adoreiiii