The Last Song
5 Capítulo 5
_ como foi com a Victória?
_ porque você está me perguntando isso? Foi normal... só jantei com ela, mas nada.
_ que? Cade meu irmão e o que você fez com ele?
_ deixa de ser doente... eu não ia fazer nada com ela... foi tentador o convite de entrar no apartamento dela, mas não...
_ será que dá pra você aceitar que está sendo conquistado por ela?
_ cala a boca... você pode me dar um idéia de um lugar para levar a Sofia amanhã?
_ bem... cinema, parque... que seja
_ você ajudou muito, muito obrigado
_ não há... de que.
_ vai dormir, porque bocejo pega.
_ vou mesmo... boa noite, tchau – ele desligou
_ tchau.
7:00 da manhã,domingo e meu celular tocando, inferno, quem é o corno que está me ligando a essa hora. Eu vou matar essa pessoa...
_ espero que seja importante
_ preciso de você!
_ Psicopata?
_ muito engraçado... sem brincadeiras... eu preciso de você
_ Victória eu acabei...
_ por favor? – a voz dela estava estranha
_ está bem, estarei ai em alguns minutos – desliguei – porque eu fico fraco com mulheres chorando? Inferno. — levantei, tomei um banho e sai.
_ o que aconteceu?
_ meu namorado terminou comigo, eu estou péssima
_ não acredito que você me chamou porque seu namorado terminou contigo? Quando me ligar as 7:00 da manhã num domingo, seja um assunto importante de verdade – fui pegar o elevador
_ por favor, fica comigo...
_ sinto muito, mas não posso... — ela tinha namorado e não falou nada? Ótimo – tenho uma dica para dor de cotovelo... beba até cair, você vai se sentir melhor – o elevador tinha chegado
_ Gerard, por favor? — olhei pra ela.
_ qual foi a desculpa pra isso acontecer? — estava em pé na sala dela.
_ diz ele que não dava mais certo... eu to péssima
_ você o amava?
_ aham – ela se encolheu no sofá, sentei do lado dela e a abracei – desculpe, eu sei que você não tem nada a ver com isso, mas era a única pessoa que eu tinha por perto...
_ tudo bem, perdi a cabeça...
_ você fica uma fera quando te acordam né?
_ fico
_ bom saber disso
_ nem vem com essa ideia – ela sorriu
_ obrigada
_ por...?
_ por estar aqui... achei que você ia me ignorar e voltar a dormir...
_ não consegui... porque eu não consigo ignorar um chamado de uma mulher chorando ao telefone
_ seu ponto fraco?
_ pode dizer que sim — sorri
_ acho que eu já estou melhor – disse ela ainda abraçada comigo – pode me soltar
_ ok... — soltei ela – quer sair um pouco?
_ seria otimo...
_ toma – ela me entregou um copo de café, fiquei olhando – pode deixar, não coloquei nada — ela bebeu
_ desconfio disso – fiquei olhando o copo
_ para de ser palhaço e toma logo
_ se eu morrer é sua culpa – bebi um gole – argh... socorro – fingi que estava morrendo
_ para com isso, seu louco – ela começou a rir
_ ta limpo
_ eu te disse... posso te fazer uma pergunta?
_ depende
_ vou entender isso como um sim... porque você está sendo tão legal comigo?
_ não sei... talvez porque eu adore perigo... ou simplesmente não tenho motivo.
_ perigo?
_ andar com uma Loura psicopata não é perigo?
_ começou – ela me deu um tapa no braço – eu acho que aquele dia eu estava meio estressada
_ está me pedindo desculpa?
_ há... você que tinha que me pedir desculpa, foi você que quase me atropelou
_ e começou esse assunto de novo – bebi outro gole
_ desculpe?
_ já até esqueci – fiquei olhando pra ela
_ que foi?
_ nada – paguei os dois cafés – vamos?
_ vamos.
_ de novo obrigada
_ qualquer coisa pode ligar... eu disse isso mesmo?
_ disse – ela riu, ficamos nos olhando por alguns segundos – tenho que ir – ela sorriu e saiu. Só acenei e sai.
_ seu idiota! – gritei quando entrei em casa
_ pai!
_ oi.
_ você saiu cedo hoje porque?
_ compromisso
_ com quem?
_ Sofia... shiu – sorri, ela me deu um beijo no rosto e sentou no sofá de novo, emburrada – hey, que cara é essa?
_ você saiu com aquela moça bonita né?
_ que ciumes é esse agora?
_ ela vai roubar você de mim – Maria que escutava, deu uma risada baixa
_ tira essa idéia da cabeça, ninguém vai te roubar...
_ promete?
_ prometo – peguei no rosto dela – vamos fazer o seguinte, hoje você não vai ficar em casa.
_ vou me arrumar – ela levantou e saiu correndo para o quarto
_ boa idéia pra ela esquecer do assunto
_ que assunto Maria?
_ você acha que me engana... você ta gostando dessa tal “moça bonita”
_ está com ciumes também
_ eu com ciumes... não... só preocupada, quem é ela?
_ Maria não está acontecendo nada... fica tranqüila... — sorri e abracei ela — já disse que seu eu fosse mais velho eu ia te dar uns pega
_ sai daqui garoto – ela me deu um tapa e saiu rindo.
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