The Last Song
1 Capítulo 1
Era dia 5 de maio de 2000 foi quando eu a perdi. Mas também foi a data que eu ganhei o presente mais valioso da minha vida, minha filha. Sofia.
_ você vai sobreviver
_ me promete... me promete que vai cuidar dela
_ nós vamos cuidar dela, nós dois.
_ não... não vou...
_ vai sim... por favor não fala isso
_ eu te amo
_ Alice... não...
_ eu te amo – ela ficou inconsciente.
_ não... Alice... Alice. Fica comigo... fica comigo.
10 anos depois
_ Sofia, hora de acordar
_ não quero
_ Sofia... vamos preguiçosa
_ não – ela colocou o edredom na cara – não quero
_ 5 minutos
_ tá
_ dificil acordar a bela adormecida
_ dificil demais – dei um beijo no rosto da empregada – bom dia Maria
_ bom dia
_ BOM DIA MARIA – Sofia veio correndo e abraçou Maria
_ bom dia linda.
_ só ela recebe um bom dia animado assim?
_ nãããão – ela correu pra mim e me abraçou. — eu te amo
_ eu também – sorri e dei um beijo nela.
_ boa aula, hey hey... meu beijo – ele me deu um beijo
_ tchau pai – ela saiu correndo com as amigas
_ tchau – Sofia lembrava muito a mãe dela, tinha vezes que eu ficava parado olhando para o rosto dela. Eu estava tão aéreo pensando nela, que quase atropelei uma mulher... — Fuck!
_ presta atenção... ruim de roda
_ como... — sai do carro – será que um “estou bem não se preocupe” dói em falar
_ idiota – ela saiu andando
_ a… — entrei de novo no carro e sai dali
_ mas que mulher idiota!
_ que que houve? — perguntou Maria
_ nada... não estou pra ninguém
_ mas... o que deu nele?
_ não... — o celular continuou tocando — aaaa alô?
_ que mal humor é esse? — era meu irmão, Mikey
_ não enche
_ ok senhor mal humor... tem reunião hoje, vê se não esquece
_ reunião pra que?
_ novo CD, turnê... isso te lembra alguma coisa?
_ eu vou estar lá na hora.
_ espero... vou ter que desligar
_ tchau
_ tchau, vê se melhora esse humor – ele desligou
_ vou tentar – joguei o celular na cama – que mulher era aquela? Inferno – peguei o travesseiro e coloquei na cara.
_ oi – Sofia sorriu
_ então como foi?
_ chata como sempre...
_ vou te levar pra reunião hoje.
_ EBAAAAAA
_ como sempre atrasad... hey.
_ tio
_ ta perdoado por hoje
_ fui salvo...
_ vamos ela está esperando agente
_ ela?
_ é.
_ desculpe pela demora
_ tudo bem. — quando ela virou – você
_ você
_ espera já se conheciam?
_ é claro, quase que ele me matou
_ não exagera, o carro nem te encostou
_ mas se tivesse me encostado teria me matado
_ exagerada
_ olha só...
_ hey hey, vocês dois... vamos esquecer isso...
_ tudo bem, quem é ela?
_ sou Sofia.
_ minha filha
_ estou impressionada, como ela consegue ser sua filha sendo tão simpática e educada
_ como é que...
_ parou... vocês dois.
_ to confusa... — cochichou Sofia para Frank
_ eu também – disse Frank baixinho pra Sofia
_ acho melhor deixar essa reunião para outro dia...
_ pela primeira vez até agora você falou uma coisa certa
_ enfim... eu marco com vocês, tenham um bom dia – ela saiu
_ satisfeito?
_ muito – sai também. Quando eu ia acender um cigarro
_ faz mal... sabia?
_ sabia...
_ então porque você fuma?
_ porque eu não do a minima
_ é até bom você fazer isso, assim é menos um idiota no mundo
_ você não ia embora? — ela sorriu
_ Victória Swan
_ Gerard Way
_ você é difícil de se entender
_ quem aqui fez um drama porque não olhou pra onde anda?
_ o sinal tava fechado
_ mas custava olhar pra ver se vinha algum carro
_ tava com pressa
_ percebi
_ você é idiota
_ obrigado – joguei o cigarro fora
_ ué desistiu
_ você me fez desistir – sai andando
_ nossa. Tenho esse poder e nem sabia?
_ é – falei um pouco mais alto.
_ ganhei
_ aaa qual é?
_ perdendo pra ela de novo Frank?
_ eu sou mais inteligente do que ele – ela sorriu
_ tem razão
_ hey!
_ é só um jogo tio.
_ vamos, ta na hora
_ aham... se você quiser revanche
_ amanhã
_ ok, vou te ganhar de novo – Sofia dava gargalhadas
_ vamos ver.
_ você não devia subestimar ele
_ pai, toda vez eu ganho
_ é, é verdade... você consegue de novo.
Sofia com 10 anos parece que tem mais na frente do Frank.
_ ainda ai?
_ você me persegue ou o que?
_ Oi. De novo
_ oi linda...
_ eu gostei de você, meu pai também
_ Sofia!
_ desculpa
_ hum... isso é verdade?
_ crianças... nem se eu tivesse desesperado eu iria gostar de você – sussurrei pra ela
_ eu digo o mesmo – ela falou baixo de volta
_ quer jantar lá em casa?
_ Sofia! — nós dois falamos
_ ta bom, já calei.
_ vamos combinar uma coisa...
_ depende
_ escuta e não discute. Não coloque palavras na minha boca
_ aaa pai, vai falar que você não gostou dela, eu achei ela bonita
_ é ela é bonita... quer dizer, Sofia fica calada filha, por favor
_ está bem, estou em greve de palavras com você.
_ mas...
_ blablablá – ela mexia a mão na minha direção. Ficou assim o dia todo.
_ oi... — não tive resposta – será que a greve de palavras pode acabar agora? — de novo sem resposta – Sofia...
_ ta livre
_ odeio quando você faz essa greve
_ hum.
_ o que foi hen cabeça – sorri pra ela
_ como era a mamãe?
_ por...porque você ta perguntando isso agora?
_ você nunca fala dela, fala como ela era... hen?
_ Sofia ta na hora de você dormir
_ você sempre foge do assunto
_ eu não quero lembrar dela agora... agora vai dormir
_ eu sou parecida com ela? — ela me perguntou já deitada
_ demais. — sorri, dei um beijo no rosto dela – boa noite
_ boa noite... pai, eu te amo
_ eu também – fechei a porta do quarto.
_ cigarro faz mal
_ ainda não está dormindo Maria?
_ não consegui... que carinha é essa hen?
_ Alice
_ Sofia perguntou por ela de novo.
_ aham... já faz tanto tempo, e eu não consigo...
_ eu te entendo, mas não vai doer se você falar sobre ela pra Sofia...
_ eu não consigo
_ consegue sim... você tem que continuar com a sua vida, conhecer pessoas novas... isso vai te ajudar.
_ acho que você tem razão
_ pensa bem nisso... vou dormir, boa noite.
_ boa noite
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