The Last Song

3 Of the people who care if I live or die


Em casa...

_ Oi?

_ to aqui em cima...

_ ta fazendo o que ai sozinha

_ lendo – entrei no quarto dela ela tava lendo

_ cade a Maria?

_ foi comprar chocolate e outras coisas.

_ ok... mas ela foi a muito tempo?

_ não... foi agora.

_ hum... ta lendo o que?

_ crepúsculo

_ vou te deixar em paz.. qualquer coisa me chama... vou estar na sala

_ ta bem – ela me mandou um beijo e voltou a ler

Deitei no sofá e acabei pegando no sono, o sonho era bom... eu acho. Era com a psicopata da Victória mais ela estava diferente... estava fazendo coisas comigo que eu realmente estava gostando... quando...

_ pai?

_ ham?

_ telefone

_ ta bom, alô?

_ se você aprontar comigo de novo eu te arrebento

_ como se você fosse muito forte... como você conseguiu meu telefone psicopata?

_ seu irmão me deu, mas não foi por isso que eu te liguei...

_ aaa tá bom, você estava com saudade da minha voz pode falar

_ você se acha né? Idiota

_ só estou sendo realista.

_ eu quero encontrar com você pra...

_ nossa consegui assim tão rápido

_ cala a boca... pra conversar. Não quero que você fale besteiras assim quando fizer a entrevista pra Rolling Stones

_ ok, aonde?

_ na StarBucks perto da gravadora, ás 10:00

_ eu sei aonde é... nossa querendo tomar café comigo. Era só falar sugar.

_ cala a boca, vê se chega na hora.

_ tudo bem... eu ainda vou ter razão das coisas que eu te falo

_ você só fala asneira mesmo ou é zoação com a minha cara?

_ não vou responder essa... tchau, enjoei de ouvir sua voz

_ e eu da sua

_ então desliga

_ tá – ela desligou – estupido

_ psicopata.

_ chegou na hora, por isso que está frio

_ você é hilaria – olhei sério para ela – fala logo o que é

_ nossa, mal humorado... fiz você acordar cedo sugar?

_ não... imagina.

_ é por que eu queria tanto tomar café contigo

_ eu sabia – ela me agarrou, o cenário mudou agora era um quarto com uma cama redonda – não sabia desse seu lado

_ muitas coisas você não sabe sugar – ela me jogou na cama – eu tava esperando por isso. — ela ficou por cima de mim

_ eu to adorando isso – ela me beijava loucamente e tirava minha roupa com pressa

_ eu quero você... papai

_ que?

_ papai?

_ ham?

_ não to conseguindo dormir

_ tá... deita aqui – dei espaço pra ela – o que foi, hen?

_ pesadelo

_ eu to aqui agora, vai dorme

_ eu to com medo

_ não fica, to aqui... — demorou um pouco, mas ela dormiu. Uau que sonho. Acordei quase em cima da hora... levantei devagar pra não acordar a Sofia, e fui tomar um banho rápido.

_ Maria não deixa ela dormir até tarde não

_ está bem, está saindo?

_ aham... eu não sei se volto pro almoço tá?

_ tá bem, vai.

_ to indo – joguei um beijo pra ela e sai pra garagem correndo – to atrasado – liguei o carro e sai.

_ se você chegasse na hora seria um milagre

_ bom dia pra você também, um expresso

_ um cappuccino... então como foi a noite?

_ ótima e... espera, porque você ta me perguntando isso?

_ preciso puxar um assunto primeiro né

_ porque, ta pensando em fazer alguma coisa alem de só conversar comigo?

_ estou – ela chegou perto de mim – de te esmurrar até a morte

_ uau, violenta – ta não foi assim que eu imaginei – fala logo o que você quer?

_ tenho que te passar a agenda da banda e... sua agenda de entrevistas.

_ isso tudo

_ é pouco, não reclama

_ mandona

_ sou... olha, não começa a me irritar de cedo não...

_ pode deixar, não quero morrer loura psicopata

_ idiota sem escrúpulos

_ você pegou pesado

_ e você me irrita

_ você precisa relaxar, eu tenho um jeito pra isso acontecer

_ nem vem com suas idéias pervertidas seu pervertido.

_ eu pervertido? Imagina, sou uma pessoa completamente inocente

_ aham. E eu acredito em fadas, olha agente veio pra conversar não pra brigar. Por favor.

_ tudo bem, bandeira branca por hoje. — levantei as mãos – então...

_ tá continuando... você... – ela estava com um vestido que me tirava a atenção para as coxas dela... na verdade eu não estava prestando atenção em nada, só nas pernas dela – você ta prestando atenção

_ não

_ sabia... enfim... depois eu te falo, quando você parar de olhar para minhas pernas

_ elas são lindas

_ obrigada, mas pode olhar pra mim

_ to olhando – recebi um tapa no braço – ta fala

_ a entrevista vai ser depois de amanhã... por favor tente não falar nenhuma asneira

_ confia em mim sugar, vou falar tudo certinho... — pisquei pra ela – quer dar uma volta?

_ é, não tenho nada pra fazer mesmo..

_ o drama.

_ cala a boca – ela levantou, eu paguei os dois cafés e sai com ela. Estávamos passando por um parque – você já foi casado?

_ porque dessa pergunta?

_ anda responde

_ já

_ não precisa me responder... ela não agüentou você e te deu um pé na bunda

_ não...

_ ok... ela te trocou por outro melhor que você?

_ ela... morreu

_ nossa... eu não... sinto muito

_ tudo bem...

_ não, não está tudo bem, você prestou atenção no que eu falei... eu falei uma coisa horrivel

_ já disse que está tudo bem...

_ você a amava?

_ vamos mudar de assunto?

_ primeiro responde?

_ muito

_ ela... morreu de que?

_ no parto

_ aaa a mãe da Sofia...

_ é

_ ok... vamos mudar de assunto... — conversamos um pouco, ta até que conversando com ela, ela ficava menos perigosa... como se ela fosse uma criminosa. — porque da sua implicância comigo?

_ eu sou implicante com todos que eu quero... você só é mais uma vitima

_ parece que você me odeia

_ mas eu te odeio

_ obrigada pela sinceridade

_ não há de que

_ idiota – ela sorriu, pegou o celular – meu irmão

_ melhor atender – paramos de andar

_ alô? oi... não eu já estou indo... aham... to sim... ok tchau... — ela desligou – tenho que ir

_ ok, até segunda-feira

_ até – ela me deu um beijo no rosto de saiu

_ você sabe quem é que fica ligando pra Victória?

_ não.. porque?

_ nada, só curiosidade.

_ Gerard, você não me perguntaria isso por nada

_ já disse que é só curiosidade.

_ mesmo?

_ mesmo... o que você achou? Que eu tava perguntando isso porque estava interessado nela?

_ nem falei nada... só achei estranho, já que ela é sua inimiga numero 1

_ aham.

_ você ta gostando dela!

_ não... ta louco

_ não?

_ não... para de falar besteira Mikey. Nem se eu tivesse desesperado eu iria me interessar por ela.

_ aham, não do uma semana para essa sua opinião mudar.

_ shiu, cala a boca.

_ alô?

_ ola psicopata!

_ aonde foi parar a conversa de bandeira branca?

_ só foi por hoje mais cedo..

_ eu esperava isso de você... o que você quer inutil.

_ estava pensando em te chamar pra jantar, mas já que sou inutil eu desisti... tchau

_ espera... você ia mesmo fazer isso?

_ ia

_ você é bipolar?

_ não... aceita o convite?

_ tá eu aceito...

_ te pego as 20:00

_ sabe aonde eu moro pelo menos?

_ eu descubro, tchau – desliguei – porque eu fiz isso?

_ porque eu aceitei?

_ pela primeira vez nós temos uma conversa civilizada

_ segunda vez

_ qual foi a primeira?

_ hoje mais cedo

_ como se aquilo fosse uma conversa

_ mas aquilo foi uma conversa. — ela olhou pra mim – ok foi mais um desabafo – ela continuou olhando pra mim – aaa tá foi um pequeno dialogo

_ isso mesmo... então... porque me chamou para vir jantar com você

_ porque quis

_ haha, sério porque?

_ eu to falando sério, porque eu quis – ela olhou seria pra mim de novo – nem vem, dessa vez eu to falando a verdade

_ tudo bem, já que você que diz... como vai a sua filha?

_ bem... eu agora entendo porque meus pais torciam para eu ficar criança pelo resto da vida

_ dando trabalho?

_ se querer saber demais do que ela deve é dar trabalho... sim

_ você precisa sair um pouco com ela... tipo ir ao parque... eu posso fazer isso, se você deixasse eu chegar perto dela

_ e colocar alguma substância não indicada para crianças na água dela? Nem morto

_ não sou psicopata

_ tenho minhas duvidas

_ deixa de ser chato... ela precisa de um pouco de atenção, precisa descarregar as energias com alguma coisa.

_ você sabe tanto...

_ tenho um afilhado com a idade dela

_ mora aqui?

_ não

_ menos um problema

_ ciumento.

_ eu... imagina....

_ sabe... até que conversando com você, sua idiotice some

_ até que te olhando bem você não é parecida com o Chuck

_ idiota

_ cade a teoria que eu não sou idiota?

_ cala a boca – ela sorriu. Fui levar ela pra casa, paramos no apartamento dela – você quer entrar?

_ sério, eu pensava que você seria um pouco menos direta.

_ para de ser idiota... nem que eu tivesse bêbada eu ia fazer alguma coisa com você

_ eu tenho que ir... deixa para próxima... ou você vai ficar tão ansiosa que vai me puxar para dentro

_ deixa de ser estupido – ela me puxou pela gola do casaco – até segunda

_ até – sussurrei pra ela – sonha comigo – joguei um beijo ela sorriu, me largou e entrou em casa.