The Last Song
3 Uma tarde no Aquário
Notas iniciais
Pov's Annabeth
Minha noite não foi nem um pouco agradável. Quando eu estava quase pegando no sono, eu ouvia algum barulho, e lá ia eu espantar Guaxinins. Francamente, eu não sei quem se assustava mais, se era eu, ou ele.
Enfim, quando estava quase amanhecendo, eu peguei no sono. Eu ainda estava a espera do Aquário, pela qual eu tinha ligado ontem a noite para vir aqui cuidar das tartarugas. É claro que eles nem ligaram, e me deixaram dormir ao relento, sendo atacada por Guaxinins. Mas tranquilo, de boa.
–Hã... Oi? — Uma voz rouca me fez despertar. Assim que abri os olhos me dei de cara com... Percy. — Eu sou do Aquário...
–Eu liguei ontem! — Gritei me levantando.
–Eu sei, mas... eu não fazia ideia de que era você, e muito menos que iria ser capaz de dormir na praia. — Ele parecia se divertir com toda essa situação. — Você... realmente passou a noite toda aqui?
–Ah, não magina... — Respondi irônica. — O meu cabelo é assim mesmo! — Apontei para a catástrofe que se encontrava meus cabelos loiros ondulados.
–Olha, eu nem ia tocar no assunto do cabelo, mas já que você insiste... — Soltei um grito de raiva.
Revirei os olhos e fui me sentar de volta na espriguiçadeira, porque pelo visto, ele não vai poder ajudar em nada agora.
–Então... — Ele puxou uma cadeira qualquer e se sentou ao meu lado. — Qual o seu nome? — Novamente revirei os olhos.
–Escuta, por que você está tão interessado em mim?
–Não sei... talvez porque você seja a única menina por aqui que eu não tenha pegado. — Me virei pra ele abismada, pronta para dar um soco na sua cara. — Pera ai, é brincadeira! Eu só queria chamar a sua atenção.
–Annabeth. Meu nome é Annabeth Chase, mas todos me chamam de Annie. Satisfeito? — Respondi seca. Quanto mais cedo saíssemos daquele papo, melhor.
–Muito. Então Annabeth, acabou de se mudar? — Será que era isso mesmo? Esse garoto realmente estava tentando puxar papo comigo?
–Na verdade não seu curioso! Eu apenas vim passar o meu verão com o meu pai. Contra a minha vontade só pra deixar claro. — Suspirei.
–Então você foi obrigada a passar suas preciosas férias com o seu pai, e está se revoltando tanto a ponto de estar me ignorando agora, e de ter meio que... se 'juntado', ao grupo do Nico Di Angelo?
–Conhece Nico Di Angelo?
–Quem aqui nessa cidade que não o conhece? Um cara bem perigoso, eu tomaria cuidado se fosse você.
–Mas você não é. Bem dito. — Voltei ao meu lugar, respirando fundo. Não que eu quisesse voltar a ver Nico, mas eu também não deixaria Percy pensar que, de certa forma ele tinha me influenciado a tomar uma decisão.
Após minha resposta, ele apenas levantou os braços em forma de rendição.
–Calma ai estressada, eu só quis ajudar. — Rolei os olhos. Percebi que eu fazia muito isso na presença dele. — Bom, a conversa estava muito boa, mas eu preciso trabalhar.
Acompanhei-o com o olhar, e o observei chegar bem perto de onde os ovos estavam. Ele encarou as futuras tartarugas, e pegou uma fita amarela, fazendo um círculo em volta dos ovos.
–Pronto. Trabalho feito. — Ele limpou as mãos e se voltou pra mim.
–Espera, era só isso? EU FIQUEI A NOITE TODA ESPERANDO VOCÊS, E SENDO ATACADA POR GUAXININS, PARA SER SÓ ISSO?! — Eu estava muito revoltada.
–Ei, eu também queria te ajudar Annabeth. Infelizmente, essas são as normas. Eu venho, circulo de uma cor bem chamativa o local aonde estão os filhotes, e alguém superior a mim no Aquário vem aqui e coloca uma espécie de gaiola.
–Ahn, quer dizer que você não é nem um pouco capaz de colocar uma gaiola, em uma buraco? — Perguntei irônica. Eu estava a ponto de explodir a qualquer momento.
–Não é tão fácil assim, Annie. Eu também acho injusto, mas você não conhece o lugar aonde eu trabalho. — Ele suspirou. -Hey, tive uma ideia?
–E ela envolve o quê?
–Que tal você ir até o Aquário?
–O QUÊ? Nem pensar Percy, isso é loucura.
–Ah, por favor Annabeth. Mal nos conhecemos, mas eu sei que você gosta de animais... eu posso te mostrar outros peixes do Aquário. — Pensei por alguns instantes. Até que não seria má ideia.
–Tudo bem, tá legal. — Respirei fundo, me dando por vencida.
–Ok. O primeiro encontro foi perfeito, vamos descobrir se podemos dar certo agora pelo segundo. — Ele me lançou um sorriso galanteador em quanto eu franzia as sombrancelhas.
–Isso aqui não foi um encontro!
–Você é quem diz, pra mim foi. — Rolei os olhos novamente. Cara, isso vai acabar virando uma mania.
–Então... vamos... agora? — Eu não sei o porque de eu estar tão nervosa na presença dele. Tipo... ele é só um menino que eu sem querer conheci na praia, e de cara acabei até não gostando. No entanto, ele apenas deu uma leve risadinha com meu... nervosismo?
–Pode ser Annie. — Eu sorri vendo ele vir até mim. — Vamos, levanta. — Fiz uma careta, e ele logo me puxou pela mão, me erguendo da espreguiçadeira.
–Só não te bato porque você vai me levar pra conhecer os peixinhos. — Percebi o quanto idiota a palavra 'Peixinho' soava saindo da minha boca.
–Não quer ver os gatinhos também não? — Ele me perguntou, somente para provocar.
–Idiota. — Murmurei mais para mim mesma, mas ele acabou ouvindo. E sorriu. Um sorriso bem imaturo, e completamente idiota.
. . . . . .
Até que não era assim tão insuportável quanto eu pensei que seria. E lá estava eu, de frente a um Aquário enorme. Percy estava lá dentro, fazendo acrobacias na água, e brincando com os 'peixinhos'. Uma vez ou outra eu soltava uma risadinha sem querer. O que esse garoto estava fazendo comigo?
Eu o vi ir até em cima do Aquário, para a superfície. Lá ele pegou um... caderno? Sério? É, ele realmente havia pego um caderno, pois quando retornou a água, ele mostrou a folha com os dizeres 'Agora é um encontro?' pelo vidro do Aquário.
Não pude evitar soltar uma risadinha com sua atitude. Porque era isso que Percy fazia comigo, me deixava boba. Mas... isso é possível? Quer dizer, nos conhecemos a apenas... um dia e meio. E eu nem gosto dele tanto! Só estou começando a achá-lo suportável.
Ele me chamou para ir para cima do Aquário, e eu o fiz. Ele dava seu "showzinho" na água para as crianças, e quando voltava me dava um breve Oi. Assim que ele resolveu dar uma pausa, resolvemos conversar.
Ele estava na borda do Aquário, e eu estava com meus pés enfiados na água.
–Deve ser legal nadar com todos esses peixes... — Comentei.
–Ah é, então por que você não vem?
–Hã? Não Percy, é melhor deixarmos para outro dia. — Ele fez um ruido com a boca, muito estranho, e então falou:
–Tudo bem, mas me ajuda aqui, vai. — Ele me estendeu a mão, e eu a peguei inocentemente.
Assim que as palmas das nossas mãos se tocaram, eu senti um impulso, e fui toda pra frente, consequentemente caindo no Aquário. Percy, aquele infeliz havia me puxado! Assim que retornei a superfície, encarei aquele... aquele idiota me olhar sorrindo.
–Seu otário! Olha como eu estou? — Eu não estava séria, eu estava morrendo de rir em quanto destribuia leves socos pelo seu braço.
–Ei, agora que você já está aqui mesmo, vamos nadar! — Sem receber nenhuma resposta minha, ele já estava em baixo d'água se divertindo novamente.
Dei de ombros e então mergulhei. Era incrivel tudo ali. Percy e eu brincávamos com os 'peixinhos' fazendo caras e bocas para as crianças que nos apantovam e sorriam fascinados. Vez ou outra, eu e Percy dividiamos o oxigênio que ele havia ganhado do Aquário, possibilitando-nos a ficar ainda mais tempo lá em baixo.
Depois de tudo isso, nós dois comemos e ele fez questão de me deixar em casa. Antes de eu entrar em casa, e desse 'Cabeça de Alga' (apelido que eu havia dado a ele por saber nadar tão bem), ir em bora, eu vi uma cena um pouco familiar, e um tanto quanto traumática.
Os Guaxinins estavam de volta ao seu antigo posto: Nos ovos de tartarugas. Arregalei os olhos e fui correndo até lá. Percy me acompanhou.
–Droga! — Murmurei observando que eles haviam de fato conseguido pegar uns dois ovinhos. Suspirei fitando minha cama improvisada de ontem a noite.
–Espera, Annie você vai dormir lá de novo?
–Você tem ideia melhor? — Perguntei novamente grossa me sentando na espreguiçadeira.
–Tenho. Vou ficar com você essa noite. — Ele afirmou. O encarei perplexa e ele apenas sorriu. — É ué, não posso deixar essas Guaxinins malditos arruinarem o seu cabelo de novo, posso? — Rolei os olhos. — E então... como era a sua família? — Ele me perguntou notando o estranho silêncio que estava entre nós.
–Você não vai querer saber disso. — Afirmei.
–Por que não?
–É meio pessoal. — Suspirei.
Fechei os olhos tentando ao menos cochilar, e na esperença de que ele me deixasse em paz.
Notas finais
Reviews? Por favor comentem. Fui.
#Miles
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