The Last Song

16 Pode deixar, eu assumo daqui


Notas iniciais
Oi pessoal! Eu sei que prometi o Capítulo 16 à quatro dias atrás, mas ai eu fui pra casa da minha tia e lá não tinha como escrever, sabem como é, né?

Mas obrigada por continuarem aqui, especialmente algumas pessoas. Espero que gostem!

Noticias ruins lá em baixo, por tanto leiam as notas finais.

Pov's Annabeth

Hoje Frederick receberia alta, e eu estava animada em tê-lo de volta em casa. O único problema no momneto, é que Matt se recusa a voltar pra casa. Já fizemos de tudo para que ele nos escutasse, mas o menino é firme em sua decisão. Quer ficar com papai.

– Matt, é melhor você ir. Não vai ser bonito quando acontecer. — Eu disse. Ele enxugou uma lágrima teimosa que insistia cair de seu olho esquerdo.

– Annie... promete que vai me ligar sempre que alguma coisa acontecer ao papai? Qualquer coisa, prometa que vai nos ligar! — Gritou. Assenti indo até ele e dando-lhe um abraço apertado, que eu sabia que ele estava precisando no momento.

– Prometo Matt. Vá pra casa, e aproveite suas férias. Se algum " amigo " meu chegar lá me procurando, diga que eu mudei pra Flórida e que se voltar, será pra eu fazer faculdade. — Sorri. Athena tentou reprimir o sorriso, este que eu percebi mais nem liguei.

– E quanto a mim, filha? — Ela perguntou. Eu sabia que estava sendo dura demais com ela, mas o que ela fez não tinha perdão pra mim. Pelo menos por um tempo.

– Eu só preciso de um tempo com ele. Não te odeio. Só quero e preciso pensar um pouco sobre o quê exatamente farei da minha vida a partir de hoje. Ou, a partir de quando ele... bem, partir. Espero que entenda. Logo estarei em casa, aí conversaremos melhor. — Ela assentiu segurando Matt pelos ombros. — E Poseidon? — Perguntei notando que meu padrasto não se encontrava ali, com eles.

– Ele vai passar um tempo a mais com Percy. Ele está arrependido de tê-lo abandonado por minha causa, e eu o encentivei. Sei que fui um monstro esse tempo todo, e espero que um dia... você possa esquecer. — E dizendo essas palavras, Atena por fim entrou no carro.

Logo eu estava no carro do papai, aquele mesmo que ele me levara para a festa de casamento, indo direto para o hospital. Há muita coisa a ser feita antes das coisas começarem a dar errado. Ou certo talvez.

Pov's Percy

Poseidon está aqui. Eu deveria estar me sentindo bem, mas eu só consigo sentir raiva, e uma vontade imensa de mandá-lo em bora. Ele me largou com oito anos para viver com a minha madrasta, tudo bem que ela era mãe da Annie, mas não justificava o fato de ela ser uma grande vadia que traía o marido com outro homem casado.

– Perseus, precisamos conversar. Não quero manter essa coisa entre nós dois. Essa coisa ruim. — Ouvi sua voz me alcançar, em quanto olhava o lago à minha frente sem vontade nenhuma de virar para trás e vê-lo.

– Por que você não some? Paul é um pai melhor do que você foi, ou que você pensou em ser. Volta para os seus outros filhos, tenho certeza de que eles merecem mais atenção. — Respondi frio.

– Annabeth nunca me considerou um pai — Dizia ele se sentando ao meu lado -, ela achava que era errado. Apesar de ser durona e sempre ser curta e grossa com o pai, ela o ama. Ama demais para que outro tome o seu lugar.

– É nesse parte que nós dois somos diferentes. Frederick foi em bora quando ela tinha oito anos também, mas nunca deixou de se preocupar com ela. De vizitá-la, de mandar cartas, de ligar, de mandar presentes e pedir fotos. Ele sim foi um pai de verdade! — Cada palavra minha parecia ferir mais meu pai. Poseidon estava com os olhos marejados.

– Eu só queria saber se um dia você pode me perdoar... sei que não mereço isso, mas mesmo assim querido. Podíamos... recomeçar. — Pediu mais uma vez. Estava prestes a mandá-lo ir pro inferno, quando ouvi uma outra versão da história. — Tome. — Ele me estende um... travisseiro?

– Um travisseiro? — Perguntei.

– É. Abra-o. — Puxei o ziper e me deparei com... muitas e muitas... cartas. Frazi o cenho e ele fez um sinal com as mãos, em sinal de que me explicaria tudo. — Eu te mandava cartas. Eu pedia suas fotos nela, eu te ligava e pedia pra sua mãe me deixar ir vê-lo, ou deixar você ir pra Nova York passar um verão comigo. Ela nunca deixava você receber minhas ligações, mas eu tinha esperança de que você recebesse minhas cartas. Estava enganado. Sally as escondia aí.

– Então quer dizer que...

– Sim, filho. Eu sempre me importei com você, mas a sua mãe... bem, ela não gostava de mim de forma alguma. Não depois que eu a deixei. Ela queria me deixar longe de você, mas é claro que eu não poderia permitir. — Sorri.

– Eu o desculpo Poseidon. Quer dizer... pai. Acho que podemos esquecer o passado e recomeçar como pai e filho. — Ele me abraçou pelos ombros.

– Arrume as malas Perseus. Temos muito o que conversar!

Pov's Annabeth

Eu estava a espera de papai com um café expresso nas mãos e um pacote de salgadinhos na outra. Eu sei, eu sei, combinação estranha, mas sei lá. Eu gostava.

Eu observava pessoas chegando tristes e saindo felizes dali, e não podia evitar penasr que eu sairia triste. Entrei arrasada e sairei pior. É, nem tudo são flores para todas as pessoas.

– Annie? — Uma voz grave soou atrás de mim. Me virei a ponto de ver Perseus e Poseidon, um do lado do outro.

– Ah, que ótimo! — Ironizei voltando a dar atenção ao meu pacote de salgadinhos quase no final. Mal podia esperar para ver a simpática enfermeira vir até aqui me dizer que eu já podia levâ-lo pra casa.

– Hey Annabeth, precisamos conversar. — Meu padrasto afirmou se sentando à minha frente. O Cabeça De Alga se sentou logo atrás dele, e tentei não prestar atenção no fato de ele estar incrivelmente mais lindo hoje, atraíndo olhares de meninas atiradas na lanchonete.

– Diga Poseidon. — O incentivei.

– Olhe, eu sei que você pode não gostar, mas eu queria dizer que ele vai morar conosco em Nova York. Eu queria te contar primeiro pra você saber que é importante pra mim a sua opinião. Eu não via meu filho à anos, e agora não quero perdê-lo de vista tão cedo. — Abri um sorriso tímido. Ficava pensando no quão feliz Percy deveria estar agora.

– Eu acho legal. Se vocês dois se acertaram não vejo problemas e levar ele pra casa. Eu vou pra faculdade mês que vem, mesmo. — Sorri. Vi os olhos de Poseidon marejarem.

– Quer dizer que você...

– Sim, eu vou aceitar a bolsa da Julliard. É, quem sabe eu não consiga me tornar uma compositora famosa. — Dei de ombros.

– Annabeth, eu te tenho como filha, e saiba que estou muito orgulhoso de você! — Eu sabia que era verdade, e era por isso que eu estava tão feliz por dentro.

– Eu sei, obrigada... por tudo.

– Annie, eu passei aqui pra me despedir. Nós dois vamos em bora agora. Quer dizer, vamos voltar pro enterro quando... acontecer. Mas acho melhor Percy já ir se acostumando com as coisas de lá.

– Concordo. Podem ir e boa viagem! — Assentiram os dois saindo dali.

– Srta. Annabeth Chase? — Uma voz doce e feminina me chamou. Olhei para a direção de onde ela vinha, vendo aquela enfermeira segurar Frederick, que me olhava com expectativa.

– Vamos querida?

– Claro pai. Pode deixar, eu assumo daqui. — Disse à ela segurando o braço de Frederick, o levando até o carro.

Notas finais
A noticia ruim, é que a fanfic caminha para reta final. Já sei o que vão dizer: Já Miles? Tem certeza? Sim, tenho certeza. Os próximos três capítulos serão para enquadrar: Morte de Frederick, reconciliamento Percabeth, a mudança da Annie e o casamento Thaluke. O capítulo 20 será um epílogo, contando o que aconteceu com cada personagem. Me darei 100% para os últimos capítulos, preparem os corações, pode acontecer muita coisa!

Obrigada amores,

Fui! #Miles