The Last Song

12 Casal XX: Surpresas e revelações


Notas iniciais
Uma miragem? Notas finais com explicações! Meu capítulo preferido, até agora :)

Pov's Thalia

Luke havia me levado até o seu carro, que era um Porshe, lindo. Francamente, o que um garoto como ele (lindo, rico, perfeito), faria com alguém como eu? Justamente à mim, uma menina que não tem mais futuro, que não se importa com ninguém além dela mesma, e que quase já se matou.

– Está com frio? — Me perguntou o dito cujo.

– Na verdade não. — Murmurei entrando no carro. Eu devo confessar que também estava com medo, afinal, não é todo dia que alguém me dá uma carona tão facilmente assim.

– Aonde você mora? — Ele me perguntou já dando a partida no carro.

– Essa é a questão. Eu não tenho casa. — Murmurei um tanto quanto envergonhada. Eu sei que eu disse à Annabeth que havia voltado a morar com a minha mãe, mas na verdade nem ela me quis de volta. Foi por isso que comecei a trabalhar.

– Isso é sério? — Ele perguntou estacionando o carro, e me olhando nos olhos.

– É. Pode me deixar na praia se quiser. — Dei de ombros. Ele ficou apenas me encarando, confesso que aquilo foi desconfortável.

– Anda, vou te levar pro meu apartamento. Lá você toma banho, come alguma coisa e depois me conta mais alguma coisa sobre você, que tal? — Abri um sorriso malicioso.

– Pode ser, Luke. A propósito, eu queria te fazer uma pergunta.- Sou todo ouvidos. — Ele respondeu voltando a dirigir. — Você é alguma coisa do Percy? Quer dizer, eu sei que vocês são amigos mais eu nunca te vi aqui antes, então... — Ele começou a rir.

– Primos. Somos primos, Thalia. E eu não moro aqui, na Karolina do Norte. Moro um pouco afastado da cidade... aqui não se vive em apartamentos. — Piscou.

– Vai me tirar da cidade? — Arregalei os olhos.

– Não é assim tão longe, umas duas horas de carro. É isso, ou prefere ficar aqui? — Ele arqueou uma sombrancelha, em quanto eu senti o carro desacelerar.

– Se eu for, o que eu ganho?

– Juro que sei cozinhar muito bem. — Abri um sorriso tímido.

– Se é assim, eu aceito ir. — Ele apenas alargou o sorriso e voltou a fitar a estrada.

Não lembro qual foi a última vez que eu consegui dormir, ou que eu realmente tive uma boa noite de sono. Somente sei que logo eu estava cochilando no banco ao lado do loiro, que dirigia cautelosamente.

Quando acordei, o sol começara a nascer. Olhei pelo vidro do carro, me deparando com algumas montanhas ao longe, e, o mar que desaparecia. Com a luz do sol nascendo, tudo ficou muito... mágico. Peguei meu celular, e vizualizei a hora: eram seis e meia da manhã.

– Hãm... Luke? Você não disse que da Karolina do Norte para o seu apartamento eram umas duas horas? — Ele abriu um sorriso em quanto me estendia um pacote de doritos, que ele provavalmente comprou na estrada em quanto eu dormia.

– Tá legal, eu menti. Eu moro em Nova York e pra chegar lá demora. Passamos a noite toda de carro, mas agora não falta muito. Realmente só alguns minutos a mais.

– Por que mentiu pra mim?

– Porque eu sabia que se eu lhe contasse a verdade, você não iria comigo. E eu, com certeza não iria deixar você dormir na areia da praia! — Ele ia começar a falar um monte de coisas quando eu simplesmente me inclinei, e o beijei.

– Obrigada. — Murmurei. Ele abriu um sorriso quase de imediato, vindo até mim e me dando outro beijo.

– Agora sobre o Nico: O que ele era seu?

– Um ex namorado que... bem, ele só gostava de sexo. — Senti suas mãos apartarem o volante com mais força. — Acho que ficou desapontado quando eu resolvi sair daquela vida.

– Digamos que ele era um psicopata; por que você aceitou namorar com ele? — Ele virou seu rosto por um breve momento em mim, e depois depositou seu olhar na estrada. Encarar aqueles olhos azuis quase iguais aos meus, foi como um shok de realidade.

– Nem eu mesma sei. Eu era uma aluna legal, tinha uma vida perfeita, amigos bons. Até que meus pais se separaram, e eu resolvi fazer da vida deles um inferno. Eu... acho que foi só um ato de rebeldia, Luke mas... argh, sei lá. Não posso dizer que eu fiz isso tudo porque eu tinha motivos, eu só queria ser rebelde.

– E o que exatamente você fez?

– Bem, eu... sai de casa. Desapareci. Minha mãe deixava dinheiro pra mim, e durante o dia, quando ela estava no trabalho, eu ia e pegava. Esse era o único modo que ela encontrou pra verificar se eu ainda estava viva. Nico ia pra lá comigo as vezes.

– E...? — Insistiu.

– Bom, logo após um tempo eu parei de ir pra lá. Nico tinha arranjado um apartamento por lá, nojento, mas dava para sobreviver. Ele, eu e alguns outros amigos dividíamos aquele apê. Todos davam grana. Até eu, que como eu disse, tinha essa pequena ajuda da minha mãe. — Suspirei. — Mas logo eu percebi que ela não estava deixando mais, afinal, já fazia dois anos que não nos víamos ela podia pensar que eu pegava aquele dinheiro para comprar drogas.

– Hum...

– E eu parei de pagar o apartamento. Nico me expulsou de lá, me jogou no meio da rua. Annabeth me viu, e me deu uns mil dólares, que estão comigo até agora. Sally me viu naquele estado, como eu era a filha da melhor amiga dela, resolveu me dar o emprego.

– E então nos conhecemos. — Ele completou. — Teve um final feliz. — Empurrei-o de leve.

– Você é muito bobo.

– Eu sei. — Ele sorriu, e estacionou o carro em frente a um prédio muito bonito.

Nova York poderia ser o paraíso, mas aonde Luke morava era "O" local do paraído. Supermercados, shoopings, e outros prédios lindos, tudo ali, pertinho. Lanchonetes, parques, tudo. É, imagine o quanto devem pagar para morar ai.

– Vamos? — Ele perguntou. Assenti. — Devem ser umas sete horas da manhã, então é melhor não fazermos barulho.- Pode deixar. — Pisquei indo na frente.

Subimos até seu apartamento, e vou confessar uma coisa: Eu nunca havia visto lugar mais fofo, e lindo. A sala era completamente perfeita.

– Vá tomar um banho, amor. — Ele sussurou vindo até mim e me dando um selinho. Suspirei. Ele era perfeito!

Se a sala era linda, eu precisa ver o banheiro. Com certeza eu adoraria morar aqui. Tomei um banho extramamente relaxante, e logo em seguida fui para o quarto trocar de roupa. Agora entendo porque Annabeth gosta tanto de morar aqui.

Peguei uma camiseta do Luke, e vesti meu short que estava na minha mochila, e que eu iria vestir ao terminar o serviço na casa do Percy. A camisa era uma social, que eu acho que caiu muito bem em mim.

– Thalia! — Ouvi Luke me chamar. Parecia vir da cozinha, e então eu fui até lá.

– O que foi, Luke?

– Me ajuda a fazer o nosso café da manhã? — Perguntou envolvendo suas mãos na minha cintura e me dando um beijo.

– Ué, você não disse que sabia cozinhar?

– Nunca é ruim ter uma ajuda, né?

– Mãos à obra, seu bobo! — Ele começou a rir.

Pela primeira vez em dois anos, eu me sentia feliz novamente.

Notas finais
Eu estava muito ansiosa para escrever essa cena Thaluke, já que eu amo Thaluke, então resolvi postar logo. O que acharam? Meu capítulo preferido ♥ eu sei que a Bianca Grace amou! Até terça, e dessa vez é sério!

Beijos queridos.

Miles.