The Last Angel
4 Somebody that I used to know
Notas iniciais
– Amelia? – Dean estava perplexo. Os dois a olhavam vidrados, sem conseguir acreditar que ela estava ali, parada na frente deles.
– Não pode ser. Vimos você morrer. – Sam falou.
– Eu sei. Mas eu tenho um truque para escapar da morte. – Falou. Seu sorriso era tão branco e brilhante quanto a sua pele.
– Você está... Perfeita... – Dean murmurou, olhando-a dos pés à cabeça.
– Não acredito que vocês estão aqui. – Ela abraçou Sam, beijando-lhe o rosto, em seguida fez o mesmo com Dean.
– Mas Amelia, como você pode estar viva? Há quanto tempo? – Sam perguntou, espantado ainda.
– Fazem dois anos... – Disse, fechando a porta que ainda estava aberta, e trancando-a.
– Dois anos? – Dean não conseguia desviar os olhos dela, como se ele deixasse de olhá-la por um minuto faria ela sumir. Amelia estava mais parecida com a ideia dos anjos que ele tinha em mente. – E você nunca foi nos procurar?!
– Sinto muito por isso. – Falou apontando o sofá para que ambos sentassem e servindo dois copos com conhaque para eles. – No começo eu realmente queria voltar, mas conclui que vocês já tinham problemas demais.
– Você tem idia do estado em que o Bobby ficou? De como nós ficamos?
– Eu sei, mas Dean eu não poderia arriscar. E eu sei que vocês ficaram muito bem sem mim por perto. E sem dúvida continuarão a ficar.
– Como assim? Você não vem com a gente? – Sam perguntou.
– Eu nunca disse que iria. – Ela tomou um gole da bebida em seu copo. – Agora, como vocês descobriram que Crowley estaria aqui?
– Demônios não gostam de ser torturados. – Dean falou. Amelia não precisou de explicações para entender. – E você?
– Aquele era Frederick Peterson. Um ricaço desconhecido da mídia, mas muito popular entre nós. – Ela apontou para si mesma.
– Nefilins? Ele era como você? – Sam colocou o copo na mesa, inclinando-se para ouvir melhor o que ela dizia.
– Você ficaria surpreso em saber quantos de nós existem por aí.
– Então você não é a única?
– Meu Deus, claro que não Sam. A não ser que você se refira a única que se rebelou aos costumes e tradições da minha espécie. Então sim, sou a única. – Falou. – A maior parte são os magnatas. Pessoas com grande poder e aquisições. A riqueza que eles possuem foi sendo adquirida com o passar dos séculos.
– Agora dá pra entender o que Crowley queria com aquele sujeito.
– Isso Dean, nós vamos descobrir agora. – Amelia tirou de dentro do sobretudo os mesmos maços de papéis que Crowley tinha.
– Como você pegou? – Dean perguntou.
– Ah Dean, mulheres são criaturas traiçoeiras. Crowley se distrai com muita facilidade.
Olhando co calma, ela percebeu que o volume não era maior que um panfleto, com uma encadernação feita à mão e uma capa simples. Era leve como um pedaço de crepe. Ao abri-lo viu que fora escrito à mão, em papel almaço. Amelia não precisou fazer uma leitura na íntegra. Apenas com os detalhes da primeira página ela sabia do que se tratava. Só não entendia a importância daquilo. Então, em vez de entregar os manuscritos à Sam ou Dean, dobrou o volume e enfiou-os no bolso do casaco.
– O que? – Dean questionou. Queria saber o que estava escritos nos papéis.
– Amelia... – Sam esticou a mão, pedindo que os documentos fossem entregues à ele.
– Vocês precisam confiar em mim só mais esta vez. – Ela começou a falar. Sua postura ficara ereta, tomando um ar diplomático. – O que está escrito nestes papéis é uma raridade para caçadores como vocês, mas eu sei exatamente o que diz em cada linha.
Ela levantou, caminhando até a janela e abrindo uma fresta da cortina.
– Parou de nevar, mas hoje não há condições de deixarem a cidade. Poderão ficar aqui até amanhã. A neve já terá derretido até lá.
– Você está nos expulsando? – O mais velho levantou, visivelmente irritado.
– Eu não iria usar esta palavra, mas já que você falou. Sim, estou expulsando vocês.
– Não pode fazer isso.
– E quem diz que não? Você, Dean Winchester? – Ela o encarou. – Acredite, não há nada para caçadores aqui. Isto só interessa a mim. Eu realmente lamento...
– É? Não parece.
Amelia não responder, apenas olhando para Sam, saindo da sala, e se trancando no quarto.
– Dean calma!
– Calma? Como eu posso ter calma Sam? – Dean sussurrava, embora estivesse exaltado. – Primeiro Crowley e agora Amelia? Sério, Amelia?
– Eu sei, mas Dean se a gente quer conseguir alguma coisa não podemos nos alterar. Lembra como ela ficava quando estava nervosa.
– Mentirosa. Isso é o que ela é. Sério Sam, ela devia estar morta. Eu vi ela morrer!
– Eu também vi ela morrer, mas o que eu posso fazer? Se ela está viva temos que aceitar. E o Bobby?
– Que tem ele?
– Como vamos contar?
– Não vamos. Ela já disse que não vai com a gente, então não precisamos contar nada à ele. E os papéis?
– Vai ficar com ela. – Sam viu a cara que o irmão fez, então logo completou. – Dean, se realmente tivesse algo pra gente, você acha que ela iria esconder?
– Acho. – Dean deitou no sofá maior, enquanto Sam apagava as luzes e deitava no outro sofá. – Ela não é a mesma Amelia que nós conhecemos, Sam.
Sam não respondeu, embora ele tivesse que concordar. Aquela Amelia que estava no quarto ao lado parecia ser mais velha e muito mais perigosa.
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