Estou confuso não sei por que me transformaram em vampiro?

Eu pergunto gritando:

–Porque me transformaram em vampiro?

–Você sabia de mais, tínhamos certeza que quando descobrisse contaria para seus amiguinhos.

De repente eu vejo um de seus portões se abrindo, e alguém caminha em minha direção.

É Jack ele me joga dentro de um carro, e de novo pergunto:

–O que pretendem fazer comigo!?

–Edgar ira te explicar tudo que precisa saber, ao chegarmos lá.

–Para onde vamos?

Ninguém responde e fica aquele silêncio no carro, o único barulho que escuto é do vento pela janela.

Ao chegarmos olho para a casa, ela é muito grande, aberta e iluminada. Por dentro a casa é mais linda ainda e tem três andares, quatro quartos, uma sala, uma sala de jantar, uma cozinha, porão e sótão. Edgar me mostra onde eu vou dormir, um quarto grande e lindo. Uma cama de casal e uma janela enorme toda e vidro.

Eu digo a Edgar confuso:

–Não posso ficar, tenho que ir para casa!

Edgar olha nos meus olha nos meus olhos e diz bravo:

–Você não ira a lugar nenhum! A casa esta rodeada pelos capangas do meu pai, e não tem com você escapar!

–O que ira acontecer? O que nos vamos fazer?

–Eu vou treinar você e você terá que fazer uma tatuagem em breve. Eu digo preocupado:

–Por que?

–Cada vampiro tem a sua, ela funciona para selar um feitiço. Pergunto confuso:

–Oque tipo de feitiço?

–É o feitiço para você poder andar durante a luz do dia.

–Então porque eu já não queimei?

–Por que estes vidros são temperados, os raios UV não conseguem penetrar.

Depois de entender tudo fico mais aliviado, Edgar me chama até o porão e eu não faço ideá para que. Edgar pega uma chave e abre a porta, descemos as escadas e ao chegarmos lá Edgar diz:

–Nós vamos treinar aqui.

Sinto uma coisa esquisita na garganta e um aperto na barriga, então resolvo dizer a Edgar:

–Sinto minha garganta seca.

–Você deve estar com sede.

Ele pega uma bolsa de sangue em um freezer e despeja o sangue em um copo.

–Toma Caleb.

Quando sinto o cheiro bom minha barriga se aperta mais ainda.

Tomo um pouco, bem devagar e quando provo não resisto tomo tudo de uma vez.

–Edgar eu quero mais!

Ele coloca no copo e eu tomo tudo. Mas Edgar diz:

–Você tem que aprender a controlar essa sede, olhe-se no espelho.

Caminho em direção a um grande espelho na parede e olho. Quando me olho, vejo linha boca toda suja minhas presas maiores do que o normal e meus olhos estão pretos por completamente.

Pergunto a Edgar:

–O que eu faço!?

–Respire bem fundo ao ver o sangue, tome aos poucos, tomar rápido só irá faze-lo quer mais.

Respiro fundo e meus olhos voltam ao normal, minhas presas diminuíram a sede já passou. Edgar se aproxima e diz:

–Tomar líquidos ajudam a controlar.

Damos continuidade ao treino, Edgar vai me ensinar com usar a velocidade:

–Caleb, corra o mais rápido que puder! Quando eu corro de um lado para o outro da sala, não consigo ver meus passos, corro muito rápido. Edgar fala espantado:

–Muito bem Caleb, você se controla muito bem!

Eu agradeço:

–Obrigado Edgar!

–Caleb dê um soco na parede.

Acho isso coisa de louco:

–Mas qual o objetivo disso?

Parece que Edgar não entende a minha pergunta.

–O soco mais forte!

Eu confio nele e fecho os olhos, levanto o braço e dou o soco mais forte que posso.

A minha mão atravessa a parede e eu olho espantado, então Edgar diz:

–Você precisa treinar mais, mas se desenvolve muito rápido.

Olho para Edgar e lembro da imagem que vi na prefeitura, a imagem dele e o Jack atacando as garotas

.Então pergunto curioso:

–O que aconteceu lá na prefeitura? Você estava se alimentando?

–Sim, eu estava me alimentando.

Diz ele calmamente. Treinamos a manhã toda e ao chegar a tarde subimos para a sala, então Edgar diz:

–Vamos até a sua casa pegar algumas roupas suas.

Saímos da casa e entramos no carro, Edgar dá uma ordem ao lacaio e ele obedece. Durante a viagem, faço perguntas a Edgar:

–Quantos anos um vampiro vive?

–Um vampiro pode viver para sempre, a única forma de matar um, é se alguém arrancar sua cabeça, ou te esquartejar.

Outra pergunta faço logo em seguida.

–Seu pai tem quantos anos?

–Meu pai foi o segundo vampiro da historia, ele se transformou com vinte e cinco anos. Depois disso ele nunca mais envelheceu e ele tem quinhentos e doze anos. Fico surpreso com o que Edgar diz:

–Chegamos em casa.

Desço do carro e Edgar também, Edgar olha para mim e diz:

–Ande logo! E eu respondo:

–Não irei demorar.

Entro e subo as escadas com rapidez, como Edgar ensinou. Chego lá em um piscar de olhos, entro no meu quarto e apanho a mala que fica em baixo da cama. Respiro fundo e com rapidez começo a pegar as roupas, em dois segundo pego oque preciso, corro para o banheiro e pego algumas coisas. Fecho a mala e corro para a cozinha, meu pai está de costas para mim. Então eu digo:

–Olá pai.

Ele se assusta e diz:

–Filho! Eu não vi você entrar!

–É que o senhor estava lá em cima, mas acho que o senhor não me viu.

Ele responde confuso:

–É eu acho que não o vi, onde vai?

–Eu acabei de voltar da escola e vim pegar isso porque vou dormir na casa de um amigo.

Sem desconfiar ele diz:

–Tudo bem mas me liga.

Eu concordo com a cabeça enquanto saio, Edgar diz:

–Entre no Carro e vamos.

–Eu preciso falar com um amigo, ele mora no final da rua, será rápido.

Edgar faz um sinal com a mão dizendo que posso ir. Deixo a mala ao lado do carro e corro, paro bem em frente a sua porta e toco a campainha. Sr. Anna atende a porta e diz:

–Olá Caleb! Entre Daniel e Raffael estão no quarto.

Passo sobre a porta e caminho até a sala, chegando lá sr. Anna não me vê, então corro rápido. Estou de frente para a porta deles, Bato na porta e Raffael abre então digo:

–Olá, eu queria pedir desculpas por não ter dormido aqui.

Daniel diz:

–Tudo bem! Você pode dormir aqui outra noite.

Eu concordo com a cabeça e digo:

–Eu tenho que ir mas tarde eu passo aqui.

Ele concordam e eu saio do quarto, vejo que a Sr. Anna não esta a vista então eu corro. Saio pela porta e entro no carro. Edgar diz:

–Nós vamos fazer a sua tatuagem!

Eu pergunto:

–Quem vai fazer a minha tatuagem?

–Uma bruxa amiga.

Fico surpreso e digo:

–BRUXA!

–Sim uma bruxa, elas existem e ela é amiga do meu pai.

–Você tem uma tatuagem?

–Todos nós temos.

Ele me mostra a sua tatuagem nas costas, é uma estrela dentro de um circulo.

–Eu posso escolher a tatuagem?

Ele responde:

–Não, você só pode escolher o tamanho e o lugar.

O carro para e descemos, entramos em um bar antigo e Edgar chama a bruxa.

–Emily cadê você?

Ela aparece atrás de mim e diz:

–Quem é ele?

Edgar diz:

–É um recém transformado, ele precisa de uma tatuagem.

A bruxa diz:

–Então onde você vai querer Caleb.

Ela sabe o meu nome e e penso que deve ser alguma coisa de bruxa.

–Vou querer no meu dedo indicador.

A bruxa segura a minha mão e diz umas palavras em outra língua, que eu não consigo identificar. Olho para a minha mão e a tatuagem aparece, não doi nem um pouco, Edgar agradece e vamos para o carro. A viagem é tranquila, ao chegarmos na casa, já é tarde, então subo até o segundo andar e vou para o banheiro tomar banho.

Depois de um longo banho, vou para meu quarto que fica ao lado, me visto e Edgar me chama para me contar mais sobre as bruxas. Vou para a sala e me sento no sofá, Edgar chega rápido e se senta também. Eu pergunto a quantos anos existem as bruxas e ele responde:

–As bruxas existiam muito antes dos vampiros e Emily foi uma das primeiras.

–As bruxas não envelhecem?

Pergunto curioso, porque Emily não parecia ser tão velha e Edgar diz:

–Envelhecem sim, mas Emily como foi uma das primeiras sabe alguns feitiços para enganar o envelhecimento.

Fico surpreso e digo:

–Existem outras criaturas sobrenaturais?

–Existem, mas meu pai não permitiu que falasse.

Não fico tão curioso, então não persisto no assunto. Dou boa noite a Edgar e vou para meu quarto. No dia seguinte acordo e vejo que Edgar ainda não acordou, então vou até a cozinha e procuro sangue.

Abro o freezer da geladeira e lá eu pego uma bolsa de sangue, coloco em um copo e tomo aos poucos enquanto caminho para a frente do lago. Fico surpreso ao ver o sol sair, já que Vancouver não é uma cidade muito quente. Edgar acorda e pega sangue para tomar, vejo ele e caminho em sua direção. Chego em sua frente e pergunto:

–Será que hoje eu poderia ver como está Daniel?

–Sim, mas depois da reunião do conselho você vai. Meu pai quer falar com você.

–Tudo bem.

Digo concordando. Percebo que ganhei a confiança de Edgar, ao ver que os lacaios se foram. Tomo todo o meu sangue e peço uma coisa para Edgar:

–Edgar posso andar na floresta durante alguns minutos?

–Sim, mas não demore muito e não vá tão longe.

Ai vejo que ganhei mesmo sua confiança. Andando lentamente, pensando em meu pai e escutando o barulho da floresta até escutar algo esquisito. Percebo que algo vem em minha direção pela minhas costas, me viro e vejo que é um vampiro. Quando ele se aproxima o máximo e tenta me atacar seguro em seu pescoço e o prendo no chão, ele me joga longe e se levanta.

Levanto em seguida e corro em sua direção, dou um soco em seu rosto e ele cai, dou outro soco mas agora na barriga. Ele afunda na terra da floresta e fica no chão. Edgar aparece em cima de um galho, em uma árvore e diz batendo palmas:

–Parabéns! Parabéns mesmo! Eu enviei Calvin, para ver seu potencial e te subestimei, você é incrível.

Fico surpreso com o que ele me diz e sem folego. Estou com um corte leve em minha bochecha, entramos na casa e Edgar me dá sangue. Na hora o corte se cura e penso como é extraordinário poder ter toda essa força e poder viver eternamente. Edgar manda eu me vestir para a reunião, mas tenho que tomar um banho por que estou suando.

Depois do banho coloco um terno diferente do terno da ultima reunião. Entramos no carro e vamos para a prefeitura, chegando lá encontro meu pai e ele pergunta:

–Tudo bem?

E eu respondo:

–Tudo sim, eu vim para te ver.

Meu pai concorda e entra na sala para a reunião, eu e Edgar ficamos esperando no corredor. Quando a reunião acaba, meu pai como sempre fica para falar com a prefeita. Sem querer eu escuto a conversa, Edgar não me disse nada sobre super audição. Meu pai dizia para a prefeita "eu não consigo mas esconder nada de Caleb" eu furioso abro a porta e digo:

–Esconder o que de mim,pai!

Falo com a expressão furiosa e meu pai diz:

–Caleb, a sua mãe não morreu. Fico surpreso, curioso e bravo por meu pai ter escondido isso de mim.