The King Of Fighters - Crossing Roads

3 Capítulo 2 – A lenda do lobo Solitário retorna


Notas iniciais
Mais um capítulo nos prólogos se encerra! Em breve o arco dos prólogos acaba e as cortinas de mais um torneio KOF se abrirão!

É mais um dia de trabalho para “Blue” Mary Ryan. Ela está na investigação de um grupo de tráfico de drogas, ironicamente de um grupo rival a Geese Howard. Ela está há horas infiltrada no QG do bando, enquanto eles estão realizando uma grande transação: uma troca milionária de drogas por armas. Tudo muito bem bolado, junto a um braço dos dissidentes de Rugal Bernstein. Tudo estava correndo como o planejado, Mary estava escondida em um dos dutos de ventilação de um galpão abandonado, acima da cena. Tudo ocorrera exatamente como o esperado, e não podia ser diferente, afinal aquela era a única maneira de escapar dos olhos de águia de Geese Howard. Todos se preparavam para sair, inclusive Mary. Mais uma vez, silenciosa como um gato preto à noite. Ao sair do prédio, os compradores saíram pela baía de Southtown, mas não era com eles que ela deveria se preocupar no momento. Os alvos da agente estavam saindo pela ala sul do complexo, em um carro forte escoltado por duas motocicletas Harley-Davidson. Mary rapidamente desce do prédio pelo encanamento lateral, e ao descer, o inesperado acontece. Uma lata de refrigerante deixada ali por um dos traficantes soou como uma viga desabando no aglomerado de galpões, e na hora o piloto da moto que seguia atrás deles virou e viu a bela silhueta da agente pisando na maldita lata. Tudo o que Mary conseguiu fazer foi pensar “merda” e sair correndo. O carona rapidamente sacou uma Steyr TMP prateada, e começou a disparar contra Blue Mary. Devido à escuridão noturna e ao fato de a Harley ser demandar bastante espaço do piloto, os disparos estavam sendo em vão. Após saltar um muro, Mary finalmente consegue sair do complexo, mas pouco depois os traficantes continuam sua perseguição. E a perseguição continuava, eles estavam na altura do Pao Pao Café, ponto de encontro comum na cidade, e que àquela hora estava razoavelmente cheio. Mary passou pela porta de entrada e ouviu uma explosão, e quando virou pra trás viu a moto voando pelos ares. Seu sorriso de alegria não durou muito tempo, um dos estilhaços da motocicleta atravessou a sua perna. Atrás da moto, ela via a causa da explosão: Billy Kane. Ele estava vestindo sua camisa da Grã Bretanha, e uma calça Jeans surrada. Se estivesse em condições, conseguiria correr ou até mesmo lutar, mas com uma das pernas ferida como estava, ela era uma presa fácil. Mesmo assim se levantou e tomou postura de luta. Billy, pra variar, começa a ironizar:

— Ora ora, temos uma donzela durona aqui. Geese vai ficar feliz em ver o seu nome no obituário de amanhã. Será como matar dois coelhos numa cajadada só.

— Billy não enche o saco, ok? Você acabou de arruinar minha investigação. Eu precisava deles VIVOS. E acho que seria bom para o teu chefe também. E só de ouvir esse teu sotaque já me dá vontade de te esganar!

— Bem... Então vou cuidar para que você não ouça mais nada... – Billy arma seu bastão para dar uma surra em Mary, quando alguém surge de repente, com uma voz conhecida:

— BUSTER WOLF!

Terry Bogard acerta o golpe bem no meio das costas de Billy, que cai atônito e sem ar. O inglês levanta e encontra Terry, que veste uma jaqueta de couro preta, com seus cabelos soltos e sem o seu clássico boné, além de uma calça jeans e uma bota de couro preta

— Ora, ora... O lobo veio ajudar a sua amada flor... Um e meio contra um? Acho que eu consigo encarar isso...

— Eu não teria tanta certeza disso... – A voz vinda do telhado revelou Andy Bogard, com os cabelos ao vento, trajando calças e um gi preto, com a inscrição do clã Shiranui no peito. Protetores para os punhos e tornozelos completavam a vestimenta do ninja. – É rapaz, melhor você ir andando nessa se não quiser encarar os lobos solitários...

— Bem, já cumpri minhas ordens, de qualquer maneira... – Billy dá de ombros e sai dali, levando os dois corpos, um deles respirava com muita dificuldade.

Algumas semanas se passaram, e Mary está se recuperando do ferimento, que resultou em dois ossos fraturados mais o trauma muscular, na casa de Terry. Ela está lendo um livro, quando a campainha toca. Terry está trabalhando, então ela vai atender. Seu rosto fica pálido na hora. Mary estava diante de ninguém menos que Geese Howard.

— Mary Ryan, FBI, não é mesmo? Não vim em guerra, preciso falar com o Bogard. Ele está?

- Agora não, mas ele vai chegar mais tarde... – Mary ainda não acredita que Geese Howard teve a coragem de visitar seu pior inimigo.

— Certo, peça para ele me visitar, e levar isso – Geese entrega um envelope branco à Mary – Com isso ele vai poder entrar na Geese Tower sem maiores inconvenientes.

Mais tarde naquele dia Terry foi visitar Geese, junto de seu irmão Andy. Ao chegar à sala do presidente da Howard Enterprises, Terry entrou em um saguão suntuoso, com detalhes em madeira nobre e metais preciosos. Lá se encontravam sentados Billy Kane, braço direito de Geese e inimigo mortal de Terry; Wolfgang Krauser, meio irmão de Geese e o herdeiro da tradicional casa de Strollheim, uma família com séculos de tradição nas lutas e o próprio Geese Howard. Terry, debochado como sempre, inicia a conversa:

- Rapaz, AGORA eu fiquei com medo! O que eu fiz pra merecer uma reunião tão “honrosa”?

Geese fita o olhar friamente para o Lobo, que na hora percebe que a coisa era realmente séria.

- Terry, você ficou sabendo dos incidentes do último encontro com Billy e você, certo? – Terry afirma que sim com a cabeça – Então, eu tenho um pedido a te fazer... Deixe Mary de fora do caso. Ela não sabe com o que ela está se envolvendo, e se continuar, o pior vai acontecer.

- Como assim, “o pior vai acontecer”? – Terry toma uma expressão séria, rara de ser vista – O que pode acontecer com a Mary, e o que é essa coisa que eles estão investigando?

— Bogard, você sabe que somos inimigos desde sempre, mas isso não tem nada a ver com nós dois, e dessa vez estamos falando de coisas perigosas, muito perigosas. – Geese saca um tubo de ensaio, com um líquido arroxeado e fluorescente – Essa é a razão da nova missão da Mary. Uma nova droga chamada Vinho de Lúcifer. Ela tem efeitos psicotrópicos mais elevados que o ópio, e causa uma dependência tão alta quanto o crack. Nós do submundo de Southtown estamos tentando limpar a cidade do pouco que já entrou, mas está difícil...

— Então porque não querem que a Mary ajude? Estão querendo guardar a droga pra vocês?

- Ora, não seja estúpido, Bogard... Essa droga está causando problemas em todos os Estados Unidos, em alguns países na Europa e na América do Sul. Apenas os fabricantes dela se beneficiam.

— Mas o que isso involve a Mary? Você ainda não respondeu... – Terry, impaciente pressiona o chefe do submundo de Southtown

— Terry, nós acreditamos que agentes do alto escalão do FBI estejam envolvidos, e acredite... Esses caras vão fazer de tudo ara acabar com ela. – Krauser toma a palavra de forma tranquila, porém alerta. — Apenas fique longe e mande a sua garota se afastar também. Deixe que nós cuidemos disso. Essa é a melhor forma de ajudar a resolver o problema. De vez.

O trio anfitrião se levanta e acompanha Terry Bogard até a entrada do hall. De lá, o lobo solitário é escoltado até a entrada da Geese Tower por Billy. Ao sair, Terry ficou com aquela reunião em mente... “Algo pior pode acontecer, agentes do FBI infiltrados, nova droga...”. Algo dizia que Terry deveria correr pra casa, e assim ele o fez. Correu o mais rápido que pode para o seu apartamento, e ao chegar lá viu que seus temores eram realidade. Mary sumira, e sem sinal de quem possa ter cometido tal crime.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.