The King

26 Capítulo XXVI – Reações Inesperadas


Notas iniciais
Antes de qualquer coisa, desejo boa sorte àqueles que fizeram o ENEM nesse final de semana! Espero que consigam as notas desejadas! sz~ ~ Eu sinto muitíssimo por demorar a postar! Eu fui dormir 6h da manhã pra terminar esse capítulo, porque a tarde tinha que ir na Liberdade encontrar a Lolli-chan (outra dona desse perfil, minha irmã). Então, quando cheguei, tava detonada. Aliás! Eu comprei uma figure super linda (e rara) da Hinata shipp por menos de cinquenta reais! To suuuper feliz por isso, então vou compartilhar! HUHU' *w* ~ Esse capítulo foi complicado de ser escrito, porque eu não tinha pensado em como exatamente seriam desenvolvidas as situações. No fim, eu acabei escrevendo de maneira quase desenfreada... Mas como eu amo posts grandes, como leitora, espero que vocês também curtam! e.e ~ Eu não respondi alguns dos comentários por falta de tempo. E provavelmente também não vou ter tempo pra responder nenhum essa semana (vou ter três seminários, e ainda não tenho nem um pronto...), então me desejem sorte e perdoem! x.x ~ Aproveitem o BIG post! *-* Espero que sejam felizes e, um aviso básico: esse capítulo contém hentai. HAHAHA' CONSEGUI SIM ESCREVER O HENTAI! Espero que os safadinhos curtam. Particularmente, a autora achou uma coisa cute. Boa leitura! sz~

Capítulo XXVI – Reações Inesperadas.

Até alcançar Hinata, Naruto estava decidido a ajoelhar-se, se isso a fizesse perdoá-lo. Mas agora, ali, frente a frente, simplesmente não soube mais o que dizer. Ele quase praguejou, quando Hanabi o flagrou, mas controlou-se. – Hanabi, pode nós deixar a sós? – Ele pediu. A Hyuuga pôde perceber a tensão na voz do cunhado, e sentiu-se animada com isso.

Ela não deu tempo para que Hinata recusasse. Levantou-se, reverenciou-os educadamente e saiu do quarto escondendo um sorrisinho cheio de expectativas.

Nervosa, a rainha baixou a cabeça e encarou suas próprias mãos, esforçando-se ao máximo para não olhá-lo nos olhos.

Sentia que seu coração poderia sair pela boca a qualquer instante.

Ouviu-o se aproximar, mas não teve coragem de observá-lo. Naruto sentou-se ao lado dela, à uma distância discreta, e murmurou: — Eu falei com Sasuke e Sakura... – Fazendo-a estreitar os olhos, incomodada. De todos os assuntos, ele tinha que falar dela! – Eles querem se casar... Então, mesmo que você contasse ao seu pai...

– Eu não falei nada! – Exclamou alto, repentinamente furiosa, e ergueu os olhos de pérola no intuito de confrontá-lo, mas arrependeu-se no mesmo instante.

Os olhos de Naruto estavam fixos no seu rosto, e ela sentiu-se estremecer. Mas ainda que toda sua racionalidade gritasse para que se desviasse daquele olhar intenso, Hinata não pôde. Era como se ele lesse sua alma...

Mas então ele o fez: desviou o olhar e pigarreou timidamente. – Eu sei que você não fez. – Garantiu. – Só que... – Estreitou os lábios. – Eu sou muito teimoso. – Confessou envergonhado.

Hinata arqueou a sobrancelha direita. – Você jura? – Ele sorriu, e olhou-a de canto. A moça então arregalou os olhos. Aproximou-se – demais – e tocou seu rosto de maneira preocupada. – Mas o que...?! – E assim como Naruto, enrubesceu, porque finalmente pareceu perceber o quão próximos estavam.

Eles se afastaram, constrangidos, e levaram seus olhos para paredes opostas. – A senhora Uchiha ficou irritada. – Ele disse depois de pigarrear.

– O- O que?! – A voz dela soou preocupada. – A- A Kasumi é um pouco preocupada, mas... Mas ela certamente não fez por mal! – Estava falando rápido demais, e aquilo o surpreendeu. Naruto arqueou a sobrancelha antes de fitá-la, e percebeu que estava pálida e apavorada. Ele não conseguiu entender, até que ela completou, com a voz cheia de desespero: — Por favor, não faça nada com ela! – Ele não soube o que responder.

–... Você acha que eu vou fazer alguma coisa com ela?! – Sentindo-se ofendido, ele se levantou. E com a mesma facilidade que empalideceu, o rosto de Hinata enrubesceu.

– Ela só estava preocupada comigo, então...

– Eu não vou fazer nada com a esposa do Itachi! – Ele exclamou alto, irritado. E depois riu, sem humor. – Pelo amor de Deus, o que você achou que eu faria?! – Ela pareceu confusa e envergonhada.

– B- Bem... – Ele exalou longamente, e voltou a se sentar.

Embora se sentisse contrariado, Naruto engoliu seu orgulho – assim como Hinata havia feito tantas vezes. Ele ergueu os olhos azuis e irritadiços para fitar a esposa e sentiu o peito queimar. – Eu... Admiro muito os Uchihas... – Disse cuidadosamente, e mordeu o lábio inferior. – Sei que mereci isso... Sei que merecia muito mais... Pelo que fiz você passar. – Ela baixou os olhos e isso o incomodou; impulsivamente, Naruto ergueu seu queixo, obrigando-a a olhá-lo. – Desculpe. – Pediu sinceramente. Hinata tornou a desviar-se dos olhos dele, desconfortável.

– Não tem problema... – Ele sabia que ela estava mentindo, e Hinata sabia que ele sabia. Mas ainda que fosse uma mentira deslavada, pareceu o certo a se dizer.

– Você não está sendo sincera. – O rapaz a acusou com um meio sorriso um tanto divertido. Ela nem estava tentando fingir! – Tente fazer melhor que isso. – Sugeriu antes de puxar-lhe as mãos.

Embora não estivesse ciente disso, os lábios de Hinata formaram um beicinho adorável de revolta. – Eu sempre te perdoo... – Deu-lhe os ombros. Naruto estreitou os lábios, insatisfeito, e aproximou-se mais. Ainda segurava suas mãos.

– Escute... – Pediu cautelosamente, puxando-lhe o rosto, obrigando-a a fitá-lo mais uma vez. – Eu... – E então enrubesceu. – E- Eu... – Ele piscou rápido, procurando as melhores palavras possíveis. Ele o quê? O que poderia dizer? Sentia o coração acelerar, e não conseguia pensar em nada que não soasse estranho. Hinata estranhou aquela reação; arqueou as sobrancelhas e o fitou de maneira preocupada.

Era difícil vê-lo sem palavras.

Ele pigarreou – pela terceira vez àquela noite! – e coçou o rosto, constrangido. Soltou-a e se levantou. – Eu... – Sentia seu coração pular, e praguejou baixo por isso.

Olhou-a de lado e apertou os punhos. Como aquela mulher podia ser tão linda, mesmo acamada e com um semblante tão doente?! Tornava tudo mais difícil. – Você está bem? Devíamos pedir um chá, ou algo assim... – Mas ele negou. Não queria mais ninguém dentro daquele quarto. Há muito não aproveitava a presença da esposa e não estava disposto a abrir mão de sua intimidade por um chá!

– O que eu quero dizer é que... Eu fui um idiota! – Não era o que ele queria dizer, mas pareceu convencê-la.

Naruto ajoelhou-se em frente à cama da esposa, que pasmou. – Vossa majestade! – Ela exclamou chocada. – Por favor, levante-se! – Mas ele negou; puxou-lhe as mãos e beijou-as delicadamente.

– Por favor! – Implorou. – Sei que fui um idiota! Sei que não sou digno de pena, mas ainda assim... – Ele estreitou os olhos. – Por favor, me perdoe. – E fitou-a decididamente. – Por favor, eu imploro... Perdoe esse idiota!

– E- Eu não tenho o que perdoar!

– Por favor, Hinata! – Ela apertou os punhos, fechou os olhos e suspirou.

– Isso é extremamente desnecessário... Sou sua esposa...

– Você é minha cúmplice! – Ele tornou a beijar suas mãos, e a moça sentia com se seus dedos fossem derreter. – É mais do que uma esposa... É mais do que qualquer pessoa neste lugar...

– Não mais que a senhorita Haruno. – Ela murmurou rancorosa, e Naruto sorriu.

– Muito mais que ela. – Garantiu, e por algum motivo, ela soube que ele não estava mentindo. – Então... – Ele tornou a se sentar ao seu lado; alisou seu rosto e fitou-a de maneira intensa e agonizante. – Não se afaste... – E Hinata soube que não podia dizer não. Era simplesmente incapaz de negar algo a ele, à pessoa que amava.

– Eu não vou... – Prometeu hesitante. O loiro lhe sorriu; alisou suas faces delicadamente, como se ela fosse de porcelana, e admirou-a.

– Juro por minha vida que vou confiar em você... Juro pela alma dos meus pais que, nem que eu tenha que mover o mundo, eu irei protegê-la. – Ela assentiu lentamente, atordoada com toda aquela aproximação.

O nariz dele tocou o seu, e só então ela notou que ele estava gradativamente chegando mais perto. Roçou-os carinhosamente. Hinata fechou os olhos, e ainda que lhe doesse à alma (porque, de alguma forma, ela não conseguia parar de pensar que tudo aquilo se dava ao fato de que Sasuke e Sakura estavam apaixonados, e Naruto sentia-se só), permitiu-se ser beijada.

Um beijo carinhoso, que infelizmente não durou muito. O guarda que substituía Shino entrou desastradamente, sem antes bater à porta, e só percebeu seu deslize após flagrar o casal. Ainda assim – mesmo que estivesse vermelho de constrangimento – ele fingiu não ver nada quando anunciou Tsunade e Kiba.

Aproveitando-se do estado atordoado da esposa, Naruto permitiu-lhes a entrada, e não saiu de perto da rainha até que ficasse claro para o senhor Inuzuka que eles haviam se reconciliado.

Tsunade sorriu abertamente ao vê-los tão próximos. – Nós interrompemos algo? – Ela não conseguiu esconder a felicidade.

Hinata enrubesceu, e baixou a cabeça. Divertido, Naruto beijou-lhe a testa antes de se levantar. – Tudo bem, vovó. Você veio vê-la, não é? – A loira anuiu. – Obrigado por isso. – A princesa deu os ombros e se aproximou; sentou-se ao lado da adoentada – que parecia querer desmaiar – e começou os clássicos procedimentos médicos.

Enquanto isso, Naruto se aproximou do rival. Sorria como se estivesse satisfeito, e bateu nos ombros do filho do conde amigavelmente. – Eu sou realmente grato por ter ficado ao lado da minha esposa nesses dias. – O maldito sádico murmurou. – Mas devia diminuir suas visitas... As pessoas podem começar a falar. – Kiba revirou os olhos.

– Está muito confiante para alguém que passou a última semana trancado no escritório enquanto a esposa recebia o antigo noivo. – E então lhe sorriu. – Está te matando, não é? O fato de não conhecer a intensidade do nosso relacionamento. – Sua majestade enrijeceu, e olhou-o como se fosse capaz de matá-lo. – Você nem confia nela, não é mesmo? – Naruto hesitou.

Seu avô pervertido o tinha ensinado muitas coisas, e uma das mais importantes – ao menos pela percepção do Uzumaki – fora “nunca confie plenamente em mulheres”... Mas ele não se sentia desse jeito – pelo menos não mais – em relação à Hinata. – Isso pode funcionar com ela. – Respondeu-lhe calmamente; cruzou os braços e voltou a olhar para as mulheres. – Sabe, o seu veneno. – E olhou-o de canto. – Mas não vai funcionar comigo. – Garantiu. – Porque eu confio na Hinata.

~

Kasumi amava Itachi, e Itachi amava Kasumi. Mas ainda assim, por algum motivo, a relação daqueles dois nunca conseguia manter-se tranquila por muito tempo.

Depois da cena que a esposa havia protagonizado, ele definitivamente havia gasto sua última gota de paciência, e pela primeira vez desde que haviam se conhecido, mandou-a se afastar.

Como Kasumi prezava muito a sua paz conjugal – embora não parecesse, na opinião do marido – ela o obedeceu sem questionamentos. Mas eles eram casados, então naturalmente não podiam ficar longe um do outro por muito tempo.

Quando o conselheiro, cansado e irritado, retornou ao quarto àquela noite, ela estava visivelmente ansiosa. Inicialmente, encontrava-se sentada próxima à janela, mas bastou o barulho da porta se abrindo para que se levantasse imediatamente.

Ele ficou surpreso por vê-la acordada, mas fingiu não se importar. Seguiu até a cama, sentou-se e tirou os sapatos. – Você já devia estar dormindo. – Disse casualmente.

– Eu não consegui. – Ela estava visivelmente ansiosa; apressou-se para sentar-se ao lado do marido, no intuito de ajudá-lo a se despir.

O Uchiha aceitou a ajuda, mas mantiveram-se em silêncio por todo o tempo. – Vou banhar-me. – Decidiu quando estava livre das roupas, e sua esposa sentiu-se incomodada. Itachi não era o tipo de homem que costumava negligenciar as necessidades da esposa.

Ela se levantou apressada, e envolveu-o num abraço carinhoso enquanto ele estava de costas. O homem suspirou. – Itachi...

– Não diga nada. – Não era um pedido. Quando finalmente se virou para encará-la, estava furioso. – O que te deu na cabeça?! Bater no rei...? Por acaso enlouqueceu?! – Ela enrubesceu; desviou o olhar, constrangida – não pelo que tinha feito, porque não se arrependia, mas pelo olhar culposo que ele lhe lançava.

– Ele é uma criança mimada, mereceu aquilo. – Os olhos negros dele se estreitaram; segurou-a pelo rosto firmemente, e obrigou-a a olhá-lo.

Você é uma criança mimada. – Disse rudemente. – É você a pessoa egoísta, não ele. Como pôde?! – Kasumi conseguia sentir a mágoa implícita na voz do marido, e isso a desolou. – Como você pôde fazer isso comigo?! Não com ele, mas comigo! Sequer pensou nas consequências que sua crise pode me trazer?! – Ela não conseguiu responder. – Não! Não pensou! – Ele acusou. – Porque nunca pensa em mim!

– Itachi, querido... Eu não estava pensando... – Ela tentou amansá-lo com carícias, mas ele se esquivou. – Por favor, meu amor... – Tornou a abraçar sua cintura.

– Por Deus, Kasumi... Quantas vezes eu te pedi prudência? Você é a esposa de um conselheiro... A dama de companhia da rainha... – Ele alisou os cabelos, exasperado. – E ainda assim, comporta-se como uma selvagem. – Foi como se seu mundo caísse.

Lentamente, Kasumi soltou o aperto, e gradativamente afastou-se do amado.

Itachi sabia que a tinha magoado, mas estava irritado demais para tentar contornar a situação, portanto, seguiu para banhar-se, deixando-a sozinha.

Sozinha, mais uma vez...

Ela deixou-se cair sobre a cama, e encolheu.

Seus olhos castanhos pareciam vidro enquanto ela encarava a vela que estava distante o suficiente para que ela não conseguisse soprá-la.

Selvagem.

Sim, ela era uma selvagem.

Podia vestir-se como uma dama, podia falar como uma dama e até se comportar como uma dama, mas era uma selvagem. Estava marcada como uma, desde que podia se lembrar. E aquilo era estupidamente doloroso.

Quando Itachi retornou, ela não pareceu perceber. Ele foi até a vela e a apagou, não sem antes lançar um olhar discretamente preocupado em direção à amada.

Ele sabia que tinha sido grosseiro, sabia que a tinha machucado, mas estava tão irritado, que não conseguiu dizer uma palavra de desculpas.

Por que ela era tão inconsequente?!

A maior preocupação do senhor Uchiha, obviamente, era a situação da esposa perante os olhos do rei. Não acreditava que Naruto fosse fazer qualquer mal a ela, mas isso porque era Naruto. Qualquer outra pessoa exigiria uma retaliação. E ele nunca, jamais permitiria que ninguém fizesse mal à sua mulher.

Kasumi sentiu-o deitar-se ao seu lado, mas não conseguiu se mover. Não conseguiu nem piscar. – Amanhã você vai ajudar sua cunhada com os preparativos do casamento. – Ouviu-o dizer.

– Desculpe... – Sua voz saiu trêmula, chorosa. – Devia procurar alguém mais delicada. – Por mais que tentasse parecer indiferente, sua voz saiu um murmúrio magoado.

– Você vai. – E aquela foi sua palavra final.

~

Era quase madrugada quando Nagato, Yahiko e Konan enfim conseguiram chegar à Konoha, depois de longuíssimas semanas viajando sem parar. Mas ainda que fosse tarde sabiam que alguém estaria acordado, então não hesitaram em bater à porta da base providenciada na capital do país do Fogo.

O próprio Tobi os atendeu, e depois dos cumprimentos de praxe, seguiram até a sala de reuniões improvisada na sala de jantar da casa velha, onde todos os Akatsuki que estavam na residência foram convocados. – Você precisava mesmo nos acordar? – Deidara reclamou entre um bocejo longo. – É hora do meu sono de beleza. – Tobi não o honrou com uma resposta, e seguiu para o seu próprio lugar, na ponta da mesa.

– Vocês demoraram mais do que deviam para chegar. – O líder observou, e viu Yahiko estreitar os olhos.

– Sei que para você, tudo o que importa é conquistar o país do Fogo, mas nós somos a liderança da vila da Chuva, temos que cuidar dos assuntos de lá, antes de qualquer coisa.

Puderam ver, pela máscara, que os olhos negros do Uchiha reviraram. – De qualquer forma, agora nós estamos aqui. – Nagato tentou ponderar. – Vamos agir o mais rápido possível. Saímos esta noite mesmo. – Todos se surpreenderam quando Tobi negou. – Como assim?!

– Por acaso está nos fazendo de idiotas, Tobi?! – Yahiko questionou com a voz alta, levantando-se com irritação. Ele nunca havia gostado daquele homem. Nem gostado, nem confiado. Mas o maldito era inteligente, perspicaz e sabia de coisas que eles jamais sonhariam.

– Simplesmente não acredito que seja o melhor momento. – O moreno lhes falou. – Um casamento está sendo preparado. Seria terrível se interrompêssemos. – Yahiko estreitou os olhos.

– Você definitivamente está nos fazendo de idiotas. – Concluiu com amargura na voz. – Se fosse para esperar, porque reclamar da nossa demora?! – O líder riu.

– Bem, foi um casamento às pressas, eu nem podia imaginar... – Ninguém pareceu dar crédito à suas palavras, então, com um longo suspiro, ele explicou-se: — Os amigos mais íntimos de sua majestade, Sasuke Uchiha e Sakura Haruno, serão os felizardos. Se chegarmos à Torre em sua ausência, tudo ficará mais fácil.

– Pensei que Itachi Uchiha fosse o problema. – Sasori disse casualmente, mas o outro negou.

– Sakura Haruno é de Suna, existe um grande risco de ela reconhecê-lo.

– Mas qualquer um que esteve na festa pode me reconhecer. – O ruivo olhou-o como se aquilo fosse óbvio.

– Muito bem observado. – Obito concordou. – O que me faz lembrar que você deve voltar para a vila da Chuva atrás de coisas a fazer. – O subordinado anuiu. – Mas ainda há a possibilidade de ela reconhecer Deidara.

– Eu não sou de Suna! – O loiro exclamou como se aquilo tivesse sido uma ofensa.

– Mas sua ficha é bem suja por lá. – O mais velho o lembrou, fazendo-o sorrir.

– Não posso discordar. – Obito suspirou longamente.

– Sasuke Uchiha é o melhor amigo do rei, ele pode bem influenciá-lo a não nos receber. Não acredito que Itachi faça isso.

– Você está muito confiante. – Yahiko murmurou de cara fechada, mas o Uchiha negou prontamente.

– Não estou sendo confiante. Conheço o tipo de Itachi, e ele conhece o nosso tipo. Não se manda embora uma organização que conseguiu a independência de uma vila indo contra seu próprio país... Ele sabe que nós temos força. – E então ele percebeu que os olhos castanhos de Konan não paravam de encará-lo. – Algum problema?

– Existe algo além do que nos contou, não é? – Ele estreitou os lábios. Malditas fossem as mulheres de grande atenção! – Se nos contar, nós podemos aceitar mais facilmente. – Ela ponderou.

– Não existe outro problema. – Garantiu, pondo um ponto final naquela parte da discussão, antes de começar a falar sobre o plano que havia engenhado na ausência dos três.

~

Naruto mal podia acreditar no tamanho de sua má sorte.

Havia levado uma eternidade até que Tsunade e Kiba Inuzuka deixassem o quarto de Hinata, mas quando ele enfim pensou que poderia ficar em paz, quando finalmente podia ter uma conversa decente com a esposa com quem não falava há dias, outros visitantes inesperados surgiram.

Certo. Na realidade, não eram visitantes tão inesperados assim.

Tratavam-se dos irmãos Sabaku. Como amigos de infância da noiva, foram convocados ao casamento e, naturalmente, convidados a dispor das acomodações da Torre, se assim desejassem.

Naruto havia tido esperanças por alguns dias sobre a possibilidade de que, graças ao curto período do convite, eles não pudessem comparecer, mas todas suas elas se esvaíram quando Sasuke foi até os aposentos de Hinata, avisando o rei que estavam na torre.

Ele havia cogitado usar a esposa doente como desculpa para não comparecer àquelas falsas boas vindas, mas imaginou que, além de imaturo, seria imprudente de sua parte, então, assim que arranjou companhia para a rainha, saiu com Sasuke em seu encalço, na direção de uma das milhares de salas de estar daquele lugar.

~

Embora fosse muito admirado por sua inteligência e coragem (qualidades que haviam lhe rendido o título de Kazekage), Gaara Sabaku nunca foi de fazer amigos. Na realidade, era até bastante solitário.

Não era nem tímido, nem imprudente. Simplesmente não gostava de falar.

Sakura Haruno não era sua amiga mais íntima, mas ele lhe gostava muito. Haviam passado boa parte da infância juntos, e tinham idades muito próximas, portanto, era natural que ele não tivesse nenhuma oposição em comparecer ao casamento – até mesmo porque a senhorita Haruno casar-se-ia com alguém de importância relevante, e era preciso mostrar respeito.

No entanto, hesitou muito ao receber o convite do Rei do Fogo. Hesitou pelo simples motivo de que Naruto definitivamente não lhe demonstrava nem a mínima afeição, e embora achasse a companhia da Rainha deveras agradável, dificilmente conseguiria se sentir confortável com a situação. Ainda assim, de alguma forma, Temari conseguiu colocar-lhe na cabeça – como, ele não sabia dizer – que era tudo uma má impressão.

A senhorita Sabaku estava especialmente ansiosa para retornar à Konoha – ainda que eles tivessem estado lá há tão pouco tempo – e insistiu tanto, e utilizando todos os argumentos possíveis, fossem eles relevantes ou não, que conseguiu convencê-los – aos irmãos – a estarem ali, sentados em um dos confortáveis sofás da Torre.

O primeiro a recebê-los foi Shikamaru Nara, um dos novos conselheiros, o homem que os havia tirado da forca. Ele sustentou uma boa conversa, embora não muito animada, e estendeu o assunto até que Naruto e Sasuke chegassem à sala.

Não houve muito diálogo depois disso.

Naturalmente, os irmãos Sabaku mostraram seus agradecimentos ao convite de sua majestade, e cumprimentos ao noivo – que se desculpou pela ausência de Sakura, Itachi e Kasumi, que já dormiam àquela hora. – Oh, é natural. Não se preocupe com isso, não nos importamos tanto com formalidades. – Kankurou garantiu. – Sabemos que é tarde, tentamos chegar mais cedo, mas as estradas estavam molhadas. – Sasuke disse: “Sim; as chuvas estão terríveis”, e as conversas pararam por aí.

– E como está a rainha? – O Kazekage tentou perguntar, quando percebeu que não havia mais assuntos em comum.

Aquele, no entanto, pareceu ser um assunto infeliz.

Naruto estreitou os olhos de uma maneira muito desconfiada, e encarou o ruivo como se ele tivesse acabado de desafiá-lo. Aquilo o constrangeu – e a todos na sala, na realidade – mas o rei foi muito calmo quando respondeu: — Ela está bem.

– Já dorme? – O loiro negou.

– Estávamos juntos, quando vocês chegaram. – Sasuke revirou os olhos ao perceber a estúpida crise de ciúmes do amigo. Ele não podia fazer isso com o líder de uma nação aliada!

Então, esforçando-se muito para não espancá-lo diante de todos, pigarreou. – Na verdade, — ele disse com um tom lamentoso – sua majestade está adoentada. Não vem se alimentando corretamente há um bom tempo, então se encontra indisposta. – E colocou um sorriso na cara. – Mas tenho certeza de que ela adoraria estar aqui. – Temari, que até então parecia focar sua atenção no conselheiro presente, virou-se bruscamente, com brilho surpreendente nos olhos.

– Será um bebê?! – Ela perguntou com animação na voz. Dois segundos depois, ela constrangeu-se pela impulsividade e falta de prudência, mas a verdade era que, desde que havia descoberto que Hinata os havia defendido, Temari sentiu-lhe um imenso carinho.

– Não, não acreditamos que seja um bebê. – Sasuke respondeu cautelosamente, e depois de olhar para Naruto e vê-lo pálido – o que não deixava as coisas mais discretas – completou: — Mas sempre há a possibilidade, então vamos esperar. – O loiro tentou forçar um sorriso, tal como o amigo.

– Bom, é tarde. – Shikamaru disse de repente, após perceber o constrangimento do rei, e o esforço de Sasuke e conter toda aquela situação estranha. – Eu os guiarei até seus aposentos. – Os irmãos Sabaku não ficaram menos contentes com aquela interferência.

Eles levantaram-se, despediram-se com educadas mesuras e se retiraram ao encalço do Nara.

Bastou a porta se fechar para que Sasuke e Naruto respirassem, aliviados. O Uchiha coçou a nuca, e virou o rosto parcialmente, para encarar o melhor amigo com os severos orbes negros. – Você é um grande idiota. – Os olhos azuis se estreitaram.

– Ele está interessado na minha esposa! – Acusou com um tom moderado.

– A esposa por quem não está apaixonado? – O Uchiha provocou-o com um meio sorriso estúpido, e Naruto fechou a cara. – Vamos. Eu vou me casar daqui a dois dias. – Suspirou longamente. – E minha mãe vai me sufocar até lá.

–... Você não devia reclamar. – Foi o que o loiro lhe disse depois de alguns segundos de silêncio. A seriedade em sua voz assustou o outro. – Eu queria que minha mãe me sufocasse. – O Uchiha não respondeu de imediato. Envolveu o ombro do outro amigavelmente, e sorriu-lhe.

– É para isso que você tem a minha.

~

Os dias passam rápido quando se está ocupada, e em um piscar de olhos, o grande dia da vida de Sakura Haruno havia chegado.

Ela estava em um quartinho do templo, tensa, olhando para o espelho cumprido enquanto Shizune e Kasumi lhe vestiam em um quimono branco de tecido bonito que a haviam ajudado a escolher.

Em questão minutos, toda sua vida mudaria. Ela passaria de órfã estrangeira para nora Uchiha, esposa do segundo filho de um duque importante, e aquilo era tão... Assustador. A partir de agora, ela seguiria em prol da família do marido, e apenas isso.

A partir de agora eles comandariam sua vida.

Um exemplo desse fato era o casamento feito às pressas, todo organizado de maneira oriental, mesmo que a noiva sonhasse em usar o vestido da mãe quando subisse ao altar. Ela sequer conseguiu dar sua opinião sobre quê arranjos usar na decoração do Templo! Era tudo tão apavorante...

Ela havia passado os últimos dias sobre a constante presença da senhora Uchiha.

Embora o ideal fosse ser acompanhada por sua sogra, a verdade é que Mikoto estava ocupada demais cumprindo os deveres que deviam estar sendo cumpridos pelo marido, que – por sorte – não estava presente.

Nos três dias em que havia passado ao lado Kasumi, ela pôde notar que as gritantes diferenças em suas educações.

Sakura, definitivamente, não tinha sido criada para ser uma esposa ideal. Muito menos uma esposa ideal para um filho dos Uchiha!

E a senhora de Itachi, contrariando todos os comentários maldosos de seu futuro marido, mostrou-se estupidamente perfeita. Era surpreendentemente habilidosa em tudo que fazia: tinha bom gosto com tecidos, vestidos, arranjos; um paladar sofisticado, e um comportamento tranquilo e prudente, quando em público.

E essas qualidades eram terríveis para a autoestima de uma pobre noiva sem instruções. – Já é a hora. – Sua futura cunhada disse-lhe, tirando Sakura de seus devaneios. – Sasuke está esperando. – E não foi preciso dizer mais nada para que a noiva se apressasse.

A cerimônia em si não foi muito diferente da de Naruto e Hinata, mas para a felicidade dos noivos, era muito mais modesta.

Pouquíssimas pessoas foram convidadas: apenas os amigos mais íntimos de Sasuke e Sakura, mais alguns nobres esnobes que a duquesa, embora não gostasse, sentiu-se obrigada a chamar.

O senhor e a senhora Hyuuga, que haviam bancado todo o casamento, naturalmente foram convidados a apadrinhar a união, e o casal acabou por cumprir os deveres dos falecidos pais da agora antiga senhorita Haruno.

Mas, apesar dos pesares – da pressa, da ausência de seu marido e principalmente dos motivos que levaram seu pobre filho a casar-se tão cedo com alguém que ele mal conhecia -, a verdade é que Mikoto estava feliz. No fim das contas, aquele casamento havia sido muito bom.

Mikoto nunca foi de julgar alguém por seu status. Acreditava que nem título, nem herança, nem fortuna formavam o caráter de um homem, mas ficou realmente orgulhosa por ver tantas pessoas importantes prestigiando seu filho mais jovem. Estavam lá: O Rei e a Rainha do Fogo, os Conselheiros, a princesa Tsunade e até mesmo os governantes do país dos Ventos (uma ligação que, ela tinha que admitir, dava muitos pontos à senhorita Haruno em relação à sociedade preconceituosa em que viviam)! Além de uma corja de nobres abutres que fingiam não achar aquela união um absurdo.

Mas, além de o fato de Naruto parecer tão preocupado com a esposa, e muito além de tantas presenças supostamente superiores, Mikoto estava feliz porque soube no exato momento em que os olhares de Sakura e Sasuke se cruzaram que a senhorita Haruno estava verdadeiramente apaixonada.

Isso era ótimo, porque afastava a ideia de que a moça não passava de uma interesseira que estava se aproveitando da situação. Ela simplesmente queria ficar ao lado de seu menino, e para a duquesa, era impossível odiar alguém que parecia ter um sentimento tão puro por um de seus filhos.

Sasuke havia se apaixonado apenas uma vez. Após o retorno de sua missão suicida, mostrou-se muito interessado em uma moça. Também era uma médica, e ao que parecia, havia lhe salvo a vida, mas desde que Itachi e Kasumi começaram a zombar-lhe, parou de falar nela.

Mikoto acreditava que Sasuke não aceitaria se casar – mesmo em uma situação tão delicada quanto a pressão imposta pelo senhor Hyuuga – com uma mulher que não pudesse fazê-lo feliz. Assim como o pai, era egoísta demais para tal.

Ele podia não gostar tanto dela – e a duquesa apostaria sua vida que ele pensaria eternamente na mulher que lhe salvara -, mas gostava o suficiente, e o fato de ela amá-lo já era meio caminho para a felicidade do novo casal.

Depois da cerimônia, os presentes foram convidados até uma recepção discreta, mas muito elegante na mansão Uchiha. E quanto mais Sakura conhecia sua nova família, mais assustada ela ficava. – Parece que você vai desmaiar. – Naruto zombou quando foi cumprimentá-la.

– Isso é assustador. – Ela admitiu em tom baixo. O loiro lhe deu um sorriso sádico, que fez sua esposa abafar uma risada.

– Eu sei. Passei por isso. Foi muito pior.

– E foi mesmo. – Hina concordou, e os dois trocaram um sorriso divertido.

Sakura ficou realmente satisfeita ao notá-los tão próximos. – Sei que sou a noiva, mas vocês não deviam perder tempo comigo. – Ela lhes disse, puxou uma mão de cada um e juntou-as, fazendo o casal real corar. – Deviam dançar.

– Não deviam não. – Foi Sasuke quem respondeu, ele havia aparecido repentinamente, por trás da esposa, que se sentiu enrubescer ao senti-lo envolveu-lhe a cintura. – Eles não podem dançar antes de nós.

– Mas posso apostar que estão mais ansiosos pela dança deles do que a nossa. – O rapaz deu os ombros.

– É a tradição, senhora Uchiha. – Sak sentiu o rosto queimar. – Então, se quer mesmo que eles dancem... – Ofereceu-lhe a mão direita, que ela timidamente aceitou.

– Ele está tão feliz... – Hinata suspirou de maneira sonhadora, depois de os recém casados se afastarem. – Eu nunca vi o Sasuke desse jeito. – E então se arrependeu de suas palavras, mas quando se virou para pedir perdão, notou que sua majestade não estava nem triste, nem desanimado. Só parecia... Preocupado. – Algum problema? – Questionou-o com hesitação. Naruto olhou-a de soslaio.

– O seu pai pagou o dote da Sakura, não é? – A moça concordou. – E os gastos com o casamento. – Ela tornou a anuir. Começava a se sentir constrangida e temerosa, pois não queria mais uma discussão. Para sua surpresa, ele não se mostrou irritado, nem revoltado com os arranjos. – Fez bem. – Disse calmamente. – Se não fizesse, eu mesmo daria um jeito de fazer. – Ela se surpreendeu com a resposta; sentiu o rosto enrubescer e desviou o olhar para que ele não notasse sua estúpida alegria. – Mas, ainda assim... – Ele suspirou. – Estou preocupado. – Confessou, fazendo-a olhá-lo mais uma vez. – Já que o conhece melhor, talvez saiba responder... Qual vai ser a reação do duque, quando descobrir? – Os olhos perolados baixaram tristonhos, e o silêncio de Hinata foi a pior resposta que ele podia esperar. – Tão ruim assim?

– Talvez pior. – Foi Shikamaru quem disse; ele se aproximava com a senhorita Sabaku (eles estavam grudados o tempo inteiro!). – O comandante não é tão gentil quanto à duquesa. – Ele avisou. – Não acredito que a vida da senhorita Haruno fique melhor, quando ela vier morar nesse lugar. – Os olhos cor de uísque de Temari queimaram em preocupação.

– Por que pensa assim, Shikamaru? – Ela perguntou assustada.

– Porque eu conheço aquele homem. – Deu os ombros. – Ele é muito rígido, seja com seus subordinados, ou seus filhos. Nunca aceitaria um casamento desfavorável à sua família.

– Por favor, não seja tão radical. – Hinata pediu timidamente. – Se ele fosse tão terrível, não permitiria que Itachi e Kasumi se casassem. Ele preza, acima de tudo, o bem de sua família.

– Assim como o seu pai. – Hinata sabia o que aquela frase queria dizer.

“Assim como seu pai, que a jogou para os braços de um desconhecido, apenas pelo título”, era o que Shika estava pensando. E, por ser verdade, ela não conseguiu pensar em nada para respondê-lo. – E, sobre o casamento de Itachi e Kasumi... Eu nunca entendi muito bem, — confessou – mas acredito que o comandante só tenha permitido para evitar os falatórios que se espalhavam na cidade.

–... Começo a me preocupar com Sakura... – O loiro murmurou com a voz tensa.

– Não é necessário. – Itachi surgiu repentinamente, calmo e tranquilo. – É bem verdade que meu pai é cruel, rígido e preconceituoso. – Ele murmurou antes de beber um gole de sua taça com vinho. – Mas veja. – E apontou para o casal; eles dançava próximos, mas com a envergonhada típica de apaixonados. – Sasuke é louco por minha nova cunhada. – Sorriu orgulhosamente enquanto falava. – Não permitirá que ela seja injustiçada.

~

Por estar chateada, Kasumi se isolou de tudo e todos, trancada dentro da biblioteca com a filha nos braços. Havia usado a clássica desculpa de que sua menina precisava de sua atenção, e teve muito sucesso em se afastar dos convidados.

Ao menos era isso o que ela pensava.

Ela ficou furiosa ao ver Kakashi adentrando na biblioteca como se fizesse parte da casa, mas por Sasuke, por Mikoto e especialmente por Itachi, ela segurou a língua e não verbalizou os desaforos que passaram por sua mente. Pelo bem de seu casamento, pelo bem de seu amado, ela precisava aprender a controlar o seu gênio. – Eu estava te procurando. – O comandante do exército falou-lhe cautelosamente.

– Agora me achou. – Ela tentou ser o mais calma possível. Kakashi sorriu.

– Estamos sozinhos, não entendo o porquê da mansidão. – Ela revirou os olhos castanhos e tornou a ninar a filha.

– O que você quer, Kakashi? – Questionou com impaciência. Percebeu que ele hesitou um pouco antes de responder, com outra pergunta:

– Você por acaso foi visitar o túmulo de seus pais? Levou flores? – A moça o olhou como se a resposta fosse óbvia, mas ele ainda parecia querer ouvir.

– É claro que não. – Disse-lhe, rudemente sincera. – Não tem sentido eu ir até lá. Nunca os conheci, nem sei se são meus pais de verdade. – E deu os ombros. Para a sua surpresa, sua resposta não rendeu um longo sermão do antigo tutor, como acontecia em sua infância, quando ela se recusava a acompanhá-lo para a visita semanal à sua suposta família. O Hatake continuou em silêncio, pensativo e até um pouco pálido. -... Você está bem? – Ela quis saber quando o silêncio perdurou por muito tempo.

Sua pergunta pareceu despertá-lo, pois o homem balançou a cabeça, pigarreou e prosseguiu um pouco constrangido: — Você devia ir. – Lhe disse. – Pode não acreditar, mas eles são sua família... Devia, ao menos, levar sua filha. – Mas aquele sermão improvisado não a enganou.

Kasumi estreitou os olhos, desconfiada; deixou a filha dentro do cercadinho de madeira e levantou-se. – O que aconteceu? – Quis saber.

– Bom, logo será o aniversário de sua irmã. – Ele tentou ser convincente, e até seria, se ela não o conhecesse. Kakashi não gostava dela, então nas poucas vezes em que ele conseguia ser agradável, mentia. – Mikoto a conhecia bem, posso apostar que lhe levará uma oferenda. Você devia acompanhá-la. Devia levar a pequena Akane. – Sugeriu. A senhora Uchiha anuiu lentamente, mas ainda tinha os olhos semicerrados.

Ainda assim, Kakashi curvou-se educadamente, e fingindo não perceber sua desconfiança, retirou-se.

~

A recepção não perdurou por mais de três horas, graças às nuvens que ameaçavam chuva. Mas mesmo que o tempo parecesse horrível, Naruto não conseguiu não se sentir enjoado ao ver a carruagem estacionar à sua frente.

Ele já havia andado naquela coisa por duas vezes, só naquele dia, e acreditava que não conseguiria aguentar o estômago se fizesse uma terceira. Então, após avisar à esposa, se aproximou de Kakashi – que seria o seu guarda pessoal durante a ausência de Sasuke – e pediu-lhe que lhe entregasse seu cavalo.

Gaara não pôde deixar de perceber que o cavalo que surgiu era a bela égua puro sangue que ele mesmo havia lhe presenteado, e aproximou-se para rever o animal. – Por acaso vai cavalgar? – Ele questionou casualmente. Naruto hesitou, mas anuiu.

– Não me sinto muito confortável dentro de carruagens. – Disse cauteloso.

– Ora, então somos dois! – O ruivo sorriu-lhe. – O senhor poderia, por favor, também me arranjar um cavalo? – Pediu à Kakashi, que concordou prontamente antes de se afastar. – Se não incomodar, gostaria de acompanhá-lo. – Naruto só pôde sorrir falsamente diante daquela situação constrangedora.

Gaara notou isso, mas fingiu que não.

O ruivo se aproximou mais, alisou a crista da égua com um sorriso orgulhoso. – É um belo animal, não? – Naruto não pôde discordar.

– O meu favorito. – Confessou. – Foi um presente incrível, sou muito grato.

– Ela veio de terras distantes... Ouvi dizer que a chamavam de Sophia, mas nunca me preocupei em aprender os nomes de meus animais.

– É um belo nome... – Naruto respondeu simplesmente, e então o silêncio se alongou.

– Não gosta muito de mim, não é? – O Sabaku questionou repentinamente, fazendo-o enrubescer. – Por favor, não negue. Está nos seus olhos. – Gaara insinuou com um sorriso que beirava à maldade, divertido pelo constrangimento do outro, mas então, nesse instante, Kakashi chegou com um cavalo negro.

– Eu e Itachi vamos acompanhá-los. – O Hatake informou. – Por segurança, vamos contornar a cidade. – Eles concordaram.

– Sua majestade, a senhora Uchiha, os senhores Sabaku seguirão em uma carruagem com Shikamaru.

– E meus avós?

– Estarão logo atrás. – Naruto concordou prontamente, e subiu à égua no mesmo instante em que Gaara subiu ao cavalo.

– Dê-nos um bom espaço. – O Kazekage instruiu. – Sua majestade e eu precisamos conversar sobre algumas coisas. – O guarda anuiu, e assim foram.

Kakashi estava à frente dos cavalos dos governantes, e Itachi cobriu-lhes a retaguarda. Eles cavalgavam a uma velocidade mediana, e embora os guardas mantivessem uma distância discreta, demorou muito até que eles retornassem o assunto. – Então... – Foi Gaara quem começou. – Posso perguntar por que não gosta de mim? – Naruto hesitou muito antes de responder.

– Não podemos dizer que nos conhecemos de maneira convencional. – Ele imaginou ser a resposta ideal, mas não convenceu o Kazekage.

– Então ainda desconfia de nós? – O rei negou imediatamente, fazendo o ruivo rir. – Então não consigo entendê-lo. – O loiro estreitou as sobrancelhas, desconfortado com a situação. – Será que pode ter alguma relação com o fato de a rainha ter-nos defendido? – A hesitação de Naruto foi sua resposta, mas ele não soube o que dizer diante daquilo.

–... Não gosto da maneira como olha para minha esposa. – O rei confessou. – É como se estivesse me afrontando. – E fitou-o. Se ele queria um diálogo sincero, teria um diálogo sincero.

Gaara reduziu a velocidade do cavalo, e Naruto – assim como os guardas – o imitou. – A rainha é uma criatura encantadora. – O Sabaku tentou ser cauteloso, mas estava visivelmente desconfortado. – É bela, inteligente e tem uma força de vontade que eu jamais imaginei estar presente em uma mulher. – Ele coçou o rosto, constrangido.

Naruto bufou. – Só pode estar querendo ser enforcado. – Murmurou para si mesmo, mas Gaara pôde ouvi-lo. – Falando desse jeito da mulher dos outros... – O ruivo pigarreou.

– Sinto muito se deixei minha admiração transparecer. Definitivamente não era a minha intenção. – Mas os olhos azuis reviraram.

– Kazekage, o senhor praticamente a despia com os olhos. – O rei reclamou com a voz frustrada. – Mesmo hoje, acha que não vi como olha para ela? – Aquilo o constrangeu muito.

–... Quando fui posto no cargo de governador... – Gaara começou cautelosamente. – O senhor Hyuuga veio até Suna em uma suposta visita de negócios. Eu era muito jovem, mas pude notar que ele queria... Bem... – Estreitou as sobrancelhas. – Convencer-me a cortejar sua filha. – Naruto estreitou os lábios.

Hiashi Hyuuga podia ser um maldito, quando queria. – Eu não fui... Digamos... De acordo com suas expectativas. Como nós temos bons negócios, ele não insistiu mais na ideia. – E tornou a pigarrear. – Quando eu conheci a senhorita Hyuuga...

– Uzumaki. – Naruto corrigiu instintivamente.

– Uzumaki. – O ruivo concordou envergonhado. – Enfim, quando vi sua majestade... Tenho que confessar que me arrependi profundamente. – E olhou-o nos olhos. – Eu adoraria ter me casado com ela. – Confessou. Naruto estava a ponto de fazer com que Sophia, a adorada égua branca do senhor Sabaku, se jogasse contra ele, mas conteve a vontade de matá-lo ali mesmo. – Mas eu não me casei, você casou. – Ele baixou a cabeça. – Nossas nações são aliadas desde antes de nascermos. Nossos pais, nossos avôs e nossos bisavôs foram amigos, e eu não quero quebrar essa relação. – E tornou a fitá-lo. – Então, peço perdão. – Ele curvou a fronte. – Prometo ser mais discreto com a rainha, e mais respeitoso ao rei. – Naquele momento, as finas gotas começaram a engrossar, e eles viram-se obrigados a cavalgar à alta velocidade.

– Se você olhar para minha esposa de novo, — Naruto exclamou alto, tentando vencer o barulho da chuva. – eu juro que vou matá-lo! – Gaara sorriu, e imaginou que só uma pessoa muito idiota ameaçaria o governador do país dos Ventos. – Mas vou confiar em você. – Decidiu. – Agora, mudando de assunto.. Por acaso tem alguma ideia de como proteger a plantação dessa chuva insuportável?

~

Sakura nunca se sentiu tão tensa quanto agora.

Mikoto havia sido muito atenciosa por vesti-la dentro da majestosa camisola vermelha que Kasumi havia escolhido, e extremamente gentil por lhe dar alguns conselhos sobre como ela devia se comportar quando Sasuke chegasse ao quarto. Sakura havia perdido a mãe muito cedo, e havia sido criada dentro de um orfanato religioso, então, naturalmente, nunca havia tido aquele tipo de instrução.

Inicialmente, a nova senhora Uchiha estava sentada sobre a penteadeira, posteriormente, rodeava o quarto, mas assim que ouviu a porta se abrir, apressou-se em sentar-se na cama.

Sasuke já estava banhado; ele usava um quimono simples, negro com o símbolo Uchiha nas costas, quando entrou no quarto. Sorriu ao vê-la ali; a imagem de Sakura sentada à sua cama o agradava imensamente.

Fechou a porta tendo o cuidado de trancá-la, e depois seguiu para o meio do quarto. – Pode me ajudar com isso? – Ele pediu, referindo-se às suas vestes. A rosada enrubesceu, mas obedeceu-o prontamente. – Anda muito nervosa nos últimos dias, senhora Uchiha. – Ela sentiu o peito queimar. Ele parecia se divertir muito ao chamá-la daquele jeito.

–... Muitas coisas para absorver em pouco tempo... – Respondeu enquanto retirava-lhe a parte superior das vestes, e sentiu o coração acelerar ao ver o tronco nu do amado, não apenas por ele ser forte e ter músculos tão bem definidos, mas pelo fato de ter tantas cicatrizes. Como uma boa médica, ela não pôde resistir o impulso de deslizar o indicador por uma delas.

– Espero que minha cunhada tenha ajudado... – Enquanto dizia, o guarda envolvia sua cintura. Sakura imediatamente sentiu-se nervosa.

– Ela ajudou, mas... – O “mas” o surpreendeu.

– Mas...? – Instigou-a. Sakura enrubesceu, e olhou para o chão.

– Acho que não sou tão boa quanto ela... – Confessou extremamente constrangida. Sasuke sorriu gentilmente, e ergueu o queixo da esposa.

– Isso é ótimo. Eu não suportaria uma esposa como Kasumi. – Disse-lhe com um ar descontraído, mas Sakura suspirou.

– É claro que você suportaria... A senhora Uchiha é perfeita. – A sobrancelha de Sasuke estreitou-se de maneira duvidosa. – O que? É verdade! Ela se comportou como uma mulher perfeita.

– Você se lembra da surra que ela deu no Naruto, apenas por ele não ter ficado ao lado da esposa, certo? – A sobrancelha rósea se estreitou.

– Eu teria feito o mesmo, se tivesse coragem. – Murmurou com irritação, fazendo-o rir.

– Se você a acha perfeita, deveria dizer-lhe. Kasumi tem sérios problemas com autoestima. – Os olhos verdes arregalaram-se surpresos.

Sasuke sabia que, se ela pudesse, falaria de Kasumi, Itachi, Naruto e Hinata a noite inteira, mas ele não estava disposto a isso, então antes que ela pudesse fazer mais um comentário, selou-lhe os lábios.

Sentiu-a tremer em seus braços, e embora estivesse um pouco surpresa no começo, aos poucos se rendeu ao beijo do marido, que se viu muito satisfeito por isso.

Sasuke enlaçou as pernas da esposa e cuidadosamente a pegou no colo, sem parar o beijo. Sentiu-a alisar seu rosto, e pôde notar que ainda tremia.

Levou-a até a cama, deitou-a e só então se afastou.

Sakura quase podia ouvir seu coração. Ela o viu se afastar, livrar-se da parte inferior do quimono e sentiu o corpo paralisar.

Deus, a hora estava chegando.

Ela se lembrou da duquesa avisá-la de que havia uma pequena possibilidade de ela se machucar, mas ao vê-lo ali, com os grandes atributos que o Divino havia lhe concedido, imaginou que a possibilidade pudesse ser um pouco maior.

“Coragem!” O seu cérebro comandava. “Coragem!”, mas ela simplesmente não conseguia sentir coragem.

Ela se sentou subitamente, tão assustada que sua respiração falhava. Sasuke mordeu o lábio inferior para evitar uma gargalhada, e se aproximou cautelosamente. – S- Sasuke-kun! – Ela exclamou antes que o marido pudesse alcançá-la, mas ele não parou. – N- Nós estamos... Estamos cansados... – Ele ajoelhou-se na cama. – Talvez devêssemos esperar um pouco? – Pediu com um sorriso hesitante, e foi respondida com um sorriso malicioso que a fez estremecer.

Sasuke beijou-a docemente, desarmando-a completamente. Deslizou as mãos grandes por sua cintura carinhosamente. – Você sabe que não deve pedir esse tipo de coisa ao seu marido, certo...? – Ele questionou entre seus lábios. – Especialmente na noite de núpcias... – E tornou a beijá-la, impedindo qualquer chance de resposta.

O rapaz continuou a avançar, o que a obrigou a se deitar; deslizou as mãos de sua cintura até seus quadris, e ergueu a saia da camisola cumprida de um jeito que conseguisse facilmente ajeitar-se entre as pernas dela. – Vai doer muito, não é? – Ela choramingou, arrancando-lhe mais um sorriso.

Aproximou o rosto ainda mais, e trilhou beijos suaves por seu rosto e pescoço, até os ombros da moça. – Vai... – Respondeu com sinceridade, mas antes que o medo arrebatador pudesse fazer com que Sakura fugisse pela janela, ele apalpou seu seio esquerdo, paralisando-a completamente. – Mas você vai gostar. – Garantiu-lhe enquanto baixava as alças finas da camisola.

Sakura sentiu o rosto enrubescer, e o mundo sumiu quando ele fez a coisa que ela podia considerar a mais constrangedora do universo, abocanhando-lhe um dos seios. Ela arfou baixo, e encolheu-se. Seu estômago estava congelado, um misto de ansiedade, medo e excitação.

Ele rodeou, mordiscou e sugou seus mamilos, e embora sempre fosse carinhoso, e ela sentisse seu corpo arquejar a cada toque, não conseguia pensar em algo mais vergonhoso do que aquela situação.

Até ele provocá-la da maneira mais covarde que um homem podia provocar uma mulher virgem e inexperiente.

Começou inocentemente, com carícias e apertões na coxa esquerda, sua perna estava flexionada sobre a cama; lentamente, a mão subiu; ele arranhou levemente a parte inferior de sua coxa, fazendo com que a rosada sentisse cócegas, e só parou quando alcançou seu íntimo. Sak enrubesceu, e até tentou se esquivar, mas tremeu quando o sentiu pressioná-la no ponto mais sensível do corpo.

Ela gemeu tão alto que quis se matar. Definitivamente era uma péssima ideia passar a noite de núpcias dentro da casa da sogra.

Ele tornou a pressioná-la, mais forte, e começou a massageá-la gentilmente, fazendo qualquer pensamento puro sumisse da mente da moça; ela tornou a gemer, agora mais baixo. – Você gosta disso? – Viu-a assentir atordoada e sorriu; aos poucos, invadiu-a com um dos dedos, e sentiu-se deliciado ao vê-la se encolher.

Sakura o abraçou, trêmula, e puxou-o para si. Sasuke mordeu-lhe os lábios tentadoramente, e depois lhe beijou o lábio inferior, provocante; as carícias ficaram mais firmes, e apressadas; ele tornou a beijar seus seios, e quanto mais ele a tocava, menos ela conseguia pensar. Ela ouvia-se murmurar “mais”, mas não conseguiu se sentir envergonhada.

Ela estava tão quente, tão doce, tão... Ele gemeu ao senti-la molhada. Deus, como ele poderia resistir àquilo? Como pôde ficar tanto tempo perto dela, sem tocá-la, sem beijá-la?

A lembrança o desesperou, e ele capturou seus lábios de maneira feroz. Sak retribuiu ao beijo de maneira igualmente desesperada, mas então ele afastou as mãos.

Ela quis gritar com ele, mandá-lo voltar ao que estava fazendo, mas sentiu o corpo paralisar ao vê-lo ajeitar o monstro. Só de ver sua expressão o fez rir. – Relaxe... – Ele pediu, e beijou sua testa carinhosamente. – Se você ficar com medo, só vai piorar. – Sakura pensou saber daquilo não era um bom jeito de se acalmar.

Sasuke estreitou as sobrancelhas, incomodado com o rosto pálido da esposa e deslizou a língua pelo seio direito na tentativa de distraí-la.

Funcionou.

Sak tornou a arfar e se encolher, ele mais uma vez brincou com seu mamilo; deslizou as mãos por sua cintura, calmamente, gentilmente, e ergueu seu tronco; ajeitou-se e, num impulso quase selvagem, penetrou-a com tanta força que sentiu rasgar sua virgindade.

Sakura não gritou, ela berrou. E não foi de prazer.

Sasuke estreitou os lábios, irritado consigo mesmo. Não queria machucá-la, mas a verdade é que, embora ele tivesse aparência e fama, não costumava sair com muitas mulheres, e as poucas da vida com quem já havia dormido não eram nem de longe virgens, então ele nunca teve que se preocupar com esse tipo de coisa. – Desculpe... – Pediu sinceramente, e tornou a beijar-lhe o rosto.

Sak fungou. – Eu não pensei que ia ser tanto... – Ela choramingou, e ele suspirou. – Por favor, podemos parar? – Mas ele negou; não soube como, mas conseguiu se controlar, e manteve-se imóvel dentro dela. – Isso dói muito, Sasuke-kun...

– Eu sei, eu sei... – Ele limpou suas lágrimas com os lábios. – Desculpe, eu fui um bruto. – E alisou-lhe o rosto. – Mas não podemos parar agora... – Ela não conseguia entender, e começava a magoar-se. – Eu vou com calma... – Prometeu.

– Mas... Mas... – Ele beijou-lhe a testa mais uma vez, amorosamente.

– Confie em mim... – Pediu num murmúrio que a conquistou. Lentamente, a jovem anuiu, e o sorriso dele fez seu coração palpitar. Sasuke tornou a beijá-la, e ela percebeu que o amava tanto que estaria disposta a qualquer coisa.

As mãos da senhora Uchiha deslizaram lentamente pelos braços de seu marido, até sua nuca; ela emaranhou os dedos nos cabelos negros sedosos e puxou-o para si, e aos poucos, cauteloso e cuidadoso, ele começou a se mover.

~

A carruagem real foi obrigada a parar no meio do caminho, graças a um comboio de homens vestidos com mantos negros montados sobre cavalos negros.

Era uma parte isolada da cidade, então pouquíssimas pessoas caminhavam por ali – e nenhuma delas tinha coragem suficiente para se aproximar.

Os cocheiros foram até os indivíduos, mas quando voltaram para avisar os passageiros, não pareciam muito animados. – Eles querem falar com sua majestade. – O homem avisou à Shikamaru, e Hinata empalideceu.

O que um bando de homens suspeitamente encapuzados podia querer com seu marido? Boa coisa não podia ser.

Ela sentiu-se aliviada por Naruto não estar ali, mas então, ao enxergar a pequena Akane adormecida nos braços da mãe, sentiu o pânico invadir suas entranhas.

E se aqueles fossem os terroristas? – Eu vou até lá. – Shikamaru decidiu imediatamente, mas Kasumi o impediu de sair, segurando-o pelo antebraço.

– Você vai ficar aqui. – Ela comandou com os olhos castanhos decididos. – Eu vou até lá. – O conselheiro estava a ponto de questionar a sanidade mental da mulher, mas ela então prosseguiu: — Você precisa ficar. – Disse calmamente. – Para que em qualquer eventualidade proteja a senhorita Sabaku e Hinata.

– Se é assim, eu vou. – Kankurou ofereceu de imediato.

– Não. Quanto mais homens aqui, mais protegidas estarão as moças. Além disso... – Ela sorriu-lhe desafiadoramente. – Você perdeu para o esquadrão do Shikamaru. – O Nara estreitou os olhos, irritado pela imprudência da senhora.

– Não seja estúpida, Kasumi! Esses homens podem ser perigosos. – Ela suspirou longamente.

– E é exatamente por isso que eu vou. – Deu os ombros simplesmente. – Se há uma possibilidade de baixarem a guarda, é na presença de uma mulher. E você sabe que eu sou tão boa quanto o próprio Sasuke. – Temari notou que Shikamaru não fez menção de contradizê-la, e surpreendeu-se. – Me arranje uma adaga. – Pediu apressada, e o conselheiro a obedeceu. Todos a viram esconder a arma na meia, num lugar discreto o suficiente para não levantar suspeitas.

– Vá com cuidado. – Ele pediu. – Itachi me mata se algo acontecer com você. – A morena concordou, deixou a filha nos braços de Hinata e despediu-se de todos com um olhar confiante, antes de descer da carruagem e andar com uma expressão tranquila na direção dos indivíduos.

Tobi foi o único a descer do cavalo; ele andou na direção da moça, e eles pararam a uma distância de três metros, tanto da carruagem quanto do comboio.

Ele baixou o capuz, revelando uma máscara cinzenta diferente da que havia usado na coroação, mas mesmo assim, Kasumi sentiu o sangue fugir de seu rosto.

Ela reconheceu os olhos negros imediatamente.

Eles eram vazios, inexpressivos, cheios de dor, e ela soube imediatamente que era ele. – Papai...! – Tapou os próprios lábios; sentia seu corpo tremer, e estava a ponto de chorar.

Mas antes que ele pudesse entender aquela situação, antes que ele pudesse compreender que aquela era a pequena Kasumi, Jiraya surgiu, já empunhando uma arma, o que o obrigou a fazer o mesmo. – Com que direito vocês interferem na rota da realeza?! – O velho perguntou furioso.

– O que houve com o direito de ir e vir? – O mascarado questionou debochado, e o mais velho estreitou os olhos.

– Senhora Uchiha, afaste-se. – Ele comandou, mas ela não conseguiu fazê-lo. Não conseguia sentir nenhum de seus músculos, estava paralisada. – Senhora Uchiha!

– Não será necessário. – Um dos cavaleiros se aproximou montado. – Nós não vamos fazê-los mal. – Ele disse calmamente, antes de afastar o capuz negro e revelar-se. – Viemos em paz, mestre. – Jiraya empalideceu, e tudo o que conseguiu pronunciar foi:

– Nagato!

Notas finais
Então, o que acharam do momento love-love SasuSaku? Eu achei super fofo, enquanto escrevia. Espero que vocês também achem. Foi bem complicado escrever hentai, há tanto tempo não fazia isso... Fiquei super constrangida, enquanto digitava, mas de alguma maneira, consegui! XD ~ Acho que alguns leitores vão ficar decepcionados com a atitude do Gaara (muitos esperavam que a Hinata chifrasse o Naruto com outro poderoso, mas francamente, a ideia é absurda! XD). Na verdade, eu nunca pensei em desenvolver nada entre eles (romanticamente), mas eu gosto muito do Gaara, então não temam: ele não vai sumir da história. ~ Enfiiim~... Akatsuki pondo seu plano maligno em ação! o/ Não sei como vou escrever o próximo capítulo com tanta coisa pra fazer, mas eu vou me esforçar! ~ Obrigada a todos que comentam a fic! E sinto muito aos que não pude responder. ;-; Mesmo assim, continuo pedindo: deixem suas dúvidas, críticas e sugestões! O review é o combustível do autor, então façam a tia Candy feliz! ~ Até semana que vem, floquinhos de açúcar! Espero que tenham curtido! sz~