The Killers- Interativa

10 Capítulo 9- Tudo por Uma Garota...


Notas iniciais
Olá pessoal, olha eu só não postei ontem porque a internet estava super ruim, mas espero que gostem.

Class Trial

O corpo de Klev Bisharp foi encontrado na biblioteca. Ele foi morto provavelmente por um facão ou algo do gênero, as marcas de sangue no chão da biblioteca sugerem que o corpo foi arrastado. Havia uma poça de sangue junto a porta que indicava que ele fora morto ali.

Quem é o assassino?

° ° °

Natsuri Kurama

Tecnológica de Nível Super Colegial

“Não se pode mudar um homem de um dia para uma noite, mas sim com anos de convivência.”

O elevador começou a descer com um rangido, meu coração palpitava, nós tínhamos conseguido acertar da primeira vez, será que acertaríamos da segunda? Toda essa apreensão me deixava nervosa, as pistas deixadas na biblioteca não dariam pra dizer quem era o assassino e ter de desconfiar de um dos outros é muito ruim.

Eu estava tremendo, poderia jurar que iria desmaiar, mas duas mãos me seguraram, era Ryan. Ele sorriu para mim e não me soltou:

– Não desmaie agora, nós precisamos de você- ele riu.

– Tudo bem, foi só uma tontura, já passou.

– Tem idéia de quem é o assassino?- ele cochichou junto ao meu ouvido, não queria que ninguém escutasse.

– Não, não tenho a mínima idéia.

– Tenho certeza que um dos nossos amiguinhos já deve saber.

Olhei para os outros, todos tentavam olhar para o chão e olhavam uns para os outros disfarçadamente, ninguém queria acreditar que aquilo tinha acontecido de novo. Nem mesmo eu, porque eu tinha que estar ali? Se soubesse que seria tão sofrido devia ter sido morta logo no primeiro dia, iria me poupar de muita coisa.

O elevador parou e as portar se abriram automaticamente, todos fechamos olhos por conta da iluminação exagerada produzida pelo lustre de cristal que havia ali. Entramos sem conversar e fomos aos nossos devidos lugares. Agora nos lugares de Sea e Klev estavam placas do tamanho exato deles com suas fotografias e um X vermelho no rosto. O Monokuma desceu da sua plataforma, ele ria e saltitava como uma criança na noite de natal:

– Olá desgraçados, acho que começou de novo não? Upupu, adoro esses momentos de debate.

– Idiota- balbuciei...

– Falou alguma coisa Natsuri-san?

– Não falei nada.

– Então ótimo, podem começar o nosso segundo Julgamento Escolar, que decidirá o assassino de Klev Bisharp. Ai, essa emoção é tão grande como a de um urso num rio cheio de salmões- ele suspirou como se estivesse sentindo prazer- a quanto tempo eu não como salmões.

– Podemos começar, por favor- resmunguei.

– Ah! Sim, podem começar, vocês tem três horas, já sabem as regras.

Class Trial

– Droga, esse assassinato não tem pistas suficientes, como vamos saber quem raios é o assassino?- gritou Crucius- ele deve ter sido bem cuidadoso.

– Mas podemos analisar o que temos- disse Adari- no cartão eletrônico diz que a hora da morte foi entre uma e duas horas da manhã, nesse horário a festa já tinha terminado.

– E o assassinato aconteceu mesmo na biblioteca, então todas as pistas que nos levem ao assassino estavam lá- completou Joey- podemos dizer que qualquer um poderia ter matado ele.

– Não nós- disse Esther- todas as meninas estavam na festa do pijama, então todas elas tem um álibi.

– Uma de vocês saiu de festa, nem que fosse pra ir buscar comida?- perguntou Carlos.

– Eu e a Natsuri fomos buscar os pijamas das outras, nós todas dormimos no quarto da Aya- disse Kanoto- só nós.

– Se vocês duas estiverem agindo em dupla, vão falar de tudo pra nos confundir- gritou Carlos- vocês mataram o Klev!

– Calma aí grandão- disse Aya- apenas um pode se graduar, ser cúmplice de alguém é idiotice.

– Desculpem- ele sussurrou.

– Tudo bem- disse Adari- é melhor voltarmos ao julgamento. Vamos analisar todas as pistas como fizemos no último. A primeira é...

{Pista N°1- Assassino é Homem}

– Considerando o álibi das garotas só podemos deduzir que o assassino é um homem, isso descarta mais ou menos a metade dos suspeitos- disse Joey- e os homens também não fizeram nenhuma festa do pijama, o que significa que nenhum de nós tem um álibi, qualquer um poderia ter matado o Klev.

– Mas e se uma das meninas saiu quando as outras dormiram e matou o Klev?- perguntou Carlos- nesse caso ela teria um álibi e poderia disfarçar que era a assassina.

– Não, todas nós fomos dormir depois do horário da morte, seria impossível que uma de nós saísse- disse Nina com um sorriso- e mesmo que uma das garotas tivesse saído sem que os outros percebessem, não teria dado tempo dela ter cometido o crime, trocado de roupa e voltado pra festa.

– Ou seja, o assassino é um homem- eu disse- um de vocês matou o Klev.

– Essa pista é muito vaga- disse Adari- vamos para a próxima!

{Pista N°2- Corpo foi arrastado.}

– Podemos deduzir pela segunda pista que o corpo foi arrastado, havia rastros no chão que levavam desde a porta até a o local onde o corpo foi encontrado- disse Ryan- Klev não era muito pesado, então qualquer um de nós poderia ter arrastado ele.

– Mas porque o assassino o arrastaria?- perguntei- se ele já tinha cometido o crime poderia ter deixado tudo onde estava.

– Essa é mesmo uma incógnita- disse Adari- com toda certeza o assassino queria despistar alguma coisa, ou simplesmente, nos confundir em relação a isso.

– Espere- gritou Esther- talvez, ele não tivesse matado o Klev junto a porta... Exatamente.

– Como assim?- perguntou Adari.

– Ele teria achado que tinha matado o Klev e quando viu o que fez, tentou de alguma forma esconder o corpo em meio ao desespero, mas ele viu que Klev ainda estava vivo e terminou de matá-lo, saindo do local.

– É uma explicação plausível- disse Joey- isso explicaria o motivo do corpo ter sido arrastado, mas havia uma quantidade muito grande de sangue junto a porta, seria um pouco difícil que Klev ainda estivesse vivo.

– Vamos aceitar a explicação da Esther pelo menos por enquanto- disse Daniel- acho melhor irmos para a terceira pista, a arma do crime.

{Pista N°3- Facão}

– A arma do crime foi sem dúvidas o facão o que encontramos ainda preso junto ao corpo do Klev- disse Adari- o corte que o matou e o diâmetro da lâmina são idênticos, então podemos assumir que aquela foi a arma do crime.

– Mas onde o assassino conseguiu aquele facão?- perguntou Daniel- afinal, aquela arma não estava disponível em nenhum local do colégio.

– É mesmo- disse Kanoto- não teria como ele ter conseguido aquela arma dentro da escola.

– Na verdade teria sim- eu disse- todos nós ganhamos aquelas caixas do Monokuma, e eu tenho certeza que uma delas poderia conter o facão.

– Então nesse caso é fácil descobrir qual de nós é o assassino- disse Tyler- basta que cada um traga o que ganhou, aquele que não tiver nada é o assassino.

– Você acha mesmo que alguém chegaria aqui de mãos abanando?- riu Daniel- eu poderia pegar qualquer coisa e dizer que foi aquilo que eu ganhei.

– Mas o Monokuma sabe quem ganhou o facão não foi?

– Claro que eu sei- disse o urso- mas não vou dizer... É segredo! Mas eu poderei dizer se vocês tiverem um suspeito concreto o que ele ganhou. Mas vocês ainda não têm, Upupu.

– É melhor voltarmos a analisar as pistas, ele não vai nos ajudar, está louco pra ver o nosso sangue sendo derramado- eu disse- mas e se nós fossemos no quarto de cada um e víssemos, não teria como o assassino pegar qualquer coisa em tão pouco tempo.

– Não seria de todo mal, mas aposto que o assassino deve ter substituído por outra coisa- disse Joey- nesse caso seria apenas uma perda de tempo muito grande.

– Então vamos recapitular, sabemos que o assassino usou um facão para matar o Klev, tentou esconder o corpo arrastando-o pela biblioteca e vendo que ele ainda estava vivo o matou de vez. É tudo o que temos até agora.

– Mas e se o assassino trouxe essa arma de fora da escola?- disse Rachel- ele poderia muito bem não ter precisado usar o “presente do Monokuma”.

– Está insinuando que temos um serial killer aqui?- perguntou Nina.

– Bom, foi apenas uma dedução- ela sorriu meigamente- É melhor acreditarmos que ele ganhou.

– Vamos à próxima pista- disse Adari- estamos perdendo tempo demais.

{Pista N°4- Foto da família de Klev}

– Na cena do crime estava uma foto que o Klev tinha nos mostrado antes na festa- disse Aya- mostrava ele e sua família.

– E o que essa foto tem envolvimento com o resto- perguntou Ryan- poderia estar ali apenas por acaso.

– É, poderia, mas acho que ela não estava ali apenas por uma mera coincidência- disse Adari- haviam marcas de sangue nelas, como se alguém tivesse pegado ela com os dedos sujos de sangue, provavelmente o assassino.

– E porque ele pegaria a foto?- perguntei.

– Talvez o intuito dele não fosse o de pegar a foto- disse Kanoto- mas sim, ele estivesse atrás de algo que estivesse nos bolsos de Klev, encontrou a foto e a jogou no chão.

– Então essa simples foto revela muita coisa- disse Joey- significa que Klev tinha algo que pertencia ao assassino.

– E o que seria?- perguntou Tyler.

– Gente, ta na cara, cada um de nós recebeu o segredo de outra pessoa não foi?- perguntei, todos assentiram positivamente- o assassino estava atrás do papel que continha o seu segredo para destruí-lo.

– Então esse era o motivo do assassino- disse Adari- esconder um segredo obscuro, sempre soube que acabaria assim.

– Então isso explica a quinta pista.

{Pista N°5- Papel Rasgado}

Então podemos deduzir o que aconteceu. Klev tinha um segredo terrível em mãos, então ele foi chantagear o seu assassino, mas tudo o que recebeu foi ser esfaqueado até a morte.

– É melhor não ficarmos pensando em como ele foi assassinado- eu disse- já se passou meia hora e ainda não temos nem mesmo uma pista concreta que nos leve ao nosso possível assassino.

– Estamos perdendo tempo, de que adianta saber que ele tinha um segredo- disse Crucius- isso não diz quem é o assassino.

– Alguém trouxe o papel?- perguntei.

– Eu trouxe- disse Adari retirando do bolso um saco plástico cheio de pedaços de papel- mas as letras estão praticamente ilegíveis, não dá pra saber o que é.

– Estamos perdidos- disse Ryan- vamos morrer.

– Temos de pensar em alguma coisa pessoal- disse Esther- talvez um de nós se lembre de algo que possa resolver todo esse problema.

– Espere- disse Carlos- eu falei com o Klev ontem, por volta das meia noite e quarenta, ele estava saindo do quarto dele e passou no meu quarto...

Mono Files

Os barulhos da porta ecoaram por todo o quarto, apressados. Carlos levantou-se e a passos curtos e sonolentos foi até a porta, abrindo-a deu de cara com a face empalidecida de seu amigo:

– Klev? Aconteceu alguma coisa?

– Não, é que eu não estava conseguindo dormir, então vim te entregar isso- ele ergueu um pedaço de papel para o lutador- é um desenho que eu fiz.

– Não precisava, você é mesmo bom nesse negócio de desenhar. Está com cara de quem está apressado, vai a algum lugar.

– Não, eu estou só tomando um ar, estava indo a biblioteca para ver se eu encontrava algum livro interessante.

– A essa hora da noite, você detesta livros.

– Por isso mesmo, eles me dão sono- Klev sorriu- te vejo pela manhã... eu espero.

– Disse alguma coisa?

– Não, nada!

° ° °

– Seu idiota- gritou Aya- você sabia disso esse tempo todo e não falou nada?

– De início eu estranhei, mas não achei que fosse importante, achei que a morte dele foi apenas um acaso, mas agora tudo faz sentido, ele foi encontrar-se com alguém na biblioteca.

– Acho melhor irmos para a próxima pista.

{Pista N°5- Poça de Sangue}

– Havia uma poça de sangue junto a porta da biblioteca- disse Adari- em minha opinião, isso deve reforçar a idéia de que ele foi morto junto a porta e arrastado já morto até o local onde o corpo foi encontrado.

– Mas isso não explica o motivo pelo qual ele foi arrastado se já estivesse morto- disse Joey- então acho melhor acreditarmos que ele ainda estava vivo quando foi arrastado.

– Talvez- Crucius começou a falar- aquela poça fosse falsa, o assassino estava querendo esconder alguma coisa e arrastou o corpo para aquele local para nos despistar.

– É, faz sentido, mas como ele conseguiria fazer uma poça de sangue falsa?- perguntei.

– A enfermaria tem um refrigerador com bolsas de sangue, bastaria utilizar uma delas- disse Aya- mas o que o assassino estaria escondendo, e por quê?

– Ele deve ter perdido algum objeto pessoal- disse Esther- algo que ele usava sempre e que indicaria que ele era o assassino, ele deve ter achado que tinha perdido em algum lugar junto a porta.

– Então isso muda tudo o que tínhamos pensado até agora- disse Joey- a poça não era falsa, Klev foi morto junto a porta, e como o assassino perdeu algo lá, mudou o corpo dele de lugar, pois ele sabia que nós investigaríamos apenas aquele local e ele teria a oportunidade de retirar o objeto uma outra hora, talvez ele ainda esteja lá.

– Mas que tipo de objeto poderia ser?- perguntou Ryan.

– Poderia ser uma pulseira, um brinco, algo que fosse fácil de perder, mas não poderia ser “qualquer” objeto, teria de ser algo que o assassino usasse freqüentemente.

– Não consigo me lembrar de nada- disse Kanoto- afinal a gente muda de roupa diariamente certo? Não consigo imaginar algo que um de nós tenha usado todos os dias.

– Na verdade tem sim- disse Adari- a nossa sétima e última pista!

{Pista N°7- Broche}

– Encontrei esse broche embaixo de uma das prateleiras, se eu não tivesse olhado direito nem teria percebido que ele estava lá.

Era um broche de ave, provavelmente uma águia ou algo do tipo, mas não dava pra ver direito, estava sujo de sangue e danificado, provavelmente foi arrancado na luta entre o assassino e a vítima, não me lembro de ter visto aquele broche em lugar algum.

– O tempo está correndo- disse Monokuma- é melhor se apressarem!

– De todo modo, esse broche está um tanto amassado e tem um pouco de tecido junto a ele, está sujo de sangue o que indica que ele foi arrancado da roupa do assassino, uma parte dele foi arrancada por isso não consigo ler o nome que está abaixo, mas posso perceber que começava com “D”.

– “D”?- disse Aya- então só pode ter sido o Daniel.

– Eu?- o atleta parecia um tanto surpreso- mas eu nunca usaria um broche tão esquisito como esse.

– Onde você estava ontem a noite?- perguntou Crucius- você tem algum álibi?

– Eu estava no meu quarto, por quê?- Daniel disse em tom irônico- acha que eu iria perder meu tempo pra matar aquele idiota?

– Mais respeito com os mortos!- falou Carlos- ele não está aqui pra se defender.

– Você está se entregando- gritou Crucius- afinal de contas, você usava aquele broche!

– Mentira- gritou Adari- acabei de me lembrar, esse broche com toda certeza não pertence a Daniel Fray!

– Como?- perguntou Aya- então de quem é.

– Ele pertence ao nosso querido amigo, Crucius Seamakker.

– Meu?- Crucius gritou surpreso, seus olhos se arregalaram, aposto que ele não esperava por essa.

– Sim, eu me lembro de você usar um broche de águia no dia da festa quando estávamos arrumando as mesas.

– E como você tem certeza que esse é o meu broche?- ele disse em tom irônico.

– Você me disse que NUNCA tirava o seu broche, e, no entanto vejo que ele não está em seu casaco- riu Adari- e outra, esse “D”, não seria de “Dominadora”? É o nome da sua gangue não é?

– Estão insinuando que eu matei o Klev? Eu não tinha nenhum motivo pra matá-lo. E-eu nunca matei ninguém na minha vida. E, aliás, não tem nenhuma outra pista contra mim.

– Na verdade tem uma coisa de que só agora eu me toquei- Adari sorriu retirando do saco com os restos do papel uma minúscula partícula- aqui estão às siglas “C. S.”, os segredos tem a sigla do nome do seu dono. E só consigo pensar que essas são de Crucius Seamakker.

– Você está errado! Eu não sou o assassino do Klev, na verdade ele pode ser qualquer um de vocês- Crucius estava ficando cada vez mais irritado, estaria se entregando?

– Então, vamos associar as outras pistas a você- disse Joey- primeiro, o assassino era homem, e você pelo que vejo é um homem. Você teria força suficiente para arrastar o Klev e o segredo pelo que vejo pertence a você! Além disso, o broche que você sempre usa estava na cena do crime destruído e sujo de sangue, como você explica isso?

– Deve ter sido apenas uma coincidência, vocês estão se enganando e vamos todos morrer se vocês me acusarem. E ainda tem a arma do crime! Como podem saber se ela era minha?

– Simples- eu gritei- Monokuma, o Crucius é um suspeito concreto, qual foi o presente dele?

– Ah! O do Crucius foi escolhido com muito carinho, era um facão lindo de prata, com o símbolo do gavião no cabo e...

– Já basta- eu disse- vamos ao seu quarto Crucius? Tenho certeza de que o seu presente ainda deve estar lá, não é mesmo?

Ele parou estatelado, seus olhos fitavam algum ponto inimaginável no espaço. Sua boca queria articular alguma palavra, mas nenhum som audível podia sair dela. Em sua testa estava escrito “culpado”.

– Natsuri, poderia fazer o resumo do caso para nós, por favor?- pediu Adari.

– Com muito prazer...

Klev Bisharp, havia recebido como presente do Monokuma, o segredo terrível de um dos outros alunos. Ele resolvou que deveria conversar com o dito estudante, o mesmo, revoltado com a situação e com a possível exposição de seu segredo, armou-se do facão que havia recebido e assassinou Klev na porta da biblioteca, mas Klev havia reagido antes de ser morto arrancando assim o broche do assassino, como o tal broche indicaria que ele era o assassino, ele modificou a cena do crime para poder procurar o seu broche. Mas um dos estudantes encontrou o broche antes dele, e graças ao restante das pistas, ele foi descoberto, não é mesmo... Crucius Seamakker?

– Sim- ele respondeu friamente- fui eu, eu matei o Klev!

– Monokuma- disse Adari- comece a votação!

– Claro, todos vocês podem votar com o botão a frente!

Todos nós votamos, não conseguia acreditar que justo o Crucius, que se dizia tão honesto, podia ser um assassino.

– Vocês disseram que o assassino era Crucius Seamakker... está CORRETO!

– Crucius?- Kanoto olhou para ele com os olhos marejado, ela não queria acreditar que era ele- porque você fez isso.

– Eu não tive escolha, ele ameaçou contar pra todo mundo, me chamou de monstro, eu enlouqueci!

– Você não teve alternativa?- perguntei- Que segredo tão grave é esse que ninguém pode saber!

– Ah! Deixa eu contar?- Monokuma gritou- Adoro esses momentos, o segredo é simples. Aconteceu quando Crucius ainda era novato na liderança de gangues, ele se apaixonou por uma moça, mas o amor não foi correspondido, então ele fez o que seus instintos mandavam fazer... a estrupou!

Todos ficaram surpresos, então Crucius era um... estrupador? Ele mantinha a cabeça baixa, como ele teve coragem?

– Crucius! Você...- Kanoto não conseguia articular uma única palavra- você é um... um monstro! Um assassino.

– Eu era um estúpido! Eu amava ela- lágrima começaram a rolar pelo rosto do dela- eu a queria só para mim.

– E quem era essa garota?- perguntei- qual o nome dela.

– Era um ano mais velha que eu, estudava nesta escola, e o nome dela era...

– Sinto muito meus amiguinhos, mas o tempo corre e chegou a melhor hora de todas. A hora de cumprir as regras, se o assassino for descoberto, ele será punido!

– Não- gritou Kanoto- deixe ele terminar de nos contar.

– Sinto muito queridinha- ele retirou o seu martelinho vermelho de algum lugar- mas eu preparei uma punição especial para o nosso Líder de Gangues! Chegou o momento esperado, A Hora da Punição!

Game Over

Crucius Seamakker

Crucius foi pego em flagrante.

Começando a punição.

War of Gangs

Crucius foi jogado em um cenário que mais lembrava a uma rua, diversas latas de lixo estavam jogadas pelo chão, havia lojas destruídas e locais totalmente em chamas. De repente, em cada extremo da rua surgiram grupos de robôs que lembravam aos membros da gangue de Crucius. E eles começaram a desferir tiros uns contra os outros, deixando Crucius no meio do fogo cruzado. O garoto jogou-se atrás de algumas lixeiras tapando os ouvidos, as balas tilintavam. Foi quando robô despercebido surgiu perto dele.

Crucius acertou a cabeça do robô com a tampa da lata de lixo, a força colocada foi forte o suficiente para arrancá-la, ele pegou a arma do robô e começou a atirar para todos os lados, as cegas, ele gritava como um louco em meio aos tiros. Quando ele finalmente descarregou a arma inteira, viu que tinha destruído todos os robôs, ajoelhou-se com os olhos marejados, teria sobrevivido? Não, pois Monokuma surgiu ao seu lado vestido como um mestre da máfia, ele segurava uma pistola apontada para a cabeça de Crucius. E antes que o garoto reagisse, Monokuma disparou, fazendo com que o sangue de Crucius respingasse pelo chão da rua.

° ° °

– Crucius... Porque você foi tão idiota!- Kanoto gritava e se esperneava- você não precisava ter matado ele seu burro.

– Agora é tarde garotinha, seu amiguinho está morto... Upupu!

– Por que você não deixou que ele falasse o nome da garota?- perguntei- tem algo de secreto nisso tudo.

– Você se intromete muito nas coisas Natsuri, isso ainda será sua ruína. Agora voltem aos seus aposentos, preciso limpar a bagunça e sangue com fluidos de robôs não deve ser nada fácil de limpar.

– Seu masoquista- falei enquanto saía a passos duros, se um dia eu descobrir quem está por trás disso acabarei com ele e com todos os que estiverem envolvidos.

° ° °

Mono Files

– Que foi Crucius não para de olhar pra aquela garota- riu um dos membros da sua gangue- vai me diz que está apaixonado.

– Cala a boca seu infeliz- ele continuou admirando a loira- ela é linda... E eu sou capaz de fazer qualquer coisa por ela.

– Ela estuda na Topo da Esperança, esse tipo não se envolve com líderes de gangue.

– Mas em breve eu serei o maior líder de todos e estudarei na mesma escola que ela.

– Tudo isso pra namorar essa garota?

– Para tê-la nos meus braços, eu sou capaz de qualquer coisa.

° ° °

Alunos (12/16)

Miranda Taylor –X-

Sea Daliver –X-

Klev Bisharp –X-

Crucius Seamakkers –X-

Notas finais
Quatro leitores conseguiram acertar quem era o assassino, quem será essa garota misteriosa?