The Killers- Interativa
9 Capítulo 8- Uma Festa Nada Feliz
Notas iniciais
Adari Addolarata
Detetive de Nível Super Colegial
“Mentes vazias em corpos vazios resultam numa pessoa sem vida.”
Festas... De início achei que era tudo brincadeira, apenas uma daquelas pegadinhas, mas ao ver as caixas na recepção... Acho que ele deve estar planejando algo, talvez algum motivo a mais... Não, ele deve mesmo é estar tentando criar o cenário perfeito para um assassinato, mas não creio que alguém terá chances de matar outra pessoa.
Tudo vai ocorrer bem, talvez essa festa venha até a acalmar os nossos ânimos. Eu particularmente estou uma pilha de nervos desde o último assassinato, comecei a desconfiar de todos- o que é compreensível- e olhe só, estou até tentando desvendar o passado deles. Claro que sem sucesso nenhum...
No entanto, pelo pequeno tempo de convivência que tive, posso deduzir algumas coisas nos meus colegas, pode ser horrível, mas eu fico imaginando como eles fariam se um dia resolvessem matar alguém, matar alguém durante a festa. É isso, tenho que impedir que alguém morra durante a festa, criar uma medida preventiva para que ninguém tenha a oportunidade de assassinar outra pessoa.
A festa será depois de amanhã, então eu terei tempo suficiente para pensar num modo de manter todos em segurança, não quero ter que examinar outro corpo, o corpo de uma pessoa que eu conheço. Já examinei uns dois cadáveres antes, mas eram de pessoas que eu nunca tinha visto na vida, então não foi algo muito assustador, mas eu conhecia a Miranda, pouco, mas eu a conhecia. Uma garota meiga e gentil.
Ela chegou a me contar um pouco de seu passado. Seus pais nunca deram atenção a ela, ela própria nunca os tratara como pais, e para suprir essa necessidade ela começou a agir como enfermeira no colégio, pois assim ela poderia dar aos outros o amor que ela nunca recebeu. E assim ela começou a trabalhar como enfermeira no orfanato, e ela quase me revelou um segredo, mas devia ser bobagem, acho que só a Sea sabia.
Sea também era legal, sempre alegre e confiante, um pouco emotiva confesso, mas era um amor de pessoa, até agora não consigo imaginar que ela se tornou uma assassina... Mas não tenho que pensar nelas agora, devo me focar em descobrir quem está por trás de tudo isso e impedir que o próximo assassinato aconteça.
° ° °
– Qual é pessoal, devemos ao menos aproveitar- dizia Kanoto bastante animada com a situação- já que vamos ficar presos aqui por um tempo, uma festa não vai doer não é?
– Você está mesmo muito animada com isso não é?- perguntou Crucius em tom irônico- não passou pela sua cabeça as coisas ruins que podem acontecer nessa festa.
Kanoto desferiu-lhe uma tapa no ombro, com sua face visivelmente irritada com a exclamação do outro:
– Nem fale nisso, não teremos nenhum assassinato nessa festa, o Adari está planejando uma forma de impedir que coisas perigosas entrem na festa, não é Adari?
Balancei a cabeça em afirmativo, estava pensando em um modo de prevenir mais um assassinato, nenhum de nós está psicologicamente preparado para passar por toda aquela experiência novamente. E talvez essa festa fosse mesmo uma boa alternativa, mesmo que uma festa com apenas quatorze pessoas em uma escola dos horrores, seja meio esquisita.
– Então temos que pensar em tudo- ela continuou- na decoração, na música, nas comidas...
– Se aceitam minha humilde opinião- disse Klev- acho isso tudo uma grande porcaria.
– Isso é porque você nunca foi numa festa antes.
– Mentirosa... Eu já fui a um monte de festas.
– Diz uma então- Kanoto deu um sorriso sarcástico- rei dos bailes.
– Bom teve aquela vez que eu... Também teve aquela outra...
– Resumindo todas inventadas, vamos resolver o resto.
– Eu posso preparar as músicas- disse Esther, sou expert nesse assunto.
– Eu e a Rachel podemos escolher a decoração- disse Aya- e é claro, quem mais quiser ajudar.
– Eu posso cuidar da comida- disse Klev- afinal sou o único que faz uma comida decente por aqui.
– Você chama aquela gororoba de decente?- riu Daniel- até mesmo um bebezinho consegue fazer algo melhor.
– Mas você se fartou daquela gororoba ontem não foi?- disse Nina em tom sarcástico- não ligue pra ele Klev você não cozinha nada mal.
– Mas temos de nos certificar que bebidas alcoólicas e drogas não entraram na festa, aliás, mesmo estando presos não é motivo para se realizar bebedeiras- disse Tyler- ainda estamos numa escola.
– Não se preocupe não acho que alguém aqui beba cerveja, vodka ou algo do tipo- disse Natsuri.
– Eu mesmo bebo apenas champanhe e vinho, o resto é pro provão- disse Ryan- acho que fui mal acostumado.
– Todos os riquinhos são- disse Joey- mas fazer o que, é da vida não é?
Pelo menos uma vez na vida, senti que todos estavam se socializando, cada um a seu modo claro, mas acho que nos tornaríamos bons amigos, isso se outros “motivos “ não aparecerem durante a nossa vivência nesse lugar, que vai durar um bom tempo.
° ° °
Três dias passaram depressa, foi tempo o suficiente para termos organizado a festa. A festa começaria as oito horas, Monokuma abriu uma exceção para esse dia e o horário noturno durará da meia-noite até as oito da manhã. Teríamos a manhã toda para decorar o ginásio e fazer os últimos preparativos.
Nunca fui muito animado para esse tipo de coisa, festas eram para a galera mais animada, que gosta de dançar música agitada, ficar no meio da bagunça, eu sempre preferi a quietude de um quarto ou o calor de uma investigação, mas talvez uma festa venha a ser legal.
É claro que eu criei uma contramedida de prevenção, ninguém sai da festa até que ela tenha terminado, ninguém poderá sair sozinho e todo e qualquer tipo de arma será recolhido, com exceção dos talheres que serão supervisionados. Acho que eles concordaram com minhas medidas.
Quando cheguei ao ginásio, alguns estavam ajudando na decoração, o restante devia estar na cozinha preparando os alimentos, me sinto como se estivesse me preparando para uma formatura. Kanoto é sem dúvida a mais animada em relação a festa, deve ser uma forma dela de esquecer o mundo lá de fora:
– Adari- pude ouvir sua voz- ainda bem que você chegou, poderia ajudar o Crucius a carregar essas mesas para lá, por favor?
– C-Claro!- respondi, não estava nem um pouco a fim de carregar mesas, mas todos tinham que ajudar não é?
Comecei a ajudar Crucius, fiquei concentrado um bom tempo em minha tarefa, até que reparei que algo reluzia na jaqueta do garoto. Era uma espécie de pingente, mostrada um gavião em pleno vôo fitando o chão como se estivesse atrás de alguma presa, e embaixo as letras: “Dominadora”.
– Belo pingente!- comentei.
– Ah! Esse daqui? É mesmo muito bonito, é o símbolo da minha gangue.
– Pode me dizer o porquê de um gavião?
– O gavião sempre olha tudo de cima, nenhuma outra ave consegue transpassá-lo, e assim sou eu, não só eu como a minha gangue inteira, nada nos olha de cima exceto Deus.
– Bela dedução.
– E eu nunca tiro ele, nunca! É uma questão de honra, afinal eu sou o líder e tenho de dar exemplo.
– É, você está certo.
Colocamos as mesas em seus devidos lugares, o restante do pessoal já estava terminando a decoração. Espero que dê tudo certo nessa festa, sem brigas, sem bagunças e o melhor, sem assassinatos.
° ° °
A noite chegou depressa, o Monokuma disponibilizou uma imensidão de roupas para que pudéssemos escolher. Eu preferi um simples terno preto, acho que era o que mais combinava comigo. E por idéia da Kanoto- ela estava cheia de idéias hoje- deveríamos nos dividir em pares, assim ninguém sumiria do nada e se alguém fosse morto, poderíamos deduzir que seria o par da pessoa.
Não tive alternativa a não ser aceitar, e adivinhem quem era minha parceira? Sim, ninguém mais ninguém menos do que a Aya, não é nada pessoal, mas é que ela é um pouco chatinha, mas fazer o quê não é? Agora estou aqui, de frente pra porta dele esperando ela terminar de se maquiar:
– Aya, os outros vão ficar preocupados se demorarmos tanto assim!
– Calma, já estou terminando- ela gritou- você é muito apressado,
Encostei-me na parede a sua espera, porque garotas tinham que demorar tanto assim? Ah, eu tinha esquecido, ela não é qualquer garota é a Bailarina de Nível Super Colegial.
Depois de alguns minutos- que me pareceram uma eternidade- ela saiu do quarto. Devo dizer que ela estava linda. Usava um vestido rosa longo e brilhante, sapatilhas da mesma cor e uma presilha de borboleta no cabelo- que ela nunca tirava:
– Você está linda- disse.
– Você também não está nada mal- ela disse com um sorriso e agarrou o meu braço- podemos ir agora?
° ° °
Aquelas horas de decoração deram certo, o chão estava impecavelmente lindo, as paredes estavam decoradas com tecidos azuis e vermelhos que davam um lindo contraste, as mesas estavam cheias de doces e salgados, cobertas por um tecido esverdeado em um tom que eu nunca tinha visto, pelo céu se espalhavam diversas bandeirinhas com a cara do Monokuma- não fosse por esse detalhe ele estaria maravilhoso- e o típico globo de luzes estava lá, girando e jogando os seus raios luminosos para todos os lados.
Uma música suave tocava, até que aquela festa estava indo bem. Todos os outros já estavam lá, cada um com seu respectivo par:
Eu e Aya;
Rachel e Joey- era de se imaginar que eles fossem ficar juntos.
Kanoto e Crucius;
Natsuri e Ryan;
Esther e Carlos;
Nina e Daniel;
Klev e Tyler infelizmente foram os únicos que ficaram sem par, pois as outras duas garotas estão mortas, então recomendamos que eles não saíssem do ginásio.
Tenho de listar cada par, assim, se alguém morrer seria mais fácil descobrir quem era o assassino, mas espero que ninguém morra esta noite, afinal todos estão aqui pra se divertir e não pra matar outra pessoa:
– Quer beber alguma coisa?- Aya me perguntou carinhosamente.
Acenei em afirmativo e ela me puxou até uma das mesas onde havia um recipiente de cristal com um líquido rosado que devia ser ponche, ela serviu dois copos e me entregou um, o líquido era doce e gélido, claramente delicioso:
– Você não é de falar muito não é?- ela perguntou.
– Só quando é necessário.
– E agora não seria?
– Desculpe é que eu não gosto muito de festas.
Aya ia falar alguma coisa, mas Klev apareceu do nada e a interrompeu:
– E então, estou gostando do ponche que eu fiz?
– Estava maravilhoso obrigado!
– Pelo visto somente eu sobrei por aqui não foi?- ele riu.
– Não se preocupe Klev- disse Aya- na próxima festa eu vou com você.
Desde quando ela começou a ser gentil com as pessoas? Deixa pra lá, prefiro ela gentil do que arrogante.
– Então Klev, conte-nos sobre a sua vida fora daqui.
– Moro com minha mãe, minha tia e minha sobrinha, minha mãe e minha tia trabalham o dia inteiro então eu cuidava da casa e da minha sobrinha- ele tirou uma foto do bolso do paletó e nos entregou, nela estavam duas mulheres quase idênticas, de cabelos longos e castanhos, e abaixo uma menininha de olhar travesso e um sorriso bastante aberto- sinto muita saudade delas.
– E quem te ensinou a cozinhar?
– A minha mãe, ela sempre teve grandes dotes culinários.
– Você poderia até ser o Cozinheiro de Nível Super Colegial.
– Desculpe, mas somente um título por pessoa nessa escola.
– O que estão achando da festa pessoal?- Kanoto apareceu arrastando Crucius pelo braço.
– Está ótima Kanoto-san!- disse Klev.
– Deu muito trabalho planejar tudo, mas eu espero que se divirtam. Sobre o que estavam conversando?
– Estávamos dizendo que o Klev poderia ter sido chamado com o título de Cozinheiro.
– É, mas apenas um título pode ser permitido nessa escola.
Kanoto parou estatelada, como se tivesse lembrado de algo muito importante, então saiu correndo em disparada segurando a o vestido e arrastando Crucius junto a ela, voltou poucos minutos depois com um monte de pastas na mão?:
– Agora eu me lembrei de uma coisa importante- ela fez um sinal para que o resto do pessoal se juntasse a nós.
– O que está acontecendo- perguntou Tyler.
– Lembram que nesta escola só se aceitavam um título por aluno, ou seja, não existiam dois alunos com o mesmo título?- todos acenaram afirmativamente- então olhem essas pastas que eu encontrei.
Nas pastas haviam diversos alunos com os mesmos títulos que nós, como seria possível que houvesse outro Detetive de Nível Super Colegial? Aquilo estava se tornando muito estranho para o meu gosto:
– Tem um título pra todos vocês, mas não vejo nenhuma Bailarina de Nível Super Colegial- disse Aya.
– Na verdade tem uma aqui- disse Kanoto- *Clarabell Styvens!
– Isso está ficando muito louco- disse Natsuri.
– Natsuri, você conseguiu consertar aquele computador?- perguntou Joey.
– Sim, mas todos os dados dele foram completamente apagados, ali deveria haver algo que não era pra ser visto.
– Isso está ficando cada vez mais estranho.
Enquanto conversávamos ouvíamos um barulho de microfone, e a voz de Monokuma ecoou por todo o ginásio, ele estava de pé no púlpito, vestindo um terno e com o seu riso sádico de sempre:
– Sei que a festa está muito animada, mas chegou à hora da nossa surpresa. A minha frente temos quatorze caixas, como duas de suas colegas foram mortas, as caixas delas foram destruídas.
– E o que são essas caixas?- perguntei.
– Calma gafanhoto! Cada uma dessas caixas contém um presente especial pra cada um de vocês, mas só abram em seus quartos, por favor. Ah! E elas também contêm um segredo de um dos seus colegas!
– Como?
– Sim cada caixa contém o segredo de alguém que não seja o dono dela. Bom, é só isso aproveitem a festa!
– Você não teria coragem!- gritou Crucius.
– Tenho sim, e para provar vou revelar o segredo das suas duas amiguinhas- ele retirou dois papéis do bolso e pigarreou- Miranda Taylor era lésbica!
Todos ficamos boquiabertos, então ele sabia mesmo os nossos segredos:
– E Sea Daliver causou a prisão injusta do própria pai! É só isso, até mais!
E ele sumiu como sempre fazia.
– O que ele quer dando um segredo de uma pessoa a outra?
– Simples- disse Joey- se eu soubesse um segredo que você não quisesse revelar ao mundo, me matar seria o único modo de esconder esse segredo, é mais um motivo dele.
– E o que seria esse “presente”?
– É melhor irmos pros nossos quartos- disse Kanoto- perdi toda a animação depois que esse cara apareceu!
– Mas a festa não precisa terminar, que tal uma festa do pijama no meu quarto?- perguntou Aya- é claro só as meninas.
– Seria legal- disse Esther- pode até nos relaxar.
– E os homens?- perguntou Klev risonho.
– Vocês façam o que quiserem- Aya respondeu em tom arrogante.
E foi assim que terminou nossa noite, o que era pra ser um dia de muita alegria, transformou-se num lugar melancólico e sem vida por culpa daquele urso maníaco. E todos nós voltamos para os nossos quartos, meu senso de detetive me dizia que algo ruim estava para acontecer
° ° °
A madrugada caiu e eu sequer tive coragem de abrir a minha caixa, tinha medo do que encontrar lá dentro. A caixa era negra com um laço branco e a face do Monokuma expressa nela, havia uma etiqueta onde estava escrito: “Para o melhor detetive desta escola”.
Retirei o laço vagarosamente e quando eu finalmente abri a caixa, me espantei com o que tinha dentro, fiquei praticamente horrorizado. E havia um papel grudado a tampa, deveria ser o tão temido segredo, retirei-o e li:
“R.S. matou o gato de sua professora de inglês de propósito.”
Não era um segredo muito ruim, ela não mataria alguém só por causa disso, mas tenho certeza de que devem haver outras pessoas com segredos bem piores, segredos que ela querem proteger a todo custo.
A manhã chegou rapidamente, a Tv na parede ligou de sobressalto:
– Olá desgraçados! Espero que tenham aproveitado a festa de ontem à noite. Esta manhã com certeza será uma manhã de muitas surpresas!
Não gostei muito da expressão dele, mas ainda assim me arrumei w fui para o refeitório, a maioria já se encontrava lá, mas todos estavam com um ar estranho, será que... Não, eu tomei todas as medidas preventivas e todos saíram da festa ao mesmo tempo.
– Até que enfim Adari, você chegou!- disse Kanoto- você viu a Rachel, o Joey ou o Klev por aí?
– Não por quê?
– Eles não chegaram até agora.
– Será que aconteceu de novo?- perguntou Carlos preocupado- acho melhor irmos procurá-los.
– De acordo- eu disse.
Quando íamos sair Rachel e Joey chegaram:
– Vocês viram o Klev?- perguntou Carlos.
– Não, não o vimos desde ontem à noite.
Começamos a procurar por todo o primeiro andar, mas nem sinal dele, então nós resolvemos começar pelo segundo. Estava apreensivo, talvez ele ainda estivesse dormindo, só isso. Eu, Carlos e Rachel fomos dar uma olhada na biblioteca.
Andamos a passos curtos, estávamos com muito medo, à biblioteca estava como sempre, as estantes todas em seus devidos lugares. As luzes estavam desligadas, então não podíamos enxergar direito:
– Estou sentindo algo molhado- disse Carlos- alguém derramou alguma coisa aqui.
– Mas eu não estou enxergando nada- eu disse.
– Eu acendo a luz- disse Rachel.
Quando as lâmpadas foram ligadas podemos ver nitidamente o que era aquele líquido. Um líquido vermelho e já coagulado formava uma poça embaixo da porta e um rastro o levava até atrás das estantes, seguimos o rastro com cautela e quando chegamos ao seu final, não pudemos deixar de soltar um grito de horror.
Corpo Descoberto
Klev estava encostado junto a parede, um rastro de sangue o seguia, como se ele tivesse sido arrastado, estava com a mesma roupa da festa, uma espécie de facão estava fincada em seu estômago, seus olhos estavam perdidos em uma expressão de dor e a foto que ele nos mostrou ontem a noite estava caída ao seu lado suja de sangue como se alguém a tivesse pego depois de tê-lo matado e jogado ao seu lado.
A Tv da biblioteca foi ligada automaticamente mostrando um Monokuma sorridente:
– Upupu, um cadáver foi encontrado, vocês têm duas horas de investigação até o Julgamento Escolar!
Poucos minutos depois estavam todos na biblioteca de frente para o corpo de Klev, aquilo que eu mais tinha temido havia acontecido, a morte de mais alguém e eu não pude impedir, ainda me lembro de alegria e do seu eterno sarcasmo. Não temos alternativa a não ser investigar.
Investigação
– O cartão eletrônico diz que a hora da morte foi entre as uma e as duas da manhã e foi aqui mesmo na bibilioteca- disse Nina- a festa terminou as onze e nessa hora todas as garotas ainda estavam na festa do pijama.
– Então só podemos deduzir que o assassino é um homem.
{Pista N°1- Assassino é um homem}
– O corpo parece ter sido arrastado da porta até aqui- eu disse- e a causa da morte foi aparentemente uma lesão fatal no estômago feito por uma arma cortante, que no caso é esse facão.
{Pista N°2- Corpo foi arrastado}
{Pista N°3- Facão}
– E quanto a essa foto?- perguntou Daniel.
– Foi a que eles nos mostrou ontem a noite, estava no bolso dele- disse Aya.
{Pista N°4- Foto da família do Klev}
– Encontrei esse pedaço de papel junto a porta, está muito danificado e tudo o que posso ver são algumas palavras e letras pela metade.
{Pista N°5- Papel Rasgado}
Fui calmamente até a porta, devia haver mais pistas por ali em algum lugar. Só podia ver uma poça de sangue gigantesca o que indicava que ele fora morto ali mesmo, olhei com cautela e vi que algo reluzia perto da prateleira, era uma espécie de broche ou insígnia estava suja e danificada, mas era possível ser o que parecia ser uma ave ou algo parecido:
{Pista N°6- Poça de Sangue}
{Pista N°7- Broche}
A Tv da parede foi ligada automaticamente, era o aviso de que o tempo de investigação tinha acabado, havia chegado a hora de descobrir quem era o assassino de Klev Bisharp.
° ° °
Alunos (13/16)
Miranda Taylor –X -
Sea Daliver – X —
Klev Bisharp – X -

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