The Killers- Interativa

17 Capítulo 16- A Voz do Além


Notas iniciais
Desculpem a demora pessoal, mas de todo modo eu espero que gostem!

Kanoto Kimuzi

Garota da Moda de Nível Super Colegial

''A incerteza é o pior dos males do homem".

Heart Attack

Deslizei os dedos pelas cobertas quentes e aconchegantes, senti duas lágrimas quentes rolarem pelo meu rosto, meu peito ardia. Queria chorar, queria berrar o máximo que meus pulmões aguentassem. Não aguentava mais, queria sair daquela escola o mais rápido possível. Mas de que adiantaria eu conseguir fugir da escola se eu não tinha pra onde voltar.

E se aquele vídeo de minha cidade totalmente destruída e minha família morta fosse verdade? Então eu não tinha pra onde voltar, mesmo que eu cometesse um crime perfeito, mesmo que eu conseguisse passar despercebida e sair da escola. Para onde eu voltaria? Eu não tenho mais pra onde ir, não existe mais nada além da merda dos muros dessa escola. Minha família, minha antiga vida, estão mortas e esquecidas no mundo que eu conhecia antes.

Afofei o travesseiro tentando adormecer, mas o sono se recusava a aparecer. Pra falar a verdade, desde a morte de Crucius eu tenho certa dificuldade para dormir, mal fecho os olhos e vejo aquela arma apontada para a cabeça dele, o sangue dele jorrando para além de sua cabeça. Não Kanoto, eu não posso viver assim, não posso viver com medo da morte. Estou cansada de viver desesperada, esperando que algo ou alguém venha nos salvar se eu sei que isso não vai acontecer.

Eu, Nina, Esther, Carlos, Adari, Joey, Natsuri, Ryan, Aya, Daniel... Todos nós estamos perdidos e condenados a viver dentro dessa maldita escola, até que um de nós resolva matar mais uma vez, até que mais um corpo seja descoberto. E mais alguém se junte a lista de baixas. Um estranho arrepio passou pelo meu corpo, como se eu tivesse tido um pressentimento estranho, como se a qualquer momento eu fosse ouvir um grito de desespero vir do corredor, e mesmo que eu quisesse negar eu sabia que no dia seguinte, teríamos mais um cadáver.

° ° °

– Vamos seus molengas- a voz de Monokuma me acordou, eu tinha dormido e nem percebi- é mais um dia desesperante de suas vidas colegiais patéticas. Agora vamos levantando, pois hoje vai ser um dia muito feliz!

Me levantei num sobressalto e me vesti o mais rápido possível, todas as vezes que ele falava aquilo um cadáver aparecia, eu sabia que isso iria acontecer de novo. Depois de ter me trocado saí do quarto e dei de cara com Adari e Esther que conversavam no corredor, quando eu apareci, eles me fitaram com uma cara de alívio ao verem que eu estava bem. Esther sorriu para mim:

– Bom saber que está bem- ela disse docemente- vamos esperar todos pra podermos ir para o refeitório.

– Antes que pergunte o porquê, é que todas as vezes que o Monokuma fala que o dia vai ser interessante ou feliz acontece um assassinato, queremos impedir isso.

– Então, vai esperar com a gente?- perguntou Esther.

– Sim, eu vou.

Ficamos parados no corredor, esperando que os outros acordassem e saíssem, eu esperava que estivesse tudo bem, que todos os outros iriam sair dos seus quartos sãos e salvos, mas algo dentro de mim alarmava como se isso não fosse acontecer, fiquei encostada na parede abraçada ao meu próprio corpo, enquanto Esther e Adari conversavam sobre a antiga vida deles, a vida que tinham antes de isso tudo acontecer. Eu não queria falar sobre minha antiga vida, pra ser sincera o suficiente, não queria nem me lembrar dela, pois quanto mais eu me lembro mais eu tenho vontade de sair, e o único modo de sair desta escola é matando outro estudante.

Uma das portas foi aberta e Nina saiu de seu quarto bocejando, sua face indicava que não tinha dormido muito bem, ela nos olhou surpresa, pois sempre esperávamos os outros no refeitório. Mas ainda assim sorriu para todos nós:

– Bom dia!

– Insônia?- perguntou Esther reparando nas olheiras da garota.

– Sim, não consegui dormir direito ontem a noite, acho que eram duas e meia da manhã quando eu consegui pegar no sono.

– Eu também custei a dormir- falou Adari- fiquei pensando se alguém fosse morrer esta noite.

Nina baixou os olhos, como se quisesse espantar esses pensamentos:

– A propósito, por que ainda estão aqui no corredor?- ela perguntou.

– Estamos esperando todos, pra conferir se todos estão bem- Esther sorriu meigamente, pegando no braço de sua amiga- só por precaução!

– Entendo.

Ficamos esperando um bom tempo para que os outros saíssem. Depois de Nina apareceu Joey, ele parecia finalmente “conformado” pela morte de Rachel, mas seus olhos exibiam uma espécie de névoa como se ele ainda estivesse preso em seus devaneios. Depois saíram Natsuri e Ryan, eles não nos esperaram e foram direto para o refeitório para adiantar o café da manhã enquanto nós esperávamos pelos outros.

Daniel foi o próximo, seguido de Carlos, estavam quase todos. Exceto Aya, meu coração começou a palpitar, será que ela estaria... Morta? Não, ela devia estar bem, talvez um pouco confusa, com cólica, sei lá, qualquer problema, mas estaria bem e com vida.

– Está faltando a Aya, será que ela está bem?- perguntou Daniel olhando para a porta do quarto da garota.

– Não seria melhor... Bater na porta?- sugeriu Carlos.

Todos seguimos até a porta dela, temerosos de que ela estivesse sem vida, com o corpo esperando para ser descoberto iniciando mais uma investigação desesperadora atrás do culpado e provavelmente tendo mais uma morte nas costas para resolver. Adari bateu na porta três vezes, sem resposta, talvez ela ainda estivesse dormindo. Foi quando ele bateu mais forte, o barulho ecoou por todo o corredor.

– Aya, você está bem?- ele apertou a campainha diversas vezes- Responda Aya, por favor.

Todos já esperavam pelo pior, Adari girou a maçaneta, estava trancada. Eu estava prestes a ter um ataque ali mesmo, naquele momento. Foi quando ouvimos a voz de Aya emanar do quarto:

– Pode ir! Eu não estou me sentindo bem.

Todos suspiraram de alívio, então ela estava bem, ótimo. Voltamos para o refeitório para o nosso café da manhã, rindo do fato que havia acabado de acontecer. Quando chegamos ao refeitório, Ryan colocava os pratos na mesa meio a contragosto, como um rico ele devia ter quem fizesse aquilo no lugar dele. Natsuri devia estar na cozinha preparando o café da manhã, ele nos olhou com um ar irritado:

– Quem de vocês fez uma festa ontem e não nos convidou?

– Festa?- perguntou Carlos coçando a cabeça- Que festa?

– A cozinha está uma verdadeira bagunça, tem um monte de pratos sujos lá, um de vocês andou cozinhando ontem a noite, alguma coisa está entupindo a pia. É melhor alguém ir ajudar a Natsuri ou só vão tomar café na hora do almoço.

Foi quando Natsuri saiu da cozinha, com um ar de dúvida no rosto, mesclado com um pouco de horror.

– Descobri o que estava entupindo a pia- ela nos mostrou uma chave, devia ser do quarto de alguém- alguém pode me explicar porque a chave do quarto da Aya estava no ralo?

Todos nos olhamos incrédulos, se ela havia nos respondido então como a chave foi parar dentro do ralo da pia. Adari pegou a chave das mãos de Natsuri e todos correram até o quarto da loira. Agora sim, meu coração estava dando pulos de medo e desespero. Quando finalmente chegamos lá, Adari colocou a chave na fechadura e girou-a, a porta fez um estalo. Ele segurou a maçaneta e empurrou a porta para frente, apenas para que todos nós olhássemos para uma cena aterrorizadora.

Corpo Descoberto

Aya estava caída no chão, de olhos fechados como se estivesse apenas adormecida, diversos objetos caídos ao seu redor, além de um líquido vermelho que formava uma pequena poça no meio do quarto. Seus cabelos loiros estavam caídos por cima de seu rosto, estava usando as roupas de sempre e sua característica presilha em formato de borboleta estava caída a alguns centímetros de seu corpo. Era tudo muito estranho, não consegui conter o grito de horror. Ela estava morta, apesar de todos os esforços que fizemos para que isso não tivesse acontecido mais uma vez... Foi inevitável.

– Mas ela falou conosco a pouco tempo- balbuciou Daniel se abaixando junto a garota- como isso aconteceu.

– Não, outra vez não, por favor!

Esther gritou desesperada, caindo junto a parede, ela olhava para o corpo de Aya com um medo incomparável. Sua boca entreaberta tentava dizer alguma coisa, mas nenhuma palavra saía. Nina foi auxiliá-la enquanto o resto de nós apenas fitava o corpo da pobre bailarina, de nada adiantou ela ter escapado da morte ontem.

Todas esperavam que a televisão fosse ligar com o anúncio de cadáver, mas ao invés disso Monokuma apareceu com uma expressão risonha em seu rosto. Como se estivesse satisfeito por alguém ter dado cabo da garota que ele quase matara a horas atrás.

– Upupu... Parece que mais um corpo foi encontrado, vamos iniciar a nossa investigação!- ele olhou para Joey com um ar macabro- de nada adiantou ter salvado ela não é? Terminou mortinha igual a sua namoradinha.

– Cala a boca- ele gritou- eu juro que eu vou vingar as duas.

– Pago pra ver isso... Vocês não precisavam passar por isso entende? Bastavam se adaptar a nova vida, mas vocês quem escolhem sair daqui, vocês quem escolhem matar.

– Você vai ver... Eu vou dar um fim nisso tudo.

– Então deixe isso pra outra hora, porque chegou o momento de investigar, quem é o assassino de Aya!

E ele saiu pelo corredor, nos deixando sozinhos junto ao corpo de Aya. Não conseguia entender como a situação havia chegado até aquele ponto, mas parecia que eu ia desmaiar. Não, eu não posso ser fraca, tenho de ajudar os outros, mesmo que tenha de mandar mais um de nós para a morte certa. Isso já não me aborrece mais, porque no fim, acabamos nos acostumando com a morte.

Investigação

– Gente- Esther chamou nossa atenção- olhem as MonoFiles.

Peguei o meu cartão eletrônico, cuja página havia sido atualizada. Ali dizia que Aya havia morrido por hemorragia interna, o local da morte era o seu quarto, havia restos abaixo de suas unhas e ela morreu por volta de... Duas da manhã? Mas falamos com ela a poucos minutos como é que isso pode acontecer?

– Isso só pode estar errado- gaguejou Nina olhando para a tela do Cartão Eletrônico- O Monokuma deve estar nos enrolando.

– De todo modo é melhor guardamos essa informação.

(Pista N°1- MonoFiles)

– Então, é melhor a gente se dividir- sugeriu Joey- uns ficam aqui no quarto e os outros dão uma olhada pela escola.

Todos concordaram e nos dividimos em pequenos grupos, eu, Ryan e Natsuri ficamos dando uma olhada no quarto, nada de muito relevante. Damos uma olhada nos pertences de Aya, além de joias, roupas de balé, roupas que ela usava normalmente e nada, poucas coisas chamaram nossa atenção. Como por exemplo, uma pequena poça de sangue que havia junto ao corpo da garota. O que comprovava a sua causa da morte.

(Pista N°2- Poça de Sangue)

– E o que é essa caixa?- Ryan apontou para uma caixa vazia em cima da cômoda da garota- Parece com aquelas que recebemos do Monokuma antes da morte do Klev.

– Estranho... — indagou Natsuri- será que alguém a matou para pegar o segredo... Afinal todos nós recebemos um segredo de outro estudante não é?

– Tem razão, isso pode ser uma prova.

– E isso daqui, o que é?- Ryan pegou uma pequena tigela que havia rolado para debaixo da cama, era uma das que tínhamos na cozinha, e tinha restos de biscoito de chocolate por todo o quarto- acho que isso também pode ser uma prova.

–É mesmo, não existem biscoitos prontos em nenhum lugar na escola, então a bagunça na cozinha era por causa disso não era? Alguém tentou se livrar da chave do quarto de Aya e fez esses biscoitos na cozinha.

(Prova N°3- Caixa vazia)

(Prova N°4- Restos de biscoito)

(Prova N°5- Bagunça na cozinha)

– Quem quer que tenha feito tudo isso, sabia muito bem o que estava fazendo- riu Ryan- mas não se causa hemorragia interna sem ter um químico.

– Então alguém pegou algum remédio da enfermaria não foi?- sugeri.

– Acho que não, esse plano já deu errado antes e o assassino não iria ser tão óbvio... Espere, o depósito!

– Sim, eu vou lá dar uma olhada!

Saí quase correndo do quarto, estávamos correndo contra o tempo para conseguir o maior número de pistas que nos levassem até o nosso assassino. Corri até o quarto andar numa velocidade que eu nunca tinha corrido antes, mas enquanto corria acabei esbarrando em Esther, ambas caímos no corredor e vi que ela derrubou diversos cartões eletrônicos no chão:

– Desculpe- pedi enquanto levantava ela- estava com pressa.

– Tudo bem, mas olha só o que eu encontrei- ela recolheu cinco cartões eletrônicos e me mostrou- encontrei numa lixeira.

Apertei o botão de todos eles, eram os cartões dos estudantes que morreram. Estavam todos ali, menos o de Rachel o que era estranho. Engoli em seco, o que aquilo significaria? Pegou os cartões da mão dela. Se eu não me engane, a última vez que os tinha visto era no saguão de entrada, guardados a sete chaves em uma gaveta, mas abrir uma gaveta poderia ser fácil para quem tivesse habilidades.

– Estão todos aí, menos o da Rachel- ela sibilou- procurei por todos os lugares, mas não o encontrei. Não sei o que estão fazendo aqui. Deve ter alguma ligação com o crime não é mesmo?

– Com toda certeza, ninguém sairia por aí pegando os cartões eletrônicos dos mortos a toa.

(Pista N°6- Cartões dos estudantes mortos)

– Pra onde você estava indo mesmo?

– Estava indo para o depósito, se Aya morreu de hemorragia interna então foi por causa de algum químico.

– Já olhou na enfermaria? Lá existem remédios assim?

– Não, em minha opinião seria um tanto óbvio demais, mas se você pudesse dar uma olhada pra mim...

– Tudo bem, boa sorte!

Assenti enquanto ia na direção do depósito. Talvez o veneno viesse de lá, tinha quase certeza disso. Devíamos estar lidando com alguém que sabia muito bem como tramar um assassinato. Quando cheguei ao depósito Adari já estava lá, sua expressão de era medo e de raiva. Eu não entendia o que estava acontecendo.

– Adari?- o garoto olhou para mim surpresa- aconteceu alguma coisa?

– Sim, eu calculei algo errado. Olhe- ele apontou para o painel verde que indicava quem havia entrado ali, na tela verde reluzia apenas um único nome, Rachel Summers– Usaram o cartão de outra pessoa.

– Não pode ser... então é por isso que o cartão dela não estava lá.

– Como assim?

– A Esther encontrou os cartões eletrônicos dos que morreram numa das salas de aula do segundo andar, todos menos o da Rachel.

– Droga, então ele foi mais esperto que todos nós. As regras impediam de emprestar seu cartão, mas roubar é outra história.

– E o que ele pegou?

– Bom, o código é 56894- ele puxou um livro vermelho e grosso da bancada, demorou alguns minutos para que ele finalmente encontrasse o código e quando o encontrou arregalou os olhos, estava visivelmente surpreso- Fala sério.

– O que foi?

– Ele pegou “Massa para biscoitos caseiros”.

– O quê? Por que alguém usaria o cartão de outra pessoa apenas para pegar massa de biscoitos?

– Eu não sei, mas vamos dar uma olhada em outros locais, restam apenas vinte minutos.

(Pista N°7- Nome de Rachel)

(Pista N°8- Massa para biscoitos caseiros)

Aquilo era uma verdadeira corrida contra o tempo. Todos estavam espalhados pela escola, procurando pistas que nos ajudassem a incrementar o caso, algo que nos indicasse quem era o assassino. Mas não, tudo estava uma completa loucura. Os vinte minutos passaram voando e nós não encontramos mais nenhuma pista, era inútil procurar, o assassino havia escondido tudo perfeitamente. Acho que ele vinha planejando isso a um bom tempo. Acho que dessa vez, vamos perder.

– Olá desgraçados, o seu tempo acabou. Encontrem-se no local de sempre para darmos início a um lindo julgamento- a voz do Monokuma ecoou por toda a escola- vai ser espetacular!

° ° °

Todos nos encontramos diante do elevador, prontos pra mais um julgamento, e certos de que mais mortes iriam acontecer. Mais execuções, mais sangue, eu estava cansada disso tudo. Não queria mais que ninguém morresse, não queria mais que alguém tivesse de perder a vida por um jogo idiota criado por um sádico. Eu queria voltar pra casa, isso é verdade. Mas não desse jeito. Não tendo que matar outra pessoa.

– Pessoal- Esther chamou nossa atenção- eu fui à enfermaria e a gaveta das seringas estava remexida, alguém deve ter pegado uma delas. E tinha isso também.

Ela nos mostrou um pequeno papel com as iniciais A e R gravados, o que significaria? Engolimos em seco ao ver que tudo estava se complicando cada vez mais, dessa vez é certo. Vamos todos morrer, vamos ser executados hoje e um de nós vai poder sair. O assassino é claro.

– Eu também encontrei isso- disse Daniel nos mostrando o que parecia ser um aparelho gravador totalmente destruído e estilhaçado- estava na sala do incinerador, parece que ia ser queimado, mas na pressa ele foi apenas destruído.

– Então temos mais pistas não é? Isso pode ser bom- Joey sorriu enquanto o elevador se abria- estão prontos?

Todos assentiram. Iríamos descobrir quem era aquele assassino, iríamos viver por mais um dia, não queria que ninguém morresse, isso é verdade. Mas se for o único jeito, então que morram todos. Eu vou sobreviver nessa escola, vou encontrar uma saída que seja e ir embora desse inferno para nunca mais voltar.

(Pista N°9- Seringas remexidas)

(Pista N°10- Papel com iniciais)

(Pista N°11- Gravador destruído).

° ° °

Alunos (09/16)

Miranda Taylor –X-

Sea Daliver –X-

Klev Bisharp –X-

Crucius Seamakker –X-

Tyler Beackforth –X-

Rachel Summer –X-

Aya Nakamura –X-

° ° °

Mono Files

– Meus parabéns Aya, seus passos estão mesmo divinos, você é digna de ser a Super Highschool Level Ballerina!

A loira sorriu para o professor de dança da escola enquanto praticava mais alguns passos de balé, ela amava aquilo. Dançar era a sua vida, e ser a melhor bailarina do ensino médio, poderia ser um sonho realizado. Ela dançou por mais alguns minutos enquanto seu professor a admirava. Estava feliz, realmente feliz. Quando sua apresentação terminou, seu professor a aplaudiu de pé enquanto ela deixava o Salão de Apresentações. Rachel a esperava do lado de fora com um sorriso radiante:

– Aya, ele falou comigo!-falou a ruiva bastante animada e visivelmente corada.

– Quem? O Joey?

– Sim, ele disse que meus cabelos eram lindos.

– Estou muito contente por você- riu Aya- afinal vocês são dois nerds, casam muito bem um com o outro.

– Não seja tão chata.

Enquanto elas andavam pelo corredor. Uma garota loira as parou, um sorriso radiante no rosto. Aya a conhecia, era da turma 78. A garota as fitava com seus belos olhos azuis hipnotizantes.

– Eu preciso falar com vocês, é algo muito sério.

– T-tudo bem...

A loira entrelaçou seus braços no pescoço das duas enquanto as direcionava pelo correr:

– Adorei sua presilha de borboleta, é muito fofa.

– Obrigado, seu laço também é muito lindo.

– Eu imaginava que fosse!

E rindo as três saíram pelo corredor da escola, enquanto alguém as observava atentamente.

Notas finais
Espero que tenham gostado!!! Até o julgamento. Me mandem suas teorias por MP ok? Beijos!!