The Killers
3 03. Conversível Branco
Notas iniciais
Fraca, Quinn caiu de joelhos no tapete persa da sala de Kurt. Fechou os olhos e respirou fundo.
Não conseguiu abri-los novamente.
Estava presa em mais uma de suas conexões.
Desta vez com Blaine.
Anda, sua coisa, liga logo. Pelamor de Deus, liga logo.
Por mais que Blaine insistisse, o carro conversível branco não ligava. Olhou para trás. Talvez fosse melhor desistir e se esconder por ali mesmo. Noah chegaria a qualquer momento.
Sam, Kurt, Rachel, Quinn, Brittany, Mercedes, Sugar... Todos já deviam estar mortos. E tudo era culpa dele, Blaine.
Porque alimentou o desejo de matar de Noah dizendo a ele tudo sobre seus amigos, na única noite de sua vida em que resolveu beber.
Se sobrevivesse àquela, nunca mais poria uma gota de álcool na boca de novo.
Enquanto estava escondido, lembrou-se do dom esquisito de Quinn. Será que ela estaria vendo-o agora?
Talvez ela estivesse viva. Talvez Noah a tivesse poupado devido ao seu dom. Talvez Santana o tivesse convencido de que ela seria útil a eles. Ou que seria uma boa torturá-la conectando-a com ele para ver sua morte.
Teorias pouco prováveis. Ele tinha certeza de que haviam matado Quinn também.
Ele não devia ter bebido. Se estivesse sóbrio, teria visto que Noah era um babaca assassino, e não teria sequer falado com ele.
De repente, ouviu passos. Seu coração se acelerou. Noah. Só podia ser.
Um jovem alto, com mais ou menos 17 anos, estava parado em frente ao carro de Blaine. Quinn não o conhecia de lugar algum, mas sentiu medo. Algo dentro dela lhe dizia que ele era o cara que matou seus amigos.
A visão mudou de ângulo. Blaine estava escondido no chão do carro, embaixo do volante. Ele prendia a respiração. Como ele sabia que o cara estava ali? Ah, dane-se.
O jovem olhou por todos os lados, cautelosamente, procurando por um sinal, qualquer um, de Blaine. Por fim, desistiu e se afastou.
Blaine, vendo que o homem se afastava, relaxou. Quinn tentou gritar NÃO! FIQUE ONDE ESTÁ!, mas já devia saber que não adiantaria. Suas conxões eram sempre assim. Ela via e sentia a pessoa, mas não conseguia se comunicar com ela.
Só restava ver no que o deslize de Blaine ia dar.
O jovem parou ao ouvir o suspiro de Blaine.
A conexão caiu.
Noah estava prestes a ir embora quando ouviu um suspiro fraco. Imediatamente parou e se virou, com toda a graça do mundo.
Do outro lado do cais, Santana o aguardava com o caixão, marca registrada de seus assassinatos.
Noah correu até o conversível branco. Ali estava ele.
Blaine.
Seu peão mais importante até então.
– Só pra constar – disse ele antes de enfiar a faca no peito de Blaine–, sua amiguinha Quinn está viva. Por enquanto.
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