The Killer.

11 XI – tubarões


Notas iniciais
Mais um! #CoryLivesInMe

Rachel estava no quarto, deitada na cama, olhando para o teto, haviam se passado três dias, e até então, ela já tinha tentado matar o Killer uma única vez, e ele continuava com as surpresas desagradáveis. Kurt e Santana continuavam indo a jornais, estavam falando muito sobre Santana, até que ela iria posar nua com o símbolo do The Killer, Rachel revirou os olhos, o que estava acontecendo com o mundo afinal? A vida dela deveria ser mais fácil, o que ela havia feito para merecer tudo aquilo afinal? Seus pensamentos foram interrompidos pelo som da porta se abrindo.

– Liebe?

Rachel se sentou na cama, fitando o Killer.

– Venha, tenho uma surpresa para você.

Ela se levantou, já esperando pelo o que viria. Os dois foram para a sala dele.

– Espere.

Ele pegou algo na gaveta, e foi até ela, pegando o seu pulso delicadamente, Rachel só percebeu o que estava acontecendo quando sentiu algo se fechar em seu pulso.

– Você esta me algemando?

– Sim.

Ele só prendeu um pulso dela e depois a puxou usando a outra alguma, como uma espécie de coleira.

– Estou me sentindo uma cadela.

Disse irritada e ele gargalhou.

– Não quer latir um pouquinho não? Te garanto que eu ia gostar.

Disse malicioso e ela revirou os olhos. Eles entraram em uma sala estranha, tinha algo como um tanque enorme, parecia um aquário com tubarões.

– Você sabe nadar?

– Sim.

Ele a puxou até a plataforma, e foram subindo, até que estavam em cima do tanque, e Rachel viu novamente os tubarões, só que agora conseguiu contar, tinham exatamente três, eram enormes, nadavam na água tranqüila. Rachel tremeu. Alguns homens subiram com uma outra plataforma, estavam com uma gaiola enorme.

– O que é isso?
– Sua surpresa.

– Tubarões?

– Sim.

Ele sorriu, e então soltou o pulso dela e dois homens a pegaram, levando-a para a outra plataforma, ela começou a tentar sair mais ouviu a fria voz do Killer atrás de si.

– Se eu fosse você colaborava, por que você vai entrar ai, com ou sem gaiola, com ou sem equipamentos de mergulho.

Rachel respirou fundo, nervosa, e deixou que os dois homens colocassem nela somente os matérias para que ela pudesse respirar debaixo da água, depois a fizeram entrar na gaiola e a trancaram lá dentro. Ela olhou em volta, a gaiola era bem espaçosa, as grades de ferro impediriam os tubarões de mordem ela, mas com certeza se eles tentassem conseguiriam arrancar os ferros, com esforço, mas conseguiriam, e os dentes passavam pelas aberturas, entre um ferro e outro, tinha certeza. Em cima, em algo que poderia ser comparado a um teto, tinha o local onde eram presas as correntes que deveriam ser para colocá-la e tira-la da água, olhou para fora e viu a grande alavanca que deveria fazer esse trabalho.

– Podem descê-la.

Rachel quis gritar, mas sua boca já estava ocupada com o aparelho que a faria respirar o ar do cilindro em baixo da água. A gaiola foi levantada e depois entrou na água fria, Rachel tremeu, mas logo percebeu que os tubarões não estavam nem ai para ela.

– Pode me ouvir Liebe?

Ela se virou e viu, fora do aquário, o Killer a olhando, assentiu.

– Sabe quais são esses tubarões? Acho que todos já ouviram falar deles, são conhecidos como tubarões brancos.

Ela tremeu de novo, claro que sim, todos conheciam a raça que era considerada a mais perigosa de todos os tubarões.

– Fique tranqüila, afinal eles nem a viram ai ainda, eles não enxergam muito bem, mas se você se machucar e sair sangue, eles vão ficar bem violentos.

Rachel olhou os tubarões e depois olhou o Killer.

– Vamos ver se você sai daí?

Rachel olhou para ele incrédula.

– Isso mesmo, Chéri, você só sai daí quando eu quiser, e isso pode demorar bastante.

Desesperada, Rachel esqueceu o aviso que ele tinha acabado de dar sobre se ferir, e começou a se mexer muito dentro da gaiola, entrou abrir ela, em vão, e então foi mais drástica, olhando para cima, colocou a mão onde ficava presa as correntes e tentou com toda sua força tira-las, aquilo iria abrir um belo buraco na gaiola, e ela poderia sair nadando, os tubarões nem iam percebê-la, afinal, estava sem sangue. Usou tanto sua força que logo sentiu uma dor na mão direita, nem se tocou que havia ferido até ver a mancha vermelha na água. O cheiro do sangue ativou os sentidos dos tubarões, que pareceram notar sua presença, e irem em direção a gaiola. Rachel se segurou nas correntes e levantou o corpo,na mesma hora em que os dentes afiados agarram as grades da gaiola, Killer sorriu, Rachel relaxou um pouco e então outros dentes afiados vieram agora pela esquerda, ela se abaixou mas o dentes pegaram somente em alguns fios vermelhos do seu cabelo, desesperada, tentou em vão achar um jeito de sair, mas então lembrou da fama dos tubarões brancos, rápidos, nesse momento mais uma vez o tubarão investiu contra a gaiola, Rachel se encontrou no outro lado mas o dentes afiados tocaram a pele do seu braço, ferindo e liberando mais sangue na água, o outro tubarão veio por trás de Rachel e essa se abaixou em um rápido reflexo. Rachel se segurou mais uma vez nas correntes, enquanto os tubarões investiam furiosamente contra a grade da gaiola, o Killer apreciava o espetáculo, o medo nos olhos de Rachel, o sangue que continuava a sair na aula, e os tubarões furiosos, não poderia ter tido uma idéia melhor. Depois de quase uma hora nessa brincadeira, Rachel estava exausta e já tinha novos ferimentos no corpo, nada muito profundo, o Killer ainda se divertia. Até que, por causa do número de investidas, um dos tubarões conseguiu arrancar um dos ferros, Rachel ficou desesperada, enquanto tubarão se preparava para uma nova investida.

– Subam ela.

O Killer ordenou assim que previu o que iria acontecer, os homens levantaram a gaiola o mais rápido que puderam, os tubarões ainda investiam mesmo com a gaiola em movimento, Rachel deu graças a deus quando se sentiu fora da água e se deixou cair deitada na gaiola, enquanto os homens colocavam a gaiola na plataforma, o Killer subia em sua plataforma e outro homem dava comida aos tubarões. O Killer foi para a plataforma que ela estava, os homens tiravam Dulce quase desmaiada da gaiola e tiraram os equipamentos dela, o Killer a pegou nos braços.

– Me solta.

– Vou levar você para limpar esses ferimentos.

– Me solte, isso é culpa sua.

– Calma Liebe.

Ele passou para a outra plataforma, enquanto Rachel ainda protestava sem forças para fazer escândalos, ela falava baixo, fugir quase uma hora de tubarões tinha acabado com todas as energias dela. O Killer fez os curativos nela no quarto, depois deu banho nela e a obrigou a comer, e antes de dormir, a ultima coisa que Rachel ouviu foi sua voz falando algo em uma língua que ela não sabia qual era.