The Killer
37 XXXVI - Queria que você estivesse aqui
Notas iniciais
Fuck yeah! HAHAHAHAHA Estou animada... Nao vou enrolar aqui!
Boa Leitura!
PS: Se deliciem com essa foto do Rob em Cosmopolis... Achei muito parecido com o ~nosso~ Edward daqui... Nao é!?
XXXVI — Queria que você estivesse aqui
Narração: Cullen
-Tudo pronto? — perguntei entrando no quarto do Hotel cinco estrelas. Heidi me fitou por cima do ombro, enquanto encarava a mala seriamente.
-Eu não sei o que levar. — murmurou com as mãos na cintura.
-Qualquer roupa para o frio extremo. — ela me olhou com a testa franzida. — Lá chove o tempo todo!
-Se fosse para passar frio, me mandasse logo para a Rússia! — resmungou.
-Estará mais segura lá? — perguntei analisando sua mala de porte médio.
-Não, não estaria mais segura. — suspirou se sentando na cama. — Meu pai não é conhecido pela misericórdia.
-Negocio de família, ahn? — sorri. Ela me acompanhou.
-Você me entende... Essa coisa de DNA não se pode ignorar! — Heidi disse de modo leve, mas havia uma reprovação por detrás das palavras.
-Mas essa vida... — suspirei e sentei-me ao seu lado. — Não é algo que eu deseje ao meu futuro filho.
-Por isso eu quero mudar. — Heidi sussurou. — Não dá para continuar matando e tendo uma família paralelamente. Uma hora ou outra, eles vão se colidir... A família quebra ou seu trabalho já não tem a mesma eficiência! São caminhos oposto... Não podem se harmonizar!
-Agora posso entender porque o casamento dos meus pais não deu certo. — olhei para frente, sem enxergar nada. -Meu pai sacrificou a família pela eficiência no trabalho, mas isso não queria dizer que nos amava menos!
-Seu pai tinha um nome a zelar... Pulso firme. — senti seu olhar sobre mim. — Lembro-me dele. — virei o pescoço imediatamente.
-Se lembra?
-Claro... Cheguei aqui nos EUA quando tinha dez ou onze anos. — eu sentia a sinceridade em cada palavra proferida. — Aos quatorze anos eu já era uma puta famosa...
-E meu pai fudeu você? — chutei erguendo uma sobrancelha. Ela riu.
-Quase isso. — contou-me. — Assim que ele me viu com a lingerie preta de renda e... Toda aquela porra de sedução e blá blá blá... Ele perguntou minha idade e eu disse. — pôs uma mecha de cabelo atrás da orelha. — Edward me disse que tinha um filho quase da mesma idade... E que, um dia, o filho teria uma fama tão grande quanto à dele. — ela sorriu sem humor, enquanto eu procurava digerir a informação em si. — Disse-me para nunca esquecer o sobrenome Cullen... Porque os Cullen têm sede de sangue!
-Ele sabia que ia morrer. — sussurei chocado. -Desde quando começou me treinar... Sempre soube!
-Por mais cruel que ele fosse Edward, não desejava isso para você... — disse gentil. — Só lhe passou o conhecimento, porque é o legado da família! Mais cedo ou mais tarde, eu ia aprender a matar assim como você... Entretanto, eu não seria livre, como eu sou aqui! Teria que abaixar minha cabeça sempre para o meu pai... Ou meu irmão mais velho! Eu seria a cachorrinha deles... Que faria tudo o que lhe fosse ordenado! — e fez uma pausa melancólica. — Tudo!
-E então, você fugiu.
-Não foi fácil... Eu amava minha mãe, mas ficar por amá-la seria um preço alto demais para eu pagar. — suspirou. — E aqui estou eu, fugindo de novo!
-Mas dessa vez, você não terá que se deitar com ninguém que você não deseje, nem vai precisar matar para ganhar dinheiro. — falei, querendo mudar o rumo da conversa. — Você pode trabalhar num mercado ou numa pequena floricultura, se tiver! Vai viver honestamente e criar seu filho... Vai se casar, se desejar, ter alguém que a ame e que lhe dê tudo o que não teve! Você vai ser feliz em Forks, Heidi!
-E tudo isso graças a você, Edward. — Heidi afagou minha mão com lagrimas nos olhos. — E eu nem sei como agradecer! — disse com a voz embargada.
-Amigos são para isso, Heidi. — falei esticando um canto da boca. — Amigos lhe ajudam quando você mais precisa... Amigos lhe levantam do chão quando você cai e ti fazem rir quando está triste. — abracei seus ombros. -Sei que tenho muitos defeitos... Mas também sei que tenho algumas poucas qualidades! E...
-Edward, cale a boca! Não estrague suas palavras bonitas. — ela riu limpando as lagrimas que caíram. -E pensar que eu já duvidei que você tivesse um coração batendo em seu peito...
-Eu não tinha. — respondi depositando um singelo beijo em sua testa. Levantei-me da cama. — Bella me deu um coração!
-Eu fico imensamente feliz por isso. — ela sorriu. Sorri de volta e meu pensamento me traiu, escorregando para o hospital. -Está preocupado com ela, não está?
-Como? — fiz-me de desentendido.
-Dá pra perceber quando pensa nela. — virou-se de lado para dobrar as roupas. — Seu olhar perde o foco, sua expressão muda... É bem visível! Estou impressionada que tenha saído de perto dela só para me levar ao aeroporto.
-A maior parte do tempo ela fica sedada. — dei de ombros. — E eu não deixaria você ficar aqui correndo perigo!
Heidi resmungou concordando e eu aproveitei para dar uma volta no quarto. Parei perto da janela grande e observei os prédios se mesclarem entre um tom de cinza opaco e vidros espelhados. Coloquei as mãos nos bolsos e suspirei. Será que eu ainda tinha um emprego? Aquele chefe borra botas com certeza ainda me mantinha lá, mesmo estando ausente... Ele ficara com medo da minha ameaça! Eu tinha que voltar a estabilizar minha vida, estava toda bagunçada depois que Bella entrou em meu caminho como um furacão. Heidi cantarolava uma musiquinha infantil em outro idioma, que julguei ser Frances. Estranhei.
-Você fala Frances? — perguntei fitando-a por cima do ombro. Ela sorriu ainda murmurando a canção.
-E quem não fala? — rebateu mal interrompendo a canção. Sorri balançando a cabeça. Eu realmente sentiria falta de Heidi.
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-Seu vôo sai daqui a pouco. — falei lhe entregando a passagem. Ela suspirou animada.
-Dá ate um friozinho na barriga. — eu ri.
-Você não quer comer nada? Eu não vi você se alimentando hoje. — preocupei-me. Heidi revirou os olhos.
-Estou bem, não se preocupe comigo senhor Durão. — deu dois tapinhas em meu braço. — A criança dentro de mim não passará fome!
-Isso é o que você diz... — ergui uma sobrancelha. Ela cruzou os braços emburrada.
-Se eu tomar um café, você melhora essa cara?
-Não. — neguei curto e grosso, cruzando os braços também.
-Você vai me obrigar mesmo a comer? — desafiou-me.
-Só não enfio algo goela abaixo em você, porque estamos em publico. — lancei-lhe um sorriso cheio de sarcasmo. Ela fez um biquinho e suspirou, deixando os ombros caírem.
-Eu me rendo. — balançou o dedo, como se uma bandeira branca estivesse alçada nele. Sorri vitorioso. -Filho da mãe, é golpe baixo fazer isso com uma grávida!
-Pare de reclamar, estou conseguindo ouvir seu estomago daqui. — brinquei.
-Não estou com fome. — resmungou de novo enquanto eu a guiava para uma lanchonete pequena.
No final das contas, Heidi comeu dois hambúrgueres e tomou um copo médio de refrigerante de cola. Claro, eu tentei a persuadir a comer algo mais saudável ou mais sustentável, mas ela disse que aquilo era uma espécie de vingança contra mim, já que eu a obriguei comer sem ter fome. Tentei me limitar ao café, mas como vingança de novo, Heidi me fez trocar o café por um suco de laranja e um croissant. Torci o nariz, mas acabei comendo!
-Con Air 2231 decola em menos de uma hora. Passageiros, por favor, embarcar no portão 2! — uma voz feminina eletrônica disse pelos auto-falantes. Heidi e eu nos encaramos por um tempo. Eu a segui ate o portão 2 de embarque, com uma das mãos em seu ombro. Paramos olhando a pequena fila de pessoas entrando.
-Estou com medo. — ela sussurou amedrontada. Apertei seu ombro.
-Não precisa ter medo. — falei igualmente baixo. Heidi me olhou com olhos grandes marcados pela maquiagem negra.
-Eu não quero ir. — disse. Eu apenas a fitei sem sentimento algum nos olhos. — Tudo bem, eu só estou surtando! Pode me dar um tapa!
-Estamos em publico... Não posso dar uma bifa na sua cara. — sorri com falsidade. — Agora pare de frescura e entra naquela fila... Vá para Forks!
-Hm... — hesitou respirando fundo. — Ok, tudo bem! Eu vou!
-E nem tente me enganar, estarei vigiando esse portão ate ele ser fechado!
-Como se eu fosse sair correndo e gritando. — revirou os olhos.
-Pare de graça e vá de uma vez! — sorri torto.
-Obrigada por tudo Edward. — ela laçou meu pescoço e me apertou entre os braços. Sorri alisando suas costas e cabelos. — Obrigada!
-Você sabe onde eu moro e tem meu numero... — resmunguei. — Sabe como me achar quando precisar!
-Posso ti pedir somente mais uma coisa? — pediu ainda agarrada a mim. Murmurei concordando. — Quer ser o padrinho do meu filho?
Afastei-me para observar seu rosto radiante.
-Será um prazer, Heidi. — sorri torto. Ela beijou minha bochecha e bagunçou meus cabelos.
-Tchau Edward. — ela disse se afastando devagar. Dei um breve aceno.
-Ate mais, Heidi. — eu disse já sentindo falta de suas palavras dissimuladas. — Se cuide, garota!
-Tome juízo, senhor Durão. — ajeitou a bolsa em cima do ombro e entrou na fila. Sorri acenando de novo. Aos poucos, ela foi avançando na fila. E quando ela chegou um passo antes de entrar pelo portão, olhou em minha direção por cima do ombro. Eu me mantive firme como uma rocha, dando-lhe a segurança que precisava. Heidi sumiu do meu campo de visão.
Narração: Swan
Abri os olhos lentamente, tornando-me consciente na mesma velocidade. Alguém segurava minha mão, mas não consegui focalizar o rosto. Minha visão ainda estava embaçada, mas eu não tinha pressa. Gemi e tentei me mover, sentia meu corpo levemente dormente por ficar tanto tempo sem se mexer ou apenas em repouso. A mão que segurava a minha, apertou meus dedos delicadamente.
-Edward? — chamei incerta levantando os olhos cegos novamente.
-Não, Bells. — disse a voz masculina. Levei meio segundo para identificar a voz. — Sou eu, o Seth.
-Oi. — resmunguei rouca. Ele sorriu aliviado.
-Ola, pequena. — ele sussurou amoroso. -Você tem visitas. — e olhou por cima do ombro. Eu segui seu movimento. Aquele hospital já era um inferno em si, mas eu só descobri isso quando vi o Demônio me analisar com os calorosos olhos falsos. Automaticamente, minha mão apertou a mão de Seth. -O que foi, Bella?
-Nada. — respondi rápido demais. Procurei me acalmar. Disfarcei pondo a outra mão em cima do curativo. — Senti uma pontada.
-Ainda dói muito?
-Quase não dói, se eu não me movo. — segredei-lhe tentando sorrir. Voltei meu olhar para os visitantes. Demônio, Cadela e... Stefan! Todos aos pés de meu leito com olhares bondosos e expressões inocentes. Eu quis gritar e espernear, falando para me deixarem em paz e sozinha! Caso eu fizesse isso, me dariam mais uma injeção e eu ficaria a deriva de novo... Sentia-me tão confusa e desnorteada depois desses calmantes fortes! Eu não percebi que o silencio dentro do quarto só era quebrado pelo bip constante do aparelho miocárdico. Resolvi eu mesma quebrá-lo! — Desde quando estão aqui?
-Alguns poucos minutos. — Seth disse.
-Mentira! — Leah cortou o irmão. — Faz horas que estamos esperando você acordar... Estávamos indo embora!
"Droga! Eu devia ter ficado de olhos fechados!" me amaldiçoei.
-Desculpem-me. — falei olhando em um ponto sem foco. Eu não queria olhar-lhes nos rostos. — Eu odeio hospitais... Minha estadia aqui está sendo um pouco... Como posso dizer?
-Conturbada? — Stefan ariscou um contato comigo. A preocupação estava expressa em seus olhos, mas muito bem escondia em sua face. Assenti, concordando. — Eu também nunca gostei de hospitais!
-Eu não gosto de muitas coisas... E hospitais é uma delas. — fixei meus olhos no Demônio. Ela nem pestanejou incomodada, simplesmente devolveu-me o olhar gélido com maldade e satisfação, por me ver em cima da cama inutilizada temporariamente. -Cadê meu pai?
-Ele já está voltando. — Seth disse afagando minha mão. Antigamente, seu carinho me mantinha relaxada... Agora, eu mal conseguia parar de travar os músculos faciais. Meu pai entrou porta adentro de cabeça baixa e de inicio não percebeu que eu estava acordada. -Ah! Olha ele ai!
Charlie levantou a cabeça confuso.
-Oi pai. — sussurei dando um pequeno sorriso de canto. Ele correu para o lado de Seth e sem perceber, o empurrou com o cotovelo. Meu irmão de criação recuou envergonhado e se instalou ao lado de Stefan.
-Oi, querida, como se sente? — perguntou amoroso afagando minha bochecha com leveza. Ter toda sua atenção para mim, como antigamente, fez meu coração se encher de uma felicidade inexplicável. Meu herói estava ao meu lado de novo!
-Cansada de estar sempre deitada. — resmunguei fazendo uma careta. Ele riu enrugando os cantos dos olhos. -É tediante ficar aqui... Sempre dormindo!
-Você tem que repousar, Bella. — Charlie disse apos exalar um suspiro. Alisei seu rosto também.
-Eu sei. — sorri. Meu pai me dava energia, assim como Edward. Edward! — Onde está...?
-Seu namorado? — ele disse a frase um pouco mais alto. Qual era o plano de Charlie!? Arrisquei um olhar rápido por cima do ombro do meu pai. Stefan estava de olhos fechados, como se sentisse uma forte dor. Os olhos se Seth ficaram desprovidos de qualquer emoção. Assenti lentamente para a pergunta do meu pai. — Foi resolver um assunto... Com uma amiga.
-Amiga!? — Seth perguntou antes de mim. Seu tom foi malicioso. — Cuidado, Bella... Alguém está indo se divertir fora de casa!
-Ele não faria isso. — falei friamente, encarando Seth com novos olhos. — Edward não me procura somente para se enfiar entre minhas pernas.... — Charlie pigarreou constrangido. — E mesmo que fosse... Sei agradar ambos os gostos! — e fitei meu pai. — Sou bissexual, pai!
-Bom... — ele pigarreou incomodado. — Eu não ligo para sua opção sexual, Bella... Faça o que você gosta, mas com consciência!
Tive vontade de gritar "me ameaça agora, vadia frigida!" para o Demônio, mas eu consegui me controlar. Suspirei cansada. Mesmo Seth tendo brincado maldosamente com aquilo, eu não conseguia parar de pensar no que Edward podia estar fazendo com aquela assassina em pele de cordeirinho. Tudo bem, eu sabia que ele não era idiota em sair se enfiando em qualquer vadia, mas... Como eu deteria minha mente doentia!? Os dois eram tão íntimos que...
Fechei os olhos.
-Você está bem, filha? — Charlie perguntou baixinho. Mordi o lábio inferior com força. Resmunguei afirmando. Não confiaria em minha voz agora! — Ele não está lhe traindo, Bella.
-Como pode saber? — abri os olhos e fitei meu pai.
-Eu vi a intensidade dos sentimentos dele por você, querida. — disse docemente. — E eu posso afirmar que...
-Pai. — murmurei interrompendo-o. — Amor não tem nada haver com traição. E disso eu sei! — devagar, virei-me de costa para o meu pai e encolhi minhas pernas. — Me deixem sozinha um pouco, por favor!
-Tudo bem, querida. — Charlie beijou meus cabelos. — Eu volto depois, certo?
-Certo. — resmunguei sem energia.
-Melhoras, Isabella. — o Demônio disse amável. Não respondi. Houve um pequeno burburinho para a saída de todos... E então o amado silencio me embalou! Funguei e tornei fechar os olhos. Edward era um filho da puta que dominava meu coração... E por mais que eu quisesse ficar brava com ele, não conseguia! Eu ate gostei quando ele puxou meu braço.
Toquei o meu curativo.
Eu levaria aquela cicatriz para o resto de minha vida. Talvez Charlie tivesse razão... Estava passando da hora de Edward e eu oficializarmos o que tínhamos. Pensar nele fazia a saudade aumentar ainda mais. Eu queria tanto um abraço dele agora!
Wish you were here — Avril Lavigne
Abracei meu próprio corpo. Eu sabia que estava errada em pensar isso dele, mas... Qual é! Eu estava numa cama de hospital, com a respiração controlada para não doer à porra do ferimento. Edward nunca escondeu que tinha necessidades... Físicas sexuais! Eu tinha que entender isso... Mas ele também não podia ter pegado uma puta qualquer sem ninguém saber!? Tinha que ser a vaca da Heidi? Poxa...
Mordi o lábio inferior.
-Estranho como você sente a falta de uma pessoa, não é? — olhei sobressaltada por cima do ombro. Uma mulher loira, vestida de enfermeira estava em pé de braços cruzados. Somente arregalei os olhos. -Engraçado que no seu caso, não há motivos para isso... Já que você não perdeu ninguém!
-Desculpe. — falei incomodada com sua presença petulante. — Eu ti conheço, por um acaso?
-O que você acha? — ela rebateu olhando-me curiosamente. — Sabe, eu acho injusto algumas pessoas pagarem pelos pecados dos outros... — ela era algum tipo de psicótica de que eu tratei de por o marido na prisão? — Mas às vezes é preciso!
-Do que diabos você esta falando? — perguntei franzindo a testa. Eu não conhecia o rosto dela!
-Vou dar uma dica. — sorriu se aproximando com algo nas mãos. Encolhi-me na cama. -É por causa do seu namorado.
-Edward? — resmunguei. — O que ele tem haver com isso!? — eu quis saber. — Ah não... Não me diga que você não é mais uma assassina em busca da minha cabeça?
-Não. — negou. — Sou só uma viúva em busca de vingança. — agora eu percebi que o que havia em suas mãos era um travesseiro fofo. -Você não acha justo um parceiro pelo outro? Seu namorado matou o meu...
-O que? — assustei-me. E em seguida fiquei muito fula! — Está dizendo que eu estou pagando pelo que Edward fez? Serio!? É isso mesmo ou eu entendi errado? — ela abriu a boca para responder. — Minha querida, eu estou passando por uns maus bocados, fui esfaqueada, meu namorado está se engraçando com uma vadia e eu odeio que interrompam meu momento só. Agora se você não se importa...
-Eu me importo e cala a boca de uma vez! — suspirou se aproximando mais. Recuei o máximo que eu pude sem cair da maca. — Você vai pagar e fim de papo!
-Posso, pelo menos, fazer uma ultima pergunta!? — pedi sem ter para onde correr. Ela bufou impaciente.
-Pergunte de uma vez!
-Quem é você? — perguntei seria.
-Rosalie Hale. — respondeu mais seria do que eu. — Viúva de Emmett McCarty.
-Hm... — e sorri ajeitando-me na cama. A suas costas, a porta se abriu lenta e silenciosamente. — Mas é melhor matar direito, porque se eu viver... Você vai querer ver o Demônio pessoalmente, mas não vai querer me ver!
A porta ficou entreaberta.
-Não se preocupe... — ela sorriu. — Eu treinei bem com outras pessoas!
-Ah... — minha exclamação saiu tremula. Rosalie se aproximou com o travesseiro, pronto para ser colocado sobre meu rosto. Fechei os olhos por medo e esperei... Eu tinha que me fingir de morta, para então começar a lutar! De repente a porta foi aberta com um estalo alto, assustando minha futura assassina que teria um futuro processo e eu. Edward estava ao fundo, atrás dos seguranças.
-É ela! — ele disse. — Ela não é enfermeira coisa nenhuma... Eu ouvi as ameaças!
-Você é uma puta mesmo. — Rosalie rosnou para mim, tirando uma seringa que continha um liquido amarelo dentro do bolso.
-Cuidado! — Edward exclamou preocupado. — Não a deixe aplicar nada nela!
Claro que os seguranças não deixaram! Mal deram tempo para Rosalie respirar. Eu me lembraria do nome dela... E diria para meu pai jogar um processo tão grande em cima dessa cachorra, que nem se ela se vendesse todo dia, ia tirá-la da lama! Rosnando e gritando, ela foi tirada do quarto pelos brutamontes. Cruzei os braços e encarei Edward friamente. Ele entrou e trancou a porta.
-O que foi? — perguntou olhando-me penetrantemente.
-O que foi? — repeti a pergunta com desdém. — Que historia é essa de você sair com amigas e me deixar aqui, moribunda no hospital? Francamente Edward...
-Primeiro. — ele disse serio. — Tira esse s, eu estava sim com uma amiga. Segundo. — fez o numero com os dedos. — Eu nunca dei motivos para você desconfiar de mim... Na verdade, é ao contrario, não é? — desviei os olhos, envergonhada. — E terceiro... De nada por salvar sua vida novamente!
Continuei com os olhos baixos, reprimindo a vontade de chorar. E quando eu senti que meus lábios me trairiam, os mordi com força e funguei. Eu simplesmente odiava parecer tão fraca perto de Edward, quando ele conseguia ser simplesmente o herói facilmente. Sentia-me a humana fraca perto do imortal mortalmente forte. E era horrível sentir isso! "Droga, essa mudança de hormônios estava acabando comigo..." pensei segurando um suspiro.
-Sabe... — ele começou se aproximando, pelo o que pude notar pelo canto do olho. — Eu estou triste.
-Por quê? — perguntei baixinho.
-Por dois motivos. — ele enrolou-se.
-Fale. — pedi ajeitando-me confortavelmente nos travesseiros. Edward roçou sua mão em minha perna ainda embrulhada pela coberta.
-Acabei de deixar Heidi no aeroporto. — disse com indiferença, mas eu sabia que ele se importava demais com ela. — Vou sentir falta dela!
-Ah é? — ergui uma sobrancelha, olhando para o lado oposto onde ele estava. A maca protestou com um rangido quando Edward se deitou ao meu lado, de lado.
-É. — sussurou. — Mas o que me deixou mais triste foi o fato de eu dirigir como um louco pra cá, só para ti ver... E ti encontro com essa cara emburrada de quem matou dez e quer aleijar cinqüenta!
-Olha Edward... — suspirei, finalmente fitando-o. — Me desculpe, ok? Você sabe que eu sou...
-Uma idiota que acredita cegamente no que os outros resmungam? — cortou-me de modo como se estivesse pensando em voz alta. — É, eu sei de tudo isso e você sabe que no momento em que assumi meu amor por você, eu sabia que a idiotice vinha como num pacote zipado e sem devolução! Então... Não se desculpe por ser você mesma!
-Mas eu preciso. — teimei amando e odiando suas palavras.
-Não, não precisa. — balançou a cabeça. Nos calamos e outra vez, o único som que quebrava o silencio era o aparelho medindo meus batimentos cardíacos. Edward se ajeitou na maca ao meu lado e começou a roçar as pontas dos dedos em meu braço nu. Por onde sua pele entrava em contato com a minha, a minha se arrepiava instantaneamente. Ele ficou brincando comigo ate o medidor miocárdico alterar, se acelerando. Abaixou a cabeça e beijou meu pescoço. Engoli seco
-Mas sabe o que me deixaria feliz? — sussurou em meu ouvido. Murmurei negando. — Ver o prazer estampado na face da minha mulher.
-Mas... — hesitei controlando minha respiração. — Eu não sei...
-Não sabe o que? — sussurou de novo e mordeu o lóbulo direito. Sua mão, um pouco mais ousada, ficou sobre meu seio esquerdo.
-Eu não sei... — ofeguei e lutei para manter a respiração normal. — Os meus pontos...
-Não preciso estar sobre ou sob você para lhe dar prazer, amor. — a voz de Edward derretia como mel. Fechei os olhos, revirando-os nas orbitas.
-Repete. — pedi desafinada.
-O que? — continuou usando um timbre sedutor e levemente rouco. Se dependesse de mim, eu botava fogo naquele quarto de hospital junto com Edward.
-Me chama de amor de novo. — reprimi um pequeno gemido. Uma de minhas mãos começou a acariciar seu peitoral. Ele riu sedutoramente, fazendo-me suspirar ainda de olhos fechados.
-Eu vou usar meus dedos em você, amor. — o suspiro dele em meu pescoço, foi o meu fim! Naquela hora, ele podia confessar que havia saído com mil mulheres e roubado todo o meu dinheiro, que eu não ligaria! Roçou o nariz em meu maxilar e fez o mesmo com os lábios, só para me torturar. -E então?
-Você é tão malvado. — resmunguei procurando por sua boca. Edward moveu os lábios devagar sobre os meus, somente saboreando. Às vezes suspirava e às vezes se afastava um pouco, com meu lábio preso entre os dentes. Não precisava fazer mais nada, eu estava pronta para ele! Seu beijo se tornou mais rude e violento, exigindo mais de mim. Perdi a pose de moça inocente que nunca transou e passei o braço por seu pescoço, segurando firmemente seus cabelos. Os puxei para trás com força, dando-me um tempo para respirar.
Eu já não ouvia o aparelho crepitando furiosamente.
-O aparelho...?
-Coloquei no silencioso. — murmurou apressado. — Preste atenção em mim, Bella... Somente em mim!
-Isso não é uma dificuldade. — rebati ofegante. Sua mão massageou meu seio sem pudor. Meu centro pulsou, esperando-o. -Você sabe que eu gosto de gemer...
-Então manterei sua boca ocupada. — resmungou malicioso. Soltei uma risadinha sem fôlego.
-Isso também não é uma dificuldade. — passei a língua sobre seu lábio inferior. Edward sugou o meu superior, distraindo-me.
Sua mão foi descendo aos poucos e devagar, enquanto provocava-me com sua língua traiçoeira. Meu sexo implorava por um toque seguido de outro, já que eu não podia cavalgar nem ser montada. Ha quanto tempo Edward e eu não transavamos!? Quatro dias? Uma semana? Eu já não sabia mais... O hospital tirava-me da realidade temporal.
-Você fica tão sexy nessa camisola descartável... — sussurou descendo os beijos para meu pescoço. Lambeu e me mordeu, sem querer deixar marcas, me revirando os olhos. Abafei outro gemido.
-Fico... Nada... — engoli uma golfada de ar enquanto eu ainda tinha um resto de autocontrole.
-Pode ter certeza que fica. — rebateu. -Acha que eu ficaria assim... — e encostou sua ereção em minha coxa. -Excitado se você não ficasse sexy?
-Edward... — gemi baixinho e soltei um choramingo. Sua mão entrou sob a coberta e entrou em contato com minha pele nua da coxa. Como na primeira vez, eu me senti em chamas! Seu polegar acariciou a parte interna da minha coxa e lentamente subiu a mão, adentrando minha camisola descartável.
Beijou meu tórax, mordeu minha garganta e subiu de novo, atacando-me os lábios. Puxei seus cabelos de novo e enrosquei minha língua na dele. Um suspiro surpreso ficou entalado no meio da garganta, quando seus dedos acariciaram meu sexo de leve. Arranhei sua nuca e entreabri as pernas.
Edward beliscou meu clitóris e em seguida, o massageou com delicadeza. Rosnei puxando ainda mais sua cabeça em minha direção. Enfiou um dedo e tirou, enfiou e tirou, enfiou e tirou nunca deixando de massagear o pequeno músculo sensível. Esfregou meu botão com força e rapidez. Estremeci e separei minha boca da dele, mordendo seu maxilar e sugando o lóbulo e mordiscando. Arfei e choraminguei, descendo minha mão para colocá-la em cima da de Edward.
-Sem barulho. — lembrou-me baixinho. Assenti distraída, mordendo os lábios. -Não consigo parar de me imaginar dentro de você...
-Não me torture. — pedi sem fôlego. Ele enfiou três dedos em mim e manteve uma velocidade constante. Puxei a cabeça de Edward para mais perto de mim e gemi em seu ouvido. Ele beijou meu rosto e aumentou a intensidade das caricias.
-Ei amor, coloque a perna em cima das minhas coxas... — pediu engolindo seco. — Vai ser melhor...
-Entendi. — fiz o que ele pediu e no mesmo instante, a impressão, foi de que Edward conseguiu ir mais fundo com seus dedos, girando-os loucamente em mim. Gemi baixinho de novo e não atrevi a mexer o quadril, deliciando-me com o som de fricção. Tive uma vontade louca de pular em cima de Edward e cavalgar furiosamente... Mas eu não podia abusar!
-Vem amor... Goza pra mim! — sussurou esfregando meu clitóris tão rápido quanto enfiava seus dedos em mim. Dei um suspiro dolorido, perdi o fôlego, arrepiei-me toda, estremeci e gemi em seu ouvido novamente. Explodi, tendo meu ápice com um gosto a mais. Edward parou os movimentos e tirou os dedos de mim, para lambê-los gulosamente. — Adoro seu gosto!
-Amo você. — respondi sem fôlego, encarando o teto. -Mas...
-Não continue! — interrompeu-me com um selinho rápido. -Ainda estou lutando para não ti possuir selvagemente!
-Você me excita de propósito ou não sabe que frases assim me deixam acessas? — lancei-lhe um sorriso doce.
-Na verdade... — puxou a manta mais para cima, embrulhando-me corretamente. — Eu adoro ti excitar, Bella... Você fica mais submissa quando quer prazer!
-Safado! — ri. Os pontos protestaram e eu toquei o ferimento, para atenuar a impressão ruim. Edward se ajeitou ao meu lado, obrigando-me a ficar na mesma posição que ele. Estávamos deitados em conchinha. Sua ereção era bem... Grande! -Testar meu autocontrole não é uma boa coisa!
-Pode ir parando de graça, sua pervertida. Só deitei assim para podermos descansar. — eu sentia o sorriso em sua voz.
-Espera mesmo que eu durma com seu pau todo duro ai atrás? — perguntei com desdém. Ele riu de novo.
-Vou cantar para você... — e começou a cantarolar uma cantiga de ninar infantil. No inicio eu achei graça, mas era convidativa na voz dele. Meus olhos pesaram enquanto ele repetia e repetia a canção. Entrelacei meus dedos nos dele e fui envolvida por seus braços fortes. Não demorou muito para eu acabar adormecendo, muito relaxada!
Notas finais
QUEM GOSTOU DO SACANAGEM, LEVANTA AS MAOS! /
Dêem um desconto... ela ainda estava debilitada, entao, nao pude ser... Selvagem, como sempre sao! Mas vao ser
HAHAHAHAHAHAHAHA
Nao vou soltar spoiler do proximo capitulo... É surpresa! MUAHAHAHAHAHA
Me perguntaram! /
P: "Tem alguma musica que sempre te inspira?"
R: Uma especifica? Hm, nao... As vezes, penso que determinada musica combina com o momento, ai ela me inspira... Mas as vezes o que me inspira é o genero! Romantica, agitada, rock leve, rock pesado... Acho que isso me inspira mais :)
E eu lhes pergunto...
"Se voces pudessem guardar a essencia de um momento especial... Qual momento seria!?"
E eu sei que com essa pergunta, voces vao me surpreender, porque voces sempre fazem isso :)
Ate proxima sexta!
Bj ;*
Fale com o autor