The Killer
32 XXXI – Aja naturalmente
Notas iniciais
Muitas ficaram bem animadinhas com o menage, nao é? Eu estava numa boa fase! HAHAHAHAHAHAHAHA
Adorei todos os reviews do capitulo anterior e peço desculpas por nao responder antes! A escola me consome, o proximo capitulo pede total atenção... Está puxado para mim ;/
E outra!
The Killer chegou aos 500 revieeeeeeeeews! Deus, estou tao feliz com isso! Voces vao ultrapassar AF daqui a pouco! Quero agradecer tambem as recomendações *-* Eu amo todas! E em relação a isso, deu empata com AF! Voces sao lindas ♥
XXXI – Aja naturalmente
Narração: Swan
-Miga, quantas vezes terei que dizer!? Pô, eu esperei você me falar que havia saído... Estou chateada! – o recado de Kim dizia. Ela riu. – Brincadeirinha! Aí, fiquei sabendo de um babado! Sabe a Kate? Filha do amigo do meu pai? – a desgraçada sabia chamar minha atenção. – Miga, ela foi chi-fra-da! – separou as silabas. Meu queixo caiu. – Sim, eu estou passada também!
-Não é mais fácil você ligar pra ela? – Edward perguntou.
-Shhh! – chiei continuando a ouvir o recado.
-E você não sabe da pior! – soltei uma exclamação surpresa. – Ah droga... Meu tempo acab...
E o recado dela se encerrou!
-Mais que droga! – reclamei discando o numero dela no mesmo instante.
-Eu falei que era melhor ligar! – Edward se gabou.
-Shhhh! – chiei de novo esperando ela atender ao telefone.
-Tudo bem, não se preocupe... Vou assistir TV! Faz tempo que não faço isso. – se fez de vitima. Dei-lhe um sorriso doce. Ele se sentou no sofá e ouvimos o guizo de minha gata. – Ei Sesi, quanto tempo gata!
-Desse jeito eu fico com ciúmes! – falei ao ver minha gata se animar e aninhar em Edward. –Traidora! – murmurei entre dentes. Ele riu.
-Alo? – ela atendeu com a voz sonolenta.
-Ei Kim! – falei animada.
-Vadia! Se quiser me enfartar, tem jeitos mais fácies, ok? – reclamou desperta. Ri levantando-me da poltrona e sentando-me ao lado de Edward. Ele abraçou meus ombros.
-Tudo bem, tudo bem... – me rendi. – Eu fui errada! Confesso! Mas eu... Passei mal e tive que vim embora!
-Você abandonou o Mike? – perguntou. Na TV estavam falando sobre sua morte trágica. A desculpa era que ele tinha uma grande divida com algum outro grande traficante e acabou pagando com a vida.
-É. – concordei acariciando Sesi. – Ele me ofereceu drogas e meu estomago revirou. Nojento! Aí eu vim embora. – menti. Nem desafinei nem hesitei, eu era boa nisso!
-Ah...
-Agora que eu vi seu recado! Por favor, me explica que historia é essa da Kate ter sido chifrada! – ela riu do meu tom descrente.
-Fofoqueiras! – Edward cochichou com minha gata. Dei-lhe uma cotovelada rindo. – Ai! – resmungou.
-Ah é! Eu vi...
-Você viu, ou você fez parte disso? – perguntei. Quando se tratava de traição, dificilmente Kim apenas via! Geralmente, ela ajudava a pessoa a trair. Ela hesitou.
-Os dois? – rimos. – Então, miga, você precisa ver o Demetri! Serio, porque médicos são tão gostosos?
-Eles devem compartilhar de uma fonte da beleza quando se graduam. – dei de ombros ao falar pensativa. Edward rodou o dedo perto do ouvido, eu ri de novo.
-Mais então... Nós nos encontramos lá ontem, ai papo vai, papo vem... Ele disse que estava noivo da Kate! É claro que eu sabia, eu sou obrigada a conversar com ela quando meu pai dá aqueles jantares ridículos.
-É, eu sei. – concordei. Kim odiava conversar as filhas dos amigos do pai. Ela sempre dava um sorrisinho de cara de bolacha.
-Continuando! Fomos conversando, ai eu toquei o braço dele, ele sorriu... Nós flertamos e trocamos sorrisinhos. – ela suspirou. “Perai... Kim suspirou? Kimberlly Weber suspirou? Oh-ou!” –Enfim, acabou em pizza! Ou eu devia dizer, no apartamento dele?
-Sua cachorra sem coração! – falei rindo e ela me acompanhou. –E como terminou isso?
-Acabou que... – fez uma pausa dramática. – Demetri quer me levar para sair!
-Ah meu Deus! – murmurei chocada. Do outro lado da linha, ela ofegou. – Que foi, Kim?
-Que horrível! – disse afetada. –Estou vendo o jornal... E dizem que o Mike morreu ontem metralhado!
-Metralhado? – eu quis perguntar “e quando três tiros é o mesmo que metralhado?”, mas fiquei quieta e fiz-me de inocente.
-É. Quem faria isso? – murmurou. Nosso assunto estava mudando outra vez e uma coisa que eu não gostava era de mentir para Kim.
-Ah Kim... Eu tenho que ir! – falei apressada. – Faz tempo que eu não vou à empresa, tenho que dar uma passada lá!
-Ah... – ela nem percebeu minha saída de mestre. – Tudo bem, nos falamos depois! Tchauzinho!
-Tchau. – desliguei e descansei o aparelho em cima do criado mudo. Fiquei em silencio.
-O que foi? – Edward perguntou curioso.
-Odeio mentir para ela. – falei sentindo remorso. Ele beijou minha têmpora e Sesi ronronou, querendo atenção.
-Não mentiu. – disse-me consolando. – Apenas ocultou uma coisa para a própria segurança dela!
Suspirei fitando seus olhos. No final das contas, ele tinha razão. Entortei a boca, inspirei mais uma golfada de ar, descruzei e cruzei as pernas de novo. Edward beijou minha testa, mostrando seu apoio. Ele era um dos principais alicerces que me mantinham em pé. Abri um pequeno sorriso.
-Tem razão. – respondi. –Tem certeza que eu posso levá-la? – perguntei mudando de assunto apontando o queixo para Sesi.
-Sim. – disse-me sem hesitar. – Você vai viver comigo, nada mais justo que você levar sua gata!
-Alice não vai ficar irritada? – minha voz saiu azeda demais para ser amistosa.
-Que fique! Ate onde sei, a casa é minha. – alisou o pêlo macio do animalzinho em seu colo. – Nossa. – corrigiu-se.
-Nossa. – concordei ainda incomodada. Não havia me habituado a idéia de morar junto dele. – Ainda está com pressa, piloto de fuga?
-Na verdade... – desligou a TV. – Sim! Se importa de irmos?
-Na verdade... – levantei-me pegando Sesi no colo. A gata colocou a cabeçinha em meu ombro e ronronou. –Não!
-Então, vamos! – levantou-se também e foi para a direção da porta, onde minhas três malas esperavam super lotadas. –Tem certeza que está levando o básico?
-Ei... – reclamei. – Eu me esforcei para estar levando o necessário, tudo bem?
-Estou vendo. – resmungou pegando duas delas. –Acha que consegue arrastar essa aqui?
-Meu bem. – dei um sorriso malicioso. – Tudo o que você faz, eu faço de salto alto!
-Sim ou não? – revirou os olhos impaciente.
-Sim, não é Edward! – irritei-me. – Que coisa!
-Está vendo? Se tivesse falado isso de inicio... – e saiu no meu apartamento. Olhei ao redor tristonha de repente. Meus olhos se repousaram na pequena sala com a porta entre aberta. De onde eu estava, podia ver a ponta da calda do piano imponente. Funguei e Sesi se remexeu impaciente. –Você vem ou não vem? – a voz de Edward sobressaltou-me. Ele enlaçou minha cintura. – Vamos, o elevador está esperando.
-Tudo bem. – arrastei-me para fora. Edward não me deixou carregar a mala.
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Havíamos acabado de deixar Sesi num pet shop, Edward queria me levar para almoçar e não podíamos fazer isso com um gato conosco. Mas, nesse exato momento, estávamos abraçados no topo do Empire State Building. Havia muitos turistas observando a paisagem.
-Acredita que é a primeira vez que eu venho aqui? – ele disse apoiando o queixo em meu ombro. Entrelacei meus dedos nos dele que estavam ao redor da minha cintura.
-Serio? – ele murmurou concordando. – Eu vinha aqui mais vezes quando era mais nova.
-Porque parou de vim?
-Porque meu pai se casou! – dei de ombros. – Vínhamos todo domingo e depois do Demônio entrar em nossas vidas, ele já não tinha tanto tempo assim pra mim.
-É uma pena. – ele disse pensativo. Encarei o céu, que parecia mais perto de mim.
-Acha que vai chover? – perguntei analisando as nuvens cinzentas cobrindo o poente.
-O tempo de Nova Iorque é doido, então... Acho que sim! – respondeu. –Vamos almoçar?
-Não seria jantar? – perguntei sorrindo. –Esta anoitecendo já!
-Nós não tivemos o almoço, então... Vamos almoçar! – corrigiu-me.
-Depois eu que sou a teimosa! – rimos e nos viramos para entrarmos no elevador. Edward parou abruptamente, virando a cabeça para ver ou ouvir alguma coisa. Eu também parei tensa. – Que foi? – sussurei.
-Pareceu que... – ele me fitou e balançou a cabeça. – Nada não, vamos!
Esperamos alguns minutos dentro do elevador ate ele atingir o chão. Saímos de mãos dadas e eu agarrei seu braço, sentindo uma pequena brisa bagunçar meus cabelos assim botamos os pés para fora do grandioso prédio. Segundo Edward, o restaurante não ficava muito longe dali. Misturamos-nos entre as milhares de pessoas na 5ª avenida. Foi uma curta caminhada.
Hesitei lendo o nome do restaurante e sorri.
-Você é... – sussurei escondendo meu fascínio. – Um grande salafrario!
-Eu sei. – ele riu guiando-me para dentro do restaurante italiano. Edward já devia ter percebido que eu era simplesmente louca pelo idioma e, o que ele não sabia, é que eu também era louca pela culinária de lá. Cochichou algo com o maître, que assentiu e nos levou ate a mesa de dois lugares. Cochichou com Edward de novo e se retirou educadamente.
-Porque tanto mistério? – perguntei curiosa sentando-me com a ajuda dele.
-Shh... – chiou. – Aproveite! Não é sempre que serei assim!
-Ainda bem que avisou. – resmunguei olhando ao redor. O lugar tinha um requinte medieval com um toque de romantismo. Um garçom parecendo um pingüim veio ate nós.
-Senhores, meu nome é Alistair e eu vou vos atender essa noite. – ele disse polidamente. Tentei ser simpática e abrir um sorriso sutil. –O que vão beber?
-Vinho! – eu e Edward dissemos juntos. Ele se remexeu inquieto e eu dei de ombros.
-Sim. – Alistair disse. – Tinto ou Branco?
-Tinto. – Edward respondeu.
-Branco. – respondi ao mesmo tempo. Ele crispou os olhos em minha direção. – Que foi? – sussurei e ele apenas continuou me fuzilando. Revirei os olhos. – Ok, tinto então!
-Eu quero a melhor safra que tiver na casa. – Edward disse usando o poder de sua voz rouca.
-Sim, senhor. – Alistair nos deu o cardápio e se afastou para ir buscar o vinho. Novamente, Edward se remexeu impaciente e olhou ao redor desconfiado.
-Edward, o que foi? – perguntei estendendo minha mão pela mesa em busca da dele. Ele esmagou meus dedos sem me dar atenção.
-Sabe aquela sensação de calmaria que vem antes de uma terrível tempestade? – e seus olhos me fitaram tão profundamente, que eu jurei que possivelmente havia visto minha alma. Engoli seco.
-Sei. – obriguei-me a responder calma.
-É o que eu estou sentindo. – franziu a testa. Com a mão livre, afaguei a dele que esmagava meus dedos.
-É paranóia sua. – sorri para tranqüilizá-lo. – Só não saímos muito em lugares totalmente aberto... Nada vai acontecer. – ele resmungou discordando, mas sorriu torto. Era um sorriso serio demais!
-Não vamos nos preocupar. – beijou minhas mãos. Eu as recuei ate meu perímetro. O garçom havia voltado com o vinho e Edward conversava com ele. Olhei ao redor desconfiada. As palavras de Edward me deixaram alerta.
Narração: Cullen
-E então, eu surtei! – Bella riu de sua própria situação embaraçosa. Eu a acompanhei.
-E depois? – perguntei. Ela bebeu um gole de vinho antes de falar novamente.
-Eu aprendi a mentir! Não foi fácil dizer ao reitor o que aquelas fotos significavam, mas eu neguei ate a morte. – deu de ombros rindo outra vez. – Foi horrível!
-Eu imagino. – beberiquei o vinho. – Não é todo dia que se encontram fotos de alunas seminuas em material de lecionar!
-Foi horrível. – repetiu rindo. – Teve outra vez que o reitor me pegou fumando.
-Fumando? – perguntei incrédulo. Bella fumando!?
-É. – bebeu metade de sua taça. –Eu era uma porra louca na época da universidade!
-Ainda é. – discordei sorrindo. Ela riu abaixando a cabeça.
-É, eu ainda sou. – concordou olhando-me com seus brilhantes olhos castanhos. –Mais então, ele me pegou fumando e pediu para eu ir ao fim do dia prestar contas... – murmurei curioso. – E quando eu entrei na sala dele... Ele fudia a secretaria gostosa em cima da mesa!
-Oh não! – balbuciei. Assentiu dando um sorriso malicioso.
-Depois desse dia ele nunca mais implicou comigo. – contou-me. – E não é dizer que eu me comportei depois disso... Ah não, não mesmo!
-Pilantra. – rimos. – Sua estadia na universidade foi boa!
-Bons tempos. – murmurou encarando-me outra vez. – E você? Sempre foi serio ou... – deu de ombros. – Teve sua fase de porra louca também?
-Responsabilidade sempre foi meu segundo nome. – falei revirando os olhos.
-Nossa! – exclamou. – Que. Chato!
-Eu tive a fase de porra louca a meu modo. – sorri torto.
-Uh... – animou-se. – Aí sim é interessante! Diga-me, o que você aprontou?
-Eu... – fiz uma careta. – Eu roubei e em seguida, matei. Fui pego em flagra! Eu tinha 16 anos quando fui preso com homens do tamanho de mamutes! – Bella riu.
-O que ti levou a roubar? – perguntou apoiando o rosto nas mãos. Sua expressão era de puro fascínio.
-Um pivete do colégio apostou comigo. – ela tapou a boca com a mão. – Se eu não desse resposta, seria covarde. Se eu dissesse não, ainda seria covarde e se teve uma coisa que meu pai me ensinou foi: nunca recue a beira de um desafio!
-Do jeito que fala, seu pai parecia ser sábio. – disse pensativa. Assenti.
-Ele era. – concordei enchendo nossas taças.
-Como saiu da prisão? – perguntou depois de um pequeno silencio reinar entre nós.
-Carlisle. – respondi sentindo um gosto amargo na boca. – Ele havia acabado de se formar como o primeiro da turma e conheceu meu pai antes da morte. Ele me tirou de lá!
-Ah... – resmungou indiferente.
E então ela se concentrou em sua sobremesa. Suspirei satisfeito. Um pontinho vermelho apareceu na roupa de Bella. Franzi a testa. Ela estava toda de preto, não tinha nada vermelho. O pontinho dançou por sua roupa e parou em sua cabeça... Eu entendi o que era aquele pontinho num estalo e não hesitei em agir. Pulei sobre a mesa e Bella, derrubando-a no chão assim como as louças. Sustentei meu peso nos braços para não machucá-la.
-Porra! – exclamei aborrecido. A expressão facial de Bella estava congelada numa careta desentendida. –Mais que porra!
-Edward! – ela sussurou desafinada. – Que porra é essa?
Uma taça da mesa a nossa direita estourou, derramando o vinho e manchando a toalha como se fosse sangue. Os olhos de Bella faltaram saltar do crânio. Levantei a cabeça olhando ao redor, tramando uma rota de fuga. O laser da mira do atirador dançava entre as mesas e pessoas, procurando pelo alvo principal.
-Nos acharam. – ela sussurou. Eu fitei seu rosto pálido.
-Nos acharam. – concordei. Eu estava sentindo falta da adrenalina.
A levantei do chão com um puxão e a arrastei rapidamente pelo restaurante. Tiros pipocaram atrás de nós. Houve um alvoroço e todos se levantaram e começaram a gritar, mas minha mente rapidamente ignorou isso. Concentrei-me em achar um lugar seguro e uma pilastra apareceu em minha frente. Protegi Bella dos tiros, nos escondendo atrás grande pilastra opaca. Os tiros pararam.
-Eu tinha me esquecido como era viver assim... — Bella murmurou ofegante grudando seu corpo contra a nossa proteção. Eu fitei seu rosto de perto.
-Preciso de sua coragem agora. — rebati serio. Ela girou os olhos e fixou-os no teto. Percebi que seus lábios estavam esbranquiçados. — Está respirando, Bella?
-Não. — respondeu agoniada. — Eu só inspiro!
-Se acalme. — falei. Ela olhou-me nos olhos e com um gemido estrangulado se obrigou a respirar calmamente. -O que houve?
-Fui pega de guarda baixa. — umedeceu os lábios. — Só isso! Desculpe-me preocupá-lo!
-Tudo bem. — agarrei seu rosto e dei-lhe um apaixonante beijo, tomando sua boca com ardor. Bella pareceu ficar mais desnorteada ainda quando me afastei repentinamente — Fique aqui! — ordenei tirando a pistola do cós da calça. Sai do meu esconderijo apontando a arma para cima, ignorando o caos ao meu redor. A porra do atirador mirou na minha cara, ferindo meu olho com o laser. Desviei a cabeça para o lado e senti a bala tinindo perto do meu ouvido. Sem hesitar um segundo, apertei o gatilho quatro vezes.
Não houve reação.
-Bella, vem! — chamei-a rapidamente. E o que eu poderia dizer? A postura dela indicava que poderia enfrentar o Diabo agora e ganharia! Aquela devia ser a mesma postura de quando entra nos tribunais. Estendia minha mão e ela a pegou, apertando-a entre seus dedos magros. Sai do restaurante com ela em meus calcanhares e olhei ao redor. Os tiros pareciam vim de um prédio de frente para o restaurante. — Será...? — deixei minha frase morrer.
-Estou com medo. — ela sussurou. Envolvi sua cintura com meu braço.
-Vamos para o carro. — falei recomeçando a andar. Bella bem que tentava andar normalmente, mas meu ritmo era acelerado demais para isso. Sua respiração mudou de regular para ofegante outra vez.
-Mas... — falou hesitante. — O carro não é blindado!
-Eu sei. — murmurei rapidamente. -Mais rápido, Bella! — pedi olhando ao redor de novo. Eu havia me esquecido que ela conseguia maquinar as coisas mais rapidamente que qualquer outra pessoa. Isabella era um ser extremamente inteligente e perspicaz!
-Me diz... — pediu sem fôlego. — Me diz que a arma tem munição o suficiente! Me diz!
-Tem. — eu disse distraído e engatilhei quando pensei ter visto uma cabeleira violeta no meio dos pedestres. Soltei a respiração de modo impaciente. "Era só o que me faltava..."
-Seu mentiroso! — ela exclamou aborrecida. Empurrei Bella contra o carro e abri a porta do mesmo com rapidez, abrindo o porta luvas. -Eu sabia... Sabia que não tinha o suficiente! — disse assim que me viu retirando o pente vazio, substituindo por um cheio.
-Se eu falasse a verdade... — engatilhei. — Você ia surtar! — afastei-me dois passos do carro. — E eu não estou com paciência para agüentar suas neuras! Agora, entra no carro!
-Mas... — hesitou.
-Isabella. — soltei entre dentes. — Cala a boca e entra no carro. — ela pestanejou. — Agora! — rosnei. Tudo aconteceu rápido e ao mesmo tempo, lentamente.
Na calçada, a poucos metros de nós, Zafrina andava desfilando com o rifle de alta precisão nas costas e com as mãos nas pistolas, ainda nos coldres preso em cada coxa. Como se não quisesse atrair a atenção, Bella deslizou passo ante passo ate se instalar em minhas costas e afagar meu braço, como se estivesse me lembrando de que estava ali... E que me defenderia com a mesma intensidade da qual eu a defendo!
-Quando falaram que qualquer porcaria entraria nesse jogo, não acreditei. — falei debochado. — Agora vejo que é verdade!
-Onde esta sua tão falada cadencia, Edward? — Zafrina disse com a voz arrastada pela maldade.
-Ela quis dizer... Onde esta sua educação, Cullen, quando se esta em minoria! — uma voz masculina veio do meu lado esquerdo. Eu deveria saber! Reprimi uma careta.
-Deve estar passeando junto com seu senso de auto-preservação, Peter. — olhei para ele friamente. Seu cabelo verde entrava em contraste com o cabelo violeta de Zafrina. Ouvi uma arma ser engatilhada. Pelo canto do olho, analisei a mulher de cabelo exótico... Ela não havia se movido. Ninguém havia se movido.
-Não sei de que desvantagem esta falando. — Bella disse tão fria quanto eu. Não precisei olhá-la para saber que estava armada. Eu só me perguntava de onde a arma havia saído, mas questionaria mais tarde.
-Você esta brincando comigo? — Peter forçou um sorriso. — Não é mesmo?
-Eu pareço estar brincando, por acaso? — Bella respondeu cinicamente. Era disso que eu gostava nela!
-Você não me conhece. — ele a alertou. Eu observei e soube, que ele quebraria a cara... Ou Bella faria isso por ele se continuasse falando merda! Eu simplesmente adorava vê-la descendo o sarrafo em alguém. Peter era um tipo de assassino de ego inflado, prepotente e narcisista... Como eu! Poderia dizer que todos os assassinos são assim! Mas ate onde eu sabia, ele odiava usar armas ou facas, afinal, sua habilidade era nas mãos! Seu toque era mortal! Ela riu, gostando do desafio.
-Faço de suas palavras as minhas.
-Hm... — Zafrina murmurou. — Mostre a ela, Pete, mostre a ela quem manda!
Enrijeci o corpo. Se Bella se aproximasse demais dele... Poderia morrer num piscar de olhos! E eu não teria estomago para vê-la morrer em minha frente. Fechei toda minha expressão e segurei o braço dela, quando ousou querer se aproximar. Senti seus olhos em mim, questionando meus atos. Balancei a cabeça lentamente, negando sua aproximação.
-Vão embora. — falei olhando para os dois. — Bella, entra no carro! — ela não disse nada, apenas obedeceu silenciosamente. — E vocês dois... — mirei em Zafrina. -Aproveitem que eu ainda estou de bom humor e vão embora! — a mulher de cabelos violetas me desafiou com os olhos. Atirei no chão perto do seu pé. — Vá!
-Você sabe que vamos encontrá-la... — Peter disse malicioso recuando para perto de Zafrina.
-E eu os encontrarei antes disso. — prometi. E se afastaram com os olhos grudados em mim. Eu sustentei o olhar com desprezo e superioridade, quase esmigalhando o cabo da pistola entre os dedos. Quando se misturaram entre os pedestres, dei a volta no carro e entrei rapidamente. Joguei a pistola no colo de Bella e liguei o carro, disparando por entre os grandes prédios. — Eu devia ter feito alguma coisa!
-Você fez! — ela disse aguda. -Me protegeu lá... Não podia ter feito melhor!
-Eu devia tê-los matado! — gritei olhando-a de relance. Ficamos em silencio. Remoí minha frouxura ate não agüentar mais! Ser assassino e ter sentimentos me desfavoreciam demais. Eu tinha que fazer uma escolha... E eu escolheria Bella, com certeza! Mas eu ainda tinha que protegê-la. Ela ainda precisava do assassino.
-Está tenso. — ela comentou baixinho. Apertei o volante entre as mãos e engoli com dificuldade. "Como eu poderia ser tão...?" pensei indignado demais para notar as intenções dela. -Deixe-me ajudá-lo a relaxar...
E se inclinou sobre mim.
-O que...? — a pergunta entalou em minha garganta. Ela abriu o zíper da minha calça. — Não Bella! — tentei afastar-me, mas não tinha para onde fugir. -Não... — resmunguei sem resistência.
-Aja naturalmente, Edward. — Isabella disse maliciosa. -Ou então, você nos matará! — Bella lambeu meu membro.
-Ah caralho! — murmurei baixinho dando-me ao luxo de fechar os olhos por alguns segundos. Eu tinha que me manter alerta! Mas era irresistível não foder a boca de Bella.
Notas finais
Gente, tenho algo desanimador para falar! Tendo postagem hoje, sexta, nao sei se haverá na proxima sexta! *Poooooooorque Nanda?* Eu lhes digo porque! Como eu estava adiando muuuuuuuita coisa para os 18, o trabalho era um deles! Entao, em breve, me tornarei assalariada... E meu tempo para escrever vai diminuir em 50% praticamente! Peço a compreensao de todas voces... *-*
P: "Qual a pessoa em que vc mais se inspira? Por que?"
R: Nao sei se tem uma pessoa exata... Eu admiro todos os autores que escrevem o sobrenatural (anjos, demonios, vampiros, lobisomens, fantasmas...) porque é algo que realmente é exaustivo! Entao, eu acabo me inspirando um pouco neles, porque eu sei que nao é facil! (pra quem nao sabe, eu tenho uma historia de vampiros)
Bom, quem sabe ate a proxima sexta!
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Bj ;*
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