The Killer

30 XXIX - Cocaína


Notas iniciais
Nussinhora da bacurinha afiada!
Cade meus reviews!?
Genteeeeeem... Acho que foi o capitulo mais pobre de review, foi o anterior! D: Ai, que horror! Nao façam isso comigo, por favooooor...

Eu avisei que to criando uma fic nova? Nao? Entao... To criando uma fic nova! :D

Eu avisei que TK pode ter mais que 40 capitulos? Nao? Entao... TK pode ter mais de 40 capitulos! KKKKKKKKKKKKK Fiz um novo balanço e acho (ACHO!!!) que 40 capitulos nao é suficiente... Gostaram, nao é? rs

Boa leitura!

XXIX — Cocaína


Narração: Cullen


Mantive-me oculto nas sombras da área VIP, observando Heidi andar e andar pelo ambiente, cercando o Newton. Cruzei os braços e encostei-me na parede atrás de mim. Respire de modo impaciente. "Porque ela não ia direto ao ponto?" pensei irritado ao crispar os olhos. E então, ela se virou abruptamente e veio em minha direção com passos rápidos. Franzi a testa.

-O que foi agora? — perguntei baixo, fazendo a musica encobrir meu tom de voz nervoso. Heidi pôs as mãos no rosto, perturbada. — Heidi, o que foi?

-Você sabe como é difícil para um ex-viciado ver uma pessoa se drogando? — sua voz era tremula. Envolvi seus ombros com minhas mãos.

-Se acalme! — falei. Ela desviou o rosto, ainda congelado numa expressão tensa, e engoliu seco.

-É tão difícil... — murmurou consigo mesmo fechando os olhos.

-Heidi. — a chamei, fazendo-a abrir os olhos imediatamente. — Desce e pegue mais uma garrafa de água. — ela assentiu. — E não se atreva a tentar passar a perna em mim, vou saber se trapacear!

-Eu tenho consciência, esta bem! — resmungou emburrada. Pelo menos o humor dela estava voltando ao normal.

-Tem mesmo?

-É claro! — devolveu usando seu timbre de obviedade.

-Não faça eu me arrepender. — tirei as mãos de seus ombros. — Agora, vá!

Heidi hesitou.

-Como vai fazer? — sussurou, fitando-me ansiosa. Sorri torto.

-Eu dou meu jeito, não se preocupe. — garanti fazendo um movimento de mão, quase a expulsando da minha frente.

-Sinto muito. — fez uma careta. Dei de ombros, fazendo pouco caso.

-Vá lá... — incentivei-a. — Anda logo, Heidi!

-Nossa! — espantou-se rindo. — Eu estava me perguntando onde o Edward que eu conheço estava...

Revirei os olhos ao vê-la se afastar.

Eu sempre tive um grande problema em confiar nas pessoas, por causa disso posso afirmar que nunca tive um amigo. Agora eu tinha tal intimidade com Heidi. Eu podia dizer que sentia um carinho por ela... Talvez fora sua fragilidade ao pedir-me ajuda, mas eu podia chamá-la de amiga. Claro, não na frente de alguém ou dela própria. Eu a chamaria de amiga mentalmente e continuaria do seu lado, impedindo-a de cair. Seria bom se Heidi pudesse sair do país... Eu arquivei essa informação, debateria mais tarde com ela. Suspirei e comecei a pôr-me em movimento.

Eric Clepton — Cocaine

Com passos lentos e determinados, aproximei-me do sofá onde o Newton estava com sua vadia. A vadia jogou a cabeça para trás e riu. Eu reconheci a gargalhada no mesmo instante e com isso, travei os movimentos, ficando congelado no lugar atrás do sofá. Fechei as mãos em punho, fitando aquela cena com raiva. Eu estava sem reação. "Mas que porra Bella estava fazendo ali, se drogando entre as pernas do Newton!?"

Narração: Swan

Euforia.

Ah, como aquilo era bom! Meu coração bateu mais rápido e forte, fazendo meu corpo suar e tremer. Meu sexo se contraiu de desejo, agora mais do que nunca eu queria transar desesperadamente. Eu ri escandalosamente, apreciando todas as sensações. Então, esse era o efeito da cocaína!? Mike sussurou em meu ouvido, aprovando e incentivando-me a cheirar mais uma carreira e eu fiz obedientemente.

-Isabella. — ele gritou tão alto que ressoou em meus ouvidos e ecoou em minha cabeça, fazendo-a doer por alguns segundos. Inspirei o pó rapidamente. Cara, eu estava tendo uma bela alucinação! — Sua Mentirosa estúpida, pare já com isso!

-Quem você pensa que é? — Mike se irritou, levantando-se de trás de mim. Virei-me de lado, curiosa e vi Edward, com a mesma expressão de quando viu a mãe e a irmã desafiando-lhe na sala da sua mansão. Não, minto! Tinha uma ira assassina em seus olhos, de quando eu lhe derrubei na ponte ao tentar me matar. Engoli seco, sentindo a saliva espessa demais. Meu coração ainda batia forte e rápido, minhas mãos tremiam e suavam como o resto do meu corpo. Mas no meio de toda a atmosfera hostil, eu consegui ficar excitada.

-Eu não penso, eu sou! — Edward retrucou. — Agora... — ele usava seu belo tom autoritário. — Se afaste dela!

Mike o encarou, ponderando ao analisar Edward com seus olhos desafiadores. Se eu não recuava diante de um desafio, Edward partiria pra cima sem nem pensar duas vezes. Pisquei demoradamente, liberando o ar dos pulmões. Edward me levantou do chão, jogou-me por sobre o ombro e caminhou para o banheiro mais próximo, deixando Mike boquiaberto. Pousou-me no chão bruscamente de frente para a pia, ficando em minhas costas. Alisou meus ombros, apertou meus seios e desceu suas mãos hábeis para baixo de meu curto vestido. Afagou meu sexo delicadamente por cima da calcinha, fazendo-me engolir seco. Tudo parecia intensamente colorido dentro do banheiro. Edward mordeu meu pescoço sensualmente.

-Eu sei que você quer.

Arfei arregalando os olhos. Mike me estendia a mão.

-Vem, gata. — chamou-me. "Então devia ser pela primeira vez...". Coloquei uma mecha de cabelo atrás da orelha e peguei-lhe a mão, levantando-me graciosamente. Edward crispou os olhos e fechou as mãos em punho ao ver Mike enlaçar minha cintura com o braço. Ele roçou o nariz do meu pescoço a clavícula. -Vê? Ela precisa mais da minha atenção do que você, agora... Vá embora e nos faça esse favor! — essa frase pareceu inflamar a ira dele.

-Tire as mãos da minha mulher! — sibilou aproximando-se perigosamente, como uma cobra prestes a dar o bote. Agarrou meu braço e puxou-me do domínio de Mike, puxando-me mais para perto de si. Pestanejei lentamente, sentindo sua mão me apertar o braço, não pude evitar em pensar... Em como ele me apertava entre seus braços enquanto me possuía! Mordi o lábio inferior, abafando um pequeno gemido.

Tirou minha calcinha e se ajoelhou a minha frente, apoiando minha perna em seu ombro. Seu hálito quente fez-me jogar a cabeça para trás e ansiar pelo o que viria a seguir. Mordeu-me a virilha, e lambeu a mesma fazendo-me grunhir e implorar por mais. Mordi os lábios com força, abafando qualquer som que viesse de dentro de mim. Edward mordiscou os grandes lábios e sugou meu clitóris com avidez, obrigando-me a segurar firmemente nas beiradas da pia. Lambeu e sugou varias vezes e então, não se dando por satisfeito, começou a usar os dedos.

Tentei acalmar minha respiração e apertei as coxas uma contra a outra, sentindo minha excitação sair às baldes de mim. Eles não pareciam notar meu desespero sedento por sexo, ocupado demais discutindo entre si mesmos. A violência que Edward emanava só parecia deixar meu estado pior. Agora, minhas pernas tremiam tanto quanto minhas mãos, e um filete de suor desciam-me as costas, assim como se formava em minha testa. Umedeci os lábios, engolindo seco em seguida.

-Vem, Bella. — Edward bradou e saiu me arrastando. Eu fui de muita boa vontade, mas o que não estava em minha equação era que Mike nos seguisse ate as escadas desertas. Edward me abandonou sentada momentaneamente num degrau das escadas, voltando-se para o homem de cabelos claros. Eu não percebi o que tinha em mãos ate ouvir o som abafado e estremecer, assustada. Tiros silenciosos, curtos e precisos... E quando percebi, Mike jazia no chão, com um filete de sangue escorrendo de um pequeno buraco na testa. O Assassino se voltou para mim enquanto guardava a arma num coldre, escondido debaixo do paletó.

-Vamos? — perguntou piscando inocentemente. De boca aberta, eu oscilei o olhar entre o vivo e o morto. Morto, Mike se parecia ainda mais com Stefan e isso me fez entrar em desespero mortal. Neguei rapidamente, levantando aos tropeços e saindo correndo daquelas escadas desertas. Assim que atravessei a porta que separava o povão da área VIP, fui recepcionada por uma musica eletrônica alta, o que me desnorteou ainda mais. Corpos e mais corpos surgiram em minha frente e de repente, eu não soube para que lado era a saída. Eu fiquei nervosa e comecei a descer o braço em quem aparecesse em minha frente. Lagrimas arderam em meus olhos.

Ao chocar-me contra algumas pessoas, fui xingada de alguns nomes indignos de se ouvir. Como não sabia para onde estava indo, era muito fácil me achar. Alguém segurou minha cintura por trás e puxou-me na mesma direção. Um tom agudo da musica abafou meu grito assustado. Fui jogada por cima de um ombro e com toda a minha força, esmurrei as costas dessa pessoa.

-Bella, quer parar com isso? — pediu a voz conhecida, mas ainda assim eu continuei. Os cabelos taparam minha visão e Edward girou por algumas vezes, deixando-me nauseada. Esperneei de novo. Ele me ignorou.

-Me larga! — gritei debatendo-me. — Vou arrancar seu olho com meu salto se não me soltar! Me larga! — esgoelei-me outra vez.

-Nossa! — ouvi uma mulher exclamar. -Aonde pretende ir imitando o homem das cavernas?

-Tenho que tira-la daqui... E eu sugiro que faça o mesmo! — ele disse. Debati-me de novo.

-Está feito? — quase não a ouvi perguntar. Não ouvi a resposta de Edward. -Ei... Essa não é a garota que estava cheirando lá...?

-Sim. — berrei voltando a esmurrar as costas de Edward. — Agora, me ponha no chão, seu ser extremamente medieval!

Fechei os olhos com força.

Gemi apertando mais a cabeça dele contra meu sexo latejante. Eu queria alivio, mas ele apenas me torturada com sua língua e não investia seus dedos em mim. Estava começando a ficar frustrada! Enfiou três dedos de uma vez e fez movimentos circulares e rápidos, ao mesmo tempo em que sugava avidamente meu clitóris. Rosnei um gemido sentindo o coração acelerar no peito. Arfei e gemi, e gemi, e gemi outra vez perdendo-me no prazer de estar sendo queimada pela língua de Edward. Minha vagina se contraiu, engolindo os dedos dele. Edward mordeu meu clitóris e então, eu gozei em sua boca, que fez questão de me lamber de novo, desta vez, provando do meu mel.

"Dai-me forças!" pedi. Se eu ficasse tendo alucinações toda vez que fechasse os olhos, sofreria um orgasmo mental a cada 30 segundos! Estávamos no outro lado da boate, do lado oposto do bar. "Onde estava Kim!?" perguntei a mim mesma querendo analisar o ambiente ao meu redor. As luzes piscavam freneticamente, dando-me a sensação de estar perdendo a visão. Edward me pôs no chão e me jogou contra a parede.

-Vamos conversar quando estiver sóbria! — sussurou a centímetros do meu rosto. Meus lábios ansiaram pelos os seus.

-Eu estou sóbria! — contestei.

-É? — ironizou. — E como me prova isso? Com suas pupilas dilatadas?

-Não pode enxergar nada aqui. — teimei engolindo novamente a saliva espessa. Minhas alucinações não me adiantavam de nada em lembrar-me que eu estava na seca e ter Edward perto de mim... Fazia-me enlouquecer! Meu sexo o pressentia tão perto com seu pau maravilhoso, e fazia minha excitação molhar a calcinha.

-Sou um bom observador, não diga que não posso enxergar. — disse seco. Grudou-me pelo braço de novo e saiu me arrastando. Duas passadas dele era equivalente a seis passos rápidos meus. Tive que correr para acompanhá-lo, com minhas pernas tremulas. O esforço me fez suar ainda mais! Totalmente perdida, dei graças a Edward, quando saímos da boate sufocante. Respirei o ar limpo e úmido da madrugada de NY e instantaneamente, senti frio. Garoava. Levantei o rosto, com os olhos bem abertos, e encarei o céu negro deixando-me levar pelo o toque nada sutil de Edward.

-Entra. — disse menos rude, menos seco, e abriu a porta do carro para mim. Hesitei. — Entre de uma vez! — e praticamente colocou-me dentro do carro. Cruzei os braços sobre a barriga. -E como você vai voltar? — girei a cabeça e eu o vi perguntar a uma mulher. Eu me lembrava dela, mas não sabia de onde.

-Eu peço um taxi. - ela respondeu.

-Tome. — ele tirou o paletó, entregando a ela. — Você não trouxe nada contra o frio!

-Obrigada! — agradeceu passando os braços pela peça de roupa. Estreitei os olhos. — Nos vemos daqui a pouco!

-Ate mais. — ele se despediu dela com um afagar de braço e deu a volta no carro. Fechei os olhos, fingindo-me de morta. Ouvi a porta ser suavemente aberta, o pequeno ranger do banco de couro ao acomodá-lo e com a mesma suavidade, a porta ser fechada. -Espero que você esteja bem. — não respondi. Ele suspirou. — Vou ti levar para a casa do seu pai!

-Não. — protestei, abrindo os olhos e fitando-o. Como dizer a ele que estava me queimando só com sua presença, mas que eu queria algo mais profundo? — Não!

-Para onde quer ir então? — perguntou impaciente.

-Com você. — foi o jeito mais fácil de falar que pensei.

-E esta indo com quem agora, Isabella? Barack Obama? — disse sarcástico. Tirei os sapatos e ajoelhei-me no banco.

-Talvez você não tenha entendido o sentido de minhas palavras. — murmurei inclinando-me para ele. Beijei-lhe o pescoço. — Repense minhas palavras. — escorreguei minha mão pelo seu tórax, abdômen e afaguei o volume em sua calça. Ele enrijeceu o corpo. -Vejo que entendeu agora. — mordisquei-lhe o lóbulo da orelha.

-Pare com isso. — pediu sem força na voz. Eu continuei minhas caricias, ignorando seu protesto. — Pare. Com. Isso. — repetiu pausadamente, num tom quase frio demais. Fiquei excitada ao desafiar o perigo! -Pare já com isso! — rugiu, afastando-me abruptamente, mas sem violência. Encostei-me na porta, acuada, com as pernas abertas: uma delas estava em cima do painel com a outra dobrada no espaço de um banco para o outro. Edward se inclinou sobre mim. — O que diabos você quer?

"Mas será possível que minhas atitudes não estão sendo claras o suficiente?" pensei exasperada. Engoli seco, respirando profundamente.

-Sinto o cheiro de sua excitação, Isabella. — ele disse baixinho ainda inclinado sobre mim, mas sem me tocar. — Deve estar molhadinha... — e fechou os olhos, imaginando. Meu sexo pulsou, esperando por um contato. -Eu escorrego com mais facilidade assim, ahn? — concordei com um aceno. Sua mão subiu-me pelo braço. — Mas não vou transar com você inebriada desse jeito... — e apertou-me o pescoço. Eu apaguei.

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Narração: Cullen

Depositei Isabella inconsciente em cima da minha cama. Quem a visse assim, com o rosto tranqüilo e sereno, não diria que é um inferno de pessoa. Suspirei tirando uns fios de cabelos de sua face. E pensar que eu ficara uma semana sem tocá-la, sem ouvir sua voz. Mas eu pelo menos a via (de longe), mas via! E ela sabia que eu estava lá, pois sempre olhava por cima do ombro, esperando me ver. Afastei-me dela tirando o coldre e a camisa. Olhei pra cima, encarando o fundo da minha piscina aquecida. Eu precisava esfriar a cabeça, antes que eu fizesse algo... Indigno com Bella dormindo! Ela tinha que se desintoxicar e então, eu a tocaria do jeito que ela estava esperando!

Desafivelei o cinto e tirei a calça. Apaguei as luzes, deixando apenas um abajur acesso e liguei o aquecedor. Sai do quarto e subi as escadas que davam para o ultimo andar. Era todo feito de vidro temperado, onde ficava a pequena piscina e a academia de Alice. A água da piscina fumegava. Não pensei muito, pulei de cabeça e fui envolvido pela água quente. Fiquei um tempo submerso, evitando pensar. Uma coisa não saia da minha cabeça... Quando Heidi me encontrou no Central Park, perguntara a mim se eu não sentia o peso nos ombros. Não quis admitir na frente dela, mas agora eu sentia. Com Bella ocupando boa parte do meu tempo, eu não queria ter tantas responsabilidades. Eu só queria abraçá-la forte e ficar distante de tudo, só isso! Mas nós desafiávamos o destino.

Emergi de olhos fechados, passando as mãos nos cabelos e depois, no rosto. Olhei para baixo e a vi deitada, do mesmo jeito que eu havia colocado na cama, nem um centímetro diferente. Ouvi o suave som de passos, atraindo minha atenção. Só podia ser duas pessoas: Alice ou...

-Oi. — Heidi disse se sentando no chão. Vestia algum dos vários pijamas de Alice, largo e florido de cor de rosa e branco. Os cabelos soltos e os olhos marcados eram a marca registrada dela, por isso não me surpreendi ao vê-la assim. -Bom serviço!

Fiz um movimento com o rosto. Eu sempre ficava de bom humor depois de matar alguém, mas agora era diferente. Eu me sentia pesado.

-Eu não havia reconhecido ela. — disse desviando os olhos. Apoiei-me na beirada, pondo o queixo em cima dos braços cruzados.

-Eu não esperava que a reconhecesse. — rebati, querendo encerrar o assunto.

-É. — resmungou entendendo muito bem minha resposta dura. Cocei a sobrancelha.

-Heidi. — a chamei relutante. Ela brincava com a barra da calça.

-Diga.

-Eu estava pensando... — e a encarei. — Não acha melhor se mudar?

-Me mudar!? — sua voz saiu aguda pela surpresa. — Como assim me mudar?

-Não quero que pense que estou tentando me livrar de você, não é isso... — tratei de esclarecer, fazendo-a estreitar os olhos. — Mas é que NY é uma cidade grande, cheia de assassinos e drogas, não seria melhor ir para... Um lugar mais tranqüilo?

Deixei a pergunta pairar no ar e dei um tempo a Heidi para pensar e digerir o que eu havia falado. Ela continuou mexendo na barra da calça, mas agora parecia anormal demais, como se si obrigasse a manter o foco num objeto inanimado. Eu mantive meus olhos em cima dela, analisando cada movimento e expressão.

Eu não marquei, mas se passou um bom tempo ate ela disser alguma coisa.

-Porque disse isso? — perguntou finalmente erguendo os olhos e encontrando o meus.

-Vai ser difícil, Heidi, mais difícil do que num lugarejo tranqüilo, inabitável de coisas desse tipo. — falei gesticulando com uma das mãos. — Será mais fácil!

-Como sabe? Já tem um lugar em mente!? Ahn? — explodiu numa voz chorosa. Suspirei.

-Não, eu não tenho um lugar... — agora, eu estava envergonhado de ter abordado o assunto de forma tão bruta e crua. — Eu só dei uma idéia... Achei uma boa idéia e ti comuniquei, não significa que eu vou obrigá-la a ir! Não é isso! Eu apenas... Apenas... — calei minha maldita boca e dei de ombros. Reparei na sugestão de um sorriso no canto de seus lábios.

-Anda preocupado, Cullen? — perguntou com uma ponta de zombaria. Revirei os olhos e desapoiei da beirada da piscina, mergulhando os ombros na água.

-Você tem esse dom. — admiti sorrindo. Ela riu.

-Obrigada. — disse de repente. Fiquei serio. — Esta fazendo por mim mais do que minha própria mãe. Mais do que qualquer outra pessoa! Obrigada!

-Não precisa agradecer. — mantive um timbre neutro. Olhei para baixo e vi um movimento perturbado de Bella. Um motivo para me tirar dali e encerrar aquela conversa, antes que eu revelasse mais do que queria. -Parece que ela acordou...

-Ela precisa mais de você do que eu. Vá! — incentivou-me pegando de guarda baixa. Eu a fitei surpreso. -Eu sei bem como as primeiras horas depois da primeira vez de uso... É desnorteante! E precisa segura-la para que não vá atrás de mais...

-Tudo bem. — sai lentamente da pequena piscina. Heidi nem se moveu. Peguei uma toalha e comecei a me secar. — Você... — pigarreei. — Você fala naturalmente de uma época tão sombria. — seu olhar perdeu o foco.

-Eu encaro meus medos de frente... Ignorar a pior época da minha vida seria idiotice... Uma estupidez! — e me olhou sorrindo. — Vá, antes que ela fuja!

-Isso Heidi, é uma coisa da qual não permitirei. — amarrei a toalha na cintura. — Não deixarei que ela fuja... — ela riu e eu sorri torto. Abri a porta e comecei a descer as escadas. — Mesmo que ela tente. — acrescentei baixinho. Eu estava determinado, mesmo que ela me odiasse por ter lhe tirado a mãe, eu não a deixaria mais sair do meu lado. Ou então, eu podia dar adeus a minha sanidade mental... Não seria eu mesmo, não mais!

Fui modificado, como na noite que meu pai resolveu me transformar. Dessa vez, eu gostei da mudança, afinal, eu me reencontrei!

Entrei em meu quarto e a vi se remexer impaciente na cama. Aproximei-me devagar e fui reparando que a respiração de Bella estava acelerada, suas mãos quase não tremiam e com uma velocidade extraordinária, se formaram olheiras levemente arroxeadas. Sentei-me ao seu lado na cama, segurando seu rosto com as duas mãos. Ela se debateu. Suas pupilas não estavam mais dilatadas.

-Valeu a pena? — usei meu sarcasmo sem piedade. Ela franziu a testa.

-Por parte, sim. — respondeu ronca. Esfregou os olhos. — Mike me disse que...

-O que? O que ele disse? — a pressionei para saber. Eu carregaria a imagem do Newton a beijando o pescoço e apertando sua carne, como se ela o pertencesse. Só de lembrar, sentia a ira correr por minhas veias. Tentei me controlar, mas afastei uma mão de seu rosto e a fechei em punho.

-Disse que seria bom. — murmurou com os olhos grudados no teto.

-Ah! — exclamei aborrecido. — Então, se alguém lhe disser que pular na frente de um carro é bom, você vai fazer isso? — afastei-me dela. Eu tinha que me lembrar que esse podia ser um momento difícil, mas o ciúme simplesmente me cegava.

-Não foi isso o que eu quis dizer... — ela sussurou sentando-se meio rígida. Eu a fitei e esperei pela explicação. -Não vai gostar da resposta.

-Deixe que isso eu decido. — rebatei frio.

-Eu fui ate lá atrás de sexo fácil, pronto falei! — se exaltou também. Travei todos os músculos, me mantive imóvel como uma rocha. A porra louca tinha razão: eu não gostei da resposta. — Eu avisei! Ele disse que o sexo seria muito bom depois de cheirar! Eu fiz, mas você estragou a idéia inicial! Na real, você estragou tudo!

-Se drogando... — murmurei escondendo todas as minhas emoções. Eu não queria que minha expressão me denunciasse. Ela calou a boca. — Olha aonde chegou! Se drogando, Isabella! — gritei avançando dois passos. -Se drogando pra transar! Veja aonde você chegou!!!

-Eu fiz e não me arrependo. — disse esnobe. A vontade de matá-la veio com tudo, mas a força do meu sentimento por ela veio junto e me sufocou, me obrigando a ficar calado. Engoli a saliva com dificuldade. -Esta diferente... — comentou mudando de assunto e desviou os olhos.

-Eu devo ter mudado quando você disse que enxergava o perigo em mim. — declarei com acidez. Bella encolheu os ombros e mordeu o lábio inferior.

-Eu fico fora de mim quando estou de cabeça quente. — se justificou.

-Todo mundo fica. — rebati ainda frio. — O problema é ter que lidar com as pessoas depois disso. Ah isso sim é complicado!

-Você está chateado comigo? — perguntou se levantando e parando em minha frente. Eu olhei dentro de seus olhos castanhos profundos e quase me arrependi.

-Porque estaria? — usei o velho sarcasmo de novo. — Afinal, a mulher que eu declarei meu amor apenas jogou na minha cara que sou um desalmado perigoso!

-Não me lembro da parte do desalmado... — ela resmungou. Virei às costas e entrei no banheiro, pretendendo bater a porta com força. Isabella a parou no meio do caminho e a empurrou delicadamente contra a parede. -Me desculpe!

-Então é assim? Você erra, pede desculpas e eu ti aceito de volta? — eu queria ouvir uma confirmação dela para essa pergunta, mas Bella pensou ser retórica. — Como da vez que você quase deu para seu irmão?

irmão de criação!

-Ainda é irmão, porra! — gritei dando um soco na parede ao lado da cabeça dela.

-E você fode a sua irmã! — ela gritou de volta. — Não seja hipócrita, Edward!

-Não é... — gritei e voltei a controlar a voz. — Não é hipocrisia, é ciúmes! Será que não entende? Eu avisei que sou possessivo... O que é meu, é meu!

-Não sou sua propriedade! — protestou.

-Então receio que deva sair daqui... — afastei-me. — Se pensa que possessivismo é o mesmo que ter um pedaço de terra.

Arranquei a toalha com força da cintura e entrei no box. Liguei o chuveiro na água quente e tirei a cueca. Apoiei uma mão na parede e deixei a água cair sobre minhas costas. Bella me dava mais problemas que soluções! Maldita hora em que eu a fudi em cima da mesa da cozinha, maldita hora. Assinei minha sentença de morte naquele dia... O pior é que eu não conseguia me arrepender. Sentia raiva, mas meu amor se sobressaia sempre e eu acabava perdoando. Eu só me fazia de durão... E não queria admitir, mas estava aliviado ao vê-la bem e ali, mesmo pisando em meus sentimentos. Era bom tê-la tão perto de mim. Senti uma mão passear por minhas costas, fazendo-me retrair o corpo.

-Edward, me diz que eu sou uma idiota. — ela disse. Levantei a cabeça, a água caindo sobre mim e fitei-a. Estava somente de calcinha e tapava os seios com os braços.

-Você é uma idiota! — falei. — Uma completa idiota que precisa de freio na língua!

-Eu sei. — abaixou a cabeça.

-Uma idiota que eu amo... E que eu sempre vou desculpá-la por suas idiotices, porque isso faz parte do pacote!

Ela levantou a cabeça abruptamente, com os olhos marejados. Eu não me senti um estúpido por dizer aquilo e nem liguei se foi piegas demais. Era a verdade! Eu sempre a aceitaria de braços abertos, não me importando de transou com vários homens e mulheres na minha frente, se me ameaçasse ou se tentasse me matar... Eu a aceitaria de volta! Bella apoiou-se em meus ombros e eu a peguei no colo, sentindo suas pernas enlaçar minha cintura. Por reflexo, a recostei na parede.

-Acha que estou limpa o suficiente? — perguntou baixinho.

-Que se foda! — falei afastando sua calcinha para o lado. — Eu vou ti comer aqui e agora!

-É bom ouvir isso! — e sorriu maliciosa, querendo aquilo tanto quanto eu.

Nossa noite seria longa!

Notas finais
Quem esta feliz com a volta dos dois, levanta a mão aê! õ/
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Vai... Mereço reviews! De to-das! KKKKKKKKKKKK Proximo capitulo, é claro, tem lemon... O que eu ja estava sentindo falta de escrever... Eu estava extremamente feliz, entao, acho que saiu como o primeiro lemon da fic KKKKKKKKKKK

E agora, vamos as perguntinhas!

P: "Se você escolhesse poder ser alguem por um dia, quem seria e por que?"
R: Acho que... Bom, eu seria uma cantora de rock, tipo Amy Lee, saca? É meu genero de musica preferido e... Ela canta muuuuito! E eu gostaria de poder cantar sem trincar os vidros pertos de mim KKKKKKKKKKKK

P: "Qual seu filme preferido sem ser a SAGA? E se vc pudesse escolher um ator para ter uma noite louca quem seria?? (Tirando Rob)"
R: Saga Exterminador do Futuro! Serio gente, voces nao tem noção de como eu gosto desse filme... Mommy nao aguenta mais me ver assistindo! Adoroooo esse lance de maquinas! KKKKKK Ah... Ah... Olha, eu sempre vou oscilar entre dois, entao os dois atores que eu escolheria pra ter uma "wild night" seria: Chris Evans e Hugh Jackson! Uh... ~abana~
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Se eu lhes pergunto:
"Se voces pudessem revoluciar uma coisa, o que seria?"
PS: vale qualquer coisa mesmo! Ex: o Brasil, o mundo da musica, etc... :D

Ate proxima sexta!
Bj ;*