The Kidnapping Of A God
17 Um Deus Nos Visita Em Aurora
A viagem foi tranqüila, apesar de termos feitos muitas paradas. Thalia dormia ao meu lado, antes de entrarmos ela tinha falado alguma coisa sobre, “andar com meninos me arrumará problemas”, não entendi, mais não questionei. Percy estava atrás de nós junto de Alexander, estranhamente, era Percy que estava olhando sempre para frente, já que estávamos sentados no fundo, e Alex que dormia, e por um breve momento, senti que Percy estava desconfortável.
Durante a viagem, eu lia meu livro, “O Livro De Ouro Da Mitologia – Historias De Deuses e Heróis” de Thomas Bulfinch. Percy se levantou e tocou meu ombro, olhei para cima e ele disse.
- Esta muito quieto aqui.
- O que tem?
- Normalmente seriamos perseguido por monstros...
- Não é bom que eles não estejam atrás de nós?!
- Sim... – Disse ele voltando a se sentar.
O ônibus parou, perguntei para o motorista onde estávamos e ele disse que estávamos em Aurora, Colorado. Acordei Thalia e Alex e pegamos nossas coisas, íamos dar um tempo naquela cidade com os outros.
- Voltaremos a viajar em uma hora, por favor, voltem para o ônibus pouco antes desse horário. – disse o motorista
Nós saímos do ônibus, Percy ainda olhava para os lados a procura de algum monstro.
- Devíamos ter trazido um satiro! – se queixou
- Estamos bem assim. – Falou Alex
Thalia concordou.
- Aonde vamos?! – Falei
- Não devíamos sair de perto dos mortais, nem do ônibus, podemos entrar em encrenca. – disse Percy
Concordei com a cabeça
- Vamos comer alguma coisa na lanchonete do terminal.
Fomos até a lanchonete e pedimos alguns salgados e refrigerantes. Quando estávamos a terminar, Alex olhou sobre meu ombro e arregalou os olhos. Olhei para onde ele estava olhando, o que vi foi um homem de óculos escuros vermelhos que cobriam seus olhos, que me pareciam chamas, um colete à prova de balas, coturnos, roupas de couro preto de motociclista e um espanador de couro preto. Seu rosto está coberto de cicatrizes de muitas lutas. Ele veio em nossa direção. Olhei para Percy que tinha colocado o resto do salgado no prato e parecia furioso com o homem, Thalia também não terminara de comer e parecia incomodada com a presença dele.
Ele chegou a nossa mesa e disse:
- Sou Ares, deus da guerra. Sigam-me.
Levantamo-nos, pegando nossas coisas e o seguimos, Percy não parecia ter se acalmado, e Thalia tentava não olhar para o deus, Alex estava inquieto, eu sabia que ele era filho de Ares, e aquele deus me dava um pouco de medo, não sei se era por suas cicatrizes ou por seus olhos ou até talvez, seu jeito de falar, mais eu nunca iria querer entrar em discussão com ele.
Do lado de fora do terminal, ele nos levou até o estacionamento. Ficamos ao lado de uma grande e preta moto Harley-Davidson com uma pintura de chamas no tanque, um javali temático como antena, cabos, cabeças de javalis em forma de farol vermelho e um assento de couro que acho que era de pele humana.
- Bem, primeiramente quero dizer que sei da missão de vocês, e apesar de não gostar de alguns de vocês, — ele olhou para Percy – pretendo ajudá-los.
- Ahn... Pai, você sabe onde achar Zeus?!
- Infelizmente, não, Alexander. Mais pretendo ajudar vocês de outra forma. – Ele balançou a mão e um arco apareceu em minha mão, na mão de Alex, uma espada, uma aljada nas costas de Thalia cheia de flechas.
- Ártemis me pediu que lhe entregasse isso Thalia Grace.
-Obrigada, Senhor Ares – disse ela
Ele deu de ombros
- Espero que a espada seja útil, soube que quebrou a ultima.
Alex ficou um pouco vermelho
- É... Obrigado, pai.
Olhei o arco em minhas mãos, ele era leve e feito de ouro com pequenos detalhes
- Esse é o Arco de Épiro, apesar de não ser uma arma para mim, fui eu que a criei. Munição ilimitada, boa mira, poder de destruição dependendo do que você vai acertar. Acho que será útil a você.
- Obrigada, Senhor. – disse
- Não se preocupe Hera não é a única que vai com sua cara. Bem, preciso ir, a busca de Zeus não pode parar.
- Ah, por favor, nos avise se descobrir alguma coisa, senhor. – pedi delicadamente
- Pode deixar.
Ares subiu na moto, nós demos um passo para trás, ele ligou e foi embora.
Olhei o relógio, faltavam 5 minutos para o ônibus partir, e corremos em direção ao ônibus, nos perguntando como esconder aquilo que recebemos.
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