The Kidnapping Of A God

1 Como Tudo Começou...


Notas iniciais
Escultar (se quiser, ninguém é obrigado a nada nessa vida) Nightmare - Avenged Sevenfold ;p

Apesar de tudo, ainda não acredito que isso aconteceu comigo. Parece não ser real. Tudo, no primeiro ano é estranho e confuso.

Sou Nicolle McNeil, tenho 14 anos e aviso, se quer evitar uma crise de monstros atrás de você, pare de ler agora.

Ainda está lendo? Ótimo, mais saiba, eu avisei...

* * *

Eu estava numa cafeteria na frente da minha casa, na qual acabará de abrir, escondida, fazendo meu pedido:

- Um cappuccino, por favor!

Peguei a bebida láctea que eu amava, e estava saindo da cafeteria, quando a porta se abriu:

- Te achei! – falou um garoto de cabelos pretos, pele clara e olhos castanhos. Ele vestia uma camiseta laranja meio surrada, que algum dia, teve algo escrito, uma calça jeans comum e tênis preto. Ele não tinha mais que 16 anos.

Ele parou na frente da porta, dei a volta por ele e sai do local sem lhe dar atenção.

- Vai falar comigo não? – perguntou ele.

- Não! – respondi simplesmente.

- Por quê?!

- Por que... – eu parei, como para pensar – Eu não sou importante para você?!

- Eu já pedi desculpas...

- E eu já aceitei.

- Então?! – ele falou

- Então... – repeti

- Porque não fala comigo?

- Eu ter te perdoado, não significa que eu esqueci ou que não estou mais chateada.

- O que eu falei de tão ruim, Nick?!

- Bem... – eu joguei o copo da cafeteria, já vazia, no lixo da rua e entrei em casa – você me falou que... Eu era... – eu parei e olhei para ele que também parou e comecei a numerar nos dedos – INSUPORTAVEL, ARROGANTE E NÃO CONFIAVEL, E QUE É POR ISSO QUE EU NÃO TENHO NINGUÉM!

Ele me olhou assustado, eu estava com raiva dele, mais ele, logo depois, me olhou tristonho, e uma coisa que eu não agüentava era vê-lo triste.

- Me desculpa, eu não queria... – falei a ele, mais ele colocou o dedo em minha boca, pedindo silêncio.

- Eu tinha que me desculpar Nicolle, não devia ter falado isso de você. Eu estava irritado.

- Tudo bem, Alexander, não devia ter mexido nas suas coisas.

Vocês não devem estar entendendo nada, não é?! Bem, deixe-me explicar.

Durante a madrugada, não conseguia dormir, então sai procurando meu livro favorito, “Magologia: O livro dos segredos do Mago Merlin”, não tenho culpa se tenho uma pequena fascinação por magia, mais como não achei e Alex tem a mania de pegar minhas coisas, fui procurar na “zona” dele, mais ele me pegou mexendo lá e nós tivemos uma pequena discussão, no qual, nós saímos irritados, eu fui para a cafeteria, e ele ficou no quarto arrumando o que eu tinha bagunçado.

- Mais o que você espera encontrar lá?! – perguntou ele

- Já disse... Meu livro de Magia do Merlin.

- Sempre fascinada por esse tipo de coisa, não é... – ele começou a brincar, soltando uma risada.

- É... – disse, também rindo.

E dessa forma, fizemos as pazes.

* * *

Naquele mesmo dia, eu saia do colégio na hora do almoço, quando avistei Alexander logo mais a frente.

- O que ta fazendo aqui?! – perguntei

- Esta tarde. – foi à resposta que recebi

- Bobo... – brinquei – sei me cuidar.

- De valentões?! – ele falou incrédulo.

- De valentões! – respondi confiante.

Ele sorri e nós seguimos em direção ao...

- Você pretende fugir?! – meus pensamentos foram cortados pela voz meiga e preocupada de Alex.

— Não sei. O orfanato não é o melhor lugar do mundo...

Alex apenas concordou com a cabeça.

Agora você deve estar se perguntando: “você é órfã?” sim, sou órfã. Minha mãe morreu em um acidente, e nunca descobriram o paradeiro de meu pai.

Alexander também é mais só está lá e não fugiu (ainda), por que tem que prestar serviços comunitários, pois pichou um monumento no parque, e o juiz disse que seria bom para ele, se ele convivesse com pessoas de mesma idade e ajuda-se a cuidar dos de idade inferior, seria esse o serviço comunitário dele.

Íamos conversando, passando por algumas vielas na cidade onde vivíamos, New York e alguns garotos dos becos nos encaravam.

- odeio quando fazem isso... – reclamou Alex

- também... – falei, fitando um garoto que passou do meu lado.

Alex sempre andava com uma faca na cintura, escondida pela camiseta e blusa de frio vermelha, e eu ficava pensando: ”Por favor, não pega essa faca” quando andávamos ali.

Saímos de um beco e entremos em outro, que em minha opinião, era pior. Ali não havia ninguém, a não ser...

- o que é aquilo? – perguntei

Alex olhou para onde eu apontava e arregalou os olhos quando aquilo se virou.

Era uma mulher gorda, com penas marrons, suja, com asas e garras. Suas pernas finas e sua cara estranha não ornavam.

- HARPIA! – gritou Alex.

- O que?! – falei em resposta.

Aquilo olhou para mim e estalou a língua, voando em minha direção.

- Semideusa para o jantar! – falou a Harpia.

Alex me empurrou para o lado e pegou a faca correndo, em seguida, em direção daquilo, tentando acertá-la.

De repente, o monstro bateu as asas na mão de Alex, que deixou a faca sair voando, parando, talvez por sorte, aos meus pés. Alexander tentava atacar a mulher-galinha com as mãos.

Em uma súbita reação de loucura, peguei a faca. O que aconteceu em seguida foi rápido e estranho.

O monstro estava de costas para mim, então corri em sua direção, pulando em suas costas e fazendo-a cair no não. Peguei e enfiei a faca em suas costas, ela grasniu de dor então cortei seu pescoço e ela se desfez em algum tipo de pó dourado que com o vento se espalhará.

Levantei-me e fui até Alex, batendo o pó que me grudará na roupa por eu ter estado em cima do monstro. Entreguei-lhe a faca que tinha uma coloração estranha. Uma cor de ferrugem, só que aquilo brilhava.

- você está bem? – perguntou ele

- sim e você? – perguntei

- sim. – ele guardou a faca.

- o que aconteceu aqui?

- fomos atacados. – respondeu ele com calma olhando o céu, como se isso fosse normal.

- Ava. Eu percebi isso. – disse a ele, um pouco rude.

- vem, — ele olhou pra mim, logo segurando minha mão e me puxando – pode não ser seguro ficar aqui.

Andamos em direção ao orfanato e ele pedira que eu só perguntasse alguma coisa quando chegássemos lá.

- Porque aquilo me chamou de semideusa? O que é isso, afinal? – perguntei quando chegamos ao quarto do orfanato que estava vazio.

Alex fechou e trancou a porta.

- Você, como todas as suas leituras sobre magia e história antiga, não sabe o que é um semideus?! – cassou ele.

- Eu sei o que é um semideus – falei meio irritada – mais isso não faz sentido algum!

Alex deu uma leve gargalhada, baixa, para que ninguém ouvisse.

- Você vai entender. Agora, arruma uma mochila, tenho que te tirar daqui.

- Vamos fugir?

- De certa forma...

- Mais...

- Não pergunte, apenas confie em mim. – pediu ele, me fitando.

Acenti com a cabeça e fui arrumar minhas coisas.

*Meia hora depois:

- O que você está levando?

- Algumas peças de roupas, 50 dólares e minha faca – respondeu Alex – E você?

- Peças de roupas, meus livros e meu celular – ele me fitou – está desligado como me pediu... – ele assentiu. – Só um minuto pedi.

Entreguei minha mochila a ele e abri a porta.

- Nick?!

- Quieto! – pedi.

Fui até o quarto do Sr. Brown, e peguei 300 dólares de sua carteira. O Sr. Brown é o dono do orfanato, um cara legal, mais meio desligado. Só ia perceber o “roubo” depois que estivéssemos longe.

Voltei para perto de Alex que me esperava na porta dos fundos. Peguei minha mochila, e sem fazer barulho, saímos dali.

* * *

Já estava tarde e andávamos pelo Central Park.

- Onde você está indo, Alexander?! – Falei já meio irritada

- Venha, vamos pegar um taxi.

- Porque não pegamos há três horas?!

- Aqui é melhor... Vem!

Segui Alex e ele fez sinal a um taxi que parou um pouco mais a frente.

- Baia de Long Island, por favor – pediu Alex ao taxista, que assentiu.

- Aonde vamos?

- Para um acampamento, lá é seguro – afirmou Alexander.

Não perguntei, achando que talvez, meu amigo estivesse ficando louco. Fomos, então, em silencio o resto da viajem, a não ser pelo rádio do taxi que tocava, talvez por conhecidencia, Nightmare da banda Avenged Sevenfold, a minha música favorita da minha banda favorita.

Três horas, foi o tempo usado pelo motorista, quando ele parou em uma colina a pedido de Alex. Eu sabia que ele demorou tudo aquilo de propósito, para pedir mais dinheiro no final, claro.

- Tem certeza que ficaram aqui?

- Sim senhor! – respondeu Alex ao taxista – Quanto ficou?

- 200 dólares.

O garoto olhou para mim:

- Não temos...

- Aqui! – disse, esticando 210 dólares ao taxista – Fique com o troco.

Ele pegou e saímos do carro, que se foi.

- Onde você...?! – começou Alex

- Sr. Brown. – respondi

- Você roubou?!

- Prefiro a definição “pegar emprestado” – disse, fazendo aspas com as mãos.

- E quando vai devolver...

- Isso importa?! – falei

Ele balançou a cabeça em negação olhando o chão e eu revirei os olhos em resposta a tal ato.

- Vem, vamos...

Segui-o, subindo a colina, e quando chegamos lá em cima, vi um grande dragão de bronze, que dormia e soltava fumaça pelas narinas. Ele estava em volta de uma árvore, que identifiquei como um pinheiro e em seu ganho mais baixo havia alguma coisa dourada, mais não dourado amarelo, dourado ouro. Sim, aquilo era feito de ouro.

- Mais o que?! – falei

- Esse é Peleus – respondeu Alex

Assim que ele falou tal nome, o dragão abriu os olhos, que eram dois rubis enormes. Olhei para Alexander, que começou a andar, fez carinho em Peleus quando passou ao seu lado e entrou na propriedade mais a frente.

O segui, vi então, do alto da colina, um verdadeiro acampamento em estilo grego com campistas indos de lado a outro.

- Nossa! – exclamei, maravilhada.

- Vem! Vou te mostrar tudo...

Notas finais
Espero que gostem do primeiro capitulo de minha historia -.G