The Kid Is Not My Son
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Sai do banheiro e fui à sala. Ela estava brincando com Jessica, mas quando apareci ela subiu os olhos em minha direção.
− Meu Deus, Justin! Está tudo bem? Você está vermelho e todo suado! – ela deixou a filha no sofá e foi em minha direção.
− Não, eu estou bem relaxa – ela colocou as mãos em minhas bochechas e me olhou preocupada.
− Eu vou pegar um copo de água pra você – ela saiu correndo em direção a cozinha. Eu me sentei no sofá ao lado de Jessica.
− Oi pequena – sorri fraco. Ela se aproximou e colocou a sua pequena mão em minha bochecha.
− Papa tá doente? – meus olhos provavelmente se arregalaram. Ela tirou a mãozinha e voltou a se sentar mas dessa vez ficava me encarando. Eu estava em choque. Será que ela havia sido criada já sabendo ou achando que eu era o pai?
− Cheguei, desculpa a demora – Juliet trouxe o copo de água e o entregou a mim.
− Ju, quero dizer... Juliet. Posso falar com você em particular?
− Am, claro – ela me guiou até o quarto dela e fechou a porta.
− A Jessica, ela... tem quantos anos?
− Completou três a pouco tempo.
− Juliet, você teve outros namorados depois de mim? – me sentei na ponta de sua cama.
− Não – quando ela respondeu isso eu me irritei e comecei a gritar.
− Como não? Então, você transou com garotos de programa? O que você fez Juliet?
− Calma, eu não estou te entendendo Justin! Aonde você está querendo chegar?
− Sou eu – disse virando meus olhos para meus pés e abaixando o tom de voz.
− O que?
− Sou eu. Sou eu o pai de Jessica – olhei para cima e Juliet estava boquiaberta.
− O que? Como? Quem te falou isso, Justin? – pude ver seus olhos se encherem de lágrimas. Isso sempre acontecia quando ela ficava nervosa. Desde que ela tinha 6 anos.
− Ninguém precisa falar! Ela tem meus olhos, e...
− Seu sorriso – ela me interrompeu.
− E ela me chamou de Papa! Juliet, você criou ela falando que eu era o pai dela? Você quer algum dinheiro com isso? Por que você não me contou? – meus olhos estavam a um ponto de começarem a encher de lágrimas.
− Não! Eu nunca disse a ela quem era o pai dela! Eu nunca te exploraria Justin, nunca mais repita isso! – agora ela chorava e gritava com raiva.
− E por qual razão você nunca me contou? – gritei. Ela respirou fundo e disse já abaixando o tom de voz dela.
− Porque eu não queria atrapalhar a sua carreira. Não queria que ela fosse uma pedrinha no seu sapato. Não queria que ela fosse um obstáculo para a sua carreira decolar. Não queria te atrapalhar – ela se sentou em uma cadeira de lá e afundou o rosto no meio das mãos.
− Foda-se a minha carreira! Você deveria ter contado pra mim! Achou que fosse conseguir criar ela sozinha? – disse levantando e balançando os braços nervosamente no ar.
− Achei, e assim fiz! – ela levantou a cabeça – Eu a criei sozinha e não precisei de ajuda nenhuma. E não preciso agora!
− Mas eu quero ajudar! Você me separou dela durante três anos, e eu não vou ficar mais nenhum segundo longe dela!
− Então de que jeito você pretende ficar perto dela? Você tem seus shows, suas entrevistas, sessões de foto, suas festas, suas premiações e a sua namorada!
− Eu posso ter tudo isso e talvez até mais, mas eu tenho uma filha! Ela tem que ser minha prioridade agora – ela respirou duas ou três vezes e voltou a falar.
− Você... Você vai contar pra imprensa?
− É claro que eu vou! Por que eu não contaria?
− Você promete? – ela levantou e ficou em frente a mim.
− É claro que eu prometo – enxuguei as lágrimas que ainda escorriam de seu rosto e então ela me abraçou. Sua cabeça repousava em meu peito consegui sentir seu rosto molhado das lágrimas molhar minha camiseta. Comecei a fazer carinho em sua cabeça e fiquei brincando com seu cabelo. Fechei os olhos lembrando do quanto eu sentia falta dos abraços dela. Mas aquilo que eu tanto sentia falta não poderia acontecer novamente.
Fale com o autor