The Island of Bird
23 Capitulo - Reaching a fever Pitch
Notas iniciais
Parou diante da porta da frente e respirou de forma profunda, estava começando a achar que fora um erro ter regressado aquele lugar. O cabelo estava úmido devido a fina chuva que caía vagarosamente. Exalava um cheiro agradável, da terra recém-germinada, após aquela chuva suave.
Colocou sua mão sobre à maçaneta, mas se surpreendeu ao senti-la girar sem fazer forças, alguém tinha sido mais rápido que ele. Assim que a porta se abriu, pode ver Chris com o cabelo desalinhado.
– Estava ficando preocupada com você. — anunciou de forma franca, antes que Ron pudesse responder-lhe, se viu surpreso quando os braços da jovem envolveu sua cintura. — Nunca mais faça isso!
Roman engoliu em seco, mas logo retribuiu o gesto e a envolveu pelos ombros.
– Desculpa por não ter te avisado, fui ao Roosevelt com alguns colegas do serviço. — respondeu.
Chris assentiu e aos poucos se afastou dele para encará-lo e lá estava a mulher que mesmo presa à magoas e receios do passado, estava lhe ensinando sobre o amor. O medo que guardava não permitia abrir seu coração, com medo de vir a sofrer.
– Espe... — antes que pudesse terminar, Chris colocou o dedo sobre a boca dele impedindo de falar.
Chris segurou a mão dele e o guiou até a cozinha, ele pode notar que sobre a mesa tinham duas canecas de chocolate quente.
– Noite passada cometi um grande erro. — anunciou Chris, cabisbaixa no canto. — Estou me culpando e preciso dividir com alguém... — ela pausou bruscamente, Roman se ajeitou sobre a cadeira, achou que estava se referindo à James Nórton, mas logo ela prosseguiu. — Por meio de uma brincadeira boba descobri uma verdade, é a Charlie.
A jovem estendeu o bilhete na direção dele, que o leu rapidamente com os olhos as seguintes palavras: "Já tomei muito de seu tempo, preciso me afastar". Roman encarou-a perplexo, sem entender nada.
– Mas, o que tem isso? — quis saber.
– Descobri que o motivo que a fazia te odiar. — respirou fundo. — Ela amava seu pai, e quando descobriu que sua mãe estava te esperando, sentiu o mundo que planejava desabar.
– Santo Deus, isso é verdade?
Chris assentiu e não conseguiu conter as lágrimas, Roman se levantou e a envolveu em um abraço, ela afastou-se para encará-lo com os olhos cheios de lágrimas. Naquele minuto, Ron sentiu que tudo ao seu redor desaparecera, aquele sentimento lhe consumia aos poucos de uma forma lenta e torturante, não pôde conter a imensa vontade de beijá-la de forma lenta e possessiva.
Ele a ergueu no colo e caminhou, sentindo-se inebriado na direção de seu quarto. Ao abrir a porta, a colocou sobre a beirada da cama. Chris reprimiu um gemido de puro desejo, enquanto observava Roman desabotoar parcialmente a camisa e, então, impaciente, deslizá-la pelos braços e retirá-la pela cabeça.
Seu peito era largo, com um bom tônus muscular e alguns pelos claros.
Ron sentia-se consumir por dentro. Aproximou-se dela, no instante seguinte, abrindo-lhe o fecho do sutiã com habilidade, para promover um contato mais direto entre suas peles. Então, beijou-a de modo intenso e abrasador. Chris não suportava mais esperar.
Flexionou o corpo para trás, sentia sua calcinha já úmida de desejo. Queimava por toda parte.
Christie sentiu o dedo polegar de Ron sob o elástico de sua calcinha, e em seguida, a peça deslizou com tanta facilidade, como se tivesse se dissolvido sob o calor daquela mão. A mão que agora se encontrava entre suas coxas, acariciando-a, provocando-a, sutilmente apartando-as.
Com a ponta da língua, ele percorreu a pele acetinada, saboreando cada centímetro de seu ventre até chegar se a intimidade dela, sem nunca parar de provocá-la com os dedos. Todo o corpo de Chris reagiu, insinuando-se.
Ron se ajeitou entre as pernas dela, abaixou a cabeça,e com a ponta dos dedos apartou-lhe a carne úmida, tocou-a intimamente com a ponta da língua, fazendo–a erguer os quadris com um soluço incontido, tamanha era a luxúria.
Não conteve mais o impulso e ergueu-se de forma brusca a penetrando, rápido e profundo. Chris arqueou as costas contra o colchão, deixando escapar-lhe pelos lábios um gemido de satisfação, Ron começou a se mover freneticamente, como se necessitasse daquilo para se manter vivo.
Curvou-se para trás e soltou um gemido de êxtase, seus olhos, seus maravilhosos olhos azuis, se mantiveram solenes e o som da sua risada soou breve e um pouco áspera.
Chris exalou um suspiro. Sentia-se serena por dentro e por fora. E mais satisfeita do que imaginara estar algum dia.
– Não aconteceu nada entre mim e o James na noite anterior. — anunciou com a voz um pouco rouca, enquanto Roman deitou-se ao seu lado. Ele a encarou por um breve momento — Fiz o que era certo.
– Sabia que não seria passada para trás por aquele verme, mas essa da Charlie gostar do velho Stuart me pegou de calças arriadas. — disse, enquanto fazia uma careta arrancando uma risada de Chris.
– Ora, ora ela também amou alguém. — interveio.
Ajeitou-se com cuidado e colocou um braço em torno dela, transmitindo a seu calor também.
– E sabe para onde ela foi? — perguntou.
– Acho que para Atlanta, ela tem uma prima que mora por lá. — anunciou, Chris se virou para encará-lo – Aliás, o velho Stuart era um boa pinta, como não se apaixonar por ele?
Ron sorriu e afagou os cabelos castanhos de Chris.
– Por isso a mocinha está se envolvendo com o filho mau caráter dele? — disse, imitando a voz de Charlie, arrancando uma longa risada. — Isso não vai dar certo.
Chris beliscou-o para que parasse de imitar a Charlie. Ron se perdeu nos próprios pensamentos, distraído, afagando os cabelos dela. Estava começando a conhecer a deliciosa sensação do amor, alguns anos atrás não poderia prever que estaria onde está.
Aquela maldita prisão não lhe retirou apenas a vontade de viver, mais também aquela doce sensação de ser amado e desejado por alguém. Ao pensar nessa possibilidade, seu sorriso se ampliou, nada poderia desfazer aquela sensação. Aos poucos a chuva começou a engrossar do lado de fora, fazendo um barulho relaxante.

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