The Iron Girl
4 Capítulo 4 - Surprise!
Notas iniciais
Christine POV
– Bom dia, Chris — Tony me cumprimentou assim que entrei, sem nem olhar para mim.
– Bom dia, Tony. Pronto pra começar?
– Eu só te esperei porque J.A.R.V.I.S insistiu.
– Muito obrigada, J.A.R.V.I.S. Tem certeza que é seguro começar agora?
– Não, mas você vai aprender que o Tony nunca obedece os protocolos de segurança, Srtª. Miller.
– Não são importantes. Agora vamos logo com isso, Christine.
– Tudo bem. Me dá seu braço aqui.
Puxei o braço dele e injetei os sensores nos lugares certos. Ele esticou o braço e o olhou, avaliando, e balançou positivamente a cabeça.
– Agora vamos testar — ele levantou.
Sentei em uma cadeira um pouco distante de onde ele estava, só pra garantir. Vai que a armadura resolve ir pro lugar errado? Ele disse alguma coisa que eu não entendi e uma música começou a tocar. Tenho que dizer uma coisa: o Tony devia arrumar ajuda psicológica. Ele tem uns sérios probleminhas. Mas quem sou eu pra falar alguma coisa, né? Logo que ele parou com a dancinha ridícula, fez uma pose mais ridícula ainda e nada aconteceu. Eu já estava me segurando pra não rir. Ele só revirou os olhos e fez a pose idiota outra vez. Dessa vez, o braço da armadura foi voando até o braço dele, se encaixando perfeitamente.
E então o resto da armadura começou a voar na direção dele também. O problema é que as partes batiam nele forte de mais, fazendo com que ele se desequilibrasse e caísse no chão. Não consegui mais aguentar e caí na gargalhada. Ele levantou do chão e olhou diretamente pra máscara, que vinha em sua direção de cabeça pra baixo. Como ele é Anthony Stark e não perde uma oportunidade de se exibir, ele simplesmente virou um mortal, fazendo com que a máscara se encaixasse perfeitamente no lugar e caiu no chão dando um soco no mesmo. Parecia até uma demonstração de como ele era extremamente incrível e fodão. Eu continuava a rir.
– É, funciona — ele falou, com seu típico sorriso exibido no rosto. — Ta rindo do quê?
– De você — falei, enquanto tentava parar de rir. — A armadura quase te matou.
– Que mentira. Aquilo só aconteceu porque foi a primeira vez que eu testei.
– Muito cuidado, Stark, ou o inimigo nem vai ter muito trabalho pra te matar.
– Você quer realmente perder o emprego? — ele perguntou, como sempre fazia quando algo dava errado e eu começava a rir dele.
– Claro que não, e você sabe disso. Não tenho culpa de ter sido hilário.
– Gostava mais de você quando demonstrava algum respeito por mim.
– Ta bem, ta bem. Parei. Ficou maravilhosa. Nossa.
– Em mim? Obrigado.
– Não, Tony. A armadura ficou maravilhosa. Impressionante.
Cheguei mais perto e avaliei cada detalhezinho da armadura que eu havia ajudado a criar. Tudo nela era impressionante. Passei os dedos pelo peitoral da armadura e ouvi Tony rir.
– Pode admirar, mas não abusa — ele disse. — Eu sou comprometido.
– Ah, por favor, Stark, eu só to olhando.
– Por mais de um minuto?
– Eu sou detalhista.
– Eu sei — a armadura se abriu e ele saiu de dentro dela. — A propósito, você tem desenhado bastante, certo? Não quero você tendo ataques de novo.
– Tenho, tenho sim — ri. — Eu tenho mais tempo agora. Terminei uma coisa em que eu estava trabalhando.
– Que seria?
– Qualquer hora eu te mostro — sorri.
– Você e seus mistérios. Anda, me ajuda a arrumar isso aqui, seja útil.
Comecei a arrumar as coisas que ele tinha derrubado quando caiu, e ele ficou parado me olhando. Depois de colocar tudo no devido lugar, virei de frente pra ele e o encarei. Ele só sorriu do mesmo jeito de sempre e disse:
– Muito bem. Até que você não é completamente inútil.
– Não sei como a Pepper te aguenta, Tony.
– Ela me ama.
– Haja amor — ri.
– Chega de conversar, quero testar melhor a armadura.
– Como quiser.
– J.A.R.V.I.S, tem alguma armadura com tamanho de criança por aqui? Porque ela é pequena demais pra usar uma minha.
– Não, senhor — ele respondeu.
– Ha-ha-ha. Tão engraçado você, Tony — revirei os olhos. — Lembra daquele nosso segredinho, J.A.R.V.I.S? Acha que pode trazer ele pra cá?
– Claro, Srtª. Miller. Estará aqui em aproximadamente cinco minutos.
– Segredinho? Até você ta escondendo as coisas de mim?
– Foi por uma boa causa, Tony. Agora espere cinco minutos e se surpreenda.
– Me surpreender com o quê?
– Espere e verá.
Depois de pouco tempo de pura expectativa, ela finalmente apareceu. Minha armadura na qual eu trabalhei duro até de madrugada todos os dias para construir e conseguir fazer com que J.A.R.V.I.S concordasse em me ajudar assim como ajuda o Tony. Vermelha e prateada, do meu tamanho certinho, perfeitamente ajustada para mim. Eu tinha um sorriso enorme no rosto. E Tony? Bem, ele estava simplesmente boquiaberto.
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