The Intersection of the Elements
2 Um ultimo dia de aula inesquecível
Notas iniciais
A semana seguiu normalmente nessa ultima semana ter conhecido Angel foi a melhor coisa que me aconteceu, nosso trabalho para a feira de ciências ficou ótimo, com certeza ganharíamos uma boa nota, seguimos a manhã montando nossa mesa para a apresentação e a tarde para apresentar nosso trabalho, tudo corria bem enquanto trabalhávamos, mas Angel parecia nervosa, como se algo estivesse a incomodando, e o mais estranho era que eu também tinha a impressão de algo estar errado, como se algo erradicasse de algum lugar, uma energia ruim.
Ao final das apresentações guardamos as coisas e ajeitamos tudo, estava tudo certo, levamos tudo para o deposito quando lembrei que tinha deixado algo na sala em que apresentamos o trabalho.
– Minha blusa – falei para Angel – eu vou buscá-lo, já volto
Ela olha nervosa para mim
Cheguei na sala a servente estava passando a vassoura na sala
– Tia, você viu uma blusa em baixo de alguma carteira?
Ela responde que deixou nos achados e perdidos, segui até la e peguei a blusa, estava saindo da sala quando escutei um rosnado, olhei para trás e vi uma sombra negra de um metro e meio mais ou menos rosnando para mim, mal tive tempo de me abaixar para esquivar de sua enorme mandíbula,cuja qual não estava afim de saber sua força, ela pulou de novo, me abaixei e sai correndo em direção a saída.
Você deve estar pensando que exemplo de pessoa eu sou, mas se você visse um cão de um metro e meio, todo negro, buscando por carne humana, acho que você também correria, não vi ninguém naquela parte da escola, mas tinha certeza que aquele animal ainda estaria atrás de mim. Corri para o campo da escola, o frio fazia com que a grama ficasse escorregadia, quando cheguei na metade do campo pensei na idiotice que eu tinha feio, ser perseguido por um animal em um campo aberto, “bem esperto”. Pensei em algo parra usar de ataque, encontrei uma vara de ferro “vai ser esta”. O animal apareceu com a boca salivando, me posicionei na frente da traze do gol enquanto ele corria para me ataca, me esquivei pela lateral, mas dessa vez ele foi mais esperto, usou a trave de impulso e me deu uma cabeçada no peito fazendo eu voar uns 5 metros até bater na arvore, minha cabeça sangrava, esses últimos segundos sem se mexer pareceram horas imaginei como seria breve meu enterro, sem muitas
pessoas, e minha mãe chorando sobre o caixão, e o pior, sem nenhuma namorada, iria morrer sem ao menos ter beijado uma garota. Minha estupida e curta vida estava chegando ao fim.
O animal vinha devagar em minha direção, ficou cara a cara comigo me encarando em vitoria, eu estava por um fio da morte, eu estava prestes a ser devorado quando uma bola de fogo atingiu as costelas do animal, com muito esforço virei para o lado e vi angel, segurando uma espada q brilhava como brasa. O cão investiu contra ela, que rapidamente pulou e, em um mortal o acertou nas costas seguindo até sua cauda, cortando-o ai meio como se fosse massinha de modelar, sangue jorrou do animal, seguido de sombras e ele se desfez. Ela correu em munha direção e me alcançou pouco andes de minha visão ficar turva, e eu apaguei.
Acordei nos colos de Angel, ela disse que se passaram alguns minutos, uns 10 mais ou menos, então levantei com dificuldade, minha cabeça latejava, mas o sangue passou de escorrer, ela me ajudou a levantar, pegou a espada q se encolheu até formar uma pedrinha oval laranja, e em silencio ia me levando até minha casa.
Passamos perto de um parque perto de minha casa, era cerca de seis e meia, e o sol estava se pondo, como estava frio o parque estava vazio, sentamos perto do lago, um ar quente emanava do corpo de Angel, que vestia apenas jeans e camiseta de uniforme.
– Acho que devo explicações – ela quebra o silencio, ela estava prestes a me falar algo quando me joga junto com ela na grama fria, um segundo antes de uma luz verde passar voando por cima de noz. — mas antes preciso fazer algo.
Olho para de onde a luz veio, um homem de sobretudo preto e chapéu preto apontava uma arma para noz, a uns cinquenta metros de distancia. Ele lançou um segundo tiro de luz que pegou raspando em minha cabeça.
A espada de Angel estava em tamanho normal, ela corria enquanto o homem atirava, ela desviando ou se refletindo o tiro com a espada ela estava quase alcançando o cara quando outro tiro a acertou nas costas, olhei para trás e vi outro homem de sobretudo.
Meus joelhos tremiam, minha cabeça latejava, mas eles feriram Angel, eu estava com raiva, com raiva de não fazer nada, com raiva de ser um covarde, com raiva deles terem machucado uma única pessoa que me deu atenção no ano inteiro. Senti um repulso no estomago e o lago explodiu, olhei para os dois homens de preto que estavam olhando para Angel, eles foram lançados para longe, corri em direção de Angel, ela tinha desmaiado, sua camiseta fumegava, peguei e coloquei minha clusa amarrada em seu pescoço para poupar explicações e olhares curiosos e, com ela no colo, levei para minha casa.
Coloque Angel deitada na minha cama de barriga para baixo, troquei de roupa colocando aquela para lavar, peguei um pijama azul claro da minha mãe (minha mãe não usava aquele pijama pois ficou muito pequeno, não tinha problema), coloquei aquele pijama perto da minha cama, caso ela acordasse,coloquei água para ferver e preparei uns analgésicos e o mertiolate , separei uma bacia, despejei água morna e com uma toalha limpa fui até o quarto, deixei as coisas ali do lado, voltei e peguei o mertiolate e os outros remédios, algumas bolas de algodão e fui até o meu quarto.
Estava levantando a blusa de Angel quando sou surpreendido por um tapa na cara.
– Pervertido — ela fala me se levantando, então seu rosto tomou forma de dor e ela deitou novamente como estava antes, olha para tudo que eu trouxe e diz – desculpe, mas onde estou?
– Na minha casa, na minha cama, perto de ser “medicada” antes de eu levar um tapa na cara – respondo — e só vai sair daqui amanhã, posso cuidar desse machucado horrível nas suas costas agora?
Ela pega o celular, digita algo e depois fecha.
– Desculpe eu ter feito você passar por isso, acho melhor eu ir, sua mãe deve estar chegando, e eu não quero incomodar.
– Quer fazer o favor de relaxar,eu já falei com seu pai, amanhã ele vem te buscar, mas essa noite você ficará aqui, agora posso continuar o que eu estava fazendo? — pego levanto a sua camiseta até acima do machucado e passo um pano com água morna para limpar o ferimento enquanto escuto suas reclamações de dor, depois passo o mertiolate, lhe dou um analgésico e tampo o ferimento com gaze – é melhor você trocar de roupa, separei esse pijama aqui para você.
– Mas se o pervertido deixar eu trocar de roupa sozinha, eu agradeço – ela responde sorrindo, sua expressão se torna seria – depois temos que conversar.
Fechei a porta do quarto e fui até a cozinha, preparei dois sanduíches e um suco, bati na porta e ela abriu, Angel estava linda, meu coração acelerou, ela me ajudou com os pratos e os copos, sentamos (ela na cama e eu na cadeira da escrivaninha), ela disse:
– Pouco depois da criação do mundo, surgiu os 11 Grandes reinos – ela disse como se ela tentasse achar as melhores palavras.
Meu avô me contara esta historia, então continuei
– Os 11 Grandes Reinos foram: Água, Terra, Fogo e Ar, Gelo, Planta, Raio, Luz, Sombra, Vida e Morte – Angel me olhava incrédula, mas meu avô sempre me contava essa historia dos 11 Grandes Reinos desde que eu era quepueno – Cada reino era Comandado por uma pessoa que controlava esses elementos, os 11 Ele... Ele...
– Elementais – ela terminou – como você sabe dessa historia?
– Meu vô me contava quando eu era criança – continuo a historia – mas então, ouve uma grande guerra e dessa guerra acabou surgindo um novo elemental, que tentou se erguer, mas sua natureza era perversa, então os 11 Grandes Reis se uniram para derrotá-lo, formando assim uma aliança, certo?
Angel me olhava incrédula.
– James, o que exatamente aconteceu depois que eu desmaiei?
– Bom – penso no assunto – lago explodiu levando eles para longe, dai eu trouxe você aqui. — olho para ela e pergunto – Explodir lagos é uma de suas habilidades né? E essa historia dos elementais não pode ser verdade, pode?
ela assente confirmando minha ultima questão. Angel ia falar algo quando escuto o barulho da sala abrindo, Angel se escondeu e eu corri para a sala e encontrei minha mãe fechando a porta da sala
– Como foi a apresentação? — ela pergunta – você parece pálido, aconteceu algo?
– A apresentação foi boa, ocorreu tudo normalmente – minto – nada de mais, você está com fome?
– Não – ela responde – eu comi lá na loja, o dia hoje foi super cansativo, se importa de eu ir dormir?
– Tudo bem – olho no relógio, são dez e meia — O tempo hoje passou voando. Bem, vou pegar algo para comer e vou dormir, você vai trabalhar amanhã?
– Claro, amanhã é sábado, eu saio as nove, você vai querer ir junto?
– Eu vou depois – respondo – amanhã eu tenho que resolver alguns assuntos para resolver.
– Tudo bem – ela me olha desconfiada – ok, bom, eu vou dormir, boa noite.
– Boa noite.
Vou na cozinha, pego um pacote de biscoito, leite e dois copos e vou para o quarto, chegando lá, Angel sai de baixo da cama.
– Sua cama é de solteiro, onde eu vou dormir?
– Na minha cama – respondo – e eu vou dormir no chão.
– Mas não tem colchão – ela observa – não me diga que... você vai dormir no chão puro!?
– Tudo bem, eu tenho um edredom bem grosso, pode ficar tranquila, eu me viro, não sou um pervertido tão grande assim – ela sorri timidamente, o que me deixou constrangido.
Comemos os biscoitos e tentou me explicar o q acontecera, e de certa forma fazia sentindo, apesar dessa historia ser maluca, então desliguei a luz, tranquei a porta e fomos dormir.
A luz do poste passava por entre a fina cortina, clareando todo o quarto, Angel olhava para mim, que me remexia entre o edredom no chão desconfortavelmente, por mais grosso que o edredom fosse não era o suficiente.
– Não parece muito confortável ai em baixo – ela fala quebrando o silencio – se você quiser, a gente pode dividir a cama.
– Não se preocupe – respondo – esta tudo bem.
Ela me puxa pelo braço e me faz deitar na cama.
– Garoto pervertido, se você tentar alguma gracinha vai ser sua ultima – ela fala, depois sorri e me da um beijo no rosto – Boa noite James.
E ficamos ali, eu deitado de costas e ela encostando a cabeça sobre meu peito, de certa forma estava bom, mas eu também estava com vergonha, e com medo de minha mãe descobrir, tudo bem que ela sempre me incentivou com as garotas, mas me encontrar na cama com uma... Acho que ela não iria gostar muito, mas assim terminamos minha primeira noite de férias, eu deitado com uma garota em meu peito, a abracei cuidando por causa de seu ferimento, encostei meu pescoço em sua cabeça e dormi.
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