The Imprinting
1 Prólogo
Notas iniciais
Espero que gostem! :)
Jacob Black's POV
Há alguns meses atrás os sanguessugas italianos vieram buscar a irmã sem noção que tentou matar Nessie. Que tentou nos matar.
Eu sabia que havia algo errado. Eles estavam pacíficos demais, como quem não quer guerra, pareciam analisar e ler nossas mentes para descobrir nossas inseguranças e medos. O ancião sinistro chamado Aro teve uma desconfiança com meu relacionamento com Nessie, e isso nos trará problemas, porque certamente eles virão no aniversário dela de sete anos, e eu estarei com ela. Sempre estarei com ela.
Além disso, eles virão checar a evolução do seu poder, garantir que o tal “segredo” de sanguessugas não seja violado. Mas eu acho que não é mais isso. Eles só usam essa desculpa para ter um motivo para ver Renesmee e tentar tirá-la de nós para levá-la para a Itália, para a guarda ridícula dos Volturi.
Esse sempre foi o desejo de Aro – ter os Cullen talentosos como aliados. Primeiro Edward, Alice, Bella.... E agora Nessie.
Mas ele nem pense que eu vou permitir uma estupidez dessas! Nessie é minha. Nenhum Volturi metido a polícia dos vampiros vai levá-la de mim. Eu vou lutar até a morte para tê-la ao meu lado, para protegê-la, mantê-la segura.
Estou ficando nervoso com essa demora. Bella e Edward me chamaram aqui no chalé do amor para conversar sobre algo sério, e isso já está parecendo estranho demais. Deixei Nessie na casa de Charlie e corri para cá, mas não há ninguém em casa. Esperar é a pior coisa que existe, ainda mais quando o assunto que Bella me dissera que iríamos tratar era Renesmee. Se eles não queriam que ela soubesse, é porque a notícia não era das melhores.
Finalmente o casal feliz apresentou-se em frente ao chalé, onde eu sentava na varanda. Eles desaceleraram a corrida enquanto se aproximavam. Estavam caçando.
- Enfim chegaram! – Bufei, levantando-me. – Já estou impaciente. Qual é o tal assunto importante?
Eles trocaram um olhar demorado, cheio de segredos. Odeio quando Bella faz isso. Edward não lê a mente dela, mas eles conseguem se comunicar mesmo assim por telepatia, sempre me deixando por fora de tudo.
- Calma, Jacob – disse Edward. – Vamos lhe contar tudo.
- Jake, vamos entrar – Bella puxou a mão de Edward e entramos na casa.
Desabei no sofá fingindo uma descontração, mas meus músculos e nervos tremiam por dentro, a tensão fazendo minhas mãos se fecharem em punho ao lado do meu corpo. A expressão de Bella estava preocupada, como se ela temesse o que ia me dizer. Se ela estava com medo da minha reação, podia pedir para o marido contar. Eu não me importava com isso.
- É melhor que ela conte – disse Edward, acomodando-se na poltrona e passando o braço na cintura de Bella.
- Vai em frente, Bells – encorajei-a.
Ela suspirou, como se fosse preciso encher os pulmões de ar. Sinal de nervosismo, concluí.
- Jake, Alice teve uma visão – disse calmamente.
Minhas mãos apertaram-se ainda mais. A baixinha tinha visões o tempo todo, sobre tudo que lhe era interessante. Mas o tom de Bella só dizia uma palavra: Volturi.
Eles viriam. Mas agora? Ainda faltavam dois meses para o aniversário de Nessie. Mudança de planos?
Inclinei o corpo para frente apoiando os cotovelos nos joelhos, pronto para ouvir a bomba.
- Não agora – explicou Edward. Era irritante tê-lo lendo minha mente o tempo todo, mas em situações como essas, eu preferia um telepata particular para me entender melhor. – São apenas decisões.
Esperei um minuto antes que Bella começasse de novo.
- Você já deve saber disso, mas Jane contou à Aro o que Nessie fez por você. Disse que ninguém em sã consciência se atiraria na frente dela para sentir seu poder. Ao menos que seja por algo mais forte... por amor.
Sacudi a cabeça com os olhos fechados, relembrando o momento. Nessie na minha frente, desprotegida, tentando me proteger. Esse era o meu papel. Como pude permitir que ela passasse por tanta dor, e ainda desse evidências aos Volturi que a minha relação com ela era maior que de um cão de guarda?
- Ela não devia... – reprimi as palavras. Eu não ia culpá-la por causa disso. Ela tentara me proteger. A culpa era minha. Eu devia tê-la tirado dali e a protegido da sanguessuga.
- A culpa não é sua, Jacob – disse Edward. – Apenas escute.
- Nós temos um plano – continuou Bella. – E precisamos da sua ajuda.
- Estou às ordens.
- Os Volturi não podem descobrir sobre você e Renesmee. Eles suspeitam, mas não tem provas concretas porque ninguém nos acusou. Eles não tem testemunhas. Então, como já estamos em Forks há muito tempo e as pessoas estão percebendo que nós não estamos mudando, vamos nos mudar para Vancouver.
- O quê? – dei um salto do sofá, sentindo meus limites tremerem e me forçarem a explodir. Seria um estrago naqueles móveis tão delicados. Me contive, arfando alto. – Não podem... Não!
- Calma, Jacob – Edward pôs-se de pé junto com Bella.
- Jake, você vai também – ela declarou em um impulso.
Meus braços pararam o tremor. Até minhas mãos se abriram, libertando-se um pouco da tensão. Respirei fundo.
- Então qual é o plano? – perguntei.
- O único jeito de os Volturi não desconfiarem de nada, é que você não tenha certo... contato com Renesmee. Você tem que agir como se vocês fossem amigos, entende? Nós vamos para Vancouver e moraremos em casas separadas. Vampiros de um lado, lobos de outro. Também queríamos que você falasse com Seth e Andressa. Para ninguém desconfiar que só você irá ter contato conosco.
Processei as palavras no meu cérebro. Tentei juntar as peças: Eu. Nessie. Amigos.
Seria uma tortura não tê-la em meus braços, não poder abraçá-la, beijar seus lábios cheios e quentes, olhá-la naqueles olhos castanhos profundos dizer que a amo... Mas é para a segurança dela. Eu tinha de fazer isso. Por ela. Convivi todos os anos que ela me via como um irmão mais velho e sobrevivi, mesmo com uma vontade louca de beijá-la quando ela começou a crescer de uma forma diferente, tornando-se mais mulher... Mas esperei o tempo dela. Eu poderia suportar, afinal essa era a definição de imprinting. Você é o que ela precisa que você seja.
Mas eu precisaria me concentrar, impedir-me de falhar e pegá-la de uma vez em meus braços, girá-la no ar e fazê-la sorrir. Nós havíamos passado da fase de amigos há muito tempo, e agora seria diferente. Eu iria conseguir? Já que agora encontrar com Renesmee é sinônimo de inúmeros beijos, abraços e trocas de carinho....
- Vá com calma, lobo – Edward interrompeu meus pensamentos. – Vai ter de resistir.
- Eu sei. – Respondi secamente – Quando partimos?
- No final do verão – disse Bella. – Vamos matricular Nessie na escola no início do ano letivo. Mas, Jacob... você pode mesmo ir conosco? Billy precisa tanto de você e...
- Isso não é problema, Bells – eu disse rapidamente. – O velho se recuperou muito bem da pneumonia e está aí mais ativo do que nunca. Tenho certeza que Charlie e Sue vão topar em cuidar dele no que for necessário, vou falar com eles hoje mesmo.
Sentei-me no sofá novamente, aliviado por ao menos poder ficar perto de Nessie. Seria insuportável ficar longe dela, não consegui aguentar sequer um mês sem vê-la quando ela foi para a Ilha de Esme, imagine o tempo todo. Toda a minha vida se resume a ela.
- Vindo de você é repulsivo – ironizou Edward. – Mas você tem razão.
Ele puxou Bella para os braços e deu-lhe um beijo demorado e apaixonado.
Fingi enfiar o dedo na garganta, fazendo cara de nojo. Eles nem ligaram e continuaram aos beijos.
- Tá, já chega. – Eu disse.
Agora era Bella avançando, empurrando Edward para a poltrona e o beijando sem parar.
Revirei os olhos.
- Eu vou vomitar desse jeito. – Tentei chamar a atenção deles – Ei, como vamos dizer isso para Nessie?
Ambos pararam subitamente. Bella ajeitou-se de pé, pensativa. Então Edward concluiu:
- Deixe isso conosco. – Disse – Vai ser difícil para ela, e não é bom que você dê a notícia.
Suspirei e tentei relaxar um pouco.
- Tudo bem, vou conversar com Charlie agora. Depois vou avisar à Seth e à namoradinha.
Saí da casa às pressas, pelo visto o momento romântico não iria parar por ali mesmo. No caminho, não consegui parar de pensar na reação de Nessie quando soubesse. Nós iríamos nos ver todos os dias, mas ela aceitaria a falsa relação? E ainda mais, eu iria resistir?
Mas não era uma questão de dúvidas e possibilidades, eu não podia pôr em risco a vida de Nessie.
Eu precisava suportar.
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