Notas iniciais
Ooi loves! Essa música vai pra este capítulo: http://www.vagalume.com.br/beyonce/halo-traducao.html Ps: vejam as traduções das músicas, por que elas sempre tem alguma mensagem haver com o capítulo. Pps: essa música foi escolhida não só pra descrever a situação, mais sintam a música, deixem ela entrar em vocês.

Passei alguns minutos me decidindo o que desenhar, o pequeno 'probleminha' que e sempre enfrento com os lápis e papéis. Comecei a desenhar uma garota,de costas. Eu queria desenhar um anjo, mais não ficou lá aquelas coisas. Meu sonho era ser desenhista, o que não deu e nem parece estar dando certo. Meus desenhos não ficam bons, pelo menos não pra mim. Meu pai era desenhista, e desde pequena eu passava as tardes rabiscando cada vez mais ao lado dele. Ele gostava é claro, e sempre dizia pra eu fazer o que meu coração mandasse, independentemente do que os outros dizem ou pensam. Depois de me decidir, fui desenhando como se descrevesse meus sentimentos no desenho. Assim que terminei, fui pegar os lápis de cor que sempre deixo ao lado do computador e comecei a pintar o desenho tentando dar efeito de vida a ele. Não ficou aquelas coisas, apesar de a Yanca dizer que estava muito lindo. Coloquei o caderno fechado em uma das prateleiras ao lado da escrivaninha.

Fui para o banheiro lavar as mãos. Do nada, quando eu estava concentrada em tirar a sujeira colorida dos dedos, senti duas mãos passando pela minha cintura, senti um arrepio muito forte e quase gritei de susto.

– Ei, calma moça. — Alec riu.

– Quer em matar de susto seu maluco? — Eu disse brava.

– Nossa, que exagero, você é uma vampira, dava muito bem pra perceber que eu estava me aproximando.

– Não é bem assim queridinho, eu não estava prestando atenção. Nunca precisei ficar em guarda aqui dentro, exceto quando o fedido do Demetri está por perto, e eu estou sabendo que ele e as outras exceto eu foram caçar, eu lá ia saber que você ficou. — Revirei os olhos.

– Sabia que você é muito estressada? Nervosinha demais pro meu gosto. — Ele me virou segurando na minha cintura e se aproximou. Eu era uns dez centímetros menor que ele, o que fazia ele me olhar de cima, coisa que me deixa irritada nas pessoas.

– Sai. — Eu disse afastando-o.

– Ei, volta aqui. — Ele resmungou me seguindo quarto a dentro.

– Sai do meu quarto. — Murmurei.

– Não. A menos que me dê um bom motivo pra isso. — Ele cruzou os braços e sorriu malicioso.

– Vou dar sim, uma voadora na sua cara, agora sai daqui. Você Não quer arranjar encrenca não é? — Eu me levantei e o empurrei pra fora.

– Relaxa um pouco. — Ele disse e me puxou para um beijo.

Eu tentei me afastar, mais ele me puxava para mais perto, como se me prendesse a ele. Seu hálito doce era viciante, e seu toque me arrepiava, o beijo era intenso, com certa urgência. Depois de alguns segundos consegui me soltar dele, que me olhou sorrindo.

– O que você ta querendo? Eu não sou nenhuma dessas pirainhas de rua pra você ficar me agarrando! É melhor tomar cuidado, qualquer hora eu te faço de picadinho e queimo. — Rosnei.

– Nem que você fosse muito forte, não iria conseguir. — Ele riu.

Ele provavelmente não sabia do meu dom, eu posso 'copiar' o dom de um vampiro, e usar contra ele. Me concentrei muito, e logo consegui. Ele parecia imóvel, então o derrubei e lhe devolvi seus sentidos.

– Como você fez isso? — Ele perguntou surpreso.

– Meu dom, é bom ficar esperto, ou já sabe. — Dei de costas e entrei. Tranquei a porta e peguei umas roupas.

Coloquei-as na cama e fui peguei o celular pra ver as horas. Já eram 8:00, eu sabia que as garotas iriam demorar, então eu precisava de algo pra fazer, então peguei umas maquiagens e a câmera pra tirar mais fotos. Fui pro banheiro e tranquei a porta. Só percebi que esqueci as roupas lá no quarto quando terminei de me secar.

– Merda! — Eu disse.

Me enrolei na toalha e abri a porta devagar, olhando para ver se não via ninguém. Saí de fininho, quando ouvi passos. Tentei abrir a porta do quarto, que tinha emperrado. Puxei a maçaneta com cuidado para não quebrar, mas estava difícil.

– Abre desgraça. — Eu gritei quase esmurrando a porta. Não queria arromba-la, isso iria custar minha privacidade.

– O que foi que aconteceu? — Alec disse me olhando com cara de quem queria rir.

– Eu esqueci a droga da roupa lá dentro, e a porta emperrou justo agora. — Eu continuei puxando a maçaneta.

– Porque não derruba ela logo? — Ele disse.

– Por que iria custar a minha privacidade, a pouca que resta. — Revirei os olhos.

– Espera, vou dar um jeito. — Ele disse e saiu pelas escadas.

Quando percebi, ele abriu a porta do lado de dentro.

– Obrigada. — Resmunguei contra a minha vontade.

– Mereço uma recompensa, você não acha? — Ele riu.

– Aah agora eu entendi. Você me ajudou pra tentar me agarrar depois? — Eu disse pegando as minhas roupas.

– Na verdade não, mais não é uma má ideia. — Alec sorriu.

– Arg era só o que me faltava. — Eu o empurrei e fui para o banheiro me trocar. Assim que saí ouvi todos entrando pela porta da frente rindo de alguma coisa que a Yanca dizia, como sempre, minha palhacinha preguiçosa alegrava todo mundo.

Essa é uma das coisas que mais adoro nela. O dom do Yanca as vezes parece ser o humor, apesar de ser uma rastreadora. Cada uma de nós tinha um dom, o que é raro para qualquer outro clã. A Helô brinca que somos o FBI vampiresco. Ri da ideia. Ela pode hipnotizar humanos e vampiros, a Grazi cria ilusões, a Naná pode ficar invisível, a Carol manipula seres e objetos e eu, copio dons. Um clã bem engraçado e propício a criar danos aos inimigos. Isso é um dos motivos pra não termos problemas com outros vampiros, muitos tem medo das possibilidades. Desci e vi a Helô abraçada ao Demetri, um sorrindo para o outro. A Carol a Yanca e a Grazi faziam caretas. Aproveitei pra tirar umas fotos. E então todos se juntaram pra tirar uma foto. Peguei a câmera e fui para o lado de fora ver os resultados.

Notas finais
Estão gostando? Espero que sim, mais não tenho como saber se não disserem. * Não esqueçam de comentar lindos e lindas. Beijos #Belle