The Hunters - The story of our life
10 Família perfeita
Notas iniciais
– Por que não fica com o Alec logo? Qual é, eu te conheço e sei que você nunca amou o Christopher. Você fica envergonhada quando o Alec olha pra você e tals, fica arrepiada quando ele chega perto.. Porque você nega tanto esse amor de vocês? — Helô perguntou fechando a porta do quarto.
– Ele é um safado, tarado, metido e um Volturi. Isso é motivo o suficiente, além do que, ele pode ter ajudado a matar os meus pais! Você sabe disso. — Eu aumentei levemente a voz.
– Ai amor, se você for se apegar á tudo no seu passado, nunca irá viver. Ninguém aqui teve vida fácil, ele mesmo quase foi queimado junto com a Jane, você sabe disso. Ele foi criado em meio ao poder, ganancia e ostentação vampiresca, como queria que ele fosse? — Ela disse surpresa.
– Não é porque foi criado em meio á eles que tinha que ser igual. Olha, desculpa te atormentar, eu vou lá ver se as garotas precisam de ajuda pra se arrumarem pro show. — Eu disse saindo.
Fui até o quarto da Naná, onde ela, a Grazi, a Yanca e a Carol estavam. A Naná estava em frente ao espelho se ajeitando, e a Carol passando um batom vermelho escuro.
– Hey, precisam de ajuda? — Bati na porta aberta ao meu lado.
– Ooi amor, me ajuda com a make? — Carol perguntou.
– Claro, do que precisa? — Perguntei.
– Que cor fica melhor, preto ou marrom? — Ela sorriu mostrando os potinhos de sombra.
– Bem, acho que se esfumaçar fica legal. — Sorri.
– Bem, eu queria perguntar uma coisa á vocês. — Eu disse.
– Pode perguntar. — Grazi sorriu.
– Fale mocinha. — Naná riu.
– Bem, o que eu estou passando é novo pra mim. É totalmente estranho, eu nunca senti isso. — Eu dizia triste.
– Desembucha logo mulher! Que coisa viu? — Yanca disse fazendo careta.
– Bem, eu estou em dúvida sobre quem eu realmente gosto. Gostar tipo gostar mesmo, estar apaixonada. — Eu disse envergonhada.
– Ah entendi, ta falando que não sabe se gosta do Christopher ou do Alec. — Grazi disse.
– É. Obrigada por evitar a minha vergonha. — Sorri torto.
– Olha, você e o Christopher parecem dois bocós juntos, mas quando você ta com o Alec, parecem dois galos de briga. Sério, isso é muito esquisito. — Yanca disse.
– Faz sentido; você e o Christopher nunca pareceram dois pombinhos, mais de uns tempos pra cá você e o Volturi sanguinário ficam se olhando, sei que ficam se beijando, e deu pra ver as olhadas que vocês dão um pro outro. Se pudessem se comiam com os olhos. — Carol disse.
Eu fiquei só observando, indignada com o que elas diziam, mais era verdade, tinham razão.
– Pra terminar por que nós já temos que ir, fica logo com o lambido sanguinário, está mais do que claro que vocês estão apaixonados, esquece isso de ele ser um Volturi. Dane-se o que a gente ou os outros pensam, siga seu.. cérebro. — Ela riu.
– Ok ok gente. Obrigada por me chamarem de tarada, e já podem ir. — Eu disse e fui pro meu quarto.
Fiquei vendo umas músicas num site de letras, estava viciada em 'A beautiful Lie' do Thirty Seconds To Mars.
It's time to forget about the past the past)
To wash away what happened last (away what happened last, happend last)
Hide behind an empty face (empty face)
Don't have too much to say
'Cause this is just a game
It's a beautiful lie
It's a perfect denial
Such a beautiful lie to believe in
So beautiful, beautiful
It makes me
''The Kill'' também me deixou viciada. Aliás, entendo o porque de as duas serem fãs deles, as músicas viciam, e a letra então... Parei meu devaneio e tirei o headphone assim que olhi pra janela. Estava um pouco mais escuro. Olhei as horas, já eram 18:52. 'As garotas irão sair daqui alguns minutos.' pensei. Desci as escadas e fui ver como elas estavam. lindas, é claro.
– Então, todo mundo vai sair, eu vou fazer umas comprinhas por aí. — Disse Yanca.
– Ah, eu vou sair com o Anthony. — Grazi sorriu toda envergonhada.
– Hmm alguém tem um encontro. — Carol sorriu com uma certa malicia na voz, o que fez com que todas rissemos.
– Bom Belle, cuida da casa, e tenta não matar o lambidinho. — Naná disse.
Alec olhou-a sério, mais parecia que estava dando um aviso do tipo psicopata. Mas aquele bocó não assusta ninguém aqui.
– Ok, vou ficar no meu quarto. — Eu disse.
Um tempo depois, a Carol e a Naná se despediram e partiram para o show. Um pouquinho depois a Helô e o Demetri saíram, disseram que passariam a noite fora, andando por aí. Os dois saíram aos beijos. Abri a porta depois de ouvir alguém bater-lhe. Anthony. Ele sorriu e em cumprimentou, depois entrou com o lindo buquê de rosas vermelhas pra Grazi.
– Acha que ela vai gostar? — Ele perguntou baixinho.
– Claro que vai, ainda mais do meu 'futuro papai'. — Eu disse sorridente.
Ele ficou claramente envergonhado, mais no fundo, ele e a Grazi são dois safados precisando ser libertados.
– Anthony! — Ela sorriu da escada, pulado diretamente em seu encontro para um abraço.
Os dois sorriam de uma maneira tão bonita, e depois pervertida, risonha. A ''família perfeita'' que qualquer um quer, mais que quase ninguém tem. As pessoas se perguntam o que em de haver pra ser perfeito, e eu digo que nada. Sim, nada. Pra ser perfeito, tem que ser. Ser amor, amizade, companheirismo, união e vontade de ter momentos felizes. Como eu sempre digo, não acredito em pessoas, mas sim em momentos felizes.
Parei de imaginar o tal tipo de cenas quando ouvi eles se despedirem com um 'voltamos de madrugada, se cuidem' e a porta batendo. Olhei pra trás, afinal, 'se cuidem' é no plural. Alec estava de pé, ao lado da parede do corredor que dava para a cozinha, encostado me olhando. Desviei o olhar e subi as escadas o mais rápido que pude indo ao meu cantinho da solidão.
P.O.V Carol
Depois de nos despedirmos, eu e a Ana Alice, ou Naná, corremos alguns minutos até chegarmos na entrada do show. Depois de entrar, fomos lá para frente, usando o lado escuro do lugar para correr e ficar mais lá na frente sem chamar atenção.
Eles estavam perfeitos, como sempre. O show estava ótimo, perfeito, aliás. Todos os echies cantando e pulando, num ritmo sincronizado e viciante. Depois de o show acabar, convenci a Naná — o que não foi nada difícil — de irmos ao camarim.
Nada como uma beleza vampiresca, força e velocidade pra nos dar um 'passe livre' ao camarim, depois de dar um jeitinho nos seguranças. Bati na porta e o gostoso do Shannon abriu-a.
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