The Hunters - The story of our life
17 Despedida
Notas iniciais
Depois de uma hora, aceitei o fato de que ele tinha que ir. Me senti uma garotinha birrenta, implorando por atenção. E eu estava mesmo implorando. Me senti ridícula, e então me afastei um pouco. Alec e Demetri conversavam com os outros na sala, e eu fui pro escritório. Encostei na mesa e apoiei meus braços para trás, quase sentada na beirinha dela. Decidi ir tomar um banho, trocar de roupa e passar o perfume que ele me deu.
Me sentei em minha cama, pensando em tudo o que havia me acontecido nos últimos tempos. Alec tinha sido a melhor coisa a me acontecer.
Mas por um minuto, pensei que ele devia estar com muita saudade da irmã. A gnoma do mal certamente era a coisa mais importante pra ele, e também havia a vida dele em Volterra.
Olhei pela janela e vi o ar fresco soprando as folhas caídas na grama. Lembrei da primeira vez em que ele e Demetri vieram pra cá. Eu quase surtei. Me tranquei no quarto durante alguns dias, saindo apenas pra tomar banho e caçar, durante muito pouco tempo, para garantir que não os veria. Foi tão estranho pensar naquilo, que senti uma sensação de vazio.
Desliguei meus pensamentos e me levantei. Fui atrás de Alec, que agora estava conversando com Demetri no quarto. Entrei e o abracei com força, vontade e muito desespero. Ele ficou surpreso no início, mas depois me apertou contra o peio, fazendo eu sentir meu cabelo no rosto.
– Oi amor. — Senti seu hálito fresco no meu pescoço.
– Desculpa se eu sou chata. Eu não quero te perder. Nunca. — Disse beijando-o.
Ele acariciou meu rosto e sorriu ao nos distanciarmos. Olhei seus olhos carmim e o cabelo todo bagunçado. Foi impossível não me sentir hipnotizada.
– Hmm acho que to sobrando. Vou ver como a Lolô tá. — Demetri disse e saiu do quarto.
Olhei pra Alec, que sorriu e me puxou pra perto.
– Você não vai me perder. Nunca. — Ele sorriu quase rindo.
O sorriso mais lindo do mundo. Com olhos brilhantes e tudo;
– Jura?
– Juro.
– Eu vou sentir tanto a sua falta, mais acho que a gnoma do mal também deve estar sentindo.
– Gnoma do mal?
– Sua irmã, lerdo.
– A Jane não é uma gnoma, e eu não sou lerdo.
– É que quando te criaram, resolveram dar mais gostosura e lindeza; acabou faltando espaço pro raciocínio rápido. — Eu ri, e me joguei sobre ele beijando-o.
– Brincadeira amor, até mesmo porque você é mil vezes mais inteligente que eu.
– Ok ok não estamos em uma escola ou em uma universidade, já pode parar com isso e me beijar.
– Ok.
Beijei-o encostando-o na parede. Fechei a porta ao nosso lado e abri sua blusa deslizando minha mão pelo seu abdômen definido. Beijei seu pescoço, e então, uma batida na porta nos interrompeu.
– Temos que ir. — Demetri disse do lado de fora.
– Caralho Demetri! — Gritei irritada.
– Opa! sem palavras de baixo calão moça! Que coisa feia essa sua namorado Alec. — Disse Demetri.
– Como se você não falasse não é mesmo? — Revirei os olhos.
– Agora é sério, vou ter que ir. — Alec disse fechando a blusa e beijando o canto dos meus lábios. — Eu te ligo no caminho. E quando chegar. Pode ficar tranquila, vamos nos falar com frequência. — Ele disse pegando a mala na cama e abrindo a porta.
– Te mato Demetri. — Rosnei.
– Mata não. — Helô sorriu limpando o batom do rosto de Demetri. Ri e balancei o rosto negativamente. Olhei para Alec e ele parou. Se virou e puxou a minha mão. -
Isso aqui é a prova que você é minha. — Ele sorriu colocando um anel vermelho carmim no meu dedo anelar.
– É.. lindo. Lindo de mais. — Disse surpresa com o anel que agora estava na minha mão.
Levantei-a e olhei admirada; era realmente lindo. Carmim brilhante, vivo, estonteante.
– E você? Não vai usar um?
– Vou. Mas o meu é mais simples, uma aliança. Mas pra você é claro, preferi este aí. — Ele sorriu.
– Ok agora vamos logo antes que nos atrasemos. — Disse Demetri.
– Ok. — Alec assentiu e me beijou.
Se despediram de todos e foram para os carros. Entraram e acenaram. Eu me senti despedaçada na mesma hora, mas sei lá, aquele anel era parte dele. Uma parte dele ali minha.
– Ele vai voltar. — Grazi disse e passou o braço pelo meu ombro.
Fechei a porta assim que eles sumiram pela estrada a fora. Entrei andando lentamente, subi as escadas e fui para o meu quarto. Me joguei na minha cama e fiquei olhando pro anel. Um tempo mais tarde Christopher apareceu lá em casa. Umas 14:00 pra ser mais exata. Ele parecia ter outro intendimento da situação pelo que pude ver.
– E aí baixinha?
– E aí branquelo?
– Bem. Cadê o Volturi?
– Foi com o Demetri de volta á Volterra.
– Cara, ainda bem que vocês não estão mais juntos. Aquele cara é um besta. Se acha. Só porque é um Volturi. — Ele disse afinando a voz na última palavra.
– Christopher, seu burro, to dizendo que eu e ele não terminamos nada. Quanta vezes preciso dizer? — Eu disse mostrando o anel.
– Não. Acredito. Que. Você. Fez. Isso. Você cagou sua vida menina. — Ele quase gritou.
– Cala a boca.
– Vem calar.
– Não.
– Odeio ele.
– Ele também te odeia.
– Claro, porque eu sou gato, legal, descolado e todo mundo gosta de mim. — Ele disse todo se sentindo.
– Para de ser aparecido. Vai encher a sua cunhada vai?
– Vou mesmo hein?
– Pode ir. Aproveita e fecha a porta.
– Ignorante você hein? Más influências.
– Você vai ver as influências das minhas mãos arrancando sua cabeça. — Gritei.
– To indo. — Ele disse e saiu rapidamente.
Me sentei e liguei meu notebook. Conferi meu e-mail e fui ouvir umas músicas.
Can we pretend that airplanes in the night sky are
like shooting stars
I could really use a wish right now, a wish right
now, a wish right now
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