The Hunters - The story of our life
12 Anoitecer
Notas iniciais
O olhei totalmente constrangida. E é claro, sem uma resposta como eu teria, se aquela fosse uma situação normal. Começou a tocar TKO, também do Justin Timberlake. Seu hálito me envolveu, seu olhar me prendeu de forma magnética, já não poderia diferenciar realidade do meu mundo paralelo.
– O seu cheiro.. dá vontade de te morder. — Ele riu baixinho.
– É? o seu é... — Não consegui terminar.
– Milagre que você não vai me atacar ou me ameaçar. — Sorriu.
– Milagre? eu apenas intendi que não adianta ignorar, eu não tenho mais como fingir. Eu estou.. apaixonada por você. — Eu disse.
– Não resista, apenas se entregue. — Alec sorriu.
Tirei meu vans e o joguei ao lado da cama; ele logo me puxou para um beijo, e então tirei sua blusa. Eu estava loucamente sedenta por aquilo, e ele parecia querer também. Me deitou lentamente, e me ajudou a tirar a minha blusa.
– Você parece ter mais prática com isso do que eu. — Eu ri.
– Com o que? — Ele perguntou sem intender.
– Como você é lerdo! — Ri. — Isso de tirar a roupa de uma garota.
– Bem, a pratica leva a perfeição. — Ele riu.
Seu sorriso mais lindo, o qual me deixou de boca aberta.
– Você fica sexy assim, distraída, de boca aberta. — Alec disse.
– Hm ok, e você molhado. — Ri.
A nossa noite foi perfeita, não me recordo de nada tão emocionante em todos esses anos de vampira. É claro que algumas coisas são impressionantes, de certa forma, mas nada comparável.
De manhã, as primeiras luzinhas entraram pela janela levemente coberta pela cortina branca e clara, iluminando-o. Eu estava deitada em seu peito, ele acariciava meu cabelo, quando desceu o dedo pelas minhas costas e eu senti um arrepio que me fez rir.
– Você fica tão mais linda sorrindo. — Disse.
– Eu sei que eu pareço uma velha rabugenta. Eu fiquei assim; você sabe. Eu era mais alegre antes, mais viva, feliz e participativa da vida da minha família. Acho que quando você começou a frequenta a minha casa e das meninas, a primeira coisa que arranjou pra rir foi o meu jeito quieta.
– É que você estava sempre calada, num canto, lendo ou ouvindo música, no volume máximo. Sempre que vinha aqui, eu a via como uma garota aborrecida, pela sua forma de me olhar e se comportar. Depois eu intendi o porque, o Demetri acabou me contando, a meu pedido, o porque de tanto rancor de nós. — Ele disse calmo.
– Desculpa. Eu detesto ser tão inconveniente, mais sei lá, é como sou. Eu queria poder mudar isso... — Tirei o sorriso do rosto lembrando das vezes em que fui rude com ele.
– Shh não se preocupe, eu não mudaria nada em você. — Ele sorriu e me beijou lenta e calmamente.
– Vou tomar um banho. — Sorri e o beijei.
Peguei as minhas roupas e corri pro banheiro depois de por a roupa de baixo, só pra não correr o risco de ninguém me ver nua. Tomei meu banho e voltei pro quarto.
– Ta brincando que você tem uma touca com o seu apelido! — Alec riu.
– Sexy né? — Eu ri e dei uma voltinha.
– Muito. — Ele se levantou e me puxou pra perto. — Tenho que tomar um banho, e arrumar umas coisas aí. — Sorriu.
– Ok, eu vou ir lá pra baixo, falar com as meninas, depois de arrumar essa bagunça. — Disse e o beijei.
Desci e vi as garotas sentadas na sala. Elas estavam bem alegres. Inclusive a Helô e o Demetri rindo de uma forma meiga e fofa de um lado, a Carol quase enfartando com o clipe de 'The Kill' na TV, a Naná mexendo no celular, a Yanca e a Grazi rindo de todo mundo.
– Hoje teve né danada? — Carol se virou para mim e riu.
Eu a olhei espantada e continuei andando em direção ao puf ao lado da estante da TV. Alec desceu e sorriu pra mim. Todos me olharam surpresos, exceto Carol e Naná, que sorriram uma pra outra, quase rindo. Ele parou a minha frente, pegou a minha mão me levantando. Olhei-o confusa, admirando seu sorriso. Alec me beijou, e eu fiquei sem reação, com todo mundo bem ao redor. Foi esquisito, vergonhoso e engaçado.
– Tão namorando! Tão namorando! — As meninas cantavam em um coro.
– Você me paga! — Eu ri e me escondi em seu peito.
– Ok ok, que tal uma festinha hoje? — Ele perguntou.
– Festinha? — Perguntei me aproximando dele.
– Uma comemoraçãozinha, bem, no Brasil há o feriado de carnaval.. soube que haverá uma por aqui perto, naquela balada cheia de espelhos. — Ele sorriu.
– Aah sei. Você vai mesmo? — Eu disse confusa.
Alec e balada? Isso não combina.
– Nós. Eu, você, as meninas e seus namorados. Combinamos tudo ontem. — Ele riu.
– Ah eu sou a última a saber, como sempre. — Eu ri.
– Não faça drama, você vai gostar. Hoje a noite, 22:00 h. Escolha uma fantasia bem bonita e sexy, e ah, uma mascara também. — Ele mordeu o lábio inferior.
– Não estamos a sós, seja mais discreto Alec! — Eu caí na gargalhada.
Ele me beijou e saiu pela porta da frente, junto a Demetri.
– Parece que o nosso plano funcionou garotas! — Carol sorriu e elas bateram umas nas mãos das outras.
– Plano? Que plano? — Perguntei.
– De juntar vocês ontem a noite, e a proposito, a nossa noite também foi nota dez. — Grazi sorriu.
– Suas danadas! Obrigada por tudo. — Eu ri e as abracei.
Depois, fomos ver as fantasias que iremos usar, e as mascaras também. Demorei muito pra escolher, haviam muitos vestidos bonitos, e sapatos também.
Fomos a uma loja de fantasias no centro da cidade comprar as mascaras. Uma loja escura, de vitrines semi-cobertas por cortinas pretas e vermelhas. Era cheia de mascaras na frente, e algumas fantasias também. Entramos e logo provamos várias, todas muito bonitas. Haviam uma infinidade de mascaras no pequeno e agradável espaço, era difícil pra alguém indecisa como eu escolher apenas uma; As garotas já haviam escolhido as suas, faltava apenas eu.
– Ai meu Deus, não vou conseguir escolher uma! — Eu disse em panico.
– Essa aqui vai ficar linda em você. — Grazi sorriu e colocou-a no meu rosto.
– Obrigada, ela é perfeita! — Sorri em frente ao espelho.
Fomos até o balcão onde a atende as embalou em caixinhas preta e vermelhas, cobertas de renda. Pagamos e saímos. Chegando em casa, fui para o quarto e separei as maquiagens, perfume, jóias, sapatos e o vestido.
Um vestido longo, preto, meu preferido. Era um vestido de época, usado em bailes. Eu usei apenas uma vez, quando ainda era humana. Naquela noite, eu havia sido prometida em casamento há um filho de um amigo dos meus pais. Uma família tradicional, de costumes antigos. Eu não aprovei a situação, mais meu pai achava que o rapaz me faria feliz. Acabou que eu guardei o vestido e as jóias, só porque gostava do traje. Nunca mais tive notícias daquela família.
– Cheguei. — Alec disse batendo na porta semi-aberta.
– Oi amorzinho. — Eu ri.
– Que coisa mais melosa, e fofa. — Ele riu.
– Bobo. E você, já arrumou a sua fantasia? — Perguntei.
– Sim, está no quarto de hóspedes, e você não vai vê-la antes da festa. — Ale sorriu.
– E você pode ver a minha não é? — Perguntei.
– Eu ainda não a vi, vou sair daqui então, antes que eu a veja. — Ele disse.
O dia foi se passando, enquanto arrumávamos a casa novamente; enquanto coli flores no jardim dos fundos, caçamos ou quando ficamos todos juntos rindo e conversando. A tarde, umas 18:30 fui tomar um banho.
Fale com o autor