The Hunters - The story of our life
19 A eternidade é penas o começo
Notas iniciais
– Espera. — Eu disse.
– O que foi?
Jonathan parecia confuso. Olhou para a porta que ainda não havia sido aberta.
– Faz um favor caso eu resolva não sair daqui viva?
– Faço, é claro. — Ele sorriu maliciosamente.
– Não fique assim idiota. Só quero que diga pro Alexander que ele é um idiota, e pra Jane que ela é uma duende filha de uma puta bem dada.
– Meu Deus. Ela volta pro inferno pra te torturar. — Ele riu e me olhou sorridente, era uma cena hipnotizadora. Ele tinha lábios desenhados, macios e cheios. — Hmm ta interessada. Caso você não saia daí, — Ele disse e me puxou pela cintura. — Você é uma gatinha interessante. Não faça nenhuma besteira. — Disse e me beijou. Um beijo mutio bom, tenho que confessar. Que cara gostoso meu DEUS! No mesmo instante ouvi o elevador e me afastei dele. Demetri e Félix saíram de lá. Ouvi as risadas baixas ao meu redor e me encolhi. Sabia que os comentários maldosos estavam por vir.
Me virei para a porta, onde Jonathan sorria para mim. Ele acenou com a cabeça, como se perguntasse se agora eu estava pronta pra entrar. Fiz que sim e respirei fundo.
A porta se abriu por inteiro, e pude ver todos os outros da guarda. Alguns me olharam com certa disconfiança, como se estivessem preparados para um ataque. Sintindo minha garganta queimar, observei rapidamente a grande sala dos tronos. Aro me olhou sorridente e estendeu a mão. Demorei para me mover, e Jane me deu uma onda de forte dores. Estavamos ali numa disputa durante minutos interminaveis, até que...
– O que está acontecendo aqui? Parem as duas! — Gritou Alec entrando e correndo em direção á nós duas.
– Me solta. — Disse entre dentes tentando fazer com que minha voz emitisse algum som.
– Não. Jane e Isabelle, parem as duas. Vamos pra outro lugar, precisamos conversar.. De repente a minha dor sumiu, e então me controlei e desfiz a tortura da duende do mal.
– Não precisamos conversar coisa alguma! Me largue seu idiota!
– O que foi que aconteceu com você? Por que esta me tratando dessa forma?
– Vai dizer que acha que sou mesmo burra, a ponto de não sacar sua safadagem? Eu liguei e alguma pirainha amiga sua me atendeu. Vai se fingir de santo agora?! — Berrei.
– Do que você esta falando?
– Não seja sínico! Eu não nasci ontem e você sabe muito bem! Agora me solta, antes que eu dê um jeito!
– Ouve um engano aqui. — Disse Caius com sua cara de nojo de vomito.
– Que engano? Você vai querer defender ele também Caius?
– Fui eu quem atendi o telefone. E você é uma criatura mal educada. E aborrecida, devo acrescentar.
– Quer dizer que eu pago de palhaça por causa da sua voz de vadia ordinária ao telefone?
– Olha só como fala ser insignificante! — Caius avançou sobre mim mas Aro interferiu.
– Caro irmão, não há necessidade de violência.
Aqueles dois com certeza me deixam nervosa, mas ver a interferência de Aro daquela forma calma e sombria foi alucinante, ou bem, pelo menos para mim. Olhei-o mantendo a guarda, mais tentando me acalmar. Qualquer movimento mal pensado, e eu estaria passando por dores mortais ou sendo exterminada pela guarda.
Depois de tudo se esclarecer, decidi voltar pra minha casa em Roma, e fingir se alguém 'normal' durante as minhas 'férias' por ali. Alec tentou me convencer de que deveríamos voltar a namorar, mas ele estava errado desta vez. Aquilo tudo me fez pensar bem, e no final, não me valeria de nada tentar recomeçar aquela relação. Nada como seguir em frente e tentar refrescar a cabeça.
Eu não intendo o porque das pessoas tentarem esquecer. Esquecer não é o remédio para os problemas. O que vai resolve-los, é partir pra outra. É se renovar constantemente a partir das cinzas, como uma Fênix. É renovar sua alma e conceitos, fazer da dor um aprendizado. Passado um tempo, eu e Jonathan — o Volturi que eu conheci no meio daquela confusão toda — começamos uma amizade. Amizade que se aprofundou e, acabamos nos juntando, para sempre.Depois da nossa 'união' feita de um tipo diferente de cerimônia matrimonial cheia de vampiros, flores, vestidos longos e festivos, e muita caça pela floresta.
Um ano depois, adotamos uma garotinha a quem demos o nome de Emelly Beatrice Volturi. Cabelo castanho escuro avermelhado na cintura, olhos verdes claros como água, altura média, pele pálida levemente rosada nas bochechas. Magra mas não muito, corpo 'amadurecido', aparenta ter 18 aos 15 anos. Emelly sempre foi mais madura do que outras crianças, mais inteligente e educada; o que de fato ajudou a convecer Aro, Marcus e Caius que não seria problema adota-la.
E mal sabíamos, que depois, ela e Alexander se apaixonariam. Um conflito duradouro, que acabou se tornando meu atual presente e futuro. Permitir esse namoro foi difícil, mas eu soube que no fundo, para Emelly, foi a melhor coisa que eu pude fazer. Hoje vivemos todos na Itália; inclusive Helô e Demetri, que se casaram e adotaram uma pequena hibrida cujos pais foram mortos, chamada Kristie. A Carol e o Christian se casaram também, assim como a Grazi e o Anthony. Mas a surpresa foi o namoro da Yanca e do Christopher. A Naná continua livre, leve e solta pra ser feliz, e eu, continuo tendo uma família maravilhosa e incrivelmente especial, que só tende a crescer.
~ FIM.
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