Finn conhecia muito bem sua mãe. Ela era bastante emotiva. Bastante chega a ser pouco quando se trata de Carole. Ele tinha medo de como ela iria reagir, ele sabia que ela ficaria feliz, até porque ela era só mais uma na imensa lista de apostas de quando ele e Rachel começariam a namorar, mas ele sabia que ela ficaria chateada de ser uma das últimas a saber. Então ele aproveitou uma data festiva para contar para todo o clã Hummel-Hudson e amigos da família: O aniversário de Burt.

Todos iriam se reunir na fazenda da família Hudson que um dia pertenceu ao tataravô de Finn e foi passada de geração em geração até chegar ao pai dele. Quando Christopher morreu a fazenda ficou no nome de Carole até que Finn chegasse à maioridade.

Nem preciso dizer que ele parecia uma criança dentro do carro, ele mostrava a paisagem da estrada para Rachel todo empolgado, paisagem esta que não passava de um milharal, mas ela retribuía a empolgação dele pois sabia o que aquele lugar significava para o noivo. Quando eles finalmente chegaram, Finn estacionou o carro ao lado da fila de automóveis que já havia se formado devido aos demais convidados que já haviam chegado e ficou lá parado e quieto por um minuto pensando em todas as coisas que ele viveu ali.

Ele conhecia cada metro quadrado daquele lugar e cada centímetro significava uma coisa diferente. Às vezes quando ele ficava triste ou muito feliz, ele ia pra lá, pois se sentia mais próximo de seu pai. Quando ele fugiu de casa aos dezesseis anos, quando sua mãe anunciou deu noivado com Burt, ela sabia onde encontra-lo. E lá ele estava na casa da árvore que seu pai havia construído com seu avô Harry. Depois de ter ficado algumas horas sozinho ele percebeu que sua mãe tinha o direito de ser feliz, e que se Burt apareceu no caminho dela é porque seu pai sabia que ele era a pessoa certa. Com o passar do tempo, Finn passou a considerar Burt como um segundo pai, ele estava até oferecendo a própria fazenda da família Hudson para comemorar o aniversário do padrasto, não é mesmo?

“Finn, a gente não vai entrar, não?”, perguntou Rachel.

Finn saiu de suas lembranças, suspirou e olhou pra linda mulher que estava sentada no banco do carona. Faltavam 27 semanas para ela dar a luz ao bem mais precioso deles, sim, ele contava cada segundo para isso. Mal podia ver a hora de levar seu filho, ou sua filha para aquele lugar e brincar até cansar e fazer todas as coisas que não fez com seu pai e Rachel estaria lá, é claro, essa era a melhor parte. Ela continuava o encarando e ele simplesmente tirou o cinto e se inclinou lhe dando um beijo calmo, sereno e repleto de amor. Depois de se separarem, ainda de olhos fechados ela sentiu a mão dele acariciar sua bochecha e não pôde deixar de sorrir .

“Vamos entrar”, ela o ouviu dizer.

- — -

“RACHEL!!”, gritou Carole assim que viu o casal entrar pela porta da casa principal.

“Nossa, já se foi a época em que minha mãe soltava fogos quando via o filho dela...”, disse Finn fingindo estar desapontado.

“Mas dessa vez é diferente, é a Rachel que está carregando meu primeiro netinho”

Rachel arregalou os olhos e olhou em volta fuzilando cada pessoa ali presente, viu Puck e Quinn com suas filhas Beth e Kate, sua mãe, seu pai, Kurt, Blaine – Sim, ele e Kurt estavam juntos desde Chicago, até para Londres ele foi com o namorado -, Burt, Brittany e por fim... Santana.

“Não olha pra mim, eu não fui a fofoqueira dessa vez”, defendeu-se a latina.

“Ah não, então quem foi?”, perguntou Rachel.

“Fui eu, é claro”, disse Shelby se levantando do sofá onde estava. “Você realmente acha que eu iria ficar sem compartilhar a notícia com a Carole?”

“Não tem problema Shelby”, disse Finn. “É que eu conheço minha mãe, e da forma que tudo aconteceu... Eu queria contar com mais calma, entende?”

“Tudo bem querido, eu fiquei mais do que feliz com a notícia. Sabe? Se foi de repente, ou não, esse bebê só veio pra abrir os olhos de vocês. Nada nesse mundo acontece por acaso e eu tenho certeza de que se essa criança resolveu surgir na vida de vocês nessa hora é por que ela só vai trazer muitas coisas boas... Vocês estão juntos, não é mesmo? Essa é a melhor coisa que esse bebê poderia realizar! Ele ainda nem nasceu e já é querido por todos nós”, falou Carole.

Rachel, que já estava emocionada, deixou derramar todas as lágrimas de felicidade que ela tinha para derramar e abraçou a sua sogra. Finn também deixou se levar pela emoção e abraçou sua noiva e sua mãe. Aos poucos todos foram se aproximando e reuniram-se num enorme abraço grupal.

“Eu tô ficando sufocada”, disse Rachel.

“TODO MUNDO SAI DE PERTO PORQUE A RACH PRECISA DE AR”, gritou Santana e é claro, todos obedeceram em questão de segundos.

“Agora nós temos que começar a planejar o casamento!”, disse Burt.

“Casamento! Eu vou carregar as alianças! Não, eu vou ser a menina das flores! Já mudei de ideia eu quero carregar a causa do vestido! Você vai deixar né, Tia Rach? Claro que vai, né?”

“Fica quieta, Katherine!”, ordenou a irmã mais velha, Beth.

E quando tudo se transformou numa feira onde todos davam suas opiniões do que iriam fazer, vestir e beber no casamento, Rachel fez com que sua voz soasse mais alta que a de todos e calou a boca de todo mundo.

“Chega! Nós só iremos nos casar depois que o bebê nascer... Não dá tempo de organizar nada, minha barriga já está aparecendo”

“Você pode se casar na festa, não vai ter uma festa?”, sugeriu Kate.

“Mas Kate, querida, a festa é pra comemorar o aniversário do Burt”, falou Quinn.

“E daí? Eu já tive várias festas de aniversário na vida... A falta de uma não vai fazer diferença. O que importa é que eu estou com saúde... E nós não vamos deixar de ter uma celebração, certo?”, disse Burt.

“É verdade, e nós já temos tudo preparado para uma festa: Decoração, comidas e bebidas, eu posso chamar o padre da igrejinha da cidade pronto!”, planejou Carole.

Rachel olhou para Finn que sorria e balançava a cabeça em sinal de aprovação, ele a abraçou por trás e beijou o topo de sua cabeça.

“Eu vou aceitar a oportunidade”, ela disse por fim e todos comemoraram continuando todos os planejamentos.

“Espera! Estamos esquecendo o mais importante: O vestido!”, lembrou Kurt.

O sorriso de Rachel murchou. Ela sempre sonhara em se casar de branco, like a virgin, mesmo que... bem, ela estava grávida!

“A gente pode voltar pra casa e buscar o vestido que eu usei”, disse Shelby. “Ele ainda está em ótimo estado e são apenas umas horas de viagem, é o melhor que podemos conseguir a tempo. Sei que vai servir na Rachel e vai significar muito pra mim ver minha filha se casando com o mesmo vestido que eu usei”

O olhar da futura mamãe se iluminou, ela sempre se pegava olhando o álbum de fotografias do casamento de seus pais e admirava o vestido de sua mãe, (http://i47.tinypic.com/2iuawkn.jpg) ela sabia cada detalhe dele e era perfeito! Ele possuía uma fita que marcava o busto e era reto, isso iria disfarçar sua barriga.

“Vai ser uma honra usar seu vestido mãe”, Rachel saiu do abraço de Finn e foi em direção a sua mãe. Quando Shelby se levantou, Will bateu na bunda dela, fazendo com que Quinn tampasse os olhos de suas filhas.

- — -

Dois dias se passaram e Rachel quase se arrependeu de ter aceitado toda aquela loucura que virou seu casamento. Tudo foi uma correria, mas no fim parecia ter dado certo. Seus pais e Kurt foram buscar o vestido em Nova York e Kurt até conseguiu vestidos para Kate e Beth, que seriam as daminhas. Carole não conseguiu o padre, mas conseguiu um juiz de paz para oficializar a união e Finn foi até sabe-se lá aonde para comprar as alianças.

Mas todo o arrependimento foi embora no momento em que, de braços dados a seu pai, os olhos dela encontraram os de Finn no final do corredor. Havia uma luz tão linda nos olhos dele e Rachel podia jurar que nunca o tinha visto tão bonito.

Quando Finn viu sua noiva surgir ao lado de Will, tudo em sua volta só se resumia a ela. Seu cabelo estava preso e a franja emoldurava seu rosto e a maquiagem estava perfeita (http://i49.tinypic.com/11raaeg.jpg), ela havia ficado horas no quarto com Kurt até que ele terminasse de arrumá-la. E Rachel estampava o sorriso mais lindo de todos. Finn podia jurar que nunca a tinha visto tão bonita.

O Padre deu início a celebração com todas as formalidades necessárias. Shelby e Carole já choravam abraçadas e as lágrimas só aumentaram quando chegou a hora dos votos.

“Rachel Barbra Berry, eu quero pertencer a você, quero ser seu melhor amigo, seu amante, na alegria e na dor. Prometo estar ao seu lado nos momentos mais difíceis e nos mais felizes, por todos os dias de nossas vidas e nem a morte irá nos separar”

“Finn Hudson, prometo amá-lo, respeitá-lo, ser sempre sua e lhe fazer muito, muito feliz em todos os dias da minha vida. Quero ser sua amiga, sua companheira, a mãe dos seus filhos... Por isso eu confirmo todo o meu amor por você diante dos nossos pais e dos nossos amigos”

“As alianças, por favor”, pediu o juiz.

“Finn Hudson, você aceita esta mulher como sua legítima esposa?”

“Aceito”, ele disse e colocou a aliança no dedo dele e depositou ali um longo beijo.

“Rachel Berry, você aceita este homem como seu legítimo esposo?”

“Aceito”, ela disse e colocou a aliança no dedo dele, e imitando-o, ela sapecou três pequenos beijinhos ali.

“Eu os declaro: Marido e mulher. Pode beijar a noiva”

Finn nem esperou o homem terminar de falar e já puxou Rachel pela cintura e a beijou como se o pai dela não estivesse ali, como se ninguém estivesse ali. Eles foram tirados de sua bolha particular ao ouvirem a salva de palmas dos poucos convidados que estavam ali para testemunhar um dos amores mais lindos que já haviam visto. Finn a encarou e lhe deu mais um pequeno beijo e depois se abaixou e beijou a barriga dela.

Rachel tinha planejado sua vida da seguinte forma: Tony, casamento e depois o bebê. A ordem tinha sido invertida totalmente e mesmo sem um Tony ela se sentia completa.

Notas finais
Eu queria que não ficasse clichê... Mas não existe coisa mais clichê que casamento! haha Espero que tenham gostado, sei que está com cara de final, mas ainda falta muito pra fic acabar (:
Até o próximo capítulo!