The Horror of Our Love

12 Your touch, my bliss


Notas iniciais
Oi, pessoal! Tomei a liberdade de alterar o título do capítulo nº 9. Queria muitíssimo a frase "Your touch, my bliss" neste capítulo aqui. Como podem ver, "Wish I had an Angel" está disposta nos capítulos desta fanfic fora da ordem. Eu estava distribuindo os trechos de forma a combinar com o texto, ainda que meio sem me dar conta disso (a leitora CrystalTsukino que me fez notar o fato, palmas para essa linda!). Enfim... Eis-nos aqui o/ ¯_(ツ)_/¯ Um pouco mais de Inuyasha & Kagome! #TUTSTUTS #QUEROVER Arte da capa: "Let me love you, let yourself to be loved", da maravilhosa LenBarboza! É muita delícia numa galeria de fanarts só! VALEI-ME DAENERYS TARGARYEN, PRIMEIRA LOIRA DO TCHAN! (João "Seu" Pimenta Feelings) Perdoem eventuais erros. Boa leitura!

Após a confissão de Inuyasha, ele agora era empurrado de leve pela comovida Kagome, que fitou-o em meio a um pranto sincero e comovido.

— Inuyasha... V-você...

— Você mudou minha vida, Kagome... — sussurrou o hanyou, colando a testa à dela e acariciando seus cabelos. — Se há uma razão pela qual devo viver nesse mundo fodido, é você. Minha vida está ligada para sempre à sua.

— Eu... Eu só quero te ver feliz — confessou ela, tomando coragem para tocar a orelha humana de seu querido. — E eu amo você, sim. Mas...

— Mas o quê?

— O cabo da Tessaiga está me incomodando... Cutucando a minha perna — respondeu ela, com uma expressão de estranheza, sem compreender o que era aquela dureza sendo pressionada contra si. Envergonhado ao extremo, Inuyasha ficou cianótico e se afastou dela bruscamente, indo em direção à janela. Confusa, a colegial o seguiu: — Inu... O que foi?

— Me deixe, eu... Preciso de ar. Estou c-com calor — resmungou ele, com o costumeiro mau humor. Acabou por retirar a parte superior da vestimenta vermelha, jogando-a no chão.

— Calor?! Estamos no outono...

— Keh! Maldita! Onde você acha que eu coloco a Tessaiga?

Kagome, então, reparou que a espada do hanyou estava no local de sempre: anexada ao laço do hakama dele, na lateral do quimono. Por fim ela compreendeu e, muito envergonhada pelo comentário inadequado, se sentou na cama, silenciosamente. Já tinha estudado um pouco sobre anatomia/fisiologia humana na escola e entendia, superficialmente, o que se sucedia com o organismo masculino em ocasiões como aquela.

Uma estranha lembrança veio à sua memória. Uma frase dita pelo hanyouaracnídeo.

Inuyasha passou tantos anos sendo desprezado por ser um híbrido que não consegue agir com naturalidade ao se relacionar com alguém.”

E ela o sabia, Naraku estava certo. Sim, seu amado era um poço de insegurança mascarada pela agressividade, pelas grosserias... No entanto, ele a amava. E ela... Como ela o queria!

O vento bateu na cabeleira negra de Inuyasha, refrescando sua pele, mas não o fogo em seu interior. Constrangido ao extremo com a própria excitação, ele temia se aproximar de Kagome daquele jeito e ofendê-la. Se pudesse, ele reprimiria sua ereção, mas simplesmente não tinha como controlar aquela parte de seu corpo — como foi com Kikyou, dois dias atrás. Ele fechou os punhos, com um sentimento de inferioridade lhe assaltando, quando ouviu a voz jovial a chamá-lo:

— I-Inu... Por favor, pode se sentar aqui?

— Eu... Eu não estou em condições — sussurrou ele. — Você não entenderia... Meu corpo de híbrido é fraco demais, principalmente nesses malditos dias de lua nova... — e, num tom de confissão, Inuyasha acrescentou: — Não consigo controlar certas coisas...

— Não me importo — volveu ela, surpreendendo-o. — Bem... S-se você quiser continuar aí, vou entender, mas... Quero muito que esteja aqui, ao meu lado.

— Se eu for desse jeito, v-você vai me mandar “sentar” — reclamou ele.

— Não, não vou... Prometo.

Assim, um Inuyasha muito encabulado caminhou devagar até a cama de Kagome, sentando-se meio distante dela e logo pegando em sua mão, ainda sem conseguir encará-la. Ela, por sua vez, espiou furtivamente o motivo do constrangimento de seu querido — estava ali, destacado sob o tecido grosso do hakama. A jovem sentiu a face arder mais uma vez, mas seu corpo não estava indiferente ao contato súbito e voraz que os dois tiveram há alguns instantes atrás.

— Inuyasha... Beije-me de novo — pediu Kagome, num murmúrio.

— E-eu tenho medo de... De o meu pau te cutucar de n-novo. Eu não s-sou um tarado, não sei por que isso está acontecendo... — desabafou o moreno, acuado.

— Você ficou... Assim... Por minha causa?

— Keh! Não é óbvio, sua maldita? — e ele se coçou nos braços, vividamente nervoso. — E n-não é a primeira vez, mas das outras eu s-subia em um galho de árvore ou então me afastava de você... N-não sou como aquele maldito Miroku que... Que... Você s-sabe.

A colegial, então, riu um pouco. O jeito vexado e ingênuo de seu querido era cômico e, ao mesmo tempo, deslumbrante para ela. Antes que Inuyasha ralhasse com ela pelos risos, ela se precipitou para ele, alcançando-lhe os lábios e se deleitando neles.

Um desejo imperioso e irracional ameaçava tomar conta do corpo da jovem, cuja mente fora estimulada para os prazeres do sexo à exaustão, apesar de ela não conseguir se lembrar. Ansiava por angariar mais intimidade com o híbrido que, agora, mordiscava seu lábio inferior. Pouco a pouco, as resistências de Inuyasha foram minguando e logo ele empurrou a aprendiz de sacerdotisa para que se deitasse na cama. Após vê-la à vontade sobre o lençol de motivos abstratos, ele a fitou demoradamente enquanto pedia licença para se despir do nagajuban bege, já que sua pele agora humana não suportava tamanho calor.

Antes de cobrir o corpo de Kagome com o seu, Inuyasha levou a mão ao rosto dela, tímido e inseguro.

— K-Kagome... Eu não sei até que ponto vou resisti-la se voltar a te beijar.

— Eu também não sei... — admitiu a mocinha. — Mas quero tanto... Esperei tanto por isso... Pelos seus beijos...

— É que... Eu sinto v-vontade não só de beijá-la... — e ele desviou o olhar. — Você é t-tão... Bonita... E eu n-não quero incomodar você com... Com... Os meus desejos...

No entanto, a jovem sorriu para ele, tocando de volta sua mão.

— Se você fizer algo que me incomode, eu vou dizer — revidou ela, gentil.

Como ela consegue me deixar à vontade tão facilmente?”, pensou Inuyasha. Não menos acabrunhado, mas agora mais suscetível à situação nova, o hanyou enfim se deitou sobre Kagome, recomeçando a beijá-la e colocando em prática as últimas novidades que aprendera sobre beijar alguém.

Ela recebia de bom grado a língua sequiosa e tépida de seu amado no interior de sua boca; acabou se rendendo à vontade de vocalizar o deleite provocado por aqueles beijos cada vez mais ousados, o contato da pele do tórax nu de encontro a seus seios, os suspiros profundos e apaixonados de Inuyasha, que não conseguia parar de comprimir o púbis da jovem com sua masculinidade que pulsava.

Kagome ainda sentia certo medo da ideia de entregar seu corpo para o híbrido, mas estava decidida. Se fosse para acontecer, que acontecesse. Se Kikyou queria a morte dele, ela queria para ele a vida.

Queria-o vivo, queria-o sorrindo. Queria vê-lo realizado, confiante. E, naquele momento em particular, cada partícula do corpo sobre si vibrava em pura vida. Não era o mero tesão — Inuyasha transbordava emoção em cada gesto, em cada olhar, em cada carícia a ela ofertada. Ele jamais seria capaz de desrespeitá-la.

E Kagome arfou. Gemeu. Ocasionalmente suspirava pelos sustos causados pelos toques dos lábios e dedos de Inuyasha, que quis desvendar a textura e o sabor dos lóbulos de suas orelhas, da lateral de seu pescoço, da pele de sua clavícula. Ele parou de tocá-la por alguns instantes, ao chegar ao primeiro botão do pijama de algodão da mocinha. Os mamilos dela estavam destacados debaixo do tecido e, agora que ele sabia o quanto era excitante manipular o busto de uma mulher, suas mãos chegavam a tremer de desejo. Muito rubra, Kagome percebeu a razão de Inuyasha estar hesitante e mordeu o lábio. “E se eu der a ele o que ele quer...?

Os dedos finos da colegial afastaram de leve o hanyou, para que ela tivesse espaço para poder desabotoar a camisa do pijama. Inuyasha arregalou os olhos e, de imediato, segurou-lhe as mãos.

— N-não, Kagome. Não precisa fazer isso se não quiser...

— Mas eu quero...

— Isso não v-vai dar certo!

No entanto, ela insistiu e logo a peça de roupa estava aberta, desvendando ao olhar desejoso do híbrido o colo, os seios e o abdome da jovem. Vencido pelos próprios desejos, Inuyasha capturou-lhe os lábios uma vez mais para que ela não o visse deslizar a ponta dos dedos por entre suas mamas. Ele lhe faria carícias por toda a pele lisa da barriga antes de abrir de vez sua roupa, expondo totalmente seus seios e enfim os agarrando. Kagome emitiu um gemido agudo, arrepiando-se toda ao toque simultâneo em seus bicos eriçados. Acabou por cessar aquele primoroso beijo, colando a testa à do hanyou.

— Isso é... Tão bom... — ofegou ela, deslumbrada. O moreno ficou surpreso ao vê-la receber e apreciar suas carícias; ele estava esperando por um tapa ou um “Osuwari”, no mínimo.

— Não estou machucando você? — inquiriu ele.

— Não...

Inuyasha, completamente excitado e eufórico pela prazerosa descoberta, fechou de novo os olhos, dedicando-se a excitar a aprendiz de sacerdotisa com aqueles afagos em seus seios e lambendo-lhe o pescoço de forma superficial. Contudo, ele não imaginava que Kagome estenderia a mão para, timidamente, tocar seu pênis hipersensível e dolorido. O toque foi sutil, mas suficiente para causar em Inuyasha um prazer intenso e desesperador. Ele, apesar de não mais ser um virgem, não estava acostumado a ser tocado; quaisquer carícias daquele gênero o enlouqueciam de tesão.

— D-desculpe — ofegou ela, soltando-o após vê-lo pular e compreendendo errado sua reação. — N-não sabia que isso machucava...

— K-Kagome... Por favor, faça isso de novo! — suplicou ele.

Tocá-lo de novo? Bem, era constrangedor, mas ela o faria de bom grado. Assim sendo, Kagome estendeu devagar a mão para envolver o membro de seu querido nela, levando-o a atirar a cabeça para trás e sufocar um gemido mais alto. Não estava sendo fácil manter a discrição; a colegial apalpava e comprimia seu sexo palpitante cheia de cautela, procurando entender como aquele “mecanismo” funcionava.

Inuyasha por fim resolveu dar vazão ao que ele tanto queria e, num rápido movimento, baixou a própria calça, revelando-se nu para a jovem. Ela, ao ver pela primeira vez um genital masculino, se encolheu com vergonha e espanto, apoiando-se nos cotovelos e olhando do pênis para a face do híbrido com grandes olhos.

— I-Inuyasha?!

— E-eu queria que v-você também tirasse tudo — admitiu Inuyasha, agora bem mais envergonhado ao ver a reação de sua querida. — M-mas não precisa ter medo, nem se sentir forçada... Se v-você não quiser tirar, eu... Vou entender...

— Você q-quer que eu fique nua? — retrucou Kagome, com o coração aos pulos. — Nós dois... Sem nada? — ela piscou um olho, entre constrangida e divertida, escondendo o sorriso com as costas da mão. — Inuyasha, o que você andou aprendendo com Miroku-sama, hein?

Para surpresa da colegial, o hanyou agora humano tomou-lhe a mão, fitando-a muito sério.

— Miroku me deu um conselho... — começou ele. — Ele... Ele me disse que eu tenho como ajudar a curar as feridas do seu coração...

— ...

— ... já que quem causou a maioria delas fui eu...

— Inuyasha...

— Não faz muito tempo que nos conhecemos, na Goshinboku, onde você me trouxe à vida de novo... — e Inuyasha, ao dizer isso, soltou a mão de Kagome e deslizou os dedos por seus ombros, tirando com as mãos trêmulas a parte superior do pijama da mocinha, desnudando-lhe o tronco. — Kagome, eu sei que sou um hanyou fodido que mais erra do que acerta com você... Mas sou honrado... Eu vou respeitá-la ainda mais de agora em diante, você se entregando ou não para mim. Por favor...

— ... — o coração de Kagome trepidava e ela respirava pelos lábios abertos, impressionadíssima com tudo aquilo.

— ... deixe-me retribuir todo o bem que você me faz, te fazendo mulher... — sussurrou ele, com o rosto próximo ao dela, os olhos seminegros faiscantes de ternura e paixão.

— Estou com medo... — volveu Kagome, num cicio. Logo suspirou, ao sentir a mão grande do híbrido de volta ao seu seio, bolinando-o. — Ah... I-Inuyasha, eu tenho muita vergonha dos m-meus seios.

— Por quê?

— Ora... São pequenos...

Inuyasha acabou de retirar a calça que estava embolada em suas pernas compridas e, totalmente despido, fitou demoradamente as mamas de sua querida, conservando uma delas em sua mão. Ela, mesmo envergonhada, sentiu a intimidade pulsando, reagindo positivamente ao olhar de desejo do hanyou. Ele, agora, voltou o olhar para a face vermelha da mocinha.

— Seus seios são muito bonitos, sua idiota. E é melhor serem pequenos mesmo.

— C-Como é?!

— Vão caber direitinho dentro da minha boca...

E, sem dar a ela tempo de treplicar, baixou a cabeça em direção ao mamilo rígido do seio que segurava e o abocanhou, levando Kagome a dar um pulo de susto e deslumbramento. A ousadia de Inuyasha não parou por aí: ele, após lamber a aréola e o mamilo, abriu mais a boca e capturou a mama quase toda dentro dela. O interior da sacerdotisa pareceu ter recebido uma descarga elétrica, enquanto ela arqueava as costas, arrepiada de deleite. Não imaginava que seu corpo poderia sentir tal prazer, nem que seus seios tivessem tal sensibilidade.

Por sua vez, o hanyou cerrou os olhos, desfrutando daquele momento tão intenso, succionando alternadamente os bicos da jovem e pensando em como ele se sentia livrepara amá-la e tocá-la. Com Kikyou, além da insegurança, havia a sensação estranha de que ela não mais estava conectada sentimentalmente a ele. A sacerdotisa mais velha, de fato, possuía um corpo de mulher sinuoso e belíssimo, mas Kagome o deixava confortável em todos os aspectos. Kikyou o excitava, sim, mas o fazia se sentir sempre culpado; Kagome o revigorava, não apenas sexualmente.

Perdido no som dos gemidos contidos daquela doce humana, Inuyasha percebia que seus instintos o levavam a ter impulsos poderosos de realizar as mais diversificadas carícias no corpo abaixo de si. Ele, vendo o quanto agradara Kagome, deslizou a mão pelo abdômen esguio e, armando-se de coragem, resolveu livrá-la da calça do pijama, enquanto distribuía beijos e lambidas ao longo da pele do ventre dela.

A jovem, sentindo os afagos que a entonteavam e vendo aquela profusão de cabelos negros espalhados impedindo que ela contemplasse o que seu amado lhe fazia, tocou-o de leve no cocuruto, fazendo-o olhar para si.

— D-Deixe-me prender seus cabelos — pediu Kagome. Inuyasha não entendeu a motivação daquele pedido, mas não a questionou; sentou-se e ficou parado enquanto ela estendia a mão para uma caixinha cheia de adereços que ficava em um nicho de parede, logo acima de sua cama. A mocinha então se postou atrás do hanyou e lhe fez um rabo-de-cavalo; ficou a tocar os grossos fios com carinho, se dando conta de que sempre tivera vontade de afagar aquela cabeleira farta. Impaciente, Inuyasha virou-se na cama e cobriu-a com o corpo despido, recomeçando a beijá-la com desejo incontestável.

A trilha de beijos molhados rumo ao umbigo de Kagome fazia-a estremecer e dar pulinhos de prazer e cócegas. Sem mais esperar, Inuyasha baixou a calça da colegial, livrando-se em seguida da calcinha e, interiormente, aliviado por estar em forma humana. Sua forma youkai o deixaria estabanado e poderia ferir a jovem com as garras ao despi-la.

Enfim, Kagome estava rubra e nua. Seus quadris eram médios; o ventre era liso e alvo, os pelos pubianos eram curtos. As mãos grandes do hanyou deslizaram devagar por seu rosto, pescoço, seios, barriga, costelas — ele a tocava como se ela fosse uma florzinha frágil e rara, com devoção no olhar, enquanto seu corpo entrava em combustão de desejo. Ingenuamente, a colegial indagou, insegura:

— V-você continua me achando feia?

— Ficou maluca? Nunca te achei feia.

— Você disse aos Irmãos Relâmpago que...

Inuyasha revirou os olhos, com o rosto próximo ao umbigo da mocinha.

— Como você é burra — e, enfim, ele afundou o rosto no abdômen dela, mordiscando-o e provocando em Kagome diversos arrepios. Ela deu um gritinho ao notar que o híbrido, parecendo bastante curioso, aproximava os lábios de sua virilha. Nervosa, tapou o sexo com as mãos, surpreendendo o moreno: — Ei... O que foi?!

— O q-que você acha?!— replicou ela, se encolhendo e ficando sentada. — Ninguém n-nunca me olhou assim. E olhe só, Inuyasha! Estamos nus! Estou com vergonha!

Inuyasha, no entanto, se postou à frente de Kagome, sentado sobre os tornozelos, fitando seus olhos com certo nervosismo e um intenso rubor na face. Coçando a têmpora de um jeito meio infantil, o híbrido murmurou:

— Ei... Kagome... Eu também sinto vergonha, mas me sinto à vontade com você... É como se... Se não tivéssemos mais segredos um para com o outro... Entende?

Ela, encurralada, percorreu com o olhar todo o corpo do híbrido. Ele não era tão alto, mas tinha estrutura corporal muito bem apessoada e forte — um típico homem adulto, apesar da fisionomia de adolescente emburrado. Seu pênis grosso e avantajado levava Kagome a se perguntar, receosa, sobre como seria permiti-lo conhecer sua intimidade virginal. Seus músculos eram naturalmente bem delineados e a cor de sua pele era inteiramente homogênea (“e eu que tenho pelo menos uns três tons de pele diferentes...”, pensava a mocinha, com uma pontinha de inveja).

— Inuyasha... O seu corpo... — ela se calou, olhando para a parede.

— O que tem meu corpo...? Você não gostou? — replicou o hanyou, corando ainda mais.

— Oh, não é isso... É que... Que... — ela engoliu em seco. — S-seu corpo é tão bonito que eu não consigo parar de olhá-lo...!

— Keh! Menos, né? — resmungou Inuyasha, desviando também o olhar esgazeado sob a franja negra. — Eu não passo de um hanyou.

— Um hanyou bonito, seu bobão. Você é todo bonito... Maravilhoso. Faria sucesso como modelo internacional!

— Pare, Kagome... Se eu tivesse alguma beleza, não teria passado a vida inteira sendo evitado por youkais e humanos, não acha? Ninguém gosta de híbridos e... — as palavras morreram em sua boca ao sentir em seu membro o toque sutil e delicado da colegial, que não havia suportado a curiosidade que antecede o desejo. O deslizar dos dedos de Kagome por sua genitália levou Inuyasha a pular, tanto pelo susto quanto pela satisfação. Receosa, ela rapidamente quis retirar a mão, mas foi impedida.

— I-Inuyasha, me desculpe... Estou meio indiscreta hoje...

— Desculpar você pelo quê? — ronronou ele, fazendo a mão da jovem agarrá-lo como ele queria. — E-eu sempre quis que você me tocasse assim...

— Kami-sama... S-seu pervertido — queixou-se ela, em tom de brincadeira. Obviamente estava envergonhada, mas o hanyou não lhe deu tempo de pensar nisso. Capturando-lhe os lábios, beijou-a com lassidão, atrevendo-se a deixar escapar a língua pelos cantos de sua boca, queixo, linha da mandíbula. Enquanto isso, Inuyasha prendeu a mão de Kagome em seu falo túrgido e fê-la acariciar a glande, gemendo mais alto agora.

— Mmmm... Kagomeee...

Céus... Ele me arrepiou agora... Parece sentir prazer ao chamar meu nome”, deleitou-se ela, tocando ainda desajeitada o órgão de seu amado. Ele, ainda com o rosto em chamas e um pouco assustado consigo mesmo pela ousadia, não parava de admirar o corpo feminino diante de si. Por fim, Inuyasha se achegou mais a ela, segredando-lhe ao ouvido:

— Kagome... Você me faz bem, tão bem... Por favor, não pare de me tocar...

— Inuyasha...

As testas de ambos se encostaram.

— Você nasceu para mim... — proclamou ele, cheio de emoção. Kagome prosseguiu masturbando-o conforme fora orientada; ele agora a rodeava com suas pernas, instigando a mocinha a se sentar como ele. Meio sem jeito, ela se posicionou com as coxas sobre as dele, enquanto estimulava o hanyou, que havia voltado a beijá-la como um sedento. Não tardou para que as mãos de Inuyasha voltassem a pinçar os bicos alvoroçados dos seios da jovem, cada vez mais entregue. O membro do híbrido vertia um fluido escorregadio que facilitava as carícias de Kagome, que, timidamente, passou a apalpar seu saco escrotal enquanto deslizava a mão com firmeza pela extensão do falo.

A conexão do hanyou com a sacerdotisa ia além do fator corpóreo e sexual — ambos se embriagavam um do outro.

Não havia motivo para ela recusar o corpo vibrante de desejo à sua frente. Talvez fosse indecente permitir tamanho erotismo... No entanto, aos olhos de Kagome, cada atitude de Inuyasha era imbuído em doçura e bem-querer. Aquilo era por amor, ela sentia... E era o bastante.

Ofegantes e apaixonados, apartaram o beijo por uns instantes. O pejo foi momentaneamente esquecido; os gemidos e murmúrios de um funcionavam como combustível para o tesão do outro. No entanto, pouco antes de explodir em gozo diante do olhar lânguido de Kagome, Inuyasha desceu uma das mãos, num gesto instintivo, e escorregou os dedos pela mucosa delicada e totalmente úmida da vulva intocada. Ela arfou, desvairada com aquele prazer tão mais potente e diferente dos que ela ainda não conhecia.

— Ahh... I-Inu... F-faz de novo... — ululou ela, lábios trêmulos.

— Caralho... — ofegou ele ao repetir a carícia em sua amada. A voz meio embargada e aguda denunciavam o quanto Inuyasha se encontrava devastado de prazer. — Até a sua voz me dá tesão...!

— Você é lindo... Ahh...

— Geme de novo, p-por favor... E não pare de me olhar... Kagome...

A expressão de deleite da jovem foi o bastante para deflagrar no híbrido um ápice arrebatador, ao passo que ele chegou a morder uma das mãos enquanto puxava o pênis para que não sujasse a colegial. Não teve tempo; quando setas de tesão violento desceram-lhe pela espinha dorsal e acumularam-se na base de seu sexo, ele jogou a cabeça para trás, olhos fechados, boca aberta, enquanto se derramava num orgasmo poderoso que por pouco não o fazia gritar. Ao abrir os olhos, notou que a barriga de Kagome também havia se sujado com esperma. Ela, ainda arfante, o encarava cheia de expectativas e dúvidas.

— K-Kagome... Me perdoe, eu não queria te sujar de...

— Não s-se preocupe, eu não estou chateada.

Os braços musculosos dele a puxaram gentilmente para si. Nenhum dos dois se importou em espalhar ainda mais a semente do moreno na pele de ambos os ventres.

— Chegue mais perto, Kagome... Eu não terminei com você.

— Não entendi... O que quer dizer? — sussurrou ela, sendo puxada para junto do híbrido. As pélvis do casal estavam quase unidas; Inuyasha segurou-lhe o queixo com brandura.

— Eu descobri que você sente tesão aqui — disse ele, tão baixo que ela quase não o pôde ouvir, enquanto deslizava os dedos pelo monte-de-vênus macio da garota e a fazia suspirar. — Deixe eu... Ah... “Bater uma punheta” na sua boceta? É tão gostoso... E eu não vou machucá-la...

— ... — Kagome arregalou os olhos, sentindo a timidez assaltando-a de novo. Ainda com a respiração opressa, o hanyou prosseguiu, num tom afável:

— V-você pode me ensinar. Eu não sei quase sobre as mulheres, s-só sei que por aqui tem um buraco... — os dedos do moreno deslizaram mais uma vez sobre o órgão pequenino de Kagome, que se remexeu toda enquanto suspirava de prazer. Meio confuso, Inuyasha continuou friccionando os dedos na vulva da colegial, à procura do alegado “buraco”. — Ah... Kagome, onde está o seu...

— Inuyashaaaa...

— Que foi? — inquiriu ele, ressabiado.

Enlouquecida, a mocinha o beijou, enquanto mantinha os dedos dele em uma posição que lhe fosse mais confortável. Sem entender nada além do fato de que Kagome parecia estar sentindo um prazer imenso com aquela sua procura, ele retribuiu-lhe ardorosamente, aproveitando para tocar mais uma vez um dos seios à mostra. Ela agora gemia desesperada em meio aos beijos, empurrando-se em direção à mão desbravadora de Inuyasha; ele notou que a causa de todo aquele frisson da colegial era uma protuberância minúscula perto da junção entre seus grandes lábios, quentes e bastante úmidos àquele instante.

Determinado, ele dedicou-se então a escorregar apenas o polegar por cima do clitóris da jovem, que lutava para não vocalizar alto demais o prazer que estava sentindo. Então, Kagome explodiu em um grandioso clímax — choramingou, rilhou os dentes, arranhou o ombro do hanyou. Seu sexo agradecia à minuciosa busca do híbrido, que piscou confuso por alguns segundos até compreender o ocorrido com ela.

— V-você gozou? — indagou ele, ansioso. “Não sabia que mulheres também sentiam isso”, refletiu.

— Eu não s-sei... Nunca f-fiz algo assim antes — arfou a jovem, deitando a cabeça no ombro do hanyou. — Acho que sim...

— Hmm... — fez Inuyasha de volta. Vexado porém muito satisfeito, já que, depois do malfadado último encontro com Kikyou, ele se sentia ainda mais inseguro do que o normal por não ter “se garantido” com a sacerdotisa mais velha. — Err... Kagome...

A jovem apenas se apertou mais a ele como resposta.

— Você é linda... — sussurrou o híbrido, acarinhando as costas dela. — E eu adoro o seu cheiro. Esqueça todas as merdas que eu já disse sobre não apreciar você. Eu... Ficava tão sem jeito que acabava te agredindo...

— Tudo bem, Inu. Eu já o perdoei...

— Oh... Então... Kagome... — e Inuyasha coçou a cabeça, receoso.

— Diga.

— É que...

Ele se coçou de novo, enquanto a jovem erguia o rosto para encará-lo.

— Keh! Que merda... Tranquei o cu agora, de tão nervoso que estou me sentindo...! Mas foda-se... — e Inuyasha fechou os olhos com força. — K-Kagome, eu queria te chamar de “meu amor”, mas estou com medo de você rir de mim e...

— Ei, ei... Shhh — volveu ela, fascinada, tomando o rosto do hanyou nas mãos. — Deixe de ser bobo... Meu amor! É lógico que eu vou achar lindo — concluiu, já com os olhos ficando rasos d’água. — Eu te amo, Inuyasha. Se você nunca me viu rir de alguma insegurança sua, não será agora que irá ver.

O casal se perdeu num longo e devotado olhar. Por fim, Inuyasha se deu conta de que não era preciso ter receio da garota que sofria tanto unicamente por amá-lo. E daí que ele era híbrido? Ela não se importava — o amava exatamente como ele era. Suspirando, o hanyou a beijou mais uma vez. Não tardou para que seu sexo se enrijecesse novamente; aproveitando a posição em que Kagome se encontrava, Inuyasha fê-la encontrar-se mais nele, pressionando o pênis no ventre da jovem. No entanto, um ruído dissonante e bem audível se fez ouvir e a mocinha pulou para longe dele: era um ronco de seu estômago. Afinal, ela não se alimentara.

— Uau... Eu estou morrendo de fome — murmurou Kagome, em tom de quem se desculpa. Inuyasha riu de leve e lhe beijou o rosto.

— Então vá comer... Coma e durma o quanto quiser. Eu vou te esperar na Goshinboku...

— Ué, por que não dorme aqui comigo?

— Em noites de lua nova eu não durmo, esqueceu? Não consigo.

— Já que não dorme, fique aqui para cuidar do meu sono, meu amor.

O híbrido corou e seu coração se aqueceu com mais aquela demonstração de carinho.

Inuyasha enfim estava convicto de que encontrara um lar para seu coração outrora endurecido pela vida sofrida. Seu lar era Kagome. Sorriu.

— Não precisava pedir duas vezes, Kagome... Meu amor.

***

Inuyasha, insone e esfomeado como sempre, fora à cozinha ainda na madrugada em busca de frutas e lá topou com Kazuko, que lhe oferecera um farto desjejum e o deixara super constrangido ao lhe dizer um solene “seja cuidadoso com a minha filha, não quero que ela tenha filhos antes de ir para a faculdade”.

— Oh... Eu... Eu... — tartamudeou o hanyou, desesperado. A mulher riu de leve, achando graça e constatando que aquele indivíduo era adorável. — E-eu não cheguei a...

— Tudo bem, meu filho. Os tempos mudaram, não é? Seria perda de tempo de minha parte tentar impedi-los de ter algum contato íntimo... Isso me deixa um pouco apreensiva, mas sou perfeitamente capaz de compreender vocês dois. De qualquer maneira, Inuyasha, você parece feliz hoje. Creio que Kagome-chan tenha algo a ver com isso.

— Kagome tem tudo a ver com a minha felicidade, Kazuko — retrucou ele, encarando a mulher. — Eu a amo e sou capaz de destruir o mundo por ela.

A senhora Higurashi ficou boquiaberta. Não esperava ouvir aquela declaração do híbrido tão inseguro. Comovida, ela levou uma mão ao peito.

— Kami-sama...!

— Eu sou feliz por ter Kagome em minha vida e pretendo fazê-la muito feliz ao meu lado... Ei, sua maluca, por que está chorando?

— P-porque... Parece que faz tão pouco tempo que minha menininha nasceu... Estou ficando velha...

— Keh...

O hanyou revirou os olhos, ganhando em seguida um abraço de Kazuko. Apesar de breve, o toque afetuoso dos braços dela em seu corpo fê-lo se sentir amado e acolhido.

— Bem-vindo à nossa família — murmurou ela, soltando-o e segurando em sua mão. Mesmo sendo mais alto que Kazuko, Inuyasha se sentia uma criança perante ela. Não poderia negar, contudo, que estava imensamente satisfeito com aquele carinho.

— Obrigado... Kazuko — volveu o híbrido, vermelho sob os cabelos ainda negros, comprimindo de leve as mãos da mulher à guisa de companheirismo. — Eu... Também gosto de vocês. Agora me dá mais bolo?

***

No dia seguinte, Kagome abriu os olhos, sonolenta, enquanto sentia um afago tímido nos cabelos. Um par de olhos ansiosos a fitava; o sono da colegial evaporou ao perceber a mudança de youki no quarto. Ajoelhado à beira da cama, o seu amado hanyoupassava por uma transformação — a profusa cabeleira se tornava branca, os olhos se tornavam âmbares e as pupilas se alongavam, orelhas caninas brotavam no topo de sua cabeça. Era o velho Inuyasha de volta, com um cheiro de donuts.

Enfim desperta, Kagome sorriu, lábios fechados, vendo Inuyasha enrubescer pela centésima vez nas últimas doze horas.

— Acorde, sua maldita dorminhoca. O sol está nascendo...

— Hummm... Bom dia, meu amor — foi a resposta da garota. O hanyou se sentou no pequeno tapete, meio atabalhoado; suas orelhas espigadas se agitavam sem parar. O rabo-de-cavalo continuava intacto.

— B-b-bom dia... Kagome... Meu amor — disse ele, logo se irritando com Kagome, que começou a rir. — Porra, de que está rindo, sua desgraçada?

— Não é de você, seu bobo. Estou rindo de nervoso mesmo — replicou a jovem, com as duas mãos no rosto. — Inuyasha... Nós quase perdemos a virgindade ontem...

— Oh... K-Kagome, lembra do que eu te disse ontem sobre não termos segredos? — gaguejou o híbrido, sem querer olhar para ela. A gravidade de sua fisionomia impressionou a jovem, que lhe respondeu:

— Sim, eu me lembro... Deixe-me ir ao banheiro agora, aí vou ficar mais à vontade para continuarmos conversando.

— T-tudo bem.

Ele então esperou sua querida ir ao banheiro para realizar sua higiene matinal; poucos minutos depois, ela retornava e se sentava ao seu lado. Olhando-a de soslaio, Inuyasha retomou a palavra.

— Kagome... Algo vai mudar entre nós se eu te disser que... Que já estive numa situação bastante íntima com outra pessoa?

A mocinha parou de olhá-lo e abraçou os próprios joelhos, pensativa.

— Kikyou, não foi? — indagou ela. — Não me surpreende tanto...

— S-sim... Foi com ela. Inclusive... Não sei como vou poder dizer a ela que quero me envolver com você.

— Inuyasha, você ainda sente algo por Kikyou?

Enfim a temida pergunta. Com as orelhas caídas, o hanyou olhou para a janela, tenso e desconfortável.

— Não consigo esquecer o passado, Kagome. Mas...

— Mas?

— Ao mesmo tempo que quero me dedicar apenas a você, sinto que estou sendo injusto para com ela, entende? Porque... Ela poderia ter tido outra história, se não fosse... Se não fosse por mim... É como se eu realmente a tivesse destruído... É uma dor tão grande...

— Amor, calma.

Kagome agora se postou à frente do híbrido inquieto, segurando em seus ombros. O contato visual levou o casal a mergulhar, uma vez mais, no mesmo mar de emoções que os assaltara no dia anterior. Mesmo os olhos de Inuyasha pareciam úmidos — ele nunca havia aberto seu coração para a jovem com tamanha intensidade antes.

— Você não precisa ser injusto com Kikyou. Eu entendo o que você sente. O sentimento de vocês foi muito verdadeiro.

— K-Kagome...

— Sabe... Eu adoraria ter você somente ao meu lado, mas entendo que não posso forçá-lo a destruir o laço que vocês dois criaram.

— Eu preciso proteger Kikyou, Kagome...

— S-sim, eu entendo que precise mesmo...

— ... mas eu quero viver apenas para você... — continuou ele, puxando a mocinha para si com certa brusquidão. — Até as lembranças boas que tenho com ela me fazem sofrer, eu não aguento mais!

E Inuyasha apertou o corpo da jovem de encontro ao seu, respirando sofregamente, ao passo que ela o envolvia em seus braços com ternura. As demonstrações de confiança dele para com ela faziam-na vibrar de contentamento — significava que o hanyou a tinha em altíssima conta, e isso para Kagome era uma grande consolação.

— Kagome... Eu... Ainda tenho algo a dizer.

— Diga, Inu.

— Eu não sei se você vai gostar...

— Você quer tentar reatar com Kikyou? — inquiriu Kagome, meio amuada.

— Keh! Puta que pariu! Não é nada disso — retrucou ele, bravo. — O amor que eu sentia por ela se partiu... O que sobrou foi um sentimento estranho que dói sempre que penso nela... Machuca tanto, Kagome. Eu não pude impedir o maldito Naraku de matá-la e, agora, olhe o que ele fez a ela... Eu sou o culpado...

— Não se torture assim, Inu...

— Não tente me consolar! Se eu não fosse tão indeciso... Não permitiria que ele se aproximasse dela... E nem de você!

Os dois se aquietaram, ela ainda refletindo nas palavras graves do seu amado. Foi surpreendida com Inuyasha a erguendo nos braços com facilidade e a colocando de pé. Corando, Kagome arqueou uma sobrancelha.

— O... O que foi?

— Vá comer alguma coisa... Você está pálida, sua maldita.

Sem entender a súbita mudança de assunto, Kagome sorriu, puxando o híbrido pela mão. Ambos foram para a cozinha, onde Inuyasha lhe disse que sua mãe e seu avô haviam saído para uma consulta médica. Souta havia ido para o clube para participar de um torneio de xadrez.

Havendo ambos degustado o café da manhã (afinal, Inuyasha não perderia a oportunidade de comer de novo), ela o convidou para voltarem ao quarto. O coração de Kagome palpitava ante a possibilidade de o hanyou querer algo mais consigo. As memórias daquelas descobertas íntimas da noite passada ainda a deixavam arrebatada, principalmente quando ele se aproximava de si.

Já de volta ao quarto, a mocinha organizou a cama e ali se sentou, chamando Inuyasha para acompanhá-la. Ele a fitava com um brilho estranho no olhar, o qual ela não compreendeu.

— Kagome...

— Diga.

— Como eu faço para ficar gravado para sempre no seu coração?

Inuyasha desejava desesperadamente saber se a sua sacerdotisa se recordava, ainda que vagamente, do que Naraku lhe fizera. No entanto, ele simplesmente não conseguia articular a terrível pergunta.

— Inuyasha... Você já está gravado no meu coração...

— Mas eu quero ter certeza — volveu ele, ciumento. — Você... Err... Gostou do que fizemos ontem? Nossos beijos...

— Mas é claro... Foi tão... Especial!

— V-você gostou de me ver tirando sua roupa...

Essa voz...”, arrepiou-se a garota.

— Inuyasha...

— ... seus seios... Eu os beijei e chupei e... Cheirei sua barriga...

— Ohh...

— Eu f-fiz você gozar... Você gostou disso também?

— ... — Kagome estava totalmente rubra; o tom sussurrado com que Inuyasha lhe fazia tais perguntas a deixava profundamente arrepiada de desejo. Seu cheiro logo se tornou mais acentuado, o que transtornou o hanyou. Ele emitiu um rosnado baixo, deslizando em seguida a língua nos próprios lábios, sem desconfiar que aquilo enlouqueceria a colegial. Em seguida estendeu a mão e deslizou a ponta das garras com cuidado pelo pescoço dela, deleitando-se com aquela fisionomia de entrega.

— Kagome... Não aguento mais esse seu cheiro... Sinto fome de você...

— I-Inuyasha...

A jovem não se deu conta de que seu pijama fora retirado bruscamente, já que estava sendo beijada por seu querido de maneira lasciva e urgente. Sem perda de tempo, Inuyasha despiu-se também, cobrindo Kagome com seu corpo que ardia de tesão. Foi difícil conter os gemidos — os dois se embolaram sobre o colchão, entre mordidelas e beijos, mãos que se perdiam na pele um do outro. Então ambos se deram conta da posição em que estavam — ele sobre ela, o pênis já tocando a mucosa da rósea flor.

O hanyou ficou pálido, com medo de falhar mais uma vez, e afundou o rosto no ombro de Kagome, enquanto procurava recuperar sua sanidade.

— Inuyasha... — murmurou ela, ofegante.

— O que foi, meu amor?

Apesar de meio assustada, a mocinha sorriu. Aquele híbrido tinha o poder de comovê-la com pequenas palavras de afetos, carícias sutis, até mesmo com um simples olhar.

Ela era louca por ele.

— É que... Eu não s-sei se quero perder minha virgindade agora... Acho que não estou pronta... Você... Pode esperar o meu tempo?

A resposta do hanyou foi surpreendente — ele ergueu o rosto para fitá-la e deu um sorriso tímido, porém sincero.

— Eu também não sei se estou pronto. Podemos esperar o tempo um do outro. E... — as orelhas dele se agitaram, enquanto sua fisionomia demonstrava certa preocupação. — Eu não achei... O...

— Hum? Não entendi. Não achou o quê?

— Escute... — disse o hanyou, se sentando entre as pernas da colegial e coçando a cabeça, vermelho e aturdido. — E-eu não sei onde está o buraco! Me mostra?

Constrangida, Kagome levou uma mão ao rosto, fazendo um genuíno “facepalm”. À sua frente, Inuyasha permanecia sentado, olhando de um jeito meio cômico para ela; seu sexo rijo, totalmente livre de pelos, parecia ainda maior aos olhos dela à luz do dia.

— I-Inu, sério mesmo que você quer...

— Mostra — pediu ele de novo, baixinho. — Por favor.

— Se eu te mostrar as gravuras do meu livro de biologia, dá no mesmo...

— Claro que não, caralho. Acha que quero foder o livro, maldita?

— Ah! Tá bom, tá bom! Você venceu! — e ela franziu o cenho, incomodada. — E dá para você falar menos palavrões? De ontem para cá, parece que você ‘zerou’ seu dicionário de palavras feias.

— Keh! Que droga! É porque eu estou nervoso! Não me julgue, caralho! — e ele se recriminou de imediato, baixando as orelhas. — Me desculpe... Disse sem sentir.

E meio aborrecida pelo fato de o ‘amasso’ ter descambado para aquela situação insólita, Kagome abriu ligeiramente suas pernas, logo se assustando ao ver Inuyasha se inclinando em direção à sua intimidade, fungando.

— Eeeeei! O que está fazendo, seu maluco? Não precisa ver de perto, eu tenho verg-

— Fique quieta e abra mais... — impaciente, Inuyasha levou as mãos às coxas de sua querida e as abriu de uma vez. O cheiro notoriamente mais forte dos fluidos íntimos da jovem pareceu ter entontecido o híbrido, de forma que seu olhar se transformou imediatamente. — K-Kagome...

Pela primeira vez, Kagome viu Inuyasha com uma expressão extremamente adulta de desejo.

Ele se pôs a fazer círculos com as pontas das garras na parte interna de suas coxas, desnorteando-a, e enfim dedicou-se a analisar a estrutura íntima da colegial. Mesmo não entendendo bem o que via, ele fervilhou por dentro ante a visão da delicada vulva.

— Parece uma camélia dos jardins de Heijō-kyō, região onde nasci. Rosadinha, parece muito com uma flor mesmo... E esse cheiro... Puta que pariu, é perfeito... — ronronou ele, já sem pudor algum, fechando os olhos e inspirando com força. — Kagome... O cheiro que sai daqui me deixa maluco...

— Inu... Não... — ela gemeu alto ao sentir um beijo na virilha. Ainda tentou empurrar a cabeça de Inuyasha para longe, mas seu prazer falou mais alto. — N-não me toque desse jeito...

— Kagome...

Por fim, o hanyou não resistiu àquele novo e poderoso ímpeto e deslizou a ponta do nariz por entre os pequenos lábios de Kagome, que se retorceu, devastada de prazer. Sendo um demônio cão, o olfato de Inuyasha era absurdamente apurado; não era de se admirar que ele sentisse um tesão descomunal ao cheirar as partes pudendas da garota que ele amava. Naquele instante, o híbrido se encontrava muito mais excitado do que no dia anterior.

Por fim, ele descobriu onde ficava a abertura vaginal da jovem, mas notou que os alvoroços dela ficavam mais notórios quando ele tocava uma protuberância mínima logo acima do local que estivera procurando anteriormente. Raciocinando rápido, Inuyasha entendeu que ali era a fonte do prazer feminino e, eufórico com a descoberta, esfregou ali o nariz rapidamente. Kagome saltou e rebolou, ansiando por mais toques como aquele.

— Você gosta de ser tocada nesse botãozinho? — inquiriu Inuyasha, agora levando o indicador com cuidado à região e a rodeando com a polpa do dedo.

— AAHHH!

— O cheiro da sua boceta é perfeito... Será que ela tem gosto?

— O... O quê?! — volveu Kagome, meio assustada com a colocação. Contudo, antes que pudesse impedir o híbrido, sentiu a textura suave e quente da língua dele subindo por sua vulva. A jovem ficou totalmente louca e mal continha seus suspiros cada vez mais altos. Seu clitóris pulsava vividamente a cada vez que Inuyasha o beijava.

— Isso... Parece um sonho... Ahh, Kagome... O seu gosto...

Ele se pôs a escorregar seus lábios pelos lábios vaginais da colegial como se os estivesse beijando; ao mesmo tempo, levou a mão ao seu mastro dolorido e se masturbou com frenesi e urgência. Inuyasha não tinha como saber que aquela modalidade de sexo existia, mas seus instintos falaram mais alto. Um gemido alto e embargado de Kagome e ele entendeu que a tinha conduzido ao ápice; aprumando o corpo para poder olhá-la, o hanyou continuou a se estimular diante do olhar enevoado da morena. Ela, ainda trêmula, endireitou-se também e se aproximou dele, querendo beijá-lo.

Os lábios se tocaram com ânsia e paixão visceral. Inuyasha, com os olhos semicerrados, quase teve uma síncope ao notar que Kagome, com algum receio, se tocava intimamente também, já que a onda de desejo que a assaltara estava longe de arrefecer (e ela ainda tinha disposição para mais um orgasmo). Apesar de não estar mergulhado dentro dela como gostaria, o híbrido sentia que ambos estavam tão conectados como se estivessem, de fato, impetrando o coito.

— Ah! AH! K-Kagome! — sibilou ele, apreciando a mão da mocinha a agarrar com força seus cabelos na base da nuca. Acabou por gozar na pele do ventre e nas mãos de Kagome. — C-caralho... Ahh... F-fique comigo para sempre...! Eu... Eu te amo tanto...

— Eu t-também te... Unnng... Amo... Inuyashaaa... Ahh... De novo... — e ela atingiu o clímax novamente, tombando com o hanyou na cama. Perdida naquele universo de prazeres com os quais ela não havia se acostumado, Kagome ainda tocava sua genitália de leve.

Ao notar que seu querido não parava de admirá-la, ela enrubesceu e acabou sorrindo, meio sem jeito. Um pouco mais acostumado com a nudez mútua, Inuyasha sorriu de volta, o rosto ainda rubro.

— Eu adoro você — murmurou ele, tocando o rosto da adolescente. — Você consegue me deixar tão calmo. Sinto como se fôssemos um só agora...

— Verdade?

— Verdade — e, subitamente, o hanyou ficou sério. — Kagome, eu preciso... Saber algo de você... Bem, sobre os fragmentos... — ele olhou para os cabelos da mocinha. — Eu continuo precisando de sua ajuda para encontrá-los, mas... Você quer continuar viajando ao meu lado? Sabe que não é obrigada... Mas...

— É claro que eu quero... A Joia é algo muito perigoso, principalmente se cair em mãos erradas.

Inuyasha continuou sério.

— Mas... Você sabe que tudo mudou entre nós agora, não sabe?

— S-sei — gaguejou ela. — Não somos mais apenas amigos...

— Nunca fomos apenas amigos — revidou ele, apontando para o kotodama. — Esse caralho no meu pescoço é prova de que nossos laços são muito mais fortes do que uma amizade.

— Então... O que nós somos?

— Assim que eu esclarecer tudo para Kikyou... Eu serei para sempre o seu homem. Você sabe... Não posso ser desonesto com ela. E, além do mais, ainda sinto que sou responsável pela segurança dela, agora que...

— Está tudo bem, meu amor... Afinal, Kikyou não tem mais ninguém por ela a não ser você. Eu entendo...

Os dois se abraçaram com ternura.

— Prometo dedicar meu coração somente a você... — afirmou Inuyasha, beijando o rosto da colegial. — Sou apenas seu.

— Eu... Também sou apenas sua...

O casal se foi para o banheiro a fim de se lavar. Era preciso retornar à era feudal; Kagome decidiu que levaria mais livros para que pudesse estudar na casa da sacerdotisa Kaede. Sob o chuveiro, no entanto, não demorou para que Inuyasha a provocasse de novo e o banho se tornou bem mais demorado. Quando eles saíram, já limpos e vestidos do quarto, a mãe de Kagome estava acabando de chegar à casa, ao passo que o avô ficara no templo. Um único olhar para os dois e Kazuko sorriu. Inuyasha e Kagome estavam absurdamente rubros; ele segurava a mãozinha dela e, apesar de envergonhado pela presença da dona da casa, não se soltou da jovem.

— Vejam só! Inuyasha, suas orelhinhas fofas voltaram! — exclamou Kazuko, erguendo uma sacola. As orelhas do hanyou se eriçaram e seu nariz tremelicou. — Trouxe mais donuts, querido.

— Você está a fim de me fazer engordar igual a um javali, não é? — retrucou Inuyasha, feliz da vida. — Sabe, Kazuko, você poderia me contratar para proteger esse templo. Aceito comida como pagamento.

— Inuyasha! Deixe de ser folgado — ralhou Kagome.

— Keh! E você pensa que eu não sei que é ela quem prepara a comida que você leva para nós?

— Bem... S-sim, é mamãe que prepara a comida, mas...

— A única vez que eu notei que tinha sido você a preparar a comida foi quando o frango estava cheio de pimenta e o arroz tinha gosto de papel... Você, além de chata, é uma péssima cozinheira. Só acerta o lamen porque basta apenas acrescentar água nele.

— Inuyasha, você não tem vergonha? — zangou-se a jovem, enquanto sua mãe continha a vontade de rir daquela pequena discussão. — Você não deveria ser tão grosseiro e mal educado, seu idiota!

— Ah, a verdade dói, né? — chasqueou ele. — Você é tão retardada que não sabe nem assar um peixe sem deixá-lo quase preto de tão torrado!

Osuwari!

— AAAAAI!

Vendo o híbrido se esborrachar “sem motivo” no chão, Kazuko levou um susto enorme.

— Kami-sama! Inuyasha, está tudo bem? Kagome-chan, o que foi isso?

Erguendo o rosto dolorido do chão, Inuyasha ia dizendo:

— Isso é uma...

— Uma demonstração de amor, mãe — interrompeu-o Kagome, com um pequeno sorriso.

Mesmo irritado pela brutalidade do golpe a que fora submetido, Inuyasha sentiu o coração se aquecer ao ouvir aquela resposta da mocinha.

Era amor.

***

Notas finais
Ainda bem que o Inu FINALMENTE optou pela Kagome, né, galere? Porque, se não, ele iria ver COM QUANTOS ESTOPÔ SE FAZ UMA DISGRAÇA! #JoaoSeuPimentaFeelings VEJAM ESSE VÍDEO E MORRAM JUNTO COMIGO "E se Game of Thrones fosse na Bahia" --> https://www.youtube.com/watch?v=jtmOicZKqx4 Se o Inuyasha está meio bobão... Gente, ele É um bobão na série! Lindão e imaturo, com aquela idade mental menor do que a da Kagome, ahuhauhauhau ¯_(ツ)_/¯ Por isso que acho tão difícil shippar Inuyasha & Kikyou, a idade mental deles é MEGA discrepante. Sobre os palavrões... No mangá ele é bem desbocadinho. Como diz a @CrystalTsukino, é o boca de esgoto! #TodasMorre Mas, mesmo com esse defeitos, #InuyashaVemComerNaMinhaCasa! kkkkkkkkkkkkkkkk ( ͡° ͜ʖ ͡°) Agradeço a cada um de vocês, amados leitores, que me acompanham nessa bagaça. Logo-logo saberemos a quantas anda a lua-de-mel do casal transante principal da fic. Beijos da Mamãe @Okaasan
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.