The Hopeless place
4 Fallen elegantly like a whore
Sim, eu sou um idiota. Antes de pensar se devia mesmo fazer aquilo, já estava perto dele olhando o local. Mais ainda, fomos até mais próximos dali, escondidos em um certo local que nos dava vista de tudo. Dois fortes guardas estavam ali parados, em frente ao portão, armados obviamente. Estávamos observando cada possiblidade, conversando... o plano de Steve era ótimo! era só eu quebrar a cara dos guardas, arrebentar o portão, tocar o terror, pegar o chip, retroceder fim. Enquanto ele não parava de falar, vi que era uma mansão maior do que eu esperava, com dois andares, e no segundo havia uma varanda. Nela, vi uma porta de vidro se abrindo, e saindo dela o cafetão, estava colocando um vaso de margaridas no murinho. Após ele sair e fechar a portinha, com a mão esquerda, fiz o vaso retroceder pra dentro, mas foi de uma forma tão brusca, que a quebrou. Com os xingamentos do velho, os guardas foram obrigados a se dirigirem para dentro ver o que acontecera. Isso nos facilitou para nos aproximarmos mais. Voltei o tempo, e ficou ali só eu. Pensei que havia sido burrice, mas para minha surpresa, escutei barulho de vidro se quebrando, e os guardas já iriam entrar. Ao abrirem bem o portão, fui correndo, esbarrei forte neles. Quando pensaram em agir, usei meu poder outra vez. Agora estavam no mesmo ponto de partida. Steve claro, estava no mesmo lugar de início, não entendendo nada, e sem saber do meu paradeiro. Até me avistar lá dentro. Escondi em uma pilastra próxima a piscina, e novamente o barulho do vidro. Os caras foram ver o acontecimento, foram xingados até a alma, e voltaram para a guarda. A porta de entrada para a mansão estava aberta, entrei lentamente, admirei o lugar. Julgando pelos móveis, era a sala. PODRE DE RICO. Entrei devagar nos lugares próximos, torcendo para que ninguém estivesse ali. Banheiras..SAUNA....BALADA......SALA IGUAL CINEMA...... ok, nada de chip. Subi as escadas, onde haviam vários quartos de hóspedes desnecessários. Ao chegar em uma porta banhada a ouro, escutei uma voz, era o velho falando pelo celular... ou dizendo, fazendo BARRACO. Xingando os administradores da sua empresa por conta de um projeto inacabado.... e a porta estava trancada. Julgando pelo lugar, a varanda ficava em frente ao seu quarto... só ali poderia estar o que eu procurava. Não tinha idéias de como estar lá.... ainda mais com ele dentro.. eu tinha que pensava em alguma forma dele sair..... bati em sua porta e escondi no corredor. Apenas abriu a porta, viu que não tinha ninguém, fechou e trancou. Então entrei no banheiro próximo... havia um grande espelho, e uma enorme TV de plasma. Não me perguntem o por quê. No canto, havia uma bolsa com vários tacos de golfe. STRIKE. Soquei o espelho, e derrubei a TV. Corri como condenado de volta ao corredor. Imaginei que os guardas viriam, e ele saiu do quarto correndo até o banheiro, olhando tudo, e morto de raiva. Aproveitei a brecha e entrei, arrumando um lugar para se esconder. Era um quarto imenso, com uma cama de casal imensa. Ok, escondi ali embaixo mesmo. Uma sujeira, cheio de roupas sujas, maços de dinheiro, e sapatos. Voltei no tempo, e ele voltou para o celular... enquanto esculachava a empresa, tive a sorte dele abaixar-se para procurar os sapatos embaixo da cama. Me viu e gritou, voltei no tempo e procurei um lugar melhor... ah, aquele cômodo. Entrei, fechei a porta, rebobinei. Era tudo escuro, mas ok. Após escutar pequenas batidas de sapato no chão, ele entrou onde eu estava e acendeu a luz. Me viu novamente, pirou. Mas pude observar a imensa coleção de chips que havia ali. Cada um em uma caixinha transparente, enfileirados, bonitinhos, com luzes de neon... Merda, Steve não me disse qual era o maldito chip. Lembrei-me que consegui teleportar para minha casa, me auto rebobinando. Com muito esforço, sofrendo, voltando no tempo várias vezes por causa do velho, consegui, e obtive a informação que era um chip personalizado, azul, com uma estrela roxa. Ok. Voltei para lá. Acendi rapidamente a luz, e comecei a procurar. ACHEI. CHUPA MUNDO. Mas agora precisava sair dali. Tentei voltar para perto do Steve como antes, mas falhou. Ótimo, pensei. Saí do quarto normalmente, voltei no tempo para quando o velho foi ver o banheiro. Passei correndo no corredor, e ao descer as escadas com pressa, tropecei, rolei, e bati a cabeça. Estava começando a perder os sentidos. Achava que tudo seria em vão, já era, acabou. Tudo estava se escurecendo, vi Steve perto de mim me sacudindo, desmaiei...
Ao acordar, demorei muito para voltar a realidade. A luz do sol fazia minha cabeça doer. O colchão era desconfortável.... na minha cabeça algo macio enconstava toda hora, ardendo e doendo. Quando vi era Steve, limpando meu machucado com um algodão molhado ao álcool. Me sentei na cama rapidamente, mas tudo rodava, deitei de novo.
– Steve?
– Eu mesmo, bela adormecida.
– Acho que não era o que eu precisava escutar depois de cair de uma escada. — ri freneticamente, depois gemi por causa das dores.
– Você teve sorte pequeno gafanhoto. Quando os guardas foram ver algo sobre um certo vidro que tinha se quebrado, entraram e fecharam o portão de mal jeito. Na força rompi a fechadura, e ao entrar lá te vi caído....er...elegantemente. — olhou pro lado abafando o riso
– Elegante como uma prostituta — falei ao olhar que minha calça havia rasgado do lado, formando um enorme buraco.
Riu, e foi buscar algumas cervejas, as colocou sobre a mesa, e tirou dos bolsos uma agulha e linha. Costurou aquele buraco igual seu nariz, e ao dizer isto, caiu na gargalhada e disse que amava custurar coisas, só não sabia como. Ele não exigiu explicações sobre como fui parar lá dentro. É claro que ele era inteligente, e sabendo que eu tinha poderes de voltar no tempo, não teria como me acompanhar. Sem forças pra ir embora, pois minha o mundo brincava de beyblade em minha cabeça, dormimos ali mesmo. A cama era suficientemente grande, então ficamos juntos.
– Estou feliz que esteja bem... — falou abraçando minha cabeça e beijando minha testa. .
– Foi pura sorte... mas tive consciência de o quão forte são esses poderes.
– Sim.. não pretendo te mandar em outra missão maluca.. e o chip?
– Tá aqui — tirei do meu bolso de trás, e o entreguei,por sorte estava intacto. Ele o colocou na mesinha ao lado.
– E a escola?
– Não pretendo ir amanhã... sabe, seria bom se pudéssemos ficar aqui juntos pra sempre.. sei lá.
Ele se apaixonou pelo o que ouvira, e afirmou com a cabeça. Me abraçou forte, e apagamos.
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