Notas iniciais
hellooooo semideuses queridos. bom, saibam que essa é uma fanfic que contem spoilers da série de percy jackson e os olimpianos, entao quem nao leu os cinco livros ainda não me culpem.
e sim, tem alguns spoilers de herois do olimpo, nesse cap por exemplo eu falo do Jason. mas hdo ainda não é a historia que se conta, até pq isso aqui é antes de pj ne fidsughdifh enfim
espero que gostem =3

Não sei se Luke sabia, mas eu nunca havia beijado ninguém antes. Então, seu movimento me pegou tão desprevenida que eu soltei um gritinho sufocado. Ele riu, e começou a me beijar mais intensamente, me guiando.

Aquela sensação foi a melhor coisa que eu senti na minha vida. Foi tão... Intenso. Bom. Já tinha visto alguns filmes, lido alguns livros, mas nunca havia beijado. Muito menos do modo como ele me beijara. No começo eu não fazia a mínima ideia de como fazer, até porque eu não sabia prever quais seriam os movimentos de Luke, mas aos poucos ele foi me guiando, e eu fui aprendendo. Acho que Luke esqueceu que eu tinha apenas doze anos, pois sua língua explorava freneticamente minha boca, e sua mão passava a ser ousada...

- Luke – me afastei, recuperando o folego. Sentei na grama, ajeitei meus cabelos e encarei a lua.

- Por que se afastou? Não estava gostando? – perguntou ele, incrédulo.

- Estava! Mas... A gente tá aqui fora...

- Eu monto a barraca reserva.

Ele voltou a me beijar, só que no pescoço.

- Luke – disse, me controlando para não ser idiota e o deixar continuar – Eu só tenho doze anos...

- Ah – ele parou bruscamente. Suspirou e murmurou uma coisa tão baixo que não consegui entender o que era. – Desculpe, às vezes eu esqueço que você é tão nova.

- Eu só sou dois anos mais nova que você.

Ele riu, e começou a me olhar no fundo dos olhos.

- Também esqueço que sou novo.

- É – peguei na mão dele, entrelaçando nossos dedos. Ela era toda cheia de arranhões, cicatrizes... Todas feitas nas batalhas que enfrentávamos. Ele me aproximou mais, fazendo com que eu apoiasse minha cabeça no ombro esquerdo dele.

- Lembra quando eu encontrei você? – ele perguntou, passando o polegar pela minha mão.

- Você me encontrou? Não, tecnicamente nós esbarramos um no outro.

- Literalmente nos esbarramos.

Luke riu junto comigo.

FLASHBACK ON

Fazia duas semanas desde a última vez em que dormi em minha cama. Eu poderia falar última vez em que vi minha mãe, ou a última vez que estive em casa. Mas eu quase nunca via minha mãe, e não poderia considerar aquilo literalmente de casa.

O maior motivo de me fazer sair daquele inferno foi meu irmão... Aquela criança de cabelos loiros e olhos azuis que me fez sentir uma felicidade enorme ao senti-lo em meus braços, ouvir o choro dele. Quase pude sentir que minha mãe iria sair da depressão, que poderíamos sobreviver sem um pai, que poderíamos ser uma família... Ficamos um ano como uma família normal. Até que algumas coisas estranhas começaram a acontecer comigo e com Jason. Coisas perigosas, e que um bebê e eu que não fazíamos ideia de que seria possível.

Até uma mulher bater em nossa porta. Só de olhar para ela eu tive uma sensação horrível, como se ela fosse me destruir ali mesmo.

- Olá, Thalia Grace. – a mulher disse. Ela era linda, tinha que admitir. Mas incrivelmente sinistra – Sua mãe deve ter avisado sobre a minha vinda.

- Am... Como você sabe meu nome? – perguntei.

A mulher sorriu me deixando mais nervosa e assustada ainda.

- Seu pai me falou de você.

- Meu pai? Você conhece o meu pai? – isso me deixou irritada. Como meu pai poderia ter falado de mim para uma pessoa que eu nem conhecia e nunca ter vindo me ver? – Por que diabos...

- Thalia. – as minhas costas minha mãe segurava Jason. Os braços dela tremiam tanto que eu tinha a horrível impressão de que ela poderia deixar o mesmo cair. – Deixe Hera entrar.

Hera? A mulher encarava friamente minha mãe. Ela entrou lentamente dentro da casa, sem tirar os olhos de meu irmão.

- Interessante... – Hera disse – O que será que meu marido viu em você para ter dois filhos da mesma mulher? Você trabalha aonde, Grace? – eu fuzilava a mulher com os olhos, diferente de minha mãe, que tinha apenas dor no olhar – Não precisa responder, sei que é constrangedor demais. Mas o que mais me intriga é ele ter vindo em suas duas formas... Zeus, e Júpiter.

Ouvi um som de raio, o que me assustou e me intrigou, pois o dia estava ensolarado e bonito. Zeus? Júpiter? Eu já tinha ouvido falar nesses dois nomes, mas não me lembrava onde.

-Senhora, você sabe o quanto é perigo dizer isso na frente deles. Principalmente de Thalia, que já tem total consciência das coisas. – minha mãe apertava Jason contra si.

- Ela não deveria existir.

- Não diga isso.

- Ela é fruto de um desejo. Acha mesmo que Zeus fosse se apaixonar por uma... Vagabunda?

- NÃO CHAME MINHA MÃE DISSO! – gritei – O que a senhora quer afinal? Falar um monte de besteiras?

- Não se meta, garota. – O olhar de Hera era frio – Você não deveria...

- HERA! – minha mãe gritou. Ela nunca gritava. Nunca. – Não estou aqui para brigar. Estou aqui para lhe oferecer uma trégua.

Hera se virou lentamente, e sorriu.

- Trégua? E qual será sua oferenda?

- Jason – minha mãe disse.

Logo depois disso, eu fugi. Não dei tchau, não expliquei o motivo. Apenas subi para o meu quarto, peguei o máximo de coisas que poderia e fugi o mais rápido possível. Sobrevivi as duas semanas mais horríveis de toda a minha vida, lutando com coisas que até então eu achava que não existiam. Estava desnutrida, machucada e desesperada. Me escondia em lugares horríveis, passava a noite em estado de alerta, nunca dormindo o necessário.

Até um dia, quando um cachorro do tamanho de um tanque de guerra me perseguia pelas ruas de NY. Eu sabia que poderia ser meu fim, minhas pernas não aguentavam mais. Até eu esbarrar em alguém e ir de cara no chão.

Seja lá quem cuide do mundo, pensei, Faça com que a minha morte seja rápida.

Até eu ouvir um som. Um grito masculino que fez com que eu me virasse. Um garoto um pouco mais velho do que eu lutava bravamente com o monstro. Seus olhos eram azuis, e brilhavam de tanta adrenalina. Ele se esquivou quando o monstro atacou, e cravou a adaga na barriga do mesmo, transformando-o em pó.

- Eu sou o Luke – ele disse, algum tempo depois de me dar algo para comer e cuidar de alguns de meus machucados.

- Thalia – eu não deveria confiar nele. Mas algo me dizia que era a melhor opção que eu tinha.

- Gosto desse nome – ele disse, se encostando do meu lado. – Você está sozinha há quanto tempo?

- Algumas semanas, acho. Você também...?

- Mais tempo que você, provavelmente.

Com isso ficamos em silêncio, observando o por do sol.

- O que era aquilo, Luke?

- Um cão infernal. Das terras do Mundo Inferior.

- Estou confusa, muito confusa.

- Você provavelmente é uma semideusa, Thalia. Sua mãe ou seu pai são mortais, e a outra pessoa que te deu a vida é um deus grego. Nós somos poderosos, e sei lá, só sei disso.

- Isso é louco.

- Louquíssimo. – Ele sorriu, e virou o rosto tão próximo do meu que chegou a incomodar – Pelo menos agora eu tenho você.

FLASHBACK OFF

Parecia que aquilo tinha ocorrido há séculos atrás, já tínhamos enfrentando tantas coisas, lutado com tantos monstros... Luke Castellan era mais do que um parceiro, era o meu outro lado da moeda.

– Nós enfrentamos muita coisa que não deveríamos enfrentar com a nossa idade, Luke. Mas nascemos assim. Somos quem somos pelos nossos antepassados.

- Fomos largados por eles, Thalia.

- Sim, fomos.

- Nós dois já sabemos mais ou menos como é a vida, mas Annabeth... Annabeth é uma criança! Ela não devia viver como vivemos, não devia...

- Eu sei Luke.

Ele me olhou, incrédulo.

- Pare de falar assim! Parece que você não se importa!

- É CLARO QUE EU ME IMPORTO – gritei, me levantando. Luke fez o mesmo. – Você acha que eu admito Annabeth viver no meio dessa loucura que a gente vive? Eu falei pra levarmos ela pro Acampamento, mas você logo disse não!

- Não quero que ela fique no lugar onde meu... Que os deuses querem que fiquemos. Você sabe disso.

- Dane-se.

- Oi?

- DANE-SE. Eu ainda quero ficar longe do acampamento, mas não vou deixar Annie viver isso. Não vou. Amanhã eu mando uma mensagem de íris pedindo ajuda do acampamento. Deve vir um sátiro, ele nos levará em segurança ao acampamento. Deixaremos Annabeth lá e você saqueará algumas coisas, depois partimos. Tudo no mesmo dia. Entendido?

Luke continuou a me encarar. Ele sorriu, e concordou com a cabeça.

- Não quero abandonar Annie, mas é a melhor coisa pra ela.

- Sim, é.

Notas finais
Hera sempre foi uma big vaca. HEHEHE bom, reviews galera!! Se não, sem atualização da fanfic =] não esqueçam de divulgar para os amigos, favoritar a fanfic etc (sou chata, aguentem) BEIJOS!